Private!
4 Neville e Luna
Notas iniciais
Luna penteava os cabelos com um ar sonhador. Fitou-se no espelho e sorriu. Os longos cabelos amarelo-acinzentados tinham cachos controlados como nunca fora antes. Respirou profundamente e sorriu para sua imagem no espelho.
Como poderia mudar tanto assim? Isso só teria realmente uma explicação. A explicação que atendia pelo nome de Neville Longbotton. Desde que começaram a namorar, um pouco depois do fim da batalha, ela se via totalmente modificada.
Como gostava daquele bobo de cabelos castanhos. O sorriso encantador encantava seus olhos e esquentava seu coração de uma forma inexplicável. Os brincos de rabanete e o colar de tampinhas de cerveja amanteigada tinham sido aposentados desde então. Usava roupas mais normais e hoje estava se sentindo bonita.
Aliás, sentia-se bonita desde o namoro. Neville fazia com que ela se sentisse realmente especial. Não se sentia mais tão sozinha. Agora tinha amigos, amigos leais e eternos, e um amor... O seu amor! Nunca imaginou que se apaixonaria por ele, mas desde a AD o via de forma diferente. Que bom que ele sentia o mesmo. Estava feliz.
Fitou-se novamente. Usava uma camiseta com mangas baby look na cor preta com um decote redondo. Por cima, uma jardineira de tecido xadrez azul e branca, com o short no meio da coxa com um delicado elástico que franzia a cintura e deixava a cintura dela bem mais marcada.
Finalizou trançando o cabelo. Alguns fios ficaram soltos e ela os arrumou por trás das orelhas. Calçou as sapatilhas e fechou a fivela. Ergueu a cabeça ainda sentada na cama abotoando a fivela ao ouvir alguém batendo em sua porta.
– Luna?
– Oi papai.
– O Neville chegou.
– Ah... Eu já vou descer. Obrigada papai.
–--
– Olá Nev!
– Oi Luna! – cumprimentaram-se com um selinho.
– Preparado para caçar gnomos?
– Estou sim. E estou bem animado para isto.
– Tenho certeza que irá gostar. É muito divertido.
– Gosto de tudo o que faço ao seu lado Luna.
– Você é muito lindo Nev.
– Já vão? – o pai de Luna perguntou.
– Já sim papai. Temos que aproveitar a manhã.
– Cuidado com os zonzóbulos e os narguilés.
– Claro senhor.
– Até mais papai. Voltamos para o almoço.
Luna e Neville desceram a escadaria em direção a um bosque afastado da casa torta dos Lovegood. Luna gostava de ver os gnomos em seu habitat. Adorava correr atrás deles, se jogar sobre a grama e esperar que eles viessem remexer em seus cabelos.
Neville adorava observá-la nesses momentos. Ela ficava ainda mais encantadora. Lembrava uma criança que ganha seu presente favorito e era perfeito cada movimento dela. Esses momentos também eram especiais para os dois. A paz que sempre estava presente nos bosques e lagos era perfeita para que pudessem namorar, conversar, partilhar sonhos e ambições, e por algumas vezes quase os permitia passar dos limites da razão.
– Ali Neville – ela apontava um ponto distante enquanto corria tentando se aproximar de um gnomo que encontrara.
– Cuidado Luna.
– Não se preocupe. Mordida de gnomo é muito bom. Mas quero apenas vê-los.
Ficaram assim por um bom tempo. Corriam um atrás do outro. Por vezes Neville derrubava a garota após uma aposta de corrida ou quando tentavam dançar ao som do vento ou do canto dos passarinhos.
Por vezes Luna se distraia com borboletas coloridas, beija flores ou pássaros que chegavam tão perto deles. Neville despertou de seu transe em observar Luna ao sentir uma gota de água em seu braço.
– Luna, acho que vai chover e estamos longe de sua casa, podemos aparatar...
– A não, Nev. Não vai chover agora. Vamos, venha.
Neville não conseguia dizer não àqueles olhos enormes e acinzentados. Deixou-se conduzir pela namorada para mais adiante e pararam abaixo de grandes árvores que os protegiam da chuva que começava a se intensificar. Luna viu pés de romã e as experimentou. Estavam doces e suculentas. Ela guardou alguns nos bolsos, e Neville após saborear algumas frutas fez o mesmo.
A chuva se intensificou e nem mesmo a copa das árvores os protegiam. Luna levantou-se e deu a mão a Neville. Ele a segurou e levantou-se, seguindo o caminho que a namorada trilhava.
Os corpos de ambos estavam completamente molhados agora. Essas chuvas de verão eram constantes, mas não imaginariam que teria uma naquela manhã. A camisa de Neville já estava grudada em seu peito e a jardineira que Luna usava fazia o mesmo em suas pernas.
E que pernas, Neville pensou enquanto a acompanhava. Se depararam em um local a esmo e nem ao menos os passarinhos estavam mais presentes.
Luna virou-se para Neville e contemplou por um instante a camisa transparente graças a água que descia forte agora. Observou os contornos do corpo do garoto como se conseguisse ver finalmente um zonzóbulo, tamanho seu encanto.
A água escorria pelo corpo da garota. Tão pequena, tão frágil. Os cabelos molhados chegavam aos quadris em uma trança perfeita, mesmo que forçada a se desmanchar. Os fios que antes estavam soltos agora grudavam-se ao rosto tão doce e sonhador.
Olharam-se e contemplaram os corpos um de frente ao outro. Os olhos finalmente se encontraram, e neste momento, ao ouvirem um alto e forte trovão, aproximaram-se com agilidade e beijaram-se sob a chuva com ferocidade.
Beijaram-se de uma forma tão intensa como nunca provaram antes. O frio começava a chegar e a aproximação dos corpos os deixava em um delírio contrastante entre o frio do tempo e a quentura dos corpos.
Separaram-se quando o fôlego se fez necessário. Os olhos novamente se encontraram em uma concordância muda do que queriam agora. Precisavam se proteger da chuva, era necessário que voltassem para casa, mas o desejo de se encontrarem novamente foi maior, e sob a chuva forte que caia, beijaram-se novamente.
A cada novo beijo, um novo desejo e uma nova emoção. As mãos cada vez mais seguiam os caminhos sozinhas e exploravam com destreza cada parte dos corpos envoltos naquele bosque, sob árvores, flores e muita chuva.
– Precisamos nos proteger Luna — Neville quebrou o silêncio a muito prolongado.
– Sim. E avisar ao papai que estamos bem. Venha.
Novamente Neville se deixou conduzir pela namorada. Sentia o leão dentro de si em ponto de explodir, mas precisava controlar-se pelos dois. Talvez Luna nem soubesse o que tudo àquilo representava, e ele jamais iria se aproveitar da delicadeza e ingenuidade da namorada.
Entraram em uma gruta e Neville se surpreendeu com a beleza do lugar. Pedras formavam o caminho, sobre elas, em determinados lugares, lençóis formados de grama tão verde que parecia não existir. Um pequeno lago azul cristalino e transparente permitia a vista das pedras e peixes que existiam ali.
Neville fitava o local encantado e após um pequeno giro em volta de seu próprio corpo observando o lugar, encontrou Luna ajoelhada em um dos lençóis de grama conversando com sua lebre patrono que saiu em seguida.
– Pronto — ela disse virando-se para Neville — Avisei ao papai que estávamos procurando gnomos e nos confundimos. Provavelmente zonzóbulos entraram em nossa cabeça. Expliquei que não tivemos como voltar e que estamos na gruta.
– Ele conhece este lugar?
– Sim. A mamãe gostava de vir para cá as vezes. Eu adorava porque brincava com os peixinhos do lago. É lindo, não é?
– Sim. Belíssimo.
– Precisamos secar nossas roupas — Luna quebrou o silêncio.
– Eu sei Luna, mas pra lançar o feitiço precisamos tirá-las, e eu não acho...
– Qual o problema? Estamos molhados. Precisamos secar essas roupas e aquecer este lugar — Luna falava enquanto desabotoava a jardineira que usava.
– Luna, acho melhor não.
– Por quê?
– Não sei explicar, mas...
– Certo. Então venha sentar-se aqui comigo. Se vamos ficar resfriados, que fiquemos juntos então.
– Certo.
Ficaram abraçados por mais um tempo e sem que percebessem estavam novamente se beijando. O local estava aquecido, mas eles continuavam com frio devido as roupas encharcadas.
Luna olhou novamente nos olhos de Neville e sorriu delicadamente. Fechou os olhos e voltou a beijá-lo. O beijo que começou calmo foi se tornando mais intenso. Luna acariciava a nuca e um dos braços do namorado, enquanto Neville acariciava as orelhas da garota.
Enquanto se beijavam, Luna remexia o corpo ainda sentada sobre a grama e as mãos percorriam novamente o corpo do namorado. Ela acariciava com delicadeza os braços dele e colocou as mãos por dentro das mangas da camisa, diminuindo ainda mais as barreiras dos corpos.
O beijo ficava cada vez mais provocante, mais sedutor. As línguas brincavam entre si em um toque cada vez mais frenético e as mãos voltavam a ter vida e personalidade própria.
Num único impulso, Luna se movimentou e sentou se frente para Neville, em cima de suas pernas. Ele assustou-se, mas foi silenciado por mais um beijo profundo e delicado dado pela namorada.
Neste momento ele sentiu as mãos da pequena deslizarem em seu peito e concluiu que seria muito mais prudente que se afastassem e esperassem a chuva passar paradinhos observando os peixes do lago.
Desesperou-se quando sentiu que os mesmos dedinhos delicados na namorada que o acariciava a pouco encontraram um dos botões da camisa que ele usava e o desabotou.
– Luna, o que você está fazendo?
– Amando... — respondeu em meio a beijos e botões.
– Mas Luna...
– Neville — ela disse fitando — o — Até os gnomos amam. Eu quero amar você. Este lugar é lindo e o momento é perfeito.
– Mas, e depois?
– Tudo vai continuar do mesmo jeito, certo? Nada muda. Só seremos íntimos por completo. Você não quer?
– Eu quero, mas... E se você se arrepender.
– Jamais me arrependerei de ser feliz ao seu lado Neville.
A conversa foi finalizada por novos beijos. Neville estava mais tranquilo agora, mas ainda temia não saber o que fazer, afinal, nunca tinha feito aquilo.
– Luna, eu... — ele interrompeu o beijo, porém já estava sem camisa.
– O que?
– Eu não sei muito bem o que fazer...
– Nem eu, mas acredito que a convicção do que estamos fazendo nos ajudará...
– Eu amo você sua louquinha...
– E eu amo você, seu desastrado.
Beijaram-se novamente. Desta vez não haveria mais interrupções. Enquanto se acariciavam, Neville soltou as duas fivelas que prendiam as alças da jardineira que Luna usava, fazendo com que ela se amontoasse em seu quadril. Em seguida, puxou a camisa que ela vestia e vislumbrou o delicado sutiã que cobria-lhe os seios.
Certamente era de algodão. Simples e delicado com desenhos de cerejas por todo ele. Neville a olhou nos olhos, e após beijar seu pescoço, seguiu para o colo semi descoberto.
Luna fechou os olhos deixando-se levar pelo prazer que sentia. As sensações eram incríveis e jamais poderiam ser descritas por quem quer que fosse. Sentiu quando Neville forçou o fecho frontal do sutiã e arfou profundamente quando os lábios do garoto lhe tocaram o mamilo.
Ele beijava e sugava com desejo os pequenos seios da garota. Pequenos e tão delicados quanto ela e se viu em um dilema sobre qual dos dois acariciar. Decidiu por intercalar. Beijava um dos seios e acariciava o outro com a mão grande que tinha, depois, invertia o contato e trocava a posição.
Neville então pesou sobre o corpo da garota, e ela deitou-se de forma pura e angelical, olhos nos olhos. Trocaram beijos apaixonados e percorriam os corpos quase que totalmente desnudos.
Num elevar dos quadris, Luna permitiu que Neville retirasse a jardineira que pendia em sua cintura. Ele fez o mesmo e os corpos se tocaram lançando faíscas, tendo apenas uma calcinha e uma cueca como barreiras para o que eles desejavam agora.
Neville beijou e foi beijado. Sentia-se totalmente excitado agora. Percorreu com as mãos a pele branca de Luna e acariciava um dos seios. A outra mão desceu pelo corpo dela e encontrou a peça de roupa que ela ainda vestia.
Por sobre a calcinha, Neville acariciou também o sexo da namorada. Ele arqueou um pouco o corpo para ter liberdade em seus movimentos e percebeu que a namorada gostara da investida por ela afastar ainda mais as pernas.
Ele ficou assim, permaneceu neste movimento por um bom tempo, acariciando o seio e o sexo de Luna por cima da calcinha. Resolveu ousar e a mão que acariciava-lhe sob a peça, passou por dentro do tecido. Ele pode sentir a pele dele, os pelos que existiam ali e o calor que o órgão dela passava.
Ela gemeu ainda mais quando ele a tocou daquela forma. Remexia o corpo com desejo e beijava e acariciava Neville de forma sensual. Até que sua mão também encontrou o ponto de desejo do namorado, e com uma das mãos começou a acariciar o membro do namorado também por sobre a cueca.
Ficaram neste movimento por algum momento. A chuva se intensificava lá fora e o calor que eles sentiam aumentava proporcionalmente. Em um pequeno movimento, o pênis de Neville saltou para fora da cueca, e Luna aproveitou para senti-lo também em suas mãos.
Se acariciaram e se beijaram. Os gemidos estavam cada vez mais incontroláveis. Sentiam que os seus corpos não iriam mais suportar muito tempo naquele frenesi e Neville decidiu arriscar novamente.
Retirou a calcinha de Luna. Ela continuava angelical como sempre. Logo em seguida retirou sua cueca e após voltar o corpo para Luna, sentiu os órgãos se tocarem. Luna, num gesto inconsciente, mas decisivo, afastou ainda mais as pernas, permitindo que Neville se posicionasse perfeitamente sobre ela.
Os órgãos se tocaram novamente. Eles sentiam calor agora. A chuva estava intensa. O barulho da água correndo do lado de fora da gruta era excitante e com um movimento certo e delicado, Neville recostou a cabeça do pênis na entrada da vagina de Luna, que arfou e o olhou apreensiva.
Enquanto a beijava, ele aprofundou a penetração. Luna respirava de forma incontrolada agora. Os olhos fechados e as mãos apertando a carne dele. Não sabia se ela sentia dor ou prazer, mas resolveu continuar, pois ela nada falava.
Após alguns instantes assim, ela o abraçou e os corpos se apertaram. Os órgãos totalmente envolvidos agora e a calmaria se apossou dos dois. Ela mexeu-se então sobre ele, e o movimento de vai e vem iniciou-se discreto, temeroso.
Eles se amaram intensamente. Beijavam-se e lambiam-se enquanto o movimento dos corpos tinha vontade própria.
Luna sentia as pernas tremerem, os olhos adormecerem, o ventre formigar e parecia que a cada novo movimento ela iria explodir em mil pedacinhos. Neville arfava. O movimento era intenso agora, e ele sentia como se tudo estivesse concentrado naquele momento único.
Sentiu a vagina de Luna se contrair, pressionando o seu membro e o gemido que ela soltou em seguida foi o suficiente para que ele entendesse que ela havia chegado ao ponto máximo permitido. Relaxou então, e sentiu-se também formigar em todo o seu corpo.
Olharam-se novamente. Os corpos agora um ao lado do outro. Sorriram. O sorriso era cumplice e amigo. Beijaram-se e esperaram a chuva cessar se amando.
Após algum tempo, a tempestade diminuiu, até que parou. Eles vestiram-se e rumaram para fora da gruta. O seu ninho de amor desde então. Sorriram ao darem as mãos e desceram o caminho que levava a casa torta dos Lovegood. O caminho não foi banhado de conversas ou risadas, apenas se olhavam em silêncio e sorriam em concordância.
Na porta da casa, Luna virou-se para o namorado, beijou os lábios do garoto e antes de abrir a porta comentou:
– Adorei sair para caçar gnomos com você. Poderemos repetir sempre.
Fale com o autor