Private!
10 Charlie e OC
Notas iniciais
O ruivo caminhava de um lado para o outro no pequeno estabelecimento construído magicamente para os fins de reuniões, possíveis internamentos ou coisas relativas a isto. Os braços grossos estavam cruzados contra o peito com força e ele expressava um olhar cansado, preocupado e irritado, sozinho ali, sem ter muito bem o que fazer.
Charles, como gostava de ser chamado em seu local de trabalho, esperava a cerca de duas horas ali. Já havia saído, caminhado pelos arredores do acampamento, falado com alguns colegas de trabalho, observado alguns dragões, mas sempre mantendo os olhos da dependência onde agora era uma enfermaria.
Fazia três dias que um de seus dragões estava entristecido, as escamas caindo e os olhos afundados. Nem mesmo fogo ele soltava mais. Depois de tentar tudo o que poderia ser possível, abriu mão de seu orgulho e pediu que chamassem um especialista em doenças de dragões. Após informar o caso, o curandeiro chegou em algumas horas, acompanhado, ou melhor, acompanhada.
Sophie Marshall e Fox Baker eram, consecutivamente, curandeira e medibruxa. Trabalhavam em conjunto contra doenças em animais perigosos classificados como níveis quatro e cinco pelo Ministério.
– Eu só preciso de um curandeiro – protestou assim que as duas chegaram pela chave de portal.
– Trabalhamos juntas – a negra respondeu sem dar atenção e saíram.
Agora estava sentado sobre a mesinha da saleta construída no meio do nada naquele acampamento. Esperava que as duas voltassem o mais rápido possível e quando deu um suspiro resignado, ouviu o farfalhar das folhas e as vozes femininas se aproximando. Se levantou e as olhou assim que entraram.
– Boa noite – a loira se adiantou lhe estendendo a mão. Ele a apertou – Sou Fox Baker. Medibruxa.
– E eu, Sophie Marshall – a negra lhe estendeu a mão também – Sou curandeira animal.
– Desculpem-me por hoje mais cedo – Charles falou levemente constrangido.
– Não há problemas, sr. Weasley – Sophie continuou – Entendemos que o senhor estava nervoso, e também não era para menos.
– E o que eles têm? — perguntou o homem.
– Um fungo que geralmente ataca algumas espécies de dragões – Sophie explicou – Por mais que seja perigosa se não tratada rapidamente, tem uma grande possibilidade de cura, e os seus já estão tratados. Vão ficar muito bem. Não se preocupe – ela sorriu.
– Acabamos de informar ao Ministério local que nos ausentaremos por cinco dias – Fox continuou – Este é o prazo para termos certeza que os dragões estão bem e que nenhum ser humano foi contaminado com o fungo.
– Como assim? — ele se preocupou.
– É um fungo que facilmente pode ser transmitido aos humanos, e gera muitos efeitos colaterais se não diagnosticado de início. Por isso vim junto. — Fox explicou – Por isso trabalhamos juntas. Geralmente, doenças que envolvem animais como os dragões, podem afetar seres humanos, e gostaria de iniciar o diagnóstico com você, se não se incomodar.
– Tudo bem – ele falou ainda atordoado com as informações, vendo a dra. Fox se aproximar – Não sabia disso, e olha que há anos que estou aqui.
– Você é cuidador de dragões, sr. Weasley – Sophie começou – Uma profissão louvável se levarmos em consideração o desrespeito e preconceito que estes animais enfrentam, mas nós estudamos a fundo para trabalharmos em conjunto com vocês diante desse tipo de situação. Não se preocupe, somos treinadas e sabemos o que estamos fazendo.
Charles não falou mais nada e observou Fox colocar uma maleta próxima de onde ele estava. Ela era quase da altura dele, mas ele não era tão alto como os demais irmãos, embora fosse muito mais forte que todos eles, e a primeira coisa que ela fez foi observar seus olhos. Olhos azuis como os do pai.
Ela fez alguns feitiços com a varinha enquanto Sophie os observava encostada na parede. Circundou o homem e o observou de alto a baixo, e ele sentiu a respiração dela sobre seu pescoço queimar enquanto Sophie sorria de canto para ele.
– Poderia tirar sua camisa, sr. Weasley? — Fox continuou – Preciso ver sobre sua pele.
Charles exitou um pouco, mas o fez. Puxou a camisa de malha que usava por cima da cabeça e deixou o peito a mostra. Sentiu quando a moça as suas costas tocou com os dedos suas costas, deslizando sobre o contorno de sua coluna, fazendo os músculos do peito se tencionarem e a língua de Sophie passear deliberadamente sobre os lábios enquanto o observava.
Fox se adiantou para sua frente, os seios sob a bata pressionaram de leve seu peito quando ela se adiantou novamente para observar seus olhos. Os lábios muito próximos dos dele, o hálito quente tocando seu rosto.
– Aparentemente está normal – ela falou baixo, os dedos deslizando agora pelos contornos musculosos de seu peito – Não acha, Sophie.
A negra se aproximou observando por trás da companheira de trabalho. As mãos repousaram na cintura dela e o rosto apareceu por cima do ombro da loira.
– Não é minha área, mas parece que sim.
– Isto é tudo, sr. Weasley – Fox falou – Estamos na barraca ao lado da do sr. Schmidt. Costumamos colocar feitiços silenciadores e de impertubilidade para não sermos incomodadas – Charles engoliu seco ao ver as mãos de Sophie deslizarem pela barriga da outra de forma ousada – Se precisar de alguma coisa – ela sorria – Qualquer coisa, deixaremos uma exceção em nosso feitiço para você.
– Boa noite, sr. Weasley – Sophie falou, os lábios quase tocando os lóbulos da outra – Espero vê-lo em breve.
– Boa noite, sr. Weasley – Fox falou e se afastaram, pegando suas maletas e saindo do local deixando um Carlinhos completamente desnorteado.
Ele ainda ficou alguns instantes ali, o peito arfando, sem saber ao certo o que havia acontecido. A situação era inusitada, não tinha como negar. Atordoado, colocou novamente a camisa que ainda segurava em suas mãos e saiu, fechando a cortina da cabana.
Caminhou a duros passos até a sua própria cabana, sentindo uma curiosidade gritante de ir até a barraca das duas. Sua barraca fica duas depois da barraca de Schmidt e era impossível não passar por lá.
Pelo deserto que se apresentava, já devia ser mais de meia noite e todos estavam recolhidos. Ao longe ele visualizou seus dragões dormindo descansados pela primeira vez naqueles dias e se sentiu um pouco mais reconfortado.
Camonhou na direçao das barracas e não se conteve. Se adiantou até a barraca que as duas moças dividiam e poucos centimetros da cortina da porta, ouviu um barulho lá dentro, gemidos e sussurros. Se aproximou e afastou um pouco da cortina, sentindo o corpo enrigecer e uma fiscada dolorida em sua cueca.
As duas mulheres estavam quase nuas, a dra. Fox sobre um sofá avermelhado, os cabelos descendo sobre o encosto do móvel. Sobre ela, a dra. Sophie beijava seus lábios, os cachos negros se misturando com os fios loiros da outra. Pelo movimento que faziam, Sophie deveria estar estimulando a outra que estava com as pernas muito abertas enquanto o braço da outra mexia contra a primeira.
Quando Sophie parou o beijo e desviou os lábios para o lóbulo de Fox, seus olhos negros encontraram os azuis de Charlie e ele sentiu o rosto queimar. A negra sorriu com malícia para ele e arqueou o corpo sobre a outra. Usava uma lingerie branca que contrastava sua pele escura e ele sabia que Fox já sabia que ele estava ali, de pé, as espiando, o que não pareceu constranger nenhuma das duas.
Observou estorpecido quado Sophie direcionou os lábios para a barriga de Fox e ouviu, sentindo o corpo pulsar, o gemido dela ao ser sugada pela outra. Um gemido leve, de satisfação penetrou seus ouvidos e novamente ele sentiu aquela dor aguda, tendo certeza agora que era em sua cueca.
Este movimento das duas permaneceu por algum instante, Sophie olhando pra ele enquanto masturbava a companheira de trabalho.
As pernas de Fox passaram por cima da cabeça de Sophie e ela se virou, ficando de frente para a porta, olhando para ele e sorrindo enquanto via os lábios de Sophie beijarem a pele branca da outra.
– Oh, sr. Weasley — Fox falou em meio a gemidos — Que bom vê-lo. Por favor, entre. Não se acanhe. Sente-se aqui, conosco.
Sua criação, aquela que recebera de sua mãe com tanto esmero, lhe diria para ir embora e deixar as duas garotas em paz, mas seu cérebro, seu corpo pulsante, contava outro mantra para ele, e sem pensar duas vezes, ele entrou e caminhou até o sofá, sentando no que estava de frente ao delas.
Nenhuma sequer se deu ao trabalho de lhe olhar, estavam absortas naquela sensualidade toda. Fox gemia, os olhos fechados com força, as mãos segurando o braço do sofá com tanta pressão que os nós dos dedos esbranqueciam e ele observou com uma dor tremenda as pernas da moça vibrarem enquanto ela se contorcia e tremia contra os lábios das outras.
Pouco depois, sorriram para ele, e Fox, completamente nua, se virou para a outra, deitando sobre ela, beijando seus lábios, as mãos passeando por sua pele negra e tão sensual, os olhos fechando levemente a cada novo toque.
Charles prendeu a respiração quando Fox baixou o sutiã que Sophie usava, sem o tirar, liberando um mamilo escurecido e duro, pontudo para o alto, tão duro quanto ele mesmo estava, e a viu se aproximar dele, a língua contornando tão sensualmente, algo que ele jamais imaginava ter visto na vida antes.
Repetiu com o outro mamilo, os olhos das duas direcionados a ele, as mãos de Fox passeando lentamente sobre o corpo da outra, movendo seu corpo sobre o dela como se fosse uma espécie de felina.
Ele olhava as duas com atenção. Mal piscava como temor de perder algum etalhe. As mãos das duas percorriam os corpos, os seios se tocando, os lábios se beijando e os olhos provando o homem que se sentia sedento de estar com elas e temeroso de interromper o momento. E ele observou, embora as mãos não tenham mais se controlado e encontrado o caminho de seu pênis sob a calça, se masturbando devagar enquanto olhava as duas.
Fox levantou depois de dar um beijo demorado em Sophie e caminhou até ele. Elas não falavam nada, apenas sorriam conspiratórias.
As mãos da loira encontraram o peito firme do ruivo, afundando por dentro da camisa fina que ele usava, os dedos massageando e friccionando os mamilos, seus lábios chegando ao lóbulo e em seguida, aos lábios. Não sabia até onde poderia ir, mas sabia agora que fazia parte.
Fox se apoiou sobre seus ombros, os seios sendo pressionados contra ele e alcançou seus lábios nu beijo profundo e intenso, sugando a língua de Charlie com força, as mãos em seus mamilos enquanto ele se masturbava, as mãos dentro da calça.
Sophie se levantou e veio até ele. Percebeu que ela tinha uma tatuagem abaixo do umbigo e que seu corpo era cheio de curvas. Ela se abaixou a sua frente, ficando de cócoras, e as mãos seguraram com firmesa as coxas dele, sua língua contornando os lábios.
Sua cabeça se aproximou da bermuda dele e ele arfou olhando para a moça. Teve sua visão interrompida por Fox que lhe tomou os lábios novamente e, em seguida, sentiu os lábios de Sophie pressionando seu membro sob o tecido. Ela abriu o zíper e puxou a peça que parou aos seus pés, expondo o membro roliço do rapaz e o tomando em seus lábios sem muita demora.
Charlie não sabia o que pensar daquilo. Não era o mais santo dos Weasley, ainda mais morando fora, e tinha muitas experiências com várias mulheres, mas assim, com duas trabalhando em conjunto, ele nunca tinha ficado. Estava extasiado e excitado, e contemplava tudo com devoção.
As mãos voltaram permaneceram firmes contra o assento no qual estava depois que Fox tirou sua camisa, e assim como estavam, ele não tinha muita possibilidade de tocá-las. Olhou curioso quando a loira se colocou do lado da negra e, como numa brincadeira maldosa, disputaram por seu pênis, fazendo o homem fechar os olhos enquanto gemia de prazer.
Uma o segurava e massageava seus testículos enquanto a outra o sugava, até que, aparentemente, se cansavam e invertiam essa posição, até que se beijaram contra o membro dele, sugando as línguas que brincavam com seu pênis e o faziam suspirar.
Levantaram e o observaram enquanto seguiam para a cama colocada estrategicamente de frente para onde ele estava. Deitaram-se e ao ficarem lado a lado, se beijaram enquanto voltavam a se tocar, de frente pra ele, expostas ao máximo.
Charles sentiu uma fisgada ainda mais dolorida no membro e não se controlou em apenas observar, se aproximando das duas com cuidado, sem tocá-las, já que não sabia até onde poderia ir.
Elas o olharam, e o olhar era convidativo. O corpo tremeu quando sentiu os dedos e, em seguida, as mãos de Sophie contra seus braços, o chamando a ficar sobre elas, entre as duas. As mãos alvançaram cada uma um dos seios, e os lábios beijaram as duas intercaladamente até que ele sentiu mãos o estimularem novamente, e Sophie se colocar sob ele a espera de uma penetração.
Ele se posicionou contra ela. Fox observou enquanto ele pressionava o clítoris de Sophie com seu pênis. A negra fechou os olhos apoiando a cabeça sobre os travesseiros da cama, e Fox permaneceu olhando enquanto uma das mãos estava no seio da amiga.
Sophie movia o quadril esperando o contato e o olhava com anseio enquanto ele a pressionava com aquele movimento lento, até que deslizante, o membro a penetrou, lhe fazendo fechar os olhos e encontrar o clítoris com os dedos enquanto ele se movia devaga. Fox se tocava também e observava os dois até que uma das mãos firmes do ruivo lhe pressionou um dos seios.
Ele olhou as duas se veijarem encantado. Movimentava-se lentamente dentro de Sophie e se inclinou sobre elas, sugando o mamilo de Fox que se tocava ainda mais. Ouviu Sophie resmungar quando a deixou para penetrar Fox. Ele estava insandecido enquanto penetrava Fox com a mesma lentidão que usava na outra.
E quando ele imaginou que as coisas não poderiam mais melhorar, viu quando Sophie se colocou sobre Fox, ficando de quatro para ele ao abaixar o tronco para sugar os mamilos de Fox e lhe beijar os lábios.
Ele se movimentava contra Fox quando o dedo começou a pressionar o clítoris de Sophie, e começou a intercalar as penetrações, hora em Fox, hora em Sophie, aproveitando-se da posição na qual elas se encontravam, gemendo cada vez mais com a sensação de tê-las enquanto elas se beijavam e gemiam, as pernas de ambas tremendo cada vez mais.
Num momento de total descontrole, ele se deixou gozar sobre a pele das duas. Um gemido alto escapando de seus lábios diante daquela situação tão sexy e provocante. Elas se beijaram enquanto ele se liberava e o olharam em seguida, sorrindo.
Ele sentou-se sobre a cama, as pernas sob as delas, e sorriu ao ver que elas sorriam também.
– Acho que precisa ir agora, sr. Weasley — Fox falou e ele se sentiu desolado com a ideia de que elas não haviam gostado.
– Eu… — começou, mas Sophie o interrompeu.
– Esperamos o senhor amanhã, aqui mesmo, por essas horas, se não se incomodar.
– Claro — o alívio o inundou — Obrigado pelo convite.
– Tenho certeza que está agradecido — Fox se inclinou para beijá-lo sendo seguida por Sophie.
– Pode entrar de uma vez amanhã, sr. Weasley. — Sophie completou — Estaremos preparadas esperando o senhor.
Charlie levantou e colocou as roupas que haviam sido tiradas. Elas estavam deitadas sobre a cama, a cabeça de Fox repousava sobre o peito de Sophie e elas o olhavam de forma zombeteira.
– Eu aconselharia ao senhor colocar um feitiço abafador em sua barraca — ele olhou curioso para Sophie.
– Nunca se sabe — Fox continuou — Nunca se sabe quando alguém pode ir visitá-lo durante a noite.
Com isto ele saiu e antes que entrasse em sua própria barraca, usou a varinha e selou o lugar com um abaffiato. Entrou e tomou um banho, colocou uma cueca e enquanto se deitava para ler antes de dormir, viu a entrada de sua barraca se mover, a sombra de duas mulheres passando por ela e lhe informando que aquelas cinco noites ele guardaria para sempre em sua memória.
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