Prison Magic
6 Capítulo 6
Após tomarem um delicioso café da manhã, Veck estava pensativo olhando fixamente para Cain, imaginando como alguém poderia ser tão ingênuo, porem dessa vez não iria mais reclamar do jeito de ser dele, iria esperar para ver no que daria.
Cain por sua vez não conseguia se concentrar em nada, apenas olhava para a mesa, porem inconvenientemente quando seus olhos se desviavam para Veck, era impossível não notar os lábios deste, e quando se pegava apenas admirando aquela parte de seu amigo, voltava a olhar para a mesa sentindo que estava levemente rubro.
Tentava achar algum modo de esquecer o ocorrido, todavia parecia simplesmente impossível de tal fato ocorresse. Acabou por finamente achando algo para distrair sua mente pensando em uma forma de resgatar a escrava das mãos do senhor daquela mansão.
Veck achava que sabia muito bem no que Cain estava a refletir, e até tinha uma certa raiva por este só pensar na escrava estava. Tinha conhecimento, pelo seu jeito, que o mesmo iria fazer de tudo para resgatar a escrava mesmo que fosse a coisa mais ridícula e que colocasse a vida dos dois em perigo.
Lembrava perfeitamente das palavras de Cain exclamando raivoso falando que tinha que salvar ela e que não a poderia a deixar de lado, atestando que era uma pessoa indefensa. Cogitava tentando achar uma resposta em como este poderia ser tão ingênuo.
Veck logo percebeu que se deixasse o resgate nas mãos de Cain eles iriam simplesmente, no meio do dia, com espadas a punho, tentar entrar pela porta principal da mansão e serem presos, se tornando assim escravos também.
Com esse pensamento em mente Veck tremeu até a espinha lembrando-se dos tempos em que servia ao seu mestre. Cain, notou o abalo que se aconteceu, percebendo que o outro realmente estava com uma cara assustada.
“— Veck, por que estais com essa cara? ” – pergunta Cain, meio preocupado.
“— Por nada... ” – responde baixinho, recompondo-se “— Mas, se vamos salvar ‘a escrava’, que seja do meu jeito. ”
“— Não seria mais fácil simplesmente invadir o local? ”
“ Isso já não é ingenuidade, e sim idiotice! ” – pensou Veck “— Melhor pegarmos informações antes de ir atacar o lugar. ” – falou logo em seguida, percebendo que se não fizesse algo, iriam acabar realmente presos.
“— Tudo bem, por onde começaremos? ”
“— Vamos pegar informações com os aldeões, qualquer coisa pode servir. ”
“— Certo. ”
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Lentamente ambos saíram do lugar no qual estavam, andando pela pequena vila, perguntando para as pessoas desta qualquer coisa que fosse útil. Acabaram por descobrir um senhor de idade que diz ter ajudado na contrição deste lugar quando era criança, este agora morava um pouco afastado do vilarejo, em uma pequena gruta.
Veck não estava acreditando nesta historia absurda, porem Cain começou a arrasta-lo pela mão ao lugar indicado pelas pessoas.
“— ...Cain. ” – chamou Veck, após um tempo, ainda sendo arrastado.
“— Sim? ”
“— Minha mão... ” – falou tão baixo que Cain mal pudera escutar.
“— Como? Não pude escutar. ”
“— Na-nada não. ”
Desistiu de questionar, apenas se deixou levar por Cain, que segurava sua mão gentilmente, como uma mãe com medo de seu filho se perder. Sorriu travesso, com seu próprio pensamento.
O vento daquela manhã, passava por ambos, fazendo os cabelos balancearem com a ação deste. Veck que estava sendo puxado, olhava fixamente para os cabelos tão negros quanto a noite que Cain possuía. Pela primeira vez, achou o ser a sua frente realmente belo, a roupa negra que sempre lhe caia bem, a espada em sua cintura lhe dando um toque misterioso e forte.
“— Aconteceste algo, Veck? ” – indaga Cain, parando e virando-se para este.
Com a outra mão, segurava uma mecha de cabelo para que não caísse aos olhos, um pequeno sorriso nos lábios. Um puro de imaculado sorriso. Veck nada disse, ainda estava a observar Cain.
“ O que tem de errado comigo hoje...? ” – pensou Veck, andando lentamente, diminuindo o espaço entre os dois.
“— Veck...? ” – chamou fraco o nome do amigo, perdido nos olhos deste que misteriosamente brilhavam em um tom de fascínio.
“ Yami... ” – pensou novamente Veck, para logo em seguida notar a entranha proximidade dos corpos e se afastar bruscamente, fazendo com que Cain soltasse sua mão.
“— Algo errado? ” – perguntou Cain, já se preocupando.
“ No que eu estava a pensar... Em Yami? É impossível eu estar com fome a essa hora. ” – Veck ignorava os chamados do amigo, estava apenas perdido em seu próprio mundo “ Ele está cada vez mais dócil... Será que Cain também gostaria de ser mordido...? ”
Quando menos percebe, Cain dá-lhe um tapa no rosto de Veck, este olha indignado para o amigo, estranhando tal ato.
“— Vejo que isto ainda o faz despertar, quando esta nestes transes... ” – comenta Cain, rindo alegremente.
“— Isso tudo é culpa da Luna, ela que colocou idéias absurdas de como me ajudar em sua cabeça. ” – fala Veck, esquecendo o que estava a pensar, passando lentamente a mão no rosto.
“— Desculpe, não vou fazer mais isso. ”
Cain como querendo se desculpar, retira a mão de Veck de onde estava e se aproxima mais deste, quase colando seus corpos. De modo lento passa sua mão no rosto que agora estava lentamente vermelho.
Veck espantou-se, porem apenas fechou os olhos esperando alguma reação de Cain. Este olhou o amigo a sua frente, olhos fechados, boca levemente entreaberta, foi aproximando mais e mais deste, desviando-se no ultimo instante e beijando singelamente o local vermelho do tapa que dera há instantes atrás. Afastou-se rapidamente, voltando a segurar a mão de Veck e o puxando.
“ Que...? ” – pensou Veck, sendo novamente guiado por Cain.
“— Eu fazia isso quando a Tanako, minha irmã, se machucava... ” – responde alegremente Cain, levando Veck consigo.
“— O-obrigado... ”
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“— Licença, mas há alguém? ” – pergunta Cain, em frente a uma enorme gruta.
Veck somente observava os atos de Cain, queria ver aonde essa busca iria levar, deixou por enquanto este prosseguir com a coleta de informações. Pelo menos este iria se ocupar com algo e não iria correndo atacar o lugar. Olhava de longe ele chamando pelo tal senhor que sabia de todas as passagens secretas da mansão.
“— Oláááá. ” – gritava Cain, para tentar conseguir uma resposta.
“— Deve ter morrido já. ” – comenta Veck, arrependendo-se logo depois ao ver a cara de preocupação do amigo.
Cain entrou rapidamente na gruta, passando por um corredor extenso iluminado por tochas na parede, ao andar mais deparou-se com uma porta de aço. Tentou forçar a porta a abrir mas esta estava trancada, voltou correndo para fora, pedir ajuda a Veck.
“— Venha Veck, disseram que ele era um senhor de idade já, e que vive doente... E se ele estiver passando mal... ” – falou Cain, já em frente a Veck.
“ Você acha que eu ligo para tal fato...? ” – pensou.
“— Vamos Veck. ”
Não resistiu ao ver os olhos ametistas brilhando em sua direção, fez o que seu amigo queria, seguindo-o até a grande porta de aço. Forçou a porta e esta se abriu, afinal ainda era um meio vampiro, tinha um pouco mais de força que um humano normal.
Cain entrou lentamente pelo lugar, chamando repetidamente pelo senhor de idade. O local, estava todo iluminado, porem não parecia estar muito limpo, era extremamente visível a poeira que se acumulava em cada canto daquele lugar, assim como um certo cheiro desagradável rondava o ambiente.
Cuidadosamente, desviando de restos de comida estragada do chão, Cain adentrou mais no lugar, procurando preocupadamente o senhor de idade que possivelmente o ajudaria.
“— Quem... Estais...Em... Meu recinto... ” – falou pausadamente um senhor, que se apoiava com dificuldade a parede.
“— Estais bem, senhor? ” – perguntou Cain, já indo a amparo do outro.
“— Ahn? ”
O Velho homem olhou desconfiado para Cain, mas logo confiou no rapaz a sua frente. Deixou-se ser guiado para um pequeno sofá que existia no cômodo. Olhou de relance para Veck, que continuava parado em frente a porta de sua moradia, todavia o ignorou.
“— Jovenzinho, o que faz aqui? ” – perguntou após um tempo.
“— Bem... Eu gostaria de umas informa- ”
“— COF COF COF ” – a frase de Cain for a interrompida pelo senhor de idade, que começou a tocir “— Desculpe... Eu ando tão cansado... E tenho tantas coisas a fazer... ” – disse, assim que acalmou-se.
“— Se o senhor precisa de alguma ajuda, nos o ajudaremos. ” – propõe Cain, sorrindo gentilmente para o velho.
“ Lá vamos nos de novo... ” – pensou Veck, já pensando em uma desculpa para sair do lugar o mais rápido o possível.
“— Ohhh, como os jovens de hoje são respeitosos... ” – falou o velho “— Me chamo John... Adoraria se me ajudasse com os afazeres de casa... Minhas pernas ultimamente doem taaanto... ”
“— Claro senhor. Meu amigo e eu o ajudaremos. ”
“— Correção Cain. ” – falou Veck, andando mais para perto “— Você ajudará. Para buscar informações mais rápido eu irei procurar em outro lugar. ” – avisa.
“— Vais me deixar aqui sozinho? ”
“— Não estarás sozinho, o Senhor John estará aqui com você... ” – fala, torcendo para Cain aceitar.
“— Bem... Tudo certo, mas aonde vai? E quando voltas? ” – perguntou Cain, aproximando-se do amigo.
Veck olhou em voltam analisando o tanto de sujeira que possuía aquele ambiente, pelo modo como estava o local, era impossível de se terminar rápido a limpeza, e ainda tinha o risco do velho pedir para fazerem mais coisas. Optou por deixar Cain entretido com aquilo, em quanto passearia a fora.
“— Voltarei de noite, se terminar antes o serviço, espere-me aqui. ” – avisou, já se virando e indo em direção a porta.
Saiu de lá rapidamente. Nunca gostou de arrumar nada, apesar de sua casa sempre ser impecavelmente organizada, sempre que a queria limpa, fazia qualquer magia para isto acontecer. E não queria fazer nada deste tipo agora, seria um pequeno castigo para o Cain, já que foi ele quem se voluntáriou.
“— Bem... Já que só voltarei a noite... ” – divagou olhando para o céu “— O que farei? ”
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A noite já estava chegando e lentamente Veck caminhava em direção ao lugar onde Cain estava. Tinha passado o dia todo sem fazer nada, lhe parecia até os tempos em que esteve em sua casa, sozinho, apenas lendo os livros que já tinha decorado cada um que possuía, apesar de que tinha milhares deles e todos possuíam diversas paginas.
Parou melancólico em frente a enorme gruta. Certamente Cain havia sido uma salvação para si, apesar do pouco tempo juntos, já quase nem se lembrava mais dos dias solitários que tinha.
“— Veck, o que faz parado neste local? ” – pergunta Cain, saindo da gruta carregando uma enorme bacia.
“— Estava indo a seu encontro. ” – falou aproximando-se mais “— Senti sua falta... ” – falou baixinho, mais perto deste.
“— Foi? ” – perguntou Cain, feliz.
“— Sim. ”
“— Eu também. ” – falou “— Já estou quase terminando de fazer tudo. ”
“— Como assim? Ainda não terminaste? ”
“— Já arrumei toda a casa. Mas logo em seguida o senhor pediu para arrumar uma mesa quebrada... Depois para que concertasse a porta, pois nos a forçamos e ela quebrou... Logo em seguida eu lavei as roupas e também fiz- ”
“— Espere um momento... ” – interrompeu Veck, o monologo de Cain “— Fizeste tudo isso para aquele velho? ”
“— Sim, pode não parecer, mas eu gosto de limpar as coisas. ” – responde sorrindo.
“— ... ”
“— Sei que um príncipe falar isso é estranho mas, não tenho culpa se sou assim... ” – falou fingindo estar emburrado.
“— Não, não é isso. Mas indo para o assunto principal, conseguistes alguma informação? ”
“— Assim que eu pegar água no riu que tem aqui perto, para abastecer a pequena reserva do senhor, ele nos contará o que precisamos. ” – responde Cain, apontando para a bacia em suas mãos.
“— Vá lá, irei conversando com aquele velho. ”
“— Veck, tenha mais respeito, aquele senhor tem mais de setenta anos... ” – comenta.
“— E eu tenho mais de trezentos... Ele perto de mim é um pirralho. ” – fala rindo.
“— É mesmo, não tenho lhe tratado com o merecido respeito... ” – fala Cain, realmente pensando no assunto.
“— Não, por favor, considere que eu tenha aproximadamente a sua idade... ” – pede.
“— Claro. ” – sorri “— Agora tenho que ir buscar água... ” – mal terminou a frase e já estava a andar em direção a um pequeno córrego mais adiante.
Assim que Veck perdeu Cain de vista, começou a andar em direção a gruta, entrando calmamente no lugar. Olhou espantado em como Cai pode ter transformado um chiqueiro em um palácio. Estava incrivelmente tudo extremamente limpo, realmente parecia que Cain gostava mesmo de limpar as coisas.
Andou sorrindo, pensando em Cain vestindo um aventalzinho roxo limpando todo o lugar. Mas logo esses pensamentos engraçados foram retirados de sua mente, assim que viu o senhor no mesmo lugar que o havia visto antes de sair.
“— Não acha que estais exagerando muito do meu amigo não? ” – pergunta Veck.
“— Mas eu sou só um velhinho... ” – falou com uma voz fraca e abatida.
“— ... ”
“— Não és tão bondoso quanto seu amigo... Aquele sim possui um coração de ouro... ”
“— Meu coração congelou há tantos anos que nem me lembro mais quando ocorreu. ” – fala ríspido.
“— Devo ficar comovido ou triste por você? ” – ironizou o velho, levantando-se do lugar.
“— Nem um, nem outro. Apenas ignore e atue sendo um bom velhinho. ” – responde.
“— É isso que farei, no momento que aquele seu amigo voltar. Porem na ocasião, não tenho a obrigação nenhuma de ser gentil com você. ”
“— Sabia que não era um velhinho doce e debilitado, ainda tens bastante forças. ”
“— Enxergais bem. Bem até demais... Isso ainda pode lhe prejudicar. ” – adverte.
“— O que pode prejudicar é sair ajudando todo mundo. ” – responde de imediato.
“— Você devi- ” – rapidamente, assim que o velho avista Cain que acabara de chegar na porta, muda seu tom de voz “— Você deveria tomar café em minha casa junto com seu amigo... ” – falou fraco, vendo Cain se aproximar mais “— Oh! Chegastes... Muito obrigado por tudo jovenzinho... ”
“— Não têm porque agradecer, fiz o que qualquer um faria. ”
“ Eu não... ” – pensa Veck.
“— Oh, jovenzinho, vamos desfrutar de uma boa janta, creio que tenho tudo necessário. ”
“— Nos adoraríamos. ”
“— A cozinha é por aquele lado. ” – fala o senhor, já se sentando na cadeira “— Avise quando estiver pronto. ”
“— Quer que eu faça a janta...? ” – pergunta Cain.
“— Sim, por favor, eu me levantei agora para fazer isto, mas as minhas pernas doeram taaaanto... ” – falou massageando o joelho.
“— Claro quer faço, só não sei se ficará bom... ”
“— Não tenha pressa. ”
Cain lentamente se retira do lugar, indo para a cozinha, deixando Veck e o senhor sozinho novamente.
“— Abusando novamente de meu amigo... ” – resmunga Veck, sentando-se em uma pequena cadeira me madeira.
“— Amigo... Sei... ” – responde ironizando.
“— O que quis dizer com isso? ”
“— Nada. Eu apenas tive que escutar o dia todo, o seu amigo falando sobre você. ”
“— O que Cain comentou? ”
“— Por que contaria? ” – ri maquiavélico logo em seguida “— Não tenho a obrigação de falar nada. ”
“— ... ”
“— Pelo menos nos informará como entrar naquela mansão despercebidos. ”
“— Oh, claro, isso eu prometi ao seu amigo. ”
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Após algumas horas a janta estava pronta e todos comeram calmamente. Horas mais tarde, Cain já estava literalmente caindo de sono, chegou quase a trombar com Veck varias vezes. O senhor de idade notando isso, decide despachar logo os dois garotos. Informou tudo minuciosamente para ambos, apesar de Cain mal escutar por causa do sono.
“— Muito obrigado. ” – agradece Cain, já do lado de fora da gruta, junto com Veck.
“— Eu que agradeço. ” – responde o velho já fechando a porta.
“— Bem... agora melhor deixarmos para invadir amanhã de noite, já que hoje você mal consegue andar em linha reta. ” – fala Veck rindo do jeito que o amigo andava.
“— Certo... ” – falou ziguezagueando pelo lugar por causa do sono.
“— ... ”
“— Eu estou bem... ” – ao falar quase tropeça “— Só não estou acostumado a fazer tanta coisa... ”
“— ... ”
“— Verdade. ” – ao falar, dessa vez realmente cai.
“— Estou vendo... Vem sobe nas minhas costas que eu te levo. ” – fala, ajoelhando-se ao lado de Cain.
“— Você não me agüenta... ”
“— Eu já te carreguei nos braços algumas vezes... Sou um meio vampiro, recorda? ”
“— ... ”
“— Vamos, segure-se em minhas costas, eu te levo... ” – insistiu.
Lentamente Cain faz o que seu amigo pede, segurando-se as suas costas. Rapidamente Veck levanta-se trazendo consigo Cain, caminhando pelo longo caminho até cheguar a hospedaria em que estavam. Apesar de ainda tinha um bom caminho até chegar a cidade.
“— Desculpe... ” – falou um sonolento Cain, apoiando sua cabeça no ombro de Veck.
“— Pode dormir... Eu te carrego. ” – fala amável, com uma voz que induzia ainda mais o sono a Cain.
“— Obrigado... Hoje eu- ” – bocejou “— Fiz bastante coisas... ”
Veck andava lentamente para não acordar agora um adormecido Cain em suas costas que segurava fracamente em seus ombros. Porem após um tempo notou este se remexer um pouco e começar a lhe abraçar, segurando mais firme, colando mais os corpos.
“— Cain...? ” – perguntou Veck, baixinho.
Arrepiou-se todo ao sentir um roçar de lábios em seu pescoço, tanto que até parou de andar. Mas logo voltou a fazer seu caminho, achando que aquele ato teria sido apenas Cain se remexendo durando o sono.
Parou novamente, assim que sentiu aquela estranha sensação de lábios lhe passando pelo pescoço outra vez. Respirou fundo, pensando agora que devia ser algum sonho ou pesadelo por parte de seu amigo.
“— Cain...? ” – chamou novamente o nome do amigo, para assegurar de que este dormia.
Com nenhuma resposta vinda do outro, voltou a caminhar. Porem mais alguns passos a frente para de novo, ao notar os braços em volta de si lhe apertarem mais, assim como sentiu unhas querendo lhe cortar a pele.
“— Cain!? ” – dessa vez gritou.
“— Não é ele faz tempos... ” – sussurra uma voz grosa e sensual em seus ouvidos.
“— Ya-Yami!? ”
“— Se ele dorme desprotegido, eu apareço... Como foram esquecer algo tão básico como isso? ” – sussurrou ainda em seus ouvidos, mordendo-lhe este levemente assim que termina a frase.
“— Ahnm. ”
“— Interessante... ”
Raivosamente Veck larga Yami no chão, virando-se para este logo em seguida com extrema fúria nos olhos.
“— Que diabos pensa que estais a fazer? ” – indaga Veck, raivoso.
“— Me divertindo... Faz tempos que não tenho uma boa luta contigo. ” – ironiza “— Me tens muito fácil. ”
“— Se quer uma luta, terá uma luta. ” – assim que terminou de falar Veck se afasta metros em um simples pulo, iniciando a conjuração de uma magia.
“— Isso, é exatamente isso que quero... Tire esses pensamentos loucos do Cain de minha mente. ”
Rapidamente Veck conjura sua magia, porem assim que a termina, Yami não o deixa lançar. Imitando seu ato, pulou uma grande distancia em um salto, caindo perfeitamente atrás de Veck.
Ligeiramente o amaldiçoado tenta dar uma cotovelada no vampiro, porem rapidamente este é protegido por uma barreira criada em instantes por si.
“— Filho de uma bacante! É tudo isso que tens? ” – zomba Yami.
“— Seu... ” – falou raivoso.
Diabolicamente Veck usa mais uma de suas magias rápidas, fazendo uma grande pressão empurrar Cain com extrema força, fazendo esse voar para trás batendo contra o chão bem longe de si. De tão forte que foi o impacto, o fez afundar metros no chão. Assim que Veck vê triunfante Cain estatelar-se contra o chão começa a conjurar algo
“— Damage! Lampejo Pulcro ” – rapidamente raios luminosos saem de suas mãos partindo rapidamente em direção a Yami, que se levantava.
Vendo a magia rapidamente a seu alcance, Yami apenas sorriu, sacando sua espada e defendendo-se com essa. Velozmente a magia fora absorvida por esse ato. A seguir Yami fecha seus olhos, e aponta a espada para Veck
“— Uno, duo, têr! ” – gritou Yami.
Neste instante aparecem três copias idênticas de Yami, que riam maldosamente entre si. Veck olhou aquilo, achando um ato extremamente infantil e inútil. Rapidamente, aproveitando o tempo de distração do inimigo começou a murmurar outra conjuração.
“— Damage! Brio Encarnado. ” – uma enorme labareda parte em direção a Yami, pegando todos desprevenidos “— Para fazer isso tem que dividir igualmente a inteligência para todos os clones... Se não, eles são inúteis ” – comenta Veck, com ar triunfante.
Yami vai aos chãos, todo queimado, preocupadamente Veck corre em seu amparo, com medo de ter exagerado demais na escolha da magia. Assim que se ajoelha ao lado de Yami, este misteriosamente desaparece, e de relance um outro Yami sai de dentro da terra, prendendo habilmente o pescoço de Veck com suas garras.
“— Esse sentimentalismo barato ainda vai acabar te matando. ” – fala rudemente, apertando mais o pescoço de Veck, tanto que se podia escutar barulhos vindo deste.
Rindo demonícamente, joga com força extrema Veck para cima, fazendo-o voar alguns metros. Em seguida, em um pulo, segurando sua espada, corta ainda no ar o vampiro ao meio. Aterrisando ao chão triunfalmente, já se vangloriando e gargalhando.
Porem em apenas alguns instantes, um pequeno momento de descuido por parte de Yami. Veck aparece atrás deste o imobilizando com uma magia.
“— Parabéns, a diversão dessa vez foi boa, tenho que admitir. ” – sussurra Veck nos ouvidos de Yami “— Mas a diversão acabou! ”
“— Só está começando... ” – fala Yami extremamente baixo.
Chegando mais por trás, Veck abraça Yami, apoiando sua cabeça no ombro deste, olhando-o de lado.
“— Você e Cain estão estranhos... ” – comenta.
“— ... ”
“— Não tem nada que queira me dizer...? ”
“— ... ”
Lentamente uma mão de Veck adentra na camisa de Yami, subindo sutilmente pelo peito deste, fazendo-o tentar resistir à magia e arriscar a se mover. Porem não consegue.
“— Vamos... Sei que tudo o que acontece com Cain você sabe... ”
“— É por saber que o odeio. ” – fala Yami rispidamente.
“— Interessante... ” – fala, movendo sua mão mais para cima, chegando ao pescoço deste “— E por acaso, o que você sabe? ” – perguntou docemente, envolvendo de modo leve a mão no pescoço.
“— Hnm... ”
“— Não me force a te torturar... ” – adverti Veck, apertando a sua mão.
“— Se me matar, matará Cain também... ” – relembra Yami.
“— Quem disse que quero te matar...? ” – faz uma pausa, lambendo lentamente o pescoço deste “— Quero lhe agradecer por ter me estrangulado... Eu até gosto de sentir dor. ”
“— Como conseguiu... Fugir? ” – pergunta, tendo dificuldades, pois cada vez mais Veck impunha mais força lhe estrangulando.
“— Se-gre-do... ” – respondeu pausadamente “— Agora pare de enrolarão... ME DIGA! ”
“— Se-gre-do! ” – repetiu Yami, ironizando a frase dita a instantes.
“— Já que é assim... Não tenho mais nada a falar com você, pararei de te tratar com alguém e voltarei a olha-lo apenas como alimento. ” – fala grosso.
“— Então pare de frescura e me morda! ”
“— Claro... MEU lanchinho. ”
A mão que antes o enforcava, o soltou lentamente espalmando-a em seguida em seu peito o puxando mais para perto. Olhou a tentação que era o pescoço à frente, seu vicio, seu alimento. Deu outra lânguida lambida, serpenteando-a por todo o pescoço e ombro, como uma criança que brinca com sua comida.
“— Hunm... ” – suspirou pesado Yami, ao sentir os dentes roçando-lhe a pele levemente, apenas o instigando a querer mais.
“— ‘Lanchinho’... Pessa para ser mordido... ”
“— Já não te mandei morder logo, seu desgraçado!? ”
“— Não... ” – a negação mais parecia um gemido “— Seja mais educado... ”
“— Se quer educação, vá morder o Cain! ” – gritou raivoso.
“— Isso... Seja educado como ele. Sei que você consegue... E tente fazer uma voz mais doce também. ” – pediu, voltando a passar suas presas pelo pescoço a frente.
“— Nunca. ”
“— Se fizer isso... Poderemos lutar novamente na outra vez... Sei que gosta disso. ” – falou com uma voz baixa, porem sensual.
“— Veck... ”
Veck arrepiou-se todo, o jeito como Yami lhe chamou fora algo tão parecido com às vezes que Cain lhe chamara que ficou ate sem reações, esperando apenas o resto da frase.
“— Me morde... Por favor. Eu preciso sentir... Fundo. ” – falou Yami, exceto pela voz ser mais grossa, parecia realmente Cain que estava dizendo aquilo.
“— Cain... ” – falou baixo o nome do amigo.
Sorriu satisfeito, já aumentando seus caninos para deixa-los na real forma. O de um ser noturno, ladrão de energia alheia. Forçou vagarosamente seus dentes na pele, arrancando um gemido de dor por parte do outro. Fechou os olhos, sua mente lotou-se de pensamentos em instantes. Nela estava a morder Cain, de uma forma desejosa, que fazia-o suspirar a cada sugada.
“— Fundo... ” – falou Yami, ainda imitando o jeito de Cain, dando mais ferocidade a imaginação de Veck, que respondeu prontamente o pedido “— Hunmm ” – gemeu em resposta.
Aquela energia tão saborosa entrando em seu corpo, nunca se enjoaria dela, não tinha como. Abraçou mais o corpo à frente começando a esfregar sua mão pelo peito do outro. E neste instante foi notável um forte estremecimento de Yami.
Mordeu-o mais, se abastecendo por completo, porem ficando meio triste pelo ato já estar chegando ao fim. Notando que o corpo já estava ficando mole. Soltou-lhe o pescoço, afastando-se deste em seguida. Porem Yami ainda estava meio cociente.
“— Se apóie em minhas costas, ainda tenho que leva-los a hospedaria. ” – disse Veck, tirando a magia que imobilizava Yami.
“— ... ”
Agora Yami estava do mesmo modo que Cain. Sonolento. Sofreguidamente , se apoiou nas costas de Veck. Deitando sua cabeça no ombro deste.
“— Desculpe... ” – falou um sonolento Yami.
“— Pode dormir... Carregarei vocês. ” – fala amável, com uma voz que induzia ainda mais o sono do outro.
“— Obrigado... Hoje nos- ” – bocejou “— brigamos bastante... ”
“— Certo, durma bem Yami. ”
“— Veck... Eu... Nos... ” – acabou por deixar a frase incompleta, adormecendo nas costas do vampiro.
“— Yami e Cain... Eu vou os ajudar. ” – falou mais para si mesmo.
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Já no anoitecer do dia seguinte. Cain e Veck espreitavam-se trás de um enorme arbusto, próximo à mansão que iriam invadir. No momento estavam se escondendo dos guardas que passavam de tempos em tempos por ali
“— Nossa, que bom que aquele simpático senhor nos ajudou. ” – falou Cain baixo, com medo do flagra.
“— Tão simpático... ” – ironizou Veck.
“— O que estamos esperando? Vamos logo invadir. ”
“— Acalma-se um pouco Cain, espere mais alguns minutos, que tenho certeza que os guardas irão vistoriar outro lugar. ” – explicou Veck.
“— E o que vamos fazer até isso acontecer? ” – sentou-se no chão “— É chato esperar. ”
“— ... ” – sentou-se também bem ao lado de Cain “— Todavia, se deseja realmente salvar aquil-digo, a escrava... Comporte-se. ”
“— E o que faremos? Sentados, no meio dessa mata fechada sozinhos? ” – perguntou Cain, emburrando-se por ter que ficar esperando.
“— Bem... ” – falou Veck, aproximando-se lentamente, por algum motivo não conseguia desviar os olhos do pescoço do amigo.
“— Já sei. ” – falou Cain, virando-se para Veck.
“— ... ” – Veck voltou a sentar na posição normal.
“— Me conte o que ficastes a fazer ontem de tarde. ”
“— Coletando informações ” – mentiu.
“— Só? ”
“— O que mais faria? ”
“— Não sei... Por isso queria saber. ”
“— ... ”
“— Olha Veck. ” – fala baixo, levantando-se um pouco “— Foram embora, como você disse. ”
“— É a hora certa. Vamos. ”
Ambos saíram sorrateiramente do lugar em que estavam escondidos, chegando mais perto da parede da mansão. Veck foi passando a mão por toda esta, procurando a passagem secreta que o velho John lhe tinha dito.
Procurou, procurou... Até que por fim achou um tijolo frouxo, puxou este rapidamente e uma passagem se criou como num passe de mágica.
“— Nossa... ” – falou Cain, surpreso.
“— Entre. ” – pediu, já empurrando o amigo para dentro, entrando logo em seguida.
Assim que ambos puseram os pés dentro do lugar, misteriosamente a passagem se fechou, mas isto não alarmou Veck, pois sabia que era só achar o tijolo novamente que esta se abria.
Olharam espantados para o lugar onde estavam, parecia ser uma cozinha, porem estava toda desorganizada. Talheres estavam aos montes no chão, assim como pratos quebrados. Parecia ter acontecido alguma luta naquele local.
“— Esta vindo alguém. ” – Fala Veck baixinho, puxando Cain para se esconder.
Esconderam-se dentro de um armário, infelizmente este era apertado e os dois tiveram que ficar espremidos dentro. De longe era possível escutar passos, e uma voz afeminada reclamando.
“— Não acredito que terei que limpar tudo isso! ” – a voz soara cansada “— É sempre assim... Quando penso que posso trabalhar sem interrupções, os patrões me agarram... O que será que tem de errado comigo... ”
Cain abre um pouco a porta do armário para ver de quem era a dona daquela voz, assim que espiou um pouco notou rapidamente que se tratava da escrava loura que tinha avistado. Esta ainda estava com as mesmas roupas que vira da primeira vez.
“— É ela. ” – falou Cain extremamente baixo perto do ouvido de Veck.
“— ... ”
“— Tudo bem que eu até gosto mas... Já cansei desta vida. ” – falou a garota, já começando a limpar tudo.
Veck espia um pouco esta, notando que não tinha mais ninguém por perto e que a escrava estava de costas, saiu sorrateiramente do esconderijo.
“— Não tenho culpa se sou sexy... ” – murmurou a garota, não percebendo a aproximação de Veck.
Este chega atrás da garota, segurando-lhe com uma das mãos os braços desta, para imobiliza-la, e com a outra mão levou-a a boca a tampando.
“— !!!? ” – a garota se debatia, com medo de ser novamente o patrão querer um tratamento especial.
“— Calma. ” – falou Cain, aparecendo na linha de visão da garota “— Viemos salva-la. ”
“— Você... Veio... ” – falou baixo, assim que Veck largou-a.
“— Sim. Ele veio, não vá pensando coisas que não deve sobre isso. Agora vamos logo. ” – fala Veck, meio severo.
Os três correram para a passagem, rapidamente Veck a achou, empurrou os dois para fora e saiu logo atrás. Correram o mais rápido que podiam, até finalmente estarem seguros, já perto do hotel onde estavam hospedados. A garota e Cain pararam exaustos, Veck apenas respirou fundo, já se recuperando da correria.
“— Não tenho nem como agradecer a gentileza de vocês. ” – falou a garota.
“— Não precisa. ” – fala Cain, ficando levemente corado.
“— ...! ” – Veck olhou a cena e rapidamente se meteu entre os dois “— Já estais a salvo, agora podes ir embora que nos tomaremos nosso rumo. ” – falou ríspido.
“— Veck! ”
“— Você não pretende levar isso conosco, não é Cain? ” – pergunta Veck.
“— Mas não podemos deixa-la assim sem amparo. ”
“— Obrigado Cainzinho! ” – falou a garota, correndo em direção a Cain, abraçando-o.
“— Co-Como!? ” – quase gritou Veck.
“— Eu sou eternamente grato ao Cainzinho! Não vou mais larga-lo. Devo a minha vida. ” – fala a garota, dando língua a Veck.
“— Sua coisa... Largue-o. ” – gritou Veck, puxando-a.
“— Veck, o que você tem? ” – falou Cain, preocupado.
“— Eu? ” – reclamou “— Você que fica se agarrando com outro homem na minha frente. ”
“— Homem!? ” – grita Cain espantado “— Quem!? ”
“— Cainzinho... Você pensa que sou mulher? ” – fala a ex-garota, que na verdade era um garoto “— Bem que eu estranhei.... ”
“— Você... Es um homem...? ” – pergunta Cain pálido.
“— Sim, sou. Me chamo Guille, mas por favor me chame de Gui. ” – fala radiante.
“— Eu tentei avisar que sua ingenuidade te cega Cain... Mas você não me escuta. ” – fala Veck, soltando um suspiro cansado.
“— É um homem... ” – murmurava repentinamente Cain.
“— Siiiim! Claro que sou homem! ” – falou Gui, soltando-se de Veck, e correndo até Cain abraçando-o novamente “— Mas isso não quer dizer que não podemos nos divertir, Cainzinho. ”
“— Divertir...? ” – fala Cain baixo, tentando se afastar.
“— Sim. Diversão. Eu, você e uma cama. Entende? ”
“— Desgruda dele! ” – grita Veck, puxando novamente o Guille.
“— Não gostei de você, ” – fala o loirinho para Veck.
“— A recíproca é verdadeira ” – rebate.
“— Você é chato, prefiro o Cainzinho! ”
“— Pare de chamá-lo assim. ” – reclama Veck.
“— Deixa de ser ciumento! ”
“— Ciúmes. Eu? De que!? ”
Os dois já estavam para começar uma briga no meio da rua, já perto do hotel, quando Cain intervem separando-os e ficando entre eles.
“— O que vocês dois tem? ” – falou Cain “— Acalmem-se, vamos primeiramente para o hotel, ter uma boa noite de sono, amanha conversaremos melhor ”
“— Tudo que você quiser Cainzinho. ”
“— Certo, dessa vez você tem razão Cain. ”
“— Então vamos. ” – fala sorridente para os dois.
Os três foram caminhando lentamente em direção ao hotel. Chegando neste foram rapidamente para o quarto.
“— Nossa, que lugar bonito. ” – falou Guille, pulando em uma das camas.
“— Que bom que gostou. ” – disse Cain, sentando-se na outra cama.
“— Hei... Você, sai da minha cama. ” – reclama Veck, apontando para Gui.
“— Nhaaaaa! ” – fala o loirinho “— Mas eu quero dormir nessa... ” – fez biquinho.
“— Veck, não seja egoísta, deixe-o dormir na cama... Ele passou a vida dormindo em lugares horríveis... ” – fala Cain.
“— E aonde EU irei dormir? ”
“— Tem razão... Durma nesta. ” – fala Cain se levantando “— Irei alugar outro quarto para mim. ” – já vai saindo do lugar “— Boa noite para vocês. ”
“— Espera... ” – falaram Veck e Guille juntos.
“— É melhor, assim vocês se conhecem mais e não brigam. Amanha sairemos cedo... Boa noite ” – disse fechando a porta.
Veck e Guille se entreolharam, era extremamente visível o tanto que não se gostavam. O loirinho sai da cama, indo em direção ao banheiro em quanto Veck simplesmente se jogou na cama em que Cain estava e dormiu.
Após alguns minutos Gui sai do banheiro, vendo que Veck já dormia na cama. Olhou a roupa na qual Veck estava e em seguida olhou para si próprio, vendo-se vestido em apenas em farrapos.
“ Não posso viajar assim... ” – pensou Guille.
Decidiu por arranjar algumas roupas novas, seria extremamente fácil seduzir alguém para bancar roupas novas. E assim o fez, deixou um bilhete em cima de uma mesa de canto e saiu do quarto.
“ Será uma noite longa... ” – pensou sorrindo maliciosamente “ A primeira de minha liberdade. ”
CONTINUA...
19/02/09
Nota da autora:
Um novo personagem, imaginem as confusões que ira acontecer agora? Huhuh, estava pensando em atualizar primeiro o Choco Bloody, mas os meus filhotes (Cain e Veck) vieram em primeiro lugar (Mãe coruja).
Sim, considero os dois como meus filhotes, já que eu que criei eles. Huhuhuh. Hummm agora pensando o Guille também é criação minha... Acho que com o tempo também vou adota-lo.
Agradecimentos:
Agradeçam a Mizuka gente, se ela não tivesse pedido pelo Orkut para atualizar a Fic, é capaz dela ter saído só depois do Choco Bloody mesmo.
Obrigada gente, fico contente que gostem dos meus filhotes.
By: Toynako
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