Private!

12 Draco e Astoria


Notas iniciais
Gente, eu adorei esse capítulo e espero que vocês também gostem. Como sabem, comentem, opinem, deem suas sugestões e digam o que acharam. Beijos e fiquem com a Astoria brincando de dominatrix.

Draco contou as horas daquele dia com uma ansiedade que há muito ele não sentia. Ainda pela manhã havia recebido um bilhete de Astoria pedindo que a encontrasse em seu apartamento as vinte horas. Era sábado e estavam de folga. Ele se animou ao imaginar que passaria o fim de semana com a garota.

Se vestiu o mais casual possível. Não esperava sair naquela noite e mesmo que ela pretendesse ir a algum lugar, poderia conjurar roupas facilmente da casa dela.

Caminhou pela rua trouxa ainda achando engraçado o fato de ela ter alugado um imóvel ali, sem nenhuma característica bruxa além dos dois, ou dos enfeites de Halloween que tinha espalhados pelas ruas enquanto as crianças corriam fantasiadas de monstros trouxas, e alguns monstros reais.

Subiu os degraus do edifício que dava para o segundo andar e parou diante da porta da namorada. Havia comprado flores para ela e se perguntava o que aquela garota havia feito com ele para estar tão romântico e fiel.

Nunca havia sentido o desejo de estar com uma única pessoa o tempo que fosse possível como se sentia com ela, muito menos sentia a necessidade de buscar em outras o que era completo com a morena de olhos azuis. Tocou a campainha e ouviu um barulho vindo de dentro do apartamento.

Astoria passou o dia organizando tudo em seu apartamento durante aquele dia. Usou feitiços de desilusão e abafou todo o imóvel para que nada do que acontecesse lá dentro pudesse ser ouvido pelos vizinhos trouxas, que deveriam pensar que não havia ninguém em casa.

Já estava pronta quando ouviu a campainha e depois de ver o namorado do outro lado através do olho mágico, respirou profundamente atraindo toda a coragem que precisaria para continuar com o que havia imaginado. Nada daria errado, era a certeza que ela tinha.

Abriu a porta e quase riu ao ver a expressão do namorado ao lhe observar, mas manteria o papel. Estava decidida a fazer o que havia planejado e era isso mesmo o que faria. Ela se afastou e deu passagem. Ele entrou rapidamente e ela fechou a porta, virando para ele, desafiando o rapaz.

Ela usava um sutiã vermelho, brilhante, com detalhes pretos. Parecia couro. Tudo o que ela vestia brilhava como couro envernizado. Um corset preto muito firme e ajustado deixava a cintura ainda mais fina e marcada, e usava uma saia muito curta e justa, também vermelha.

As botas iam até o meio das coxas, deixando um pouco de sua pele branca a mostra entre a bota e a saia justa. Muitas correntes adornavam o vestuário mínimo, e os cabelos negros caiam sobre os ombros.

– Olá, Malfoy – ela falou enquanto caminhava em sua direção – É muito bom que seja pontual. Isso vai te dar alguma regalia durante esta noite.

– Regalias? — ele perguntou curioso enquanto se aproximava para lhe beijar, mas ela o impediu usando as mãos.

– Hoje você não fala, não manda, nem tem vontades. As regras da noite são ditadas por mim, e eu faço o que quero. Me acompanhe.

Caminhou na frente do loiro que já sentia um formigamento no corpo pelo simples fato de lhe ver tão autoritária e segura, caminhando a sua frente com aquela saia minúscula que deixava que ele visse as bochechas de seu bumbum. Suspirou e a seguiu, ansioso.

– Deite-se – ela mandou imperativa assim que ele entrou no quarto e, mudo e contemplativo, ele fez o que lhe foi mandado.

Astoria subiu sobre ele e no movimento ele percebeu que ela estava sem calcinha. Quando ela virou de costas, de quatro, desamarrando seus sapatos, ele se adiantou e levou uma das mãos a sua coxa, mas ela o repreendeu autoritariamente, e ele sorriu com malícia decidindo entrar na brincadeira da namorada.

Ela se sentou sobre seu membro, a intimidade o pressionando e ele sentiu uma nova fisgada, agora bem mais localizada que a anterior e observou impassivo enquanto ela tirava toda a sua roupa.

Quando elaarqueou o corpo, ele imaginou que ela o fosse beijar, mas seus lábios passaram por ele e suas mãos alcançaram a varinha sobre a cabeceira da cama. Draco observou encantado enquanto ela floreava o objeto e fazia aparecer nas laterais da cama algo que lhe lembrava algemas.

Ela pressionou o corpo de forma sensual sobre ele enquanto afivelava cada uma das algemas, nos pulsos e nas pernas, e após terminar, saiu de cima da cama e o observou, a língua provocante contornando os lábios ao encontrar o membro ereto.

Mais um floreio e uma música suave começou a tocar. As unhas dela arranharam as pernas nos namorado com força, deixando cinco linhas avermelhadas nas coxas brancas de Draco. Ele gemeu com o toque e ela o repreendeu.

– Silêncio. — quase gritou, brava e séria, e ele a olhou. Submisso, não respondeu.

Na posição que estava, Draco não tinha muito o que fazer. Os braços abertos na altura dos ombros, presos na altura dos ombros por fivelas. As pernas seguiam a mesma ordem, cada tornozelo firmemente preso as laterais da cama.

Astoria se colocou entre suas pernas e pegando o pênis do namorado, reprimiu mais uma risada ao lhe ver fechar os olhos ao suprimir mais um gemido.

Ela massageou o membro por longos momentos. Ele estava excitado o suficiente e ela o ameaçava colocá-lo na boca a todo instante, sem fazer de fato, deixando o namorado ainda mais ansioso, mas nada fez.

As unhas continuaram a subir por seu corpo, contornando o umbigo enquanto ela se sentava novamente sobre seu quadril, os membros novamente se tocando, enquanto sua língua lambia de leve um mamilo de cada vez. Ele gemia baixo, contido.

– Sem gemidos, eu falei – ela ordenou e ele não sabia mais o que fazia enquanto a observava.

Astoria se levantou de onde estava, e quando voltou, ele percebeu que ela tinha alguma coisa nas mãos. Uma mordaça foi o primeiro que ele visualizou, sendo colocado em seus lábios assim que ela se aproximou, em seguida, a escuridão preencheu seus olhos, estava vendado.

Os dentes dela puxavam seus mamilos contra ela, as unhas pressionando a carne dos braços. Ela seguia um caminho quente por cima de seu corpo e pontuava cada local com os lábios, os dentes e as unhas.

Então Draco gemeu, mesmo contra a mordaça que tinha nos lábios. Sentiu os mamilos serem presos por algo gelado, com pressão, e sentiu um arrepio percorrer toda a espinha. Estava excitado.

Ela tirou a venda de seus olhos, sabia que ele estava curioso, e o olhar do rapaz foi direto para os mamilos. Eram dois prendedores de prata, ligados por uma corrente. Ela segurou seus cabelos com força fazendo com que ele ficasse olhando enquanto ela passava a língua sobre o pouco do mamilo livre e sorriu sexy quando percebeu o peito do namorado subir com força numa respiração pesada.

– Gosta disso? — ela perguntou quase deitada sobre ele, o quadril se movimentando contra ele enquanto a língua pincelava o mamilo – Gosta disso, Malfoy?

Ele assentiu com a cabeça, encantado com tudo aquilo e observou curioso quando ela abaixou mais, chegando novamente em seu membro. Sentiu quando ele arfou assim que ela o colocou na boca e sugou forte de uma única vez.

A cabeça dele derribou-se sobre o travesseiro e ele fechou os olhos com força abrindo em seguida, quando sentiu que ela o sugou novamente. A expressão dele era de dor de estar preso e contentamento por estar naquela situação.

Sugou ainda mais, com muito mais força e segurou as coxas dele quando as viu tremer. Ele sempre era tão controlado, e pela primeira vez, ela pensou, estava realmente no controle da situação.

Parou as sugadas de repente e ele a olhou consternado. Estava quase lá e pensou que se estivesse solto, ela não o escaparia agora. Astoria era a mulher que ele precisava, ele tinha certeza, ela o completava em todos os sentidos, e até nessas loucuras.

Viu que ela se movia para ele e sentiu a sua língua por cima do tecido que lhe impedia de falar. Desejou beijá-la e amá-la, mas não teria como. Tinha que esperar o que ela mais havia preparado para ele.

Draco sentia os mamilos vibrarem com a pressão dos prendedores neles, e a leve dor o deixava ainda mais excitado, e foi enquanto sentia os mamilos enrijecerem mais que percebeu Astoria se aproximando dele novamente. Tinha algo nas mãos e ele a questionou com os olhos do que se tratava.

Ela não falou, mas ele sentiu o arco sendo preso na base de seu pênis.

– Ser vizinha de trouxas pode ser muito conveniente, as vezes, Malfoy – justificou.

Um gemido mudo fez Astoria se sentir ainda melhor, a língua lambendo as coxas dele, as virilhas, o pênis, enquanto suas mãos seguravam com força as coxas do loiro que fechava os olhos, preso no próprio prazer, arfando mais quando a namorada subiu a saia que usava e, se colocando sobre ele, o masturbou com a vagina, gemendo, apoiando-se nos joelhos dele, os olhos fechados com o prazer.

Ele a olhava sem nada poder fazer além de observar. Ela movia-se sobre o membro com calma, os grandes lábios contornando o membro como em um abraço, se estimulando assim também.

Quando ela achou que era o suficiente, ficou de joelhos sobre ele, e quando ele imaginou que ela ia se penetrar com seu membro desejoso, viu a namorada abrir a saia e o sutiã que usava, ficando só com o corset justo na cintura e as botas de cano longo. Preto no braco. Ele se exaltou movendo os braços com força contra as amarras que o prendiam em direção a ela, e frustrado, parar.

– Está tudo bem, Malfoy? — ela perguntou contra seu ouvido e sugou seu lóbulo. A voz indiscutivelmente sexy. Ela exalava sexo. E ele acenou. Estava gostando, de fato.

Ficou de joelhos de frente para ele, as penas prendendo sua cabeça, e enquanto ele contemplava a vagina da namorada com um desejo intenso de sugá-la, ela mesma se tocou, gemendo assim que os dedos pressionaram seu órgão tão inchado.

Ele sentia o cheiro que exalava dela como um animal sente o cheiro de sua fêmea. Observar Astoria sobre ele, daquele jeito, se tocando enquanto os seios apontavam para frente com tanta excitação era a melhor imagem que ele recordava ter visto.

– Vou tirar sua mordaça – ela falava firme – Quero que me chupe, e não fale nada, entendeu? — Draco acenou afirmativamente com a cabeça. Estava louco para sentir a namorada também, e aquela era uma grande oportunidade.

Astoria tirou a mordaça e ele, instintivamente levantou a cabeça em busca dela. Ela o afastou com as mãos e ele a olhou inconformado, sabia que não deveria falar. Quanto mais obediente, melhor seriam suas regalias.

Astoria desceu o quadril contra ele, devagar. Gemeu ao sentir a língua do namorado pressionar o clítoris e apertou as pernas contra a cabeça dele em resposta, a respiração um pouco mais acelerada.

Se debruçou contra ele e encontrou o pênis com seus lábios, retribuindo o prazer que ele lhe dava, sugando o membro com força enquanto ele a sugava, lambendo quando ele lambia e parando ao sentir que os movimentos do quadril dele ficaram mais intensos. Remexeu o anel que o prendia e sentou de frente para ele, entre suas pernas.

Usou as pernas dele como apoio e ficou completamente exposta para ele. As mãos passearam pelos seios, pela cintura, pelo umbigo, e de leve, tocaram novamente seu sexo, um gemido escapando de seus lábios novamente.

Ela aproximou ainda mais o quadril do quadril dele e ele imaginou que ela fosse se penetrar agora, mas não, ela não fez novamente, e ele sentiu uma dor forte no membro com a frustração.

Ela o masturbou enquanto se tocava mais um pouco, e ao inclinar o corpo mais para trás, moveu um dos braços e trouxe um aparelho. Ele não conhecia, não sabia o que era, mas logo entendeu para o que servia.

Sentiu a pressão das pernas dela e os tremores típicos do orgasmo minutos depois que ela posicionou o aparelho contra seu clítoris. Uma das mãos o masturbava ainda, mas ela estava sem sentido quando ele viu sua vagina pulsar, seu membro pulsando em resposta. O ventre doendo de desejo de possuí-la.

Observou ainda em silêncio, mesmo que salivasse de desejo, o corpo dela tombar para trás, entre suas pernas, pulsante e tremeluzente, sexy e excitante com os seios pontudos e a cintura marcada por aquele corset.

Quando ela se apoiou sobre os cotovelos, ele ainda sentia o corpo dela tremer. Ela sorria levemente descabelada, o azul-claro dos olhos, dilatado em um tom enegrecido.

Ela abriu a fivela de um dos pés, liberando a perna enquanto estava propositalmente de costas para ele. A viu se expor ainda mais quando debruçou o corpo sobre sua perna, beijando o tornozelo dele.

Virou para ele e liberou uma das mãos, mas seu olhar era firme e por mais que ele quisesse arrancar a outra fivela para lhe ter, esperaria sua ordem. Era controlado o suficiente para isto. Os seios da garota deslizaram sobre seu rosto quando ela abriu a fivela da outra mão, voltando o corpo para o tornozelo que faltava.

Draco se sentia de parabéns. Era a pessoa mais controlada de todo o universo, e teve certeza disso ao se conter enquanto ela desafivelava o tornozelo que ainda estava preso, beijando o local como fizera também nos pulsos.

Ela o olhou sobre o ombro, ainda de costas, de quatro. A mão apoiada sobre o colchão e um sorriso malicioso e cheio de desdem nos lábios.

– Você é muito obediente, Malfoy – falou por fim, o olhando sobre o ombro e ele respirou profundamente – O que quer fazer agora?

Ela mal terminou a pergunta quando sentiu as mãos de Draco contra sua cintura, pressionando o tecido do corset, a fazendo gritar com uma única estocada, rápida e firme.

As mãos de Astoria pressionaram a base do colchão sobre a cama com força. Sentiu os joelhos perdendo o contato sobre o macio do estofado a cada novo movimento de Draco. Ele se forçava com desespero contra ela e urrava com o próprio descontrole cada vez que se movia contra a namorada.

Ela gemeu alto novamente, sentindo o corpo se partir, desta vez com mais intensidade que a anterior. Sentiu sua intimidade pressionar o membro do namorado, e ele parecia insaciável contra ela.

Se desligou da namorada e num movimento rápido a jogou contra o colchão, segurando suas coxas e separando suas pernas com desespero antes de penetrá-la com força novamente. O gemido dela se perdendo no dele.

E Draco se forçou contra ela com cada vez mais velocidade. Os lábios beijaram os lábios dela desorganizadamente, em seguida, sugaram seus mamilos, e quando Astoria já achava que desfaleceria, sentiu o corpo pulsar e vibrar novamente enquanto Draco se despejava dentro dela, os movimentos tão rápidos que ela sentia o corpo ribombar contra o colchão.

Draco afundou o rosto contra o ombro dela enquanto ainda se movimentava, enquanto ainda sentia Astoria o pressionar. Os gemidos eram luxuriantes e a respiração cansada, sexy.

O corpo do namorado a pressionou quando ele perdeu as forças, e seus lábios gemeram inconformados quando ele a deixou, deitando ao seu lado, o peito subindo e descendo com pesar.

– O que foi isso? — ele perguntou cansado, a voz falhando.

– Não gostou? — ela perguntou zombeteira, também respirando pesadamente.

– Que pergunta sem sentido, Tory – ele arfava e olhou pra ela. O olhar escurecido.

– Há algumas vantagens em – respirou fundo – ter vizinhas trouxas.

– Pelo jeito... – ele sorriu – Você foi perfeita! – lhe deu um beijo leve.

– Você também foi ótimo – ela sorriu.

– Fui?

– Sim. Foi melhor do que imaginei – ela sorriu brincalhona.

– Então – ele se colocou sobre ela – Acho que é a minha vez de te amarrar — Ele a beijou e Astoria não pode deixar de rir contra a ameaça.

– Não sei...

– Não há escolhas – ele disse sério – Quero que fique nas minhas mãos, e desejo aprender a usar aquele aparelhinho ali que você usou a pouco. Me deixou curioso.

– Sério? — ela se fez de desentendida.

– Muito sério, Greengrass. — ele se moveu falando firmemente, e prendeu um de seus pulsos – Agora você não fala, não manda, nem tem vontades. As regras da noite são ditadas por mim, e eu faço o que quero.

Ela riu ao ouvi-lo repetir suas palavras e se deixou prender. A noite ainda iria render muito, e ela esperava que aquela noite jamais amanhecesse.