Prison of Love
8 My happy ending - Avril Lavigne
Notas iniciais
POV Jason
Sinto o soco no meu queixo.
Observo melhor o cara a minha frente. Meu adversário. Ele é alto, tem cabelos castanho claros e olhos da mesma cor e barba mal feita.
Ele avança de novo, porém desta vez estou preparado. Soco o estomago dele e ele se dobra para frente. Chuto sua canela e ele cai no chão.
– Ok, chega – interfere Frank, entrando na arena e ajudando o cara a se levantar. Trocamos um aperto de mão e o cara se vai, provavelmente para a enfermaria.
Bom, deixe-me explicar algumas coisas.
Quando eu tinha cinco anos, eu minha mãe e minha irmã voltávamos para casa quando fomos assaltados. Minha mãe, uma pessoa maravilhosa (ironia on) se recusou a dar o dinheiro e ofereceu minha irmã, Thalia, se não me engano. Thalia foi e mandou que nossa mãe cuidasse de mim. Eu não aguentaria viver sem a minha irmã, a pessoa que eu mais amava no mundo.
Por isso mesmo, eu me joguei na frente dela. Levei um tiro na coluna e desmaiei.
Acordei naquele mesmo beco, e fui para casa. Minha mãe me expulsou de lá, dizendo que era tudo culpa da Thalia. Bom, ela chamou minha irmã de maldita e de coisas que eu não ouso repetir, mas ok.
Bem, desde então eu morava na rua, nos becos.
Até que encontrei com Leo Valdez, ou, se preferir, o Garoto das Forjas. Sério, ele concerta qualquer coisa, tudo mesmo.
Leo me levou até o Frank e a Hazel, e passámos a “morar” juntos, na rua.
Depois de um tempo, achamos um estábulo abandonado, porém em boas condições. Leo reformou ele, e não me pergunte como, conseguiu energia elétrica. Ele ligou alguns fios, pelo que eu entendi.
Bem, nós usamos o “estábulo” como casa e como arena. Treinávamos para nos defender em lutas e para atacar. Sim, nós nos feríamos, se é o que está se perguntando. Lutávamos uns com os outros até que algum desistisse ou caísse no chão. No começo, deixávamos Hazel de fora. Por ela ser uma garota, achávamos que ela era fraca, que não podia lutar. Nem tínhamos noção de quanto estávamos enganados. Numa luta, que Hazel insistiu em participar, ela derrubou todos nós. Foi, sinceramente, impressionante.
Desconfiamos que o Frank tenha deixado ela ganhar, porque sempre gostou da morena, porém nunca teve coragem de se declarar.
Logo, estávamos com várias pessoas conosco, treinando junto, ajudando a aprender golpes e defesas.
Hoje, temos tecnicamente um “campo de luta”. Acabei de lutar com um novato, ele ainda tem muito o que aprender. Deve ter chegado á no máximo, uma semana por aqui.
Até hoje eu procuro por minha irmã. Ah, minha querida e amada irmã. A única que eu amei em toda minha vida.
– Ótima luta – elogia Hazel, quando passo por perto dela. Ela está usando uma calça jeans escura apertada, que o Frank não me ouça, mas que realça suas coxas e uma regata branca básica. Ah, e não podemos esquecer os All Stars pretos e surrados, ok?
– Obrigado – respondo simplesmente, acenando com a cabeça.
Vou indo para o meu quarto quando sou interrompido por uma garota dona de cabelos castanhos.
– Oi Jason, está indo para o seu quarto? – pergunta ela, obviamente com segundas intenções – Quer companhia?
– Desculpe Reyna, estou cansado hoje. Amanhã, ok?
Ela abre um sorriso enorme, mas tão grande que me pergunto se não vai rasgar o rosto dela em dois.
– Se prepare então, cavalheiro. Amanhã sua dama chega – e se vai pelo corredor, rebolando. Ela usa um short um tanto quanto curto e uma regata roxa (N/A: Roxa, Acampamento Júpiter, SPQR, sacaram? He he he). Olhem, não é que eu goste dela, porque eu não gosto. Mas, aproveitar um pouco nunca matou ninguém não é?
Acho que não.
Suspiro e continuo o caminho para o meu quarto.
Entro no quarto e tiro a blusa, logo depois me deito, pensando em como estaria Thalia agora, se ela estaria viva e se ela se lembraria de mim. Será que ela tem namorado? Onde será que ela está?
Ouço gritos e me levanto. Batidas na minha porta.
Abro a porta e lá está Hazel, parece sem fôlego, o que significa que ela veio correndo até aqui.
– Rápido, Jason! O FBI achou esse lugar, estão invadindo!
Devo ter ficado com cara de retardado, já que ela começou a explicar-me como se explicaria algo a um bebê.
– Temos que correr, porque nós bem, já matamos e este lugar é, obviamente ilegal – diz ela, devagar – Então, a menos que você queira ser preso e ir para o reformatório por ser de menor, VAMOS SAIR DAQUI!
–Ok, vou só por minha camisa então – respondo, adentrando de volta ao quarto.
– Vou indo então – diz ela já saindo e a porta se fecha com o vento.
Visto a camisa e ouço mais batidas na porta.
Vou até ela e abro, e acabo me deparando com a menina mais bonita que eu já vi em toda minha vida.
Tem cabelos castanhos cor de mel, que estão presos em uma trança de lado que cai em seu ombro esquerdo, os olhos uma hora parecem dourados, e outra, violetas.
Vou olhar seu corpo e meu desespero começa ao ver suas roupas pretas com uma escrita branca.
– Poderia me acompanhar por favor? – pede ela. Sua voz é tão angelical que me pergunto se não estou parado em frente á um anjo.
– Desculpe moça, tenho que ir – respondo e tento sair correndo, mas meu corpo paralisa.
Quando caio, consigo olhar para trás. A bela moça, cujo a identidade me é desconhecida, está com uma arma na mão.
Não demoro á compreender que é uma daquelas armas que paralisam seus músculos e você fica incapaz de realizar movimentos, qualquer que seja ele.
Ela suspira pesadamente.
– Desculpe moço, mas na verdade foi uma ordem – diz ela. Seus olhos, agora um tom de azul claro e meio violetas me encaram. Ela se aproxima e me apoia em seus ombros.
Eu não consigo sentir minhas pernas.
Só consigo sentir meus braços, onde a bela garota encosta. Seu toque é delicado, sua e sua pele é macia.
Do lado de fora eu avisto Hazel e Frank entrando em um caminhão preto com os dizerem brancos: FBI.
Olho para o lado e encontro Leo fugindo, não consigo conter um sorriso ao saber que pelo menos ele está livre.
Minha alegria é momentânea, pois logo, ele é capturado e jogado em um caminhão.
A bela moça me guia até um caminhão e me joga lá dentro.
Sinto que já estou ficando inconsciente, mas tenho tempo de fazer uma pergunta.
– Bela moça, poderia me dizer seu nome? Se queres saber o meu, é Jason, madame.
Ela ri, sua risada é uma bela melodia.
– Seu nome eu sei, moço. Me chamo Piper McLean.
É a última coisa que ouço antes de desmaiar.
Piper McLean.
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