Prison Magic

5 Capítulo 5


Após aquela tortuosa noite, na qual trouxe para Veck algumas recordações indesejadas e uma ação precipitada de Cain, ambos cavalgavam tranqüilamente na direção no qual se encontrava um pântano para quem sabe livrar Cain da maldição no qual estava.

“— Veck, falta muito para chegarmos? ” – Perguntou Cain, observando a paisagem ao redor.

Apesar de estarem indo para um pântano, estavam passando por uma enorme planície. Esta possuía flores de vários tipos e cores, espalhadas por todos os lugares. Era totalmente diferente da Floresta das Ilusões, lugar cujo tinham abandonado há um dia. Este novo ambiente tinha um clima alegre no qual fazia Cain não consegui tirar um sorriso bobo do rosto observando a beleza do campo florido.

“— Levará mais alguns dias. ” – Respondeu Veck.

“— É que não agüento mais dormir ao relento... Ou em navios que balançavam a noite toda... ” – Reclamou Cain, meio mimado.

“— Você nunca reclamou. ”

“— ... ”

“— Se estiver cansado, tem um vilarejo aqui perto. ” – Propor Veck.

“— Um vilarejo? ”

“— Sim. Demora um pouco mais para chegarmos ao pântano... Todavia, acho que não precisamos ter pressa. ”

“— Mas... Não teria o risco de alguém me reconhecer neste local? ”

“— Talvez. Mas acho pouco provável, já saímos do seu reino. Aqui, nestas terras, ninguém manda. ”

“— Hunm... ” – Cain ficou um pouco pensativo “— Acho bom agente descansar por um ou dois dias em um local tranqüilo... ”

“— Claro, aproveitamos e compramos mantimentos, é sempre bom ter bastante para o caso de algum imprevisto acontecer. ”

“— O vilarejo é muito longe? ” – Perguntou Cain.

“— Se nos pegarmos aquela rota ali... ” – Veck apontou para um caminho mais a frente “— Indo lento, para não cansar muito os cavalos e termos que parar antes... Chegamos ao entardecer. ”

“— Certo, vamos para lá então. ” – Avisou Cain, mais sorridente ainda.

Estava cansado, não queria admitir, mas estava. Era acostumado a sempre ter tudo do bom e do melhor e essa mudança drástica o estava cansando mais do que podia imaginar. E para acrescentar em poucos dias tinham acontecido coisas absurdas.

Começando pela invasão de seu reino, no qual para vencer inimigos desconhecidos teve que apoderar-se de uma espada amaldiçoada, partindo assim para uma viagem no qual coisas mais estranhas aconteceram.

Fora assaltado por um grupo de ladrões, cujo acabou levando uma flechada envenenada e ficando doente por alguns dias. E mais, ainda tinha enfrentado vários monstros e um vampiro desgraçado que ousou o morder. Nunca mais esqueceria da dor e humilhação que passou.

Porem ainda tem pior. Nunca em toda sua vida ousou pensar que um ato assim poderia acontecer. Um beijo. Um beijo em seu amigo. Apesar deste ter acontecido por não haver outros meios, ainda sim era um beijo. Isso estava martelando na cabeça de Cain por todo tempo.

--X--

Horas mais tarde, quando o sol começava a se por, ambos ainda cavalgavam pela rota no qual Veck falara que levaria ao vilarejo. Cain para de súbito, fazendo Veck fazer o mesmo em seu cavalo.

“— O que houve Cain? ” – Indagou Veck, meio preocupado.

“— Uma escrava... ” – Murmurou Cain, apontando para frente.

Veck então olha para o local no qual Cain apontara. De certo havia sim uma escrava ali, amarrada a uma carroça, sendo puxada por esta, que estava indo rápido. Era visível, mesmo de longe, o esforço no qual a escrava estava tendo para acompanhar, descalça, a velocidade na qual a carroça estava.

“— Isso é normal. ” – Deu de ombros Veck.

“— Não no meu reino. ”

“— Este não é mais seu reino. ”

“— Isso não importa. Ainda assim é errado. ”

“— Cain, deixe isso para lá. É apenas mais um escravo entre tantos outros. ”

“— Você sabe qual é o destino de escravas jovens, não é Veck? ”

“— Serem obrigadas a irem para cama com seus donos. ” – Informou Veck, normalmente “— Isso nunca foi novidade. ”

“— Não conhecia esse seu lado desumano Veck... ” – Xiou Cain.

“— ... ”

“— Sei muito bem que não posso salvar todos-... ”

“— Que bom que sabe. ” – Ironizou Veck, cortando a frase de Cain.

“— Nunca mais me interrompa. ” – Falou Cain, autoritário.

“— ... ”

“— Se puder salvar um, isso já é de ajuda! ”

Cain não espera mais nenhuma reclamação vinda de Veck, simplesmente sai cavalgando rápido em direção a carroça. Assim que ficou lado a lado desta, olhou melhor para a escrava, que quase corria. Notou melhor o jeito deplorável na qual esta se encontrava.

Roupas sujas e rasgadas, descalça a andar pelo lugar. Algemas pesadas a prendiam a carroça, a obrigando a segui-la no ritmo na qual esta ia, caso o contrario cairia aos chãos. Cabelos meio longos na coloração dourada, amarrados de qualquer forma por um barbante. Mas o que chamou a atenção de Cain foram seus olhos que brilhavam fortemente.

Todos os escravos que tinha o desprazer de encontrar, tinham a mesma coisa, a mesma característica. Seus olhos não possuíam brilho qualquer. Parecia simplesmente que tinham desistido de viver no exato momento em que viravam escravos.

Nunca chegou a ver, por ser raro demais, mas possuíam aqueles que ainda possuíam o brilho da vida por um ou dois anos, antes de desistir completamente de viver. Talvez fosse o caso desta escrava.

Mas esta escrava possuía um brilho esperançoso e confiante em seus belos olhos dourados. Por uns instantes Cain perdeu-se neste brilho enigmático, só voltando a si, quando escutou seu nome sendo chamado por Veck, que já estava a seu lado.

“— Cain... O que pretendes fazer...? ” – Indagou, meio irritado, Veck.

“— Liberta-la. ” – Avisou Cain, em tom alto que a escrava escutou.

Esta sorriu em agradecimento, vendo logo em seguida Cain ir mais rápido, chegando a frente da carroça.

“— Boa tarde senhor, poderíamos negociar uns instantes? ” – Perguntou educadamente Cain, para o homem que comandava a carroça.

Esta parou. E em instante a garota foi ao chão totalmente exausta. Veck olhou atentamente para esta, com uma certa raiva nos olhos, notando agora algo interessante sobre a escrava, que era o maior motivo de ter discutido com Cain.

“— O que desejas jovem senhor? ” – Disse um senhor já de idade, que controlava a carroça.

“— Esta escrava. Me venderia? ”

“— Lamento informar, mas este já tem dono. ”

“— E para quem seria? ”

“— Vendi ao homem cujo é o dono dessas terras. ”

“— Mas estas terras não possuem donos... ” – Comentou Cain.

“— O jovem senhor é bem ingênuo, pelo que vejo. ”

“— Sim. Ele é, não me canso de falar isso... ” – Zombou Veck com uma certa ironia na voz, chegando mais perto e intrometendo-se na convença.

“— Você está bem chato hoje, Veck ” – Reclamou Cain.

“— Você é que é cheio de frescuras. E está estranho dês que saímos daquela floresta. ”

“— Eu... ” – Cain ficou mudo.

“— Parece que os amigos estão tendo uma pequena crise. ” – Comentou o homem na carroça.

“— É esse garotinho que está com alguma frescura e eu não sei. ”

“— ‘Garotinho’!? ” – Vociferou Cain “— Como OUSA me chamar assim!? ”

“— Acalme-se! ” – Mandou Veck irritado, encerrando aquela discussão ali “— Você não tinha um assunto a tratar com este senhor? ”

“— Tem razão... ” – Cain respirou fundo, recuperando seu autocontrole “— Sobre esta escrava... Não teria mesmo como me vender? ”

“— Desculpe jovem senhor, mas como informei, este é mercadoria do senhor Klauss, que é o dono dessas terras... Se quiser mesmo este escravo, sugiro que compre dele. ”

Veck olhava abismado o esforço que Cain fazia para libertar aquilo. Era totalmente infantil o que Cain, um príncipe, estava tentando fazer. Talvez tenha tido uma educação muito ‘certinha’ e rigorosa.

“— Então, no mínimo, poderia deixa-la ir sentada? ” – Pediu Cain.

“— Este escravo está acostumado a este tipo de trato. Dês de que era novo era tratado assim, não tem o porque mudar agora. ” – responde o homem.

“— Dês que nasceu? ” – Questionou Cain espantado.

“— Sim. A vida toda foi um escravo, e sabe muito bem como deve servir alguém. ”

Cain olhou para trás, espantado pelas palavras do homem. Como poderia alguém que dez que nasceu era um escravo, possuir aquele olhar vivo? Nunca tinha ouvido se quer falar em um caso com tal semelhança.

“— Bem... Desculpe não tê-los ajudado, senhores. Mas agora tenho que levar este escravo ao senhor Klauss, como havia mencionado. ” – Lembrou o homem.

Veck e Cain permanecem parados, vendo a carroça voltar a andar, e por consciência, fazer a escrava levantar-se em um puxão, acompanhando logo em seguida a velocidade na qual era puxada.

“— Espere, eu irei lhe salvar. ” – Falou Cain, convicto para a escrava.

“— Agradeço. ” – Agradeceu esta, sorrindo docemente para Cain.

Após algum tempo e a carroça se distancia, Veck vai para mais perto de Cain.

“— Ingênuo... ” – Murmurou Veck mexendo a cabeça negativamente.

“— O que eu sou ou deixo de ser, não lhe interessa. ”

“— Tudo bem então! ” – responde Veck meio raivoso, já não agüentando mais a birra de Cain “— Vamos logo para esse maldito vilarejo. Quero tomar um banho decente e lavar meus cabelos. ”

“— Tão precisando mesmo, já estão até com nós nas pontas. ” – Ironizou Cain “— Temos primeiro é que ir resgatar a garota. ”

“— Você escutou muito bem à parte que aquele homem falou que aquele escravo sabe muito bem como deve servir alguém. Aquilo não é nenhuma donzela que deve ser salva das mãos de um tirano. ”

“— Você por acaso gostaria que um cara toda vez que quisesse sexo, abusasse de você? ” – Questionou Cain.

“— Se acostuma com o tempo... Depois até fica bom! ”

“— Você fala como se tivesse sentido na pele. ”

“— ... ” – Veck em instantes fica mudo.

Cain olha lentamente Veck começar a afastar-se em seu cavalo, de cabeça baixa, como se pensamentos o atormentassem... Como se tivesse lembrado de algo que queria mais que tudo esquecer.

“— Quer mesmo ir salvar aquilo? ” – Murmurou Veck, auto o suficiente para Cain ouvir.

“— Pare de chamá-la de ‘aquilo’! ”

“ Garoto tolo... Ainda vai ter uma surpresa com relação a donzela que quer ir tanto salvar. ” – Pensou Veck, rindo discretamente em seguida “— Você não me respondeu a minha pergunta. Quer mesmo salvar aquil-digo, o escravo ”

“— Sim. ”

“— Pelo visto, não adianta tentar lhe convencer do contrario... Vamos atrás desse tal de Klauss, que se diz o dono dessas terras. ” – Falou Veck, dando-se por vencido, aguardando a hora certa para revelar certas coisas.

“— Vamos. ”

“— Mas podemos deixar isso para amanha? ” – Comentou Veck.

“— ... ”

“— Não era você mesmo que queria descansar em uma cama descente hoje? ”

“— ... ”

“— Já está anoitecendo... E eu estou com fome... ”

“— Fome? Mas nos alimentamos bem da ultima vez. ”

“— ... Esquece... ”

“— Agora pensando bem... ” – Lembrou-se Cain, dando uma pausa e pensando um pouco “— Você é um vampiro... Do que andas se alimentando? ”

“— O que eu como ou deixo de comer, não lhe interessa. ” – responde friamente Veck, rebatendo uma frase dita por Cain a alguns tempos.

Cain não se deu ao trabalho de responder, apenas seguiu a cavalo Veck que agora mais que antes parecia estar em volto em pensamentos. À vontade que tinha no momento era de simplesmente estrangular Veck, mas se conteve.

--X--

A noite ia cada vez mais aparecendo, e ambos não se falavam mais. Cada um pensava profundamente em algo.

Cain pensava em como resgatar a garota escrava, que apesar de estar acorrentada e recebendo vários tipos de maus tratos, ainda possuía um brilho místico de esperança nos olhos.

Já Veck, perdeu-se totalmente em seus pensamentos. Tinha varias coisas em mente, algumas relacionadas a seu mestre outras sobre sua amada Lucy. Mas por hora concentrou-se em tentar lembrar em como havia escapado daquela ilusão na qual estava na floresta.

Não lembrava como conseguira escapar deste sonho, lembrava apenas que Yami tinha o ajudado. De uma forma perigosa, pois se não conseguisse despertar antes do tempo acabar, morreria ali mesmo.

Todavia sabia que estava esquecendo de algo, uma coisa realmente importante. Mas suas memórias estavam muito embaralhadas para conseguir achar alguma lógica em tudo.

“— Veck? ” – Chamou Cain, assim que avistou uma vila.

“— Sim...? ”

“— Você está meio estranho hoje, está pensando em algo? ”

“— Sim. ” – responde, dando um longo e cansado suspiro “— Não consigo me lembrar de como fiz para acordar daquele pesadelo... ”

“— Acordar? ” – Falou Cain por impulso, ficando levemente corado.

“— Me recordo que precisou de algo muito importante para me tirar daquele transe, mas não me lembro do que fora. ” – Comentou Veck, pensativo.

“— Me-melhor esquecer isso... ” – Sugeriu Cain, ficando mais vermelho ainda, com medo de que Veck descubra de alguma forma do ato que fez.

“— Talvez.... É melhor mesmo chegarmos o quanto antes ao vilarejo, seu cavalo parece cansado. ”

“— E o seu? ” – Perguntou o de olhos roxos, aliviado pelo assunto ter mudado.

“— O meu, se alimenta de minhas energias... Em quanto eu estiver bem, ele também estará. ”

“— Mas ele parece meio cansado também... Veck, você está bem? ”

“— É só cansaço. ” – Mentiu.

“— Certo... Então vamos primeiro descansar em alguma pousada. ”

“— Obrigado. ”

--X--

O tempo passou e ambos já estavam no vilarejo. Este era até grande, mas não muito movimentado, talvez pelo fato de já ser noite. Era possível ver no alto de uma grande colina uma enorme mansão. Possivelmente seja esta a casa do homem que se titula dono das terras.

As poucas pessoas daquela vila olhavam com medo para Cain e Veck. Aquela cidade parecia morta, de alguma forma. Dava a impressão de que alguma coisa lhe tirava a alegria de viver, ou algo do tipo.

“— Vamos para aquele hotel. ” – Falou Cain, apontando para uma grande construção.

“— Você paga. ” – Comentou Veck, rindo.

“— Pão duro. ”

Cavalgaram mais para perto do lugar, deixando em frente à porta, seus cavalos. Dirigiram-se prontamente a recepcionista que mais parecia um zumbi, de tão bela que era...

“— Com licença senhora... ” – Falou Cain, cortes “— Um quarto para dois, por favor. ”

“— Cama de casal? ”

“— Como? ” – Questionou Cain.

“— Ela acha que nos somos amantes... ” – Comentou Veck caindo na gargalhada em seguida.

“— Duas camas de solteiro... ” – Falou Cain, para a recepcionista, meio constrangido pelo fato.

--X--

Já no quarto.

“— Pronto, feliz? ” – Questionou Cain, sentando-se em uma das duas camas “— Agora você pode tomar o banho que queria. ” – Ironizou por fim.

“— Pensei que já tinha parado com essa birra. ”

“— Birra? Eu só acho que é mais importante salvar alguém em apuros do que lavar o cabelo. ”

“— Você está insuportável hoje Cain! ”

“— Eu? Você é que não tem sentimentos, aquela garota necessita de ajuda. ”

“— Garota!? ” – Veck da uma pausa suspirando cansado “— É só um escravo!”

“— Não quero discutir com você algo que sei que estou certo! ”

“— Ótimo! ”

Veck olha com um certo ódio para Cain, sabia que tinha algo estranho neste pelo motivo de estar tão áspero consigo, porem não fazia idéia do que atormentava este. Dirigiu-se para uma porta que dava acesso ao banheiro abrindo a porta e ficando apenar a olhar para dentro.

“— Eu devia estar com muito tédio... Para ter aceitado sair nesta viagem idiota.” – murmura Veck em tom audível, antes de entrar na porta e fechar esta.

Cain fica estático, olhando a porta que se fechara há instantes atrás. Após alguns instantes levou os dedos ao lábio, fazendo uma suave caricia, pensando na frase dita há instantes por Veck. Por algum motivo esta frase lhe doeu o peito, e só agora se dera conta que estava brigando com Veck. Aquele a quem o estava ajudando neste momento.

“— Veck... ” – Falou baixinho.

Cain estava querendo se desculpar com Veck, nem sábia o por que de estar sendo tão agressivo com este. Tinha plena consciência de que era às vezes um pouco ingênuo. Decidiu por deixar as coisas para amanha, talvez no dia seguinte ambos estariam bem novamente, como se tudo não tivesse acontecido.

“ Melhor realmente eu ir dormir... ” – Pensou Cain, já colocando as algemas.

--X--

Vários minutos depois, Veck sai do banheiro já vestido, porem arrependido pelas palavras que disse a Cain. O fato era que não estava acostumado a tanta bondade assim,talvez nem Lucy fosse desse jeito.

“— Cain eu- ” – Veck parou de falar assim que nota que Cain já estava confortavelmente dormindo em uma das camas “ Deixo para me desculpar amanhã.... ” – Pensou, se aproximando mais da cama cujo Cain estava a dormir.

Aproximou-se ate ficar ao lado da cama, olhou atentamente para baixo, analisando bem sua futura janta. Estava sentindo um pouco de fome, mas talvez nem fosse tanto por causa desta, a verdade é que não agüentava mais ficar longe de energia tão tentadora que Cain possuía, ou melhor, que Yami possuía.

“ Yami...? ” – Pensou Veck, ajoelhando-se ao lado da cama.

Lembrara que fora este quem o ajudou quando estava preso naquela ilusão, talvez Yami tivesse a resposta para uma pequena duvida que tinha. Queria saber o motivo tão forte que o fez sair daquela utopia fútil, que aquele maldito lugar tinha criado.

Averiguando-se antes que Cain realmente dormia, removeu a coberta que cobria este, sorrindo meio malicioso ao olhar as algemas brilhando. Rapidamente conjurou algo, e estas se abriram.

“— Yami? ” – Chamou baixinho Veck.

Um pequeno instante de silencio se seguiu até que lentamente Cain, agora já possuindo aquelas marcas que o deixavam com um ar de mistério e fascinação, abrisse seus olhos o fitando em um tom ametista embriagador. Fazendo Veck quase pular em seu pescoço e saciar sua fome e desejo.

“— Tente se controlar hoje... Se responder o que eu desejo, não lhe farei mal. ”

Veck apenas esperava sentado na beirada da cama, qualquer reação por parte de Yami, todavia este continuava deitado do mesmo modo em que Cain estava antes dormindo, apenas observava Veck com um olhar meio confuso. Parecia que estava tentando se controlar para não sair destruindo tudo.

“— Você sabe direito o que aconteceu naquela noite chuvosa na floresta? ” – Quis saber, falando calmamente.

“— ...! ” – Yami apenas virou o rosto com raiva, não querendo mais fitar Veck, por algum motivo.

“— Então você sabe. ”

“— ... ”

“— Foi você quem me ajudou? ”

“— ... Não... Não fui eu. ” – Era perceptível duas coisas em seu tom de voz, raiva e tristeza.

“— Quem foi? ”

“— Isso importa? Você já fez a sua escolha.... ”

“— Do que estais falando? ” – Voltou a indagar Veck, sem entender nada, aproximando-se mais de Yami.

Em um ataque súbito de raiva, Yami ataca com suas garras, Veck que não estava esperando por tal ação vinda do ser a sua frente, tenta recuar, mas é atingido to rosto.

“— Seu... ” – Reclamou Veck, levando sua mão a sua bochecha

Nela estavam perfeitamente visíveis três cortes feitos pelas unhas de Yami. Veck sabia que aquele machucado desapareceria com o tempo, ou se quisesse faze-lo desaparecer mais rápido poderia simplesmente conjurar alguma magia, como já fizera em outras ocasiões.

Porem por algum motivo aquilo lhe deixou com raiva, talvez pelo fato de que estava indo lento e calmo parta fazer Yami falar algo que fosse importante e não esperava esta ação vinda deste.

“— Odeio este corpo... ” – Sussurrou Yami, parecendo meio magoado “— Odeio a escolha que fez... ”

“— Ainda não entendo do que falas... ” – FalouVeck, recompondo-se de sua ira momentânea.

Em um movimento rápido, Yami pula em cima de Veck prensando-o no colchão, sentando em seu abdômen e segurando suas mãos ao lado da cabeça. Veck estava aturdido, fora tudo tão rápido que nem notara direito o que tinha acontecido, só sabia que Yami estava lhe prendendo na cama e o olhava com uma mistura de raiva e ódio.

“— Odeio quando as emoções e sentimentos se misturam... ” – Comentou Yami, fazendo força para prender Veck do jeito que estava “— Sinto que vai ser como na minha ultima reencarnação... ”

“— Vou perguntar pela ultima vez... De que diabos estais a falar!? ”

“— De mim! De Cain! De Você! ” – Vociferou Yami.

“— ... ” – Veck apenas deu um suspiro cansado “— Acalme-se... Eu só preciso saber quem ou o que me ajudou? ”

“— Não fui eu quem fez isso! ” – Reclamou.

“— Então quem foi? ”

Yami apenas se aproxima mais de Veck, olhando culpadamente o sangue que escoria do corte que fizera há instantes atrás. Fitou por mais alguns momentos o local, deixando a pergunta de Veck completamente ignorada. Aproximou-se mais até que atrevidamente limpou o rosto do outro com sua língua, passando-a por todo o ferimento removendo o sangue que ali continha.

“— Você esta estranho hoje... ” – Comentou Veck, contorcendo-se para tentar sair da situação na qual se encontrava.

“— Desculpe... ”

Veck espanta-se pela frase dita por Yami, parecia o tom de voz dita por Cain... Parecia que era Cain quem lhe pedia desculpa, e não o ser que agora insistia em lamber-lhe a bochecha.

“— Pare.. Com isso... ” – Pediu baixo Veck, sentindo-se estranho pela insistência no qual o outro lhe lambia.

“— Eu não quis brigar com você... ” – Sussurrou Yami, parando de lhe lamber um pouco e aproximando-se mais de sua orelha “— Desculpe... ” – Falou rouco.

“— Hnmm ” – Veck apenas fechou os olhos, tentando com todas as suas forças empurrar Yami.

“— Você devia ser mais compreensivo... ” – Melodiou, recomeçando a lamber a bochecha, mas agora sua língua atrevida desviava-se para o pescoço de Veck.

“— Pa-pare... ”

“— Se não lhe digo como foi salvei é por vergonha... ”

“— Chega! Pare já com isso, já está ficando estranho demais esta situação. ” – gritou Veck.

O grito de Veck pareceu de alguma forma despertar Yami, que o soltou sentando-se apenas em seu abdômen, olhando para baixo com sua típica cara macabra.

“— Esqueça o que eu fiz... ” – Pediu Yami, com raiva.

“ Parece que realmente nunca vou ter a resposta para minha duvida... ” – Refletiu Veck “— Se não vai me ajudar, tenho outra utilidade para você...” – Disse, saindo de baixo de Yami.

Bruscamente Veck sai de baixo de Yami, invertendo as posições, agora ficando por cima deste, olhando atentamente para o pescoço a sua frente, vendo as marcas da maldição por ele.

“— Comporte-se... que- ”

Yami interrompe a frase de Veck, conseguindo sair de baio deste, agora ficando ambos ajoelhados um em frente ao outro na cama. Os olhares se encontraram, um em completo ódio e outro embriagado pela energia que sabia que possuiria.

“— Relaxe... ” – Falou Veck, levando sua mão a face de Yami.

“— ... ” – Sste apenas fechou os olhos, como se realmente estivesse aguardando o simples fato de ter suas energias serem tiradas de suas entranhas.

Veck apenas olhou mais o ser a frente, lentamente aproximou-se mais, porem dessa vez tomando cuidado para quem sabe aparecer outro ataque surpresa. Chegou mais perto de seu alvo, não notando qualquer protesto vindo de Yami

“ Apesar do ataque repentino... ele parece comportado... ” – Pensou Veck.

Abriu sua boca, alongando suas presas, já realmente próximo ao pescoço de yami. Assim que roçou estas no alvo, sentiu um leve estremecer da parte do outro, algo nunca antes notado.

“ Ele está com medo? ” – Perguntou-se em pensamento Veck, afastando-se novamente de Yami.

Então notou que este estava fechando os olhos com força, realmente parecia que estava com medo de alguma coisa. Fora então que lembrou da ultima vez que mordeu Yami, tinha tirado não só energia deste ,mas sim sangue, talvez isto esteja afligido-o.

Afastou-se encolhendo suas presas tocando novamente com suavidade a face em sua frente, vendo em instantes o olhar ametista lhe observar com apreensão. Fez uma suave caricia no rosto, notando um pequeno sorriso nos lábios de Yami.

Este estava tão diferente, de uma certa forma lhe lembrava Cain. Talvez os seres estivessem se fundindo, isso explicaria o fato de Cain estar tão arisco neste dia e Yami estar tão sereno.

“— Não farei mal... Será só energia... ” – Sussurrou Veck.

“— Veck... ” – O nome deste foi pronunciado tão baixo e fraco, que mais parecia um gemido.

“ Cain... ” – Pensou Veck.

Olhou vislumbrado um brilho diferente nos olhos de Yami, mas fora por efêmeros instantes, pois este logo os fechou, como se desse permissão para o ato que se seguia.

Sorrindo malicioso Veck voltou a se aproximar do pescoço a sua frente, porem antes de maculá-lo fez questão de depositar um suave beijo neste.

“— Hnm... ” – Um suspiro mais longo escapou dos lábios de Yami.

“— Não se preocupe... ”

Abriu sua boca com lentidão, perfurando o corpo à frente com suas presas, notando o sangue escorrer pelos seus lábios. Porem o ignorou, já que não era aquilo que queria.

Afundou mais suas presas, sentindo agora o gosto delicioso da energia maligna que Yami possuía, tão adocicado e tão amargoso, não sabia ao certo como descrevê-la. Só sabia que realmente a almejava com todas as forças.

Suas mãos trabalharam quase que sozinhas, enlaçando a cintura à frente, fazendo seus corpos se unirem mais em quanto desfrutava do sublime sabor e recuperava suas energias.

“— Desgraçado... ” – Sussurrou Yami, com raiva puxando mais Veck para si “— Como pode isto ser tão bom... ”

Veck apenas intensificou mais a mordida, escutando em resposta um grito, que mais parecia um gemido, vindo do ser cujo estava a se alimentar. Naquele instante, talvez por estar inebriado pela tentadora energia de Yami, aquele som lhe pareceu sublime, tanto que foi o suficiente para arrepiar-lhe até o ultimo fio de cabelo de seu corpo.

Por outro lado, Yami já estava sentindo-se sem forças, aquela janta para Veck já estava levando muito tempo e suas energias já estavam quase todas drenadas. Apoiou-se nos ombros de Veck, apertando fortemente este.

Notando que sua fonte de alimento já estava quase sem forças, Veck o larga, afastando-se deste. Viu lentamente as marcas características de Yami começarem a sumir, ficando levemente mais claras.

“ Dessa vez foi meio estranho... ” – Questionou-se em pensamentos Veck, ainda observando vislumbrado as marcas desaparecendo lentamente.

Yami já estava zonzo, lentamente se aproximou perigosamente mais de Veck, e sem querer acabou por roçar seus lábios neste, antes de desmaiar em um sono profundo.

“ COMO!? ” – Pensou Veck “ Isso foi...? Não... Ele apenas estava desmaiando. ” – Concluiu ainda em pensamentos.

Olha aturdido o ser que repousa docemente nos lençóis a sua frente. Era Cain, sua expressão doce em quando dormia o denunciava, este parecia incrivelmente feliz. Mas qual seria o motivo?

“ Melhor colocá-lo como estava na cama. ”

Após Veck o arrumar perfeitamente do modo como encontrou Cain antes do pequeno ‘lanche noturno’, simplesmente jogou-se na cama ao lado. Estava satisfeito, há tempos não se sentia assim, deitou-se melhor na cama do modo que pudesse ficar a observar Cain em quanto este dormia.

“ O que será que estava deixando Yami tão confuso a ponto de se comportar daquela forma...? ” – Pensou, olhando o roso sereno no qual Cain tinha em quanto dormia “ Bem... Melhor deixar tudo de lado, e me concentrar em Cain... ”

--X--

O crepúsculo havia passado e uma radiante manhã se iniciava, azul e resplendente anunciando um dia maravilhoso.

Lentamente Cain abre seus olhos, fitando Veck que dormia ao seu lado, os cabelos prateados cobrindo-lhe parcialmente o rosto, os raios de sol batendo neste, deixando-os ainda mais brilhosos. Olhou por mais um tempo aquela visão, antes de sentar-se na cama removendo em seguida suas algemas.

“ Nossa... Tive um sonho ótimo... ” – Pensou Cain, bocejando.

Levantou-se e seguiu para o banheiro, para tomar um merecido banho quente para compensa-lhe todos os dias de banho em água gelada. Passou pela cama de Veck, notando o quanto este dormia pesado, decidiu o acordar só depois de terminar seu banho.

“Quando eu voltar, me desculpo com você... ” – Continuou a refletir Cain, observando Veck.

Um banho longo e demorado fora feito por Cain, e quando regressou no quarto ainda avistou Veck dormindo confortavelmente na cama. Sentou-se na beirada desta, sacudindo levemente os ombros do ser que dormia manhosamente.

“— Cain...? ” – Falou Veck, ainda sonolento.

“— Sim, já está na hora. ”

“— Só mais um pouco... Esta cama está tão confortável... ”

“— Mas assim perderá o café da manha. ”

“— Pode ir tomar... Eu estou bem cheio... ” – Respondeu, dormindo logo seguida.

“ Ele já comeu? ” – Pensou Cain, olhando confuso “ Deve ter sentido fome de noite e comigo algo. ” – Chegou a conclusão.

“— Fecha a janela quando for sair...? Está muito claro... ”

“— Claro, quando acordar, me procure, tenho algo muito importante para lhe falar... ”

“— Aonde vai? ” – Veck acorda-se um pouco mais, ficando preocupado pelo amigo.

“— Apenas passear... Calma, eu não irei à mansão do Senhor Klauss... Pode ficar tranqüilo. ”

Mais aliviado, Veck apenas cai no sono novamente, enquanto Cain sai do quarto, rumando a recepção do hotel. Avistando lá uma atendente deferente da noite anterior. Esta pelo menos parecia que estava viva.

“— Com licença senhorita. ” – Disse Cain, educadamente.

“— Pois não moço? ”

“— Aonde tem um bom café da manha aqui pelas bandas? ”

“— Tem o estabelecimento de meu tio, é logo em frente ao hotel, muitos hospedes vão lá para tomar seu desjejum. ” – responde delicada.

“— Muito obrigado. ”

--X--

Novamente ao quarto no qual Cain deixou para traz um sonolento Veck. Este estava começando a se acordar. Aquela cama era tentadora, mas sabia que Cain poderia acabar fazendo alguma besteira, tipo tentar ir salvar a donzela, que de donzela não tem nada.

“— Melhor eu acordar... ”

Com um esforço se espreguiçou na cama, olhando melhor em volta, achando em cima de penteadeira sua escova de cabelo.

“ Quando eu a deixei ali? ”

Ignorou seu próprio pensamento, indo em direção a esta e começando a pentear seus longos cabelos. Optou por fazer uma trança frouxa neste, já que o dia estava um pouco quente. Olhou para o banheiro e andou lentamente até este para tomar outro banho.

--X--

“— Nossa, este bolo é delicioso! ”

Cain estava sentado em uma mesa no estabelecimento no qual fora indicado, saboreando um delicioso bolo de morango. Olhava por uma grande janela que tinha ao seu lado o exterior do lugar, podendo assim saber quando Veck sair do Hotel.

Porem sua atenção estava toda voltada ao bolo a sua frente,fazia tempos que não comia tão bom assim, o ultimo que comera fora feito por sua irmã, e aquilo nem poderia ser chamado de bolo, de tão queimado que ficou.

“— Tamako... Como será que ela está? ”

“— Bom dia Cain. ” – Melodiou Veck aparecendo a sua frente.

Cain nem notara a presença deste, estava com pensamento longes, pairando sobre seu reino e sobre sua irmã. Queria muito saber como esta estava, se estaria se dando bem com os chanceleres e os bispos...

“— Cain? ” – Chamou novamente Veck.

“— Ah!? ” – Cain despertou de seus pensamentos “— Desculpe Veck, estava realmente distraindo. ”

“— Pensando em que? ” – Indagou Veck, sentando-se na cadeira a frente de Cain.

“— Minha irmã, meu reino... ”

“— Você tem irmã?”

“— Sim, o nome dela é Tamako... Se parece muito comigo. ”

“— Legal, e como é ter uma irmã? ” – Veck parecia curioso sobre o assunto.

“— Normal. Você é filho único? ”

“— Sim. Acho... ”

“— E como é? ”

“— Não sei, acho que normal também. ”

Ambos acabaram rindo, nem parecia quem no dia anterior ambos estava brigando com gato e rato, parecia que agora estavam fazendo as pazes.

“— Veck... Eu tenho que lhe dizer algo. ” – Começou a dizer Cain, parando de rir e ficando sem jeito.

“— Fale. ”

“— Desculpe... ”

“— Tudo bem... Eu também estava sendo um pouco fútil ontem. ”

“— Eu não quis brigar com você... ” – Continuou Cain, com sua foz baixa, em tom quase choroso “— Desculpe... ” – Falou triste.

“— ...! ” –Veck olhou espantado, exceto pelo tom de voz, a frase fora exatamente a que Yami lhe disse na noite anterior.

“— Mas você devia ser mais compreensivo... ” – Murmurou Cain, abaixando os olhos e começando a fitar um morango que tinha em cima de seu bolo.

“— A mesma frase... Apesar desta ultima ter uma pequena modificação. ” – pensou Veck.

“— Podemos esquecer tudo o que aconteceu ontem? ” – Comentou animado, olhando sorridente para Veck.

“— Claro. ”

“— Que bom. ” – Cain apenas sorriu radiante “— Vais querer comer algo? Este bolo esta uma delicia. ”

Veck só sorri maldoso, pegando o morando que estava em cima do bolo de Cain e o comendo metade deste.

“— Meu morango. ” – fala Cain fazendo beicinho.

“— Certo, pode ficar com o outro pedaço. ”

Veck estende sua mão em direção a boca de Cain, este a abre delicadamente, mordendo o restante do morango em seguida. Olhando radiante para o amigo.

“— Obrigado. ” – Agradeceu, logo após saborear seu morango.

“— De nada, ele era seu mesmo. ” – Comentou rindo.

“— É mesmo. ”

“— Bem... Já que você se desculpou, eu também tenho que fazer isto. ” – Sorriu Veck suspirando em seguida “— Desculpe-me. ”

“— Não precisava. ”

“— Precisava sim. ” – Reafirmou feliz “ Você já se desculpou duas vezes. ” – Pensou logo em seguida.

“— Então podemos ir à mansão agora? ”

“— Tudo bem... Vamos salvar o escravo. ”

“— Obrigado! ”

“— Mas termine direito seu café, e não pense que vai comer só besteiras, trate de comer algo mais. ”

“— Certo. Mas você está me tratando como criança. ”

“— Sou um ‘pouquinho’ mais velho que você, acho que tenho esse direito. ” – responde, bagunçando o cabelo do Cain com sua mão.

Cain apenas sorri, era inevitável Veck tratar-lhe como criança, principalmente pela diferença de idade existente. Além de que sabia que às vezes se portava realmente como uma. Deu-se por vencido, sabia que Veck era o único que lhe tratava assim, o único que poderia realmente chamar de... Amigo.

Mas por que algo dentro de seu peito doía?

---x--

CONTINUA...

26/01/09

Notas finais
Nota da autora: Primeira atualização do ano! Acreditam que fiz sem parar em plena 2:00 da madrugada quase deis paginas do Prison? Pois é... Terminei as seis da manhã ( eu escrevo lento ), mas quando se tem criatividade nem se vê o tempo passar XD Esse CAP foi bem... confuso(?) Veck e Cain brigando, isso foi estranho até para mim, mas rapidinho eles fizeram as pazes ( eu não agüentei eles de birra ) Um novo personagem pro Prison está para aparecer ( acho que já sabem quem é... ) Mas caso não tenham notado, vão ficar na duvida até o próximo CAP, cujo tentarei não demorar a escreve-lo... Todavia agora sem rascunhos nenhum em caderno, temo que demorará mais. Ç.Ç Agradecimentos: Láláriláláaaa *Toy cantarolando feliz* Eu amo escrever o Prison, é uma historia que me enche de alegria ( principalmente por depois pode torturar o Veck em meus desenhos... Ele faz uma carinha tão fofa... *-* ) mas deixando as torturas feitas por mim ao Veck de lado... A quem devo esta minha alegria é a vocês: Bruh ~*~ PsychO Srta. Manuh Natália Mizuka Sim, são poucos os que tem coragem de deixar uma Review ( se eu me esqueci de alguém por favor me perdoe... Ç.Ç ) mas estes que deixam fazem esta pobre e humilde ( eita frescura...) escritora muito feliz! Láláriláláaaa Obrigadaaaa *Toy cantarolando mais feliz ainda* Ah! Quase ia me esquecendo, se alguém souber como se responde as Reviews me informa de algum jeito, já está mais que na hora para tomar vergonha na cara e aprender isso XD By: Toynako