Private!
9 Harry e Gina
Notas iniciais
Gina girava de um lado para o outro em sua cama cada vez mais pequena e irritante. Estava fria e sem conforto nenhum. Olhava para o teto como se visse o céu e suspirava irritada ao pensar que o namorado estava tão perto e nem ao menos ela podia lhe dar um beijo de boa noite.
O bom de ter muitos quartos e poucos irmãos em casa é que Harry estava dormindo sozinho esta noite. Resolveu passar o final de semana na casa dos futuros sogros depois de muita insistência da mulher rechonchuda e de olhar maternal que lhe acolheu como mãe.
Se Gina pudesse, entraria a qualquer momento no quarto que o moreno usava como dormitório e teria a melhor noite que já se lembrava, ou, pelo menos, mataria todo o desejo acumulado durante as semanas que se passaram.
O fato é que, conhecendo bem a mãe como conhecia e ainda mais o irmão que ainda sobrava solteiro em casa, ela não teria chances. O quarto estava enfeitiçado, o dela e o dele, contra possíveis "intrusos" noturnos. Ela não teria como entrar no quarto dele, muito menos ele no dela. Era o mesmo feitiço usado com Rony sempre que Hermione ia dormir com ela.
Achava a situação antiquada e retrógrada, além de irritantemente frustrante. Virou mais uma vez na cama e parou observando o bloco de papel sobre a mesa e uma pena gasta no tinteiro. Sorriu ao ter uma ideia que teria tudo para dar certo, caso o namorado compartilhasse dos mesmos desejos que ela.
Sentou sobre o colchão alcançando os objetos desejados. Depois de breves instantes, dobrou o papel em quatro pedaços e se aproximou da janela. Harry estava no quarto abaixo do dela, e com um pequeno floreio da varinha, fez a janela balançar. Harry apareceu em seguida e a abriu. Varinha em punho e a tez levemente franzida eram os vestígios de uma vida de lutas contínuas.
– Harry! — falou baixo chamando a atenção do rapaz que olhou para cima, mas nada falou ao vê-la fazer um sinal de silêncio com o dedo indicador sobre o lábio.
Ela gesticulou um pouco e em instantes, Harry viu um pequeno pedaço de papel voar no meio da noite, saindo da janela dela em direção à sua. Ele nem esperou que o papel chegasse até sua mão e, estendendo o braço, o agarrou em seguida, lendo em silêncio, olhando para ela confuso e surpreendido. Ela sorriu.
– Em 10 minutos, ok? — ela falou gesticulando com as mãos e sumiu novamente, fechando a janela em seguida.
Harry sorriu para a janela que se fechava imaginando as loucuras que Gina poderia ser capaz de inventar quando queria algo. No momento, ela o queria e ele não estava com nenhuma vontade de frustrá-la em seu desejo.
Ele voltou para o quarto e rapidamente colocou uma camiseta de malha, um short mais frio, uma sandália mais apropriada e, aproximando-se de sua mala, agarrou a capa da invisibilidade a jogando sobre si antes de sair.
Se sentia um mentiroso com aquele simples gesto. Pisou delicadamente nas escadas que o levavam para a parte baixa da casa com medo das madeiras soltas fazerem barulho e esperou alguns poucos segundos antes de ver a namorada de cabelos vermelhos fazer o mesmo percurso que ele, com a diferença de que era visível a qualquer um.
Ela se aproximou silenciosamente da porta, e Harry a podia comparar com um gato treinado a não fazer barulho por tamanho silêncio e graciosidade em seus passos.
Ele a tocou no braço, a mão por baixo da capa, e ela sorriu em direção ao toque. Em segundos, Gina desaparecera dos olhos de qualquer um que tentasse vê-la. Depois, o abrir e fechar silencioso da porta do quintal.
– Você é louca — o tom de voz era brincalhão, embora preocupado.
– E você é bem mais louco que eu por compactuar com minhas loucuras.
Harry a aproximou ainda mais de seu corpo usando o braço livre. O outro segurava a capa sobre eles e o coração pulsou com o contato mais próximo. O corpo esquentou com a pela nua dela lhe tocando.
– Aqui está bom.
Gina falou e Harry parou ao seu lado. Estavam no pomar, abaixo de algumas árvores e o cheiro de flores aromatizava o ambiente de forma natural. Ela se virou para ele e o beijou, finalmente, naquela noite. Um beijo profundo e ritmado, que ele correspondeu sem pestanejar.
– Estava com saudades — a ruiva falou e ele sorriu com seus lábios ainda colados nos dela.
– Mas nos vimos durante o jantar, Gina.
– Não se faça de bobo, Potter. Sabe muito bem do que estou falando.
– Não sei. Acho que terá que me mostrar. — o tom do moreno era malicioso.
– Pois mostrarei, e com muito prazer.
Ela sorriu ao completar a frase. As mãos trabalharam rapidamente no corpo do namorado encontrando sua camisa e a retirando em dois segundos. Ficou atenta para a camisa não ficar para fora da capa e o beijou novamente.
– Gina, não seria melhor lançarmos um feitiço e nos inibir? Ficaríamos mais tranquilos, eu acho.
– Não. Quero assim, no medo de ser pego. É mais excitante.
– E você é completamente louca.
– Ah, cala a boca, Harry, não temos muito tempo.
Ela era assim, obstinada e decidida, e Harry adorava essas qualidades nela, sejam utilizadas quando fosse e pelo motivo que fosse. Pressionou as mãos contra a cintura marcada que ela tinha e a forçou a lhe acompanhar enquanto abaixava aos poucos, até estarem no chão.
Os lábios de Harry percorriam o ombro dela, e a mão já bem mais habilidosa desceu rapidamente a alça da camisola que ela usava. A língua fazia um rastro de fogo por onde passava e os gemidos da ruiva eram provocações impetuosas aos seus ouvidos.
Sugou os lábios dela com urgência lhe trazendo em um único movimento para cima de suas pernas. O contato do membro rijo contra sua intimidade o fez sussurrar em conjunto com ela, que fechou os olhos ao sentir que o pressionava.
Ela agarrou o rapaz pelas costas, as unhas pressionando levemente a pele enquanto ele abaixava a outra alça e fazia um volume de tecido em sua cintura. Os lábios quentes de Harry alcançaram seu mamilo e ela não conseguiu conter uma onda de prazer jogando a cabeça para trás, fechando os olhos e se inebriando nas sensações que vivia agora.
Seu corpo movia-se contra o dele, o ritmo do sexo impondo suas ordens, mesmo que estivessem quase que completamente vestidos. Ela o acariciava como podia. A posição em que estava não lhe permitia muita participação, mas ela lhe sugava o lóbulo e o mordia sempre que conseguia.
Um grito estrangulado preencheu o pomar fazendo alguns gnomos aparecerem no jardim, por mais que eles também não conseguissem ver o que acontecia. Gina gemia de prazer ao sentir os dedos do namorado lhe provocarem o clitores. Suas pernas se pressionavam contra as dele e ele sugou o seu mamilo novamente antes de afundar dois dos dedos nela. Um novo gemido e uma risada marota do moreno.
– Hum… — ele estava malicioso — Acho que você não está bem. Está gritando. Melhor entrarmos.
– Não começa com isso, ok, Potter? — ela ralhou tentando conter as sensações. Ele continuava a lhe tocar.
– Mas você não está bem…
Ele continuou e sorriu quando viu a garota levantar um pouco e quase que desajeitada retirar a calcinha pelas pernas flexionadas. Estava com a camisola pendendo na cintura, presa ao quadril. Os olhos estavam desejosos na penumbra da madrugada.
– Levanta.
Ela praticamente ordenou e Harry a obedeceu. Ergueu o quadril o suficiente para que ela puxasse uma parte de seu short com a cueca junto. Se colocou novamente sobre ele e olhando em seus olhos, falou novamente:
– Vou te mostrar o que eu preciso pra ficar bem.
Concluiu a frase e apoiou uma das mãos no ombro do garoto. A outra foi até seu membro o posicionando em sua intimidade, descendo sobre ele de uma única vez, liberando um gemido grave do moreno enquanto ela mesma murmurava algo incompreensível.
– Estou bem melhor agora — Gina falou de olhos ainda fechados, completamente parada sobre ele. — E você?
– Estou relativamente bem — Harry tentou manter o tom maroto, mas desistiu imediatamente, assim que Gina se movimentou sobre ele.
O corpo dela subia e descia lentamente. Seus olhos estavam fechados e Harry segurava seus seios com força, ao tempo que ela aumentava um pouco aquele movimento tão bom aos dois. Os seios moviam-se um pouco mais rápido e agora foi a vez de Harry fechar os olhos.
O tesão entre os dois era tanto que sentiam que a qualquer momento poderiam morrer. Talvez a tensão em serem apanhados ou simplesmente o desejo de saciarem os seus corpos os deixava em transe.
Gina gemia cada vez mais ritmada, os quadris movimentavam cada vez mais rápido. Harry respirava com sofreguidão enquanto uma das mãos descia novamente ao clitoris dela, lhe massageando, os lábios alcançando o mamilo.
Gina falava palavras incompreensíveis e Harry a acompanhava abafando o som em seu seio. A sensação de plenitude cada vez mais próxima. Os cabelos vermelhos ondulando como cascatas nas costas dela.
Eles sentiam a capa tocando macia sobre sua pele, até que um gemido mais longo anunciou que a ruiva havia gozado. Harry se liberou em seguida, e os seus gemidos se misturaram aos dela.
Permaneceram ainda ali por alguns breves momentos, o suficiente para recuperarem a capacidade de respirar normalmente. Gina os desligou sendo o seu movimento seguido por um gemido desgostoso de ambos. Sorriram mutuamente e se beijaram em seguida, lentamente.
Ela levantou-se um pouco depois. Pegou a calcinha jogada ao chão e o esperou subir seu short. Olhou para frente, em direção à sua casa e sorriu novamente ao olhar para ele.
– Viu? Tudo apagado. — falou abraçada a cintura do namorado enquanto seguiam para casa, sob a capa.
– Sim. E você é uma completa louca.
– Louca por você, Harry. Não consigo ficar longe de você — falou com ternura.
– Nem eu de você. Sabe por que?
– Não — ela respondeu curiosa.
– Porque eu te amo, e o que mais quero é ficar com você todos os dias da minha vida.
– E você vai. Nós vamos, porque eu te amo mais que tudo e quero você pra sempre comigo.
– Te amo, Gina. — ele parou há alguns metros da porta e a olhou, virando de frente.
– E eu te amo, Harry.
Se beijavam novamente, um beijo mais calmo e controlado, ainda sob a capa. Gina sorriu.
– Realmente, sou um gênio. — falou com os lábios colados aos dele.
– Por que diz isto?
– Consegui encontrar mais um boa utilidade para a sua capa — ela sorria marota.
– É verdade — ele sorriu junto — Mas acho que agora devemos entrar.
– Sim, e quando vier para cá novamente e, de repente, ouvir um barulho em sua janela, não baixe a guarda, mas pense que pode ser um pequeno bilhete dizendo:
"Preciso de você.
Me encontre na porta do quintal em 10 minutos.
Leve sua capa."
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