Prisão de Gelo

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Bom dia, Boa tarde, boa noite ou até boa madrugada kkk Mais um capítulo quentinho saído do forno hehe Boa leitura ♥

Acordei desorientada, minha cabeça doía, meu corpo estava dormente e eu me sentia exausta. Sentia pular de onde estava, meu corpo chocalhando então ao abrir os olhos vi que estava dentro de uma carruagem em uma velocidade rápida em minha frente estava Lany com o capus de seu manto olhando por trás da cortina.
—o-o que está acontecendo? – perguntei atordoada.
— que bom que acordou! – respondeu Lany, olhando-me – vou te resumir tudo que aconteceu. Você foi levada pra completar o teste... só que dessa vez você reagiu de forma diferente. Houve uma explosão, destruiu boa parte do salão. Então eu e seu amiguinho pegamos seu corpo e estamos indo a o tempo de Visnasau e é claro estamos sendo seguidos.
— como assim seguidos? O que? Explosão?
— é eu também não tenho ideia do que foi aquilo, mas deixou Sawuell furioso e por isso estamos sendo seguidos... eu tinha certeza em confiar em você. Como está se sentindo?
Agora que ela perguntará eu sentia um formigamento lá no fundo, ainda estava meio “grogue” porém bem.
— eu to legal.
— você se lembra de algo? – perguntou com olhos indagadores.
Mesmo que eu me forçasse a pensar era uma página em branco pra mim, não existia nada a última lembrança que eu tinha era de comer os pães da bandeja em meu quarto. De resto, nada.
— não, de nada mesmo.
— bom, logo estaremos no templo e vamos entender essa loucura toda – disse se recostando no banco.
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Deu tudo errado!
Tudo errado, ela reagiu ao poder com uma explosão que quase me levou junto. Vadia! Como eu saberia que ela tinha alguma benção de um deus? Mas agora já era, tudo estava encaminhado se eu falhasse novamente com Khartyw novamente seria meu fim e de todos os planos.
Vamos recapitular.
Na primeira tentativa, após os ferimentos e a entrada do gelo Anastácia inconscientemente respondeu expeliu o liquido para fora de seus ferimentos e agora na segunda vez depois do corte em seu pulso o corpo dela reagiu diferente ele não expeliu, mas sim se transformou em pura energia, como uma resposta ao “ataque”, e então tudo ao redor foi destruído enquanto eu e outros nobres fomos jogados ao longe com tamanho poder.
Quem era verdadeiramente Anastácia de Tripólis?
Duvidava muito que a família dela saberia de algo, duvidava que a própria não sabia.
— senhor me chamaste? – perguntou a criada Loreis, aproximando-se.
— minha amada – perguntei me aproximando dela – és tão leal comigo... – acariciei seu rosto já então corado – me diga uma coisa... – desci lentamente minha mão pelo seu pescoço causando arrepios -... como você não descobriu uma traidora entre as suas! – apertei.
Loreis tentava desesperadamente responder, encher-me das desculpas esfarrapadas cada tentativa dela de falar e de tirar minha mão do seu pescoço me irritava. Seus olhos já estavam saltados nas órbitas, e os barulhos que ela fazia eram músicas para meus ouvidos.
— eu não preciso de brinquedos falhos – respondi diminuindo o aperto e falando ao pé do ouvido – essa era a sua segunda chance de redenção, após a falha de matar minha antiga ama,abrace sua morte.
O barulho dos esforços durou pouco tempo o que sobrou foi um corpo pesado caindo no chão.
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Já escurecia no palácio de Tripólis, logo após um dia repleto de reclamações e problemas de comerciantes o Rei Galvin se senta em seu trono a refletir. Não há ninguém lá, somente ele afundado em seus pensamentos. Já fazia alguns dias que mandará Anastácia para as terras geladas de Ghropol e se perguntava como ela estava lá.
Galvin não confiava totalmente naquele príncipe havia algo nele que o incomodava, seu jeito de portar, seu olhar frio acreditava agora que havia tomado uma decisão ruim ao dar a mão de sua primogênita em casamento! Já que Tripólis com certeza ganharia aquela guerra.
Aquelas idéias todas saíram da boca de Victor, seu filho mais novo.
Ele percebia sim as intenções de Victor de tomar o poder. então ele notou, a aliança e o casamento de Anastácia estava entrelaçados para ele ser o próximo na linha de sucessão e seu uma pessoa planeja arduamente isso ela pode....
Rei Galvin nunca conseguiu completar seu pensamento, pois não havia notado uma sombra aproximar-se lentamente e puxar uma adaga, cortando sua garganta... sujando o piso de mármore com sangue vermelho vivo.
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Já fazia tempo que estávamos na estrada, duas vezes tivemos que mudar o caminho para despistar quem estivesse nos seguindo, soldados de Sawuell. Estava emocionante de algum modo ainda mais por saber que eu afetei Sawuell. Já havia nos afastado da cidade real a tempos e na frente o que se via era árvores, árvores e mais árvores.
— é tão demorado assim? – perguntei
— é um templo que se mantém escondido, não ache que vai ser moleza – respondeu Lany.
Continuamos por cerca de horas até Lany falar para Roz entrar em uma estreita estradinha onde, mais a frente, tivemos que descer e terminar a pé. Ambos olhavam sempre para atrás como se esperando algum soldado sair de um arbusto, parecia que eles estavam bem íntimos caminhando em minha frente.
Mais ao longe dava-se para ver algumas pequenas casas, então havia moradores por aquela áreas que sem dúvida era bem isolado, talvez esse fosse o propósito mesmo. Passamos em frente destas casas e fomos acompanhados por olhos curiosos e janelas fechadas apressadamente. Parece que não havia muito movimento ali.
Então enxergamos um tipo de templo, bem grande na beirada de uma montanha, Lany falou que ali encontraríamos as sacerdotisas de Visnasau então nos dirigimos.
Antes mesmos de por o pé no templo, duas figuras encapuzadas uma de preto e a outra de banco saíram como se nos esperassem. Ao me aproximar percebi que eram mulheres, sacerdotisas? Seus cabelos e sobrancelhas eram raspados e o que me deixou mais assustada foram os olhos, ambas eram cegas.
— sejam bem vindas ao templo de Visnasau. Ela abençoou a sua viagem – falaram as duas em uníssono – por favor nos acompanhe até a Matriarca.
As duas mulheres eram rápidas, parecia que deslizavam pelo chão. O templo por dentro era tão modesto quanto a igreja velha que eu visitei, só que aqui mais imagens de Visnasau estavam por todo canto e muitas velas pretas e brancas.
Elas pararam em frente a uma porta que logo foi aberta. Estava lá um homem e outra mulher mais velha com cabelos brancos, ela estava sentada e portava uma bengala. Os dois eram cegos também.
— pode se retirar meu filho... – falou a senhora e o homem se retirou. – querida Anastácia vi a sua jornada até aqui desde que saiu do castelo.
Não sei como mais ela percebeu minha surpresa diante a saber quem eu era.
— não subestime meus olhos, posso ser cega mais vejo o mundo pelo terceiro olho – disse respondendo minhas perguntas não perguntadas.
— terceiro olho? – perguntou Lany confusa.
— sim, o terceiro olho o que vocês humanos chamariam de “intuição”. Abdicamos de nossa visão banal pela benção de Visnasau. E então começamos a ver mais coisas que do vocês poderiam. Mas sei bem que não é isso que estão procurando. Sinto Khartyw em você, minha jovem. – comentou a Matriarca apontando seu dedo a mim.
— sim, parece que eu fui dada de presente a ele.
— porém você se rebelou ao seu poder.... interessante....
— eu vim aqui para ter a benção de Visnasau e então conseguir seguir o melhor caminho do qual eu possa tomar as rédeas de meu próprio destino.
— destino, destino, destino.... todos vêm aqui preocupados com isso, com o futuro. Mas eu sinto algo diferente em você jovem Anastácia, há algo ai dentro que está despertando... – seus olhos focaram em mim, sentia ser vista mesmo! Assim como Robb fazia.
— perdoe-me perguntar,mas Robb faz parte deste templo? – perguntou Roz.
— sim, ele é um dos filhos de Visnasau que se rebelou a seus ensinamentos e partiu.... assim que deixou sua casa eu nunca mais o vi.
Roz e eu trocamos olhares. Então Robb vinha de Ghropol.
— mas voltando ao assunto que o trouxeram aqui. Faremos o ritual com você Anastácia estou interessadíssima na sua caminhada e no que a Mãe Grandiosa lhe mostrará, vocês ficarão aqui.... – então ela se vira para as jovens da entrada – Lez e Raz levem nossos hóspedes aos quartos.
— sim senhora! – responderam elas juntas.
— nos veremos mais tarde e não se preocupem com Sawuell, ele jamais encontrará esse templo.
Acompanhamos as duas mulheres até os quartos que ficavam lado a lado.
— eu poderia perguntar uma coisa? – falou Lany de repente.
— sim – responderam Lez e Raz.
— qual é o motivo de raspar as sobrancelhas e o cabelo, se me permite...
— não podemos ter a beleza das jovens mortais, somos receptáculos da Grande Mãe. – responderam.
— vocês são imortais? – perguntou Roz.
— não, mas vivemos mais do que os humanos.
Elas tinham uma aura medonha, além da aparência aquela forma de falar juntas e na mesma tonalidade era assustadora, parecia que uma era o eco da outra.
Entrei no quarto e por alguma coisa eu me senti segura desde a partida em Tripólis.