Private!

6 Ron e Hermione


Rony tinha muitos planos para aquela tarde. Estava imaginando como retribuir Hermione a altura por tudo o que ela fez e sempre fizera por ele. Amava àquela mulher com todas as forças e não resistia a nenhum dos encantos e atrativos daquela morena. A hora do almoço iria render boas surpresas para ela e ele faria o possível para satisfazê-la ao máximo.

Passo na sua sala assim que chegar a hora do almoço.

Vamos juntos.

Amo você!

Rony

Ela sorriu com o bilhete voador que recebeu na sua sala. Amava àquele ruivo desesperadamente, amava a forma como ele a amava, a forma como sempre se davam tão bem, mesmo discutindo em demasia. É verdade que as brigas eram sempre sem motivos aparentes, mas eles sempre faziam as pazes da maneira mais deliciosa que poderia haver.

E ela amava se reconciliar com ele. Continuou com os afazeres, aguardando a hora do almoço. Ele sempre a levava para lugares especiais quando saiam para almoçar juntos.

O ruivo foi buscá-la precisamente ao meio dia. Estava incrivelmente bonito com aquela jaqueta de couro marrom pesada sobre os ombros e ela adorava fitá-lo. Tinha algo nele que a desconcertava, mexia com o psicológico e refletia em seu corpo, músculos e sentidos. Fazia frio, as mãos nos bolsos laterais e os cabelos vermelhos brilhavam diante o misturado das cores. Ele era incrivelmente perfeito.

E sabia que ele estava aprontando algo. Os olhos estavam num tom azul cobalto intenso que ela conhecia dos momentos mais íntimos que partilhavam. Imaginou que a noite seria provocativa se não tivesse um compromisso inadiável com a mãe. E ele sabia. Só poderiam ficar juntos novamente na próxima semana.

Ele a olhava com desejo e o sorriso maroto lateral fez com que as pernas dela balançassem. Ele a estava seduzindo em silêncio, com olhares, piscadas de olhos, sorrisos... Adorava esse joguinhos de sedução, e ele jogava muito bem.

– Vamos? — ele estendeu a mão e ela a aceitou levantando-se em seguida e sendo cumprimentada com um beijo ardente.

– Vamos sim – ela respondeu um pouco desconcertada. Imaginava que tipo de feitiço poderia ter sido usado sobre ela que a deixou tão bobamente rendida.- Com muita fome?

– Na verdade, não muita. Lanchei hoje... e o Harry?

– Foi almoçar com a Gina.

– Então vamos.

Caminharam pelos corredores apinhados do Ministério. Teriam duas horas de almoço. Sempre comiam e passeavam um pouco a pé, às vezes em Londres, às vezes em Hogsmeade. Tomavam sorvete ou ficavam sentados em alguma praça esperando que desse a hora de voltar ao trabalho. Mas hoje não seria assim. Rony faria tudo diferente.

Saíram do elevador no Átrio, e lá poderiam aparatar sem maiores problemas. Cumprimentaram alguns colegas de trabalho, conversaram rapidamente com um dos estagiários desesperados e saíram animados do local, buscando um local menos movimentado.

– Você confia em mim Mione?

– Claro que sim, Rony. Que pergunta boba.

– Confia em mim em qualquer situação?

– Claro. Mas o que houve? — Hermione começava a ficar preocupada.

– Me dá a mão, vamos aparatar.

E ela o fez. Deu as mãos ao ruivo e sentiu a fisgada incômoda no estômago. Odiava e sempre odiaria aparatação acompanhada, era muito inconveniente e a fazia sentir um pedaço de carne sendo levado para qualquer lugar.

Desaparataram em uma casa em meio a um bosque. A casa era vitoriana e combinava perfeitamente com a vegetação natural do local. Era vermelha com muitas janelas e um caminho de pedras que ia até uma escada delicada que dava para a porta principal.

Toda a casa era cercada de árvores, flores e muito verde. Do lado esquerdo havia uma mesa redonda que Hermione percebeu ser de ferro, com quatro cadeiras dispostas a sua volta e um pequeno guarda-sol. O local era realmente lindo.

– Que lugar é esse Rony? — ela perguntou encantada.

– É uma das casas que o Harry herdou. — explicou — Esta em particular me agrada muito. Ele está querendo vender e e estou pensando em comprá-la. Já está mais do que na hora de sair da Toca e quis saber o que você acha.

– Acho que a casa é linda, e que sua mãe vai detestar a ideia de você mudar.

– Não quer conhecer por dentro?

– Claro – ela sorriu e acompanhou o ruivo, que já tinha a chave na mão.

Se a casa era bonita por fora, era totalmente aconchegante por dentro. Havia uma pequena antessala e a sala principal era ampla, com uma lareira convidativa no centro. Estava decorada de forma bonita, embora a maioria dos móveis fossem um pouco antigos.

As paredes eram pintadas num tom marrom avermelhado com branco, o que dava uma certa classe e sobriedade ao local. Um sofá de canto, duas poltronas laterais, um tapete de frente a lareira e uma mesa de centro pequena com um delicado arranjo de flores e uma travessa com frutas muito bem decorada.

E era para essa travessa que Hermione olhava quando sentiu as mãos do ruivo lhe puxando contra ele. Elas apertavam os seios cobertos pelo grosso casaco e os lábios percorriam o pescoço exposto dela devido a posição que se encontravam.

Ele pressionou ainda mais o contato e ela sentiu o membro dele já completamente rijo em suas costas. E no impulso de beijá-lo nos lábios, ela se virou contra ele de forma ágil, mas não mais ágil que ele fora, tirando o casaco dela aproveitando-se desse movimento.

Os lábios se encontraram e as mãos dela puderam percorrer o pescoço e estagnar em seus cabelos, puxando-os de forma desesperadora. Ele a encostou na estante de livros que havia perto deles e sem perder tempo abriu o zíper da saia que ela usava por cima da camisa fina, que já havia sido levantada.

Antes mesmo de tirar a camisa dela, que tinha a saia presa pelo volume do quadril, ele abaixou o sutiã que ela usava sem tirá-lo e beijou com prazer e desespero os seios expostos diante de seus olhos, ouvindo os sussurros e gemidos que ela já soltava.

Desceu os lábios pela barriga dela. Beijava e lambia com desejo ficando de joelhos em sua frente. As mãos apalpavam os seios com desejo e o movimento rápido da barriga dela devido a respiração forte e pesada que ela tinha o deixava ainda mais excitado, ainda mais desejoso.

E ele beijou com desejo o umbigo a mostra segurando firmemente em cada uma das mãos os seios dela, massageando, apalpando e puxando com delicadeza os mamilos já muito pontudos e endurecidos de desejo.

Hermione não sabia o que pensar. Nem conseguia assimilar direito o que estava acontecendo. Estavam há alguns minutos combinando de almoçar e agora se via como o prato principal da tarde. Adorou pensar nisso e gemeu alto imaginando o que poderia vir dali adiante.

Ele subiu novamente beijando-a nos lábios. Ela estava cheia de desejo e num único impulso, pulou e abraçou o namorado sendo mantida por ele, entrelaçando as pernas em volta de sua cintura. Ele a recostou contra a parede do outro lado e beijou com ainda mais ferocidade o pescoço dela que se contorcia e gemia com os toques rápidos e decididos do ruivo.

As roupas foram saindo a medida que o calor entre os dois aumentava, e mais que de repente, os corpos estavam entrelaçados e estavam nus, permanecendo apenas o sutiã ainda enrolado no corpo da morena.

Ele a ergueu novamente e num movimento mais que preciso ela voltou a entrelaçar as pernas em volta dele, que a segurou pelos glúteos e caminhou com ela até o tapete em frente a lareira ajoelhando-se ali e mantendo-a sempre segura em seus braços.

Ela o beijava involuntariamente. Sentia-se completamente excitada e necessitada de mais toques. Estava desejosa de amor e o tesão subiu a mente. Seu corpo formigava e ela sentia a necessidade de ser explorada por ele.

E eles se beijaram. Beijaram-se de forma descontrolada. As mãos passeavam pelo corpo, os cabelos da morena eram bagunçados pelos dedos descontrolados, as unhas se arrastavam com desejo pelas costas largas do ruivo.

Rony estava sentado sobre as pernas e Hermione estava sobre elas. Sentia os joelhos tocarem o chão e o movimento rápido dos corpos dos dois fazia o membro do ruivo encontrar-se com a barriga dela. O toque proporcionava ondas de choque intenso no corpo dos dois.

Interromperam o beijo. Os olhos se encontraram e o único som que se ouvia eram os sons das respirações descompassadas dos dois. O azul estava ainda mais azul, desejoso e ansioso. O castanho brilhava furtivamente, ela estava sem controle, havia perdido todos os sentidos...

E ele a deitou usando o peso do próprio corpo. Ela caiu sobre o tapete da sala sem conseguir mais controlar os próprios desejos, o próprio corpo. Estava entregue e desejava o prazer como alguém sedento em busca de água.

E isso foi o que ele fez. Com o mesmo movimento, mais que precisamente ele a penetrou. Os sexos já se encontravam por vontade própria. Não existia nada além da perfeição do encaixe dos dois e dos movimentos que os corpos faziam um contra o outro.

Rony a olhava nos olhos com desejo, com ânsia. Segurou suas mãos estendidas ao lado da cabeça dela e intensificou os movimentos de uma forma tão rápida que Hermione não conseguia mais controlar a própria voz, os gritos e gemidos eram graves e profundos, compassados com sussurros e devaneios.

A pressão era tamanha que ela sentia o corpo ser arrastado contra o tapete da sala, sentia-se contraída e a pressão aumentou mais quando ele beijou o seu seio e em seguida pressionou ainda mais o corpo dela com o peso de seu próprio corpo.

Os gemidos eram desconexos. Ela o olhava, o olhar se perdia, o sorriso dele se fechava quanto mais próximo do prazer ele se sentia. Sua cabeça voltava-se pra trás de tempos em tempos e os olhos se fechavam com tanta força que parecia sentir dor.

Hermione então pressionou o corpo contra o dele, que mais que rapidamente girou o corpo para que ela ficasse por cima dele. E ela sentiu o contato aprofundar ainda mais. A penetração era tão profunda que ela sentia os órgãos revirando dentro de si. Era simplesmente perfeito, era delicioso senti-lo assim.

E ela sentiu-se perfeita. Cavalgava com desejo e gana sobre o corpo dele, que a ajudava nos movimentos segurando sua cintura, aumentando ainda mais as estocadas fortes contra o corpo delicado da morena que saltitava e fazia o som de suas peles se batendo ainda mais sensual.

Ele arrancou com força a última peça que ela ainda vestia , mesmo que seus seios estivessem a mostra, e os agarrou com força elevando o corpo e quase se sentando, sem que ela parasse em um único momento a pressão que fazia nos órgãos dos dois.

E estavam mais próximos do êxtase agora. As pernas da mulher tremiam incontroladamente, e ele sentia o membro latejante pulsar de forma assustadora.
A sensação era de plenitude e o corpo de Hermione foi virado novamente para o chão e assim Rony pode também movimentar-se ao seu ritmo e sentir o corpo desfalecer com um grunhido que parecia música aos ouvidos da morena.

Os corpos cansados e totalmente satisfeitos deitaram-se lado a lado ainda no chão, olhando-se satisfeitos e com as sensações do gozo ainda em seus corpos. Sorriram e beijaram-se, permanecendo deitados ainda alguns minutos.

Rony então sentou-se e pegando a bandeja de frutas, colocou-a no chão, sobre o tapete, entre os dois. Hermione sorriu e eles se serviram. Estavam exaustos, mas a salada de frutas parecia muito apetitosa e bem mais leve para o momento.

Depois de um tempo vestiram-se, após conversarem algumas banalidades. Ele a ajudou com as peças bem mais complicadas de usar, e enquanto fechava o sutiã, beijou seu pescoço e sussurrou em seu ouvido, fazendo-a ficar com os pelos ouriçados novamente.

– Gostou do almoço? — a voz dele saiu tão sexy quanto ele estava. O peito desnudo, a calça com o zíper ainda aberto deixando a cueca vermelha a mostra.

– Muito – ela respondeu sorrindo – Como poderia não gostar?

– Quis te surpreender... — ele falou sugando o lóbulo dela.

– E conseguiu – ela sentia as pernas fraquejarem novamente.

– Fico feliz em saber que te satisfiz.

– Você sempre me satisfaz...

– Posso dizer o mesmo então – os beijos desciam pelo pescoço e ombro expostos.

– E estou ficando desejosa de novo...

– Eu também...

– Mas precisamos voltar para o Ministério.

– Eu sei – ele sussurrou.

Ele retirou novamente a calcinha dela e a estimulou com os dedos. Ela arfava e beijava o pescoço dele enquanto uma das mãos trabalhava animadamente no membro dele depois de baixar a cueca novamente.

E assim se amaram mais uma vez, com urgência de amantes prestes a serem flagrados. A saia enrolada novamente na cintura. Os seios expostos por cima do sutiã e as pernas envolta da cintura do ruivo que a preenchia com um desespero animal enquanto ela lhe puxava os cabelos com vigor.

Voltaram a se vestir após a satisfação, e Rony fez manha ao devolver a calcinha da morena, que ficou visivelmente encabulada com a iniciativa dele. E não teve como dizer não após um beijo apaixonado em seus lábios e uma sugada delicada em sua intimidade.

Ela se convenceu... Ele sempre a persuadia quando queria. O ruivo guardou a peça no bolso do casaco que vestia, olhou maliciosamente para ela.

Desaparataram no Ministério com os rostos ainda muito enrubescidos. Rumaram após um beijo delicado para as suas salas e Hermione sentia-se muito provante por partilhar o segredo de estar sem calcinha com ele.

Notas finais
---------------- * Esse texto foi inspirado em uma cena do filme Mata-me de Prazer Direção: Chen Kaige Lançamento: 2002 Com: Heather Graham, Joseph Fiennes, Ian Hart Reino Unido