Prison Magic

18 Capítulo 18


Parte 18

Os dias passavam naquela estranha calmaria. Veck estava a se alimentar das elfas da vila, logo que anoitecia uma fila de garotas histéricas se formavam em frente a casa onde estava.

Os elfos da vila já estavam se irritando com aquele vampiro abusado usufruindo de suas fêmeas. Só não reclamavam para a líder porque existia um loiro fogoso que os saciava até mais que as elfas.

A fama do Guille espalhou-se completamente e de fato, as elfas só não estavam reclamando por isso, pois iam afogar suas mágoas com Veck.

De certa forma, a vila estava em harmonia.

O maior assunto que existia nesta era o baile de máscaras que teria, fora avisado que seriam todos fantasiados, e estava uma correria para fazer as roupas.

O loiro que nos momentos vagos estava costurando as roupas para si e os outros, tinha muito domínio em corte e costura. Havia dito que um dono seu tinha o obrigado a aprender.

Cain voltara a fazer treinos com a espada na parte da tarde e Yami, como não podia se afastar muito de seu hospedeiro, ficava emburrado vendo-o treinar.

—--X---x---X---x---X---

“— Está atrasado caçador...” – Reclamou Vitor, encostado em uma árvore.

“—... Já disse para parar de me chamar assim...” – Reclamava enquanto arrumava suas roupas.

A noite jazia em volta de todos. Negra, sombria, ocultando aqueles dois loiros em meio às árvores.

“— Pensa que é fácil sair daquela vila?” – Indagou Guille, sentando-se em uma grande pedra ali perto, amarrando agora seus cabelos.

“— Não me importo com quem deite para sair dali...” – Bufou, já estava acostumado a sentir cheiro de vários no loirinho.

“— Não vou perder meu tempo reclamando...” – Cruzou as pernas. “— O que o morcego velho achou do meu plano, digo, do seu plano? ” – Sorriu safado.

“— ...” – Estremeceu em asco. “— Infelizmente, adorou mais do que o necessário...”

“— Ohhh... Ele deve ter te agradecido...” – Levantou-se, mordendo os lábios. “— Odeio quando tocam no que é meu...” – Andou mais para perto do outro.

“— Não sou teu, e muito menos dele.” – Virou o rosto.

“— É meu sim.” – Levou seus dedos ao queixo do maior, virando-o para si. “— Até que me seja útil...”

Vitor respirou fundo. Não tinha escapatória, se perdesse a ‘utilidade’ seria morto, por qualquer um daqueles loucos. Sorriu com desgosto, olhando bem o brilho ameaçador nos olhos do outro loiro.

“— Mas...” – Guille se aproximou mais, colando os corpos. “— Você não me chamou aqui só para dizer que ganhou a gratidão do morcego velho...”

O caçador então abraçou o pescoço do outro, trazendo-o mais para si, logo atacou-lhe os lábios, beijando-o com volúpia e sofreguidão, satisfeito em sentir as mãos do outro circulando sua cintura, acariciando-o.

O beijo continuou, de modo quente, envolvente, o loirinho já estava se animando para ganhar algo mais, porém, quando Vitor o afastou de si, soltou um muxoxo, respirando fundo, tentando se acalmar.

“— Também não foi para isto que lhe chamei...” – Falou, limpando com as costas das mãos sua boca. “— Se der tempo você terá o que quer...”

“— ...” – Enraiveceu-se, andando novamente para a pedra que tinha sentando a pouco, repetindo o ato. “— Diga então...”

“— Talvez o plano não dê certo...”

“— O QUÊ!?” – Exaltou-se, olhando com mais raiva ainda para o vampiro. “— Qual o erro do meu plano!?”

“— Muito provável que Shisue traga Oroi com ele, em vez de mim.”

“— Nem conheço esse pirralho e já estou com raiva dele...”

“— E ele fica de guarda o tempo todo... Possivelmente notará a armadilha antes até que meu Mestre...” – Comentou.

“— Esse garoto...” – Sorriu macabro. “— Pertence só ao morcego velho, não?”

“— Sim... Ele está sendo tratado quase como Vectorius...” – Bufou. “— Mas será apenas por um tempo... Entretanto, como a hora de agirmos é agora, não temos tempo para esperar que Shisue mude de gosto...”

“— Calma, eu tenho um plano.”

“— ...”

“— Se o morceguinho, se tornar vulgar e sair atrás de qualquer um, o ‘Mestre’ dele perderá o interesse.” – Acabou por rir.

“— E como fará isso?” – Sorriu, achando a ideia boa. “— O trançado nem olha para os outros... Só para aquele louco vil.”

“— Isso...” – Procurou algo entre o bolso de sua calça.

O menor procurou até encontrar um vidrinho vermelho pequeno, com um pó dentro. Olhou para Vitor então, lhe dando um sorriso mórbido, levantou-se, andando em direção a este.

“— Neste vidrinho, tem algo que todo caçador sabe fazer...” – Sacudiu um pouco este.

“— Veneno?” – Olhou-o assustado, a ideia até que seria boa, mas arriscada demais.

“— Quê? Para que caçadores teriam isso?” – Riu um pouco.

“— Para... Matar?”

“— É afrodisíaco.” – Sorriu-lhe vulpino. “— Um dos mais fortes que existe. Você fica louco, até saciar-se por completo... Já olhei pessoas ficando semanas sem dormir por causa disto.”

“— Semanas!?”

“— Sim... O único jeito do efeito se cortar é fazer um antídoto...” – Olhou para o vidrinho. “— Com isto se pode fazer duas doses, ou uma e um antídoto...” – Comentou.

“— E de que isso adianta!?”

“— O morceguinho tomará isso... Ficará louco, atacando o primeiro que ver... Shisue ficará se moendo de raiva e o matará. Simples.” – Sorriu-lhe.

“— Realmente o plano é bom...” – Abraçou-o com força o trazendo para si. “— Faça isso, eu voltarei para pegar quando estiver pronto...”

“— Claro... Farei de tarde, assim que todos saírem da casa.” – Lambeu os lábios, guardando em seu bolso novamente aquilo. “— Então... Tem tempo para mim?” – Olhou-o com falsa doçura.

“— Se disser que não tenho, sei que me obrigará da mesma forma.” – Falou frio.

“— Idiota!” – Deu-lhe um tapa no rosto. “— Vou perguntar novamente...” – Olhou-o com frieza e imponência. “— ‘Tem tempo para mim?’”

“— ...” – Respirou fundo, sua face estava bem dolorida. “— Sim, meu loiro, para você tenho todo o tempo do mundo...” – Falou-lhe quase que de forma decorada.

“— Melhorou...”

—--X---x---X---

Na tarde seguinte, tudo estava como nas outras, aquela rotina já estava ficando tediosa, principalmente para o loirinho que era muito ativo, todavia este estava contente por saber que aquilo não duraria muito.

Logo estaria livre de sua vingança, logo mataria aquele Puro Sangue, depois poderia se deitar com quem quisesse novamente, quem sabe voltar a Associação dos Caçadores e voltar a pegar missões. Matar vampiros era sempre tão bom.

Suspirou fundo, largando de mão as roupas que fazia. Tinha algo mais útil para ser feito. Guardou tudo, limpando rapidamente o local e fora para a cozinha dar início ao seu plano.

Pegou tudo o que precisava, colocando em cima de uma mesa ali perto. Cantarolando uma música, colocou um avental amarelo, pegando por fim uma panela pequena e levando-a ao fogão a lenha.

Sabia que fazer aquilo levaria sua tarde toda, mas valia à pena, sorriu maroto acendendo o fogo e colocando os ingredientes lá dentro. Alguns colocava por inteiro, outros eram cortados com uma faca afiada.

De fato, não tinha pressa, queria deixar aquele afrodisíaco perfeito, para seu plano dar certo. Por fim, despejou metade do pó que tinha dentro daquele vidrinho vermelho que mostrava a Vitor.

“— Prontinho!” – Pulou de alegria, após horas fazendo aquilo.

“— Gui?” – O ruivo elfo aparecera de súbito na cozinha.

“— Ah!” – Assustou-se, olhando o outro. “— O que faz aqui Ny?”

“— Credo,nem parece feliz em me ver...”

“— Já sei, tentou fazer algo com o morcego...”

“— Sou inocente até que se prove o contrário!” – levantou as mãos, em sinal de paz, como fazia de costume.

“— Culpado!” – Apontou, rindo do ruivo. “— Quando você fala isso, você realmente é culpado.”

“— Verdade...” – Ficou meio sem jeito. “— Hei Gui, está ocupado?”

O loirinho olhou para sua poção, sorriu de canto, não tinha perigo deixá-la ali por algum tempo, nada de mal poderia acontecer, já que ninguém apareceria agora mesmo. Lambeu os lábios, focando agora seu olhar no ruivo a sua frente.

Pelo sorrisinho safado que este possuía, sabia muito bem o que este queria. Não faria mal deixar de lado o afrodisíaco, só teria que o entregar de madrugada para Vitor mesmo.

“— Não estou...” – Avisou-lhe.

“— Que bom...” – Falou, já indo lentamente em direção ao loirinho, o abraçando pela cintura assim que foi possível. “— Queria sentir essa boquinha me provocando novamente...” – Pediu-lhe, falando baixo no pé do ouvido.

“— Claro...” – Animou-se. “— Irei adorar, mas aqui não...” – Comentou, afastando-se do outro e o segurando pela mão. “—No quarto é melhor... ”

“— Perfeito...”

Os dois então foram em direção ao quarto, mal estes saíram dali e os morenos apareceram.

“— Cadê o Guille...?” – Perguntou Cain, olhando o lugar vazio.

“—... Seria pedir demais que aquela coisa loira morresse?” – Indagou Yami.

“— Não entendo o motivo de você e o Veck não gostarem do Guille...” – Notou a panela. “— Olha ali, ele até fez doce...”

“—...”

Cain sorriu bobo, indo até a panela e destampando-a. Sorriu mais ainda ao sentir o cheio doce que vinha daquilo. Não resistiu em provar daquilo, levou um dedo ali, pegando um pouco e levando a boca.

“— Gostoso!” – Exclamou animado, deliciado com o gosto. “— Realmente é muito bom!”

Por algum motivo não conseguia mais parar de provar daquele doce. Já pegando uma colher e comendo mais daquele liquido meio pastoso de coloração vermelha, sorrindo abobadamente a cada colherada que dava.

Yami olhou aquilo meio desconfiado, arqueando uma sobrancelha, mas, por curiosidade que sabia provir de seu hospedeiro, acabou por provar também o doce que o loirinho tinha feito.

“— ...” – Arregalou os olhos. “ Bom... ” – Pensou, já pegando uma colher e comendo mais daquilo.

Os dois só pararam de comer do ‘doce’ que o loirinho tinha feito quando este de fato acabou. E mesmo assim, ainda passavam o dedo na panela, querendo mais.

“— Cain? Yami? O que estão fazendo...?” – Indagou-lhes Veck, aparecendo na cozinha.

“— Ve-ck...” – Falaram os dois juntos, olhando para o vampiro de imediato.

Ficaram ambos olhando fixamente Veck, por um bom tempo. Cain fora o primeiro a desviar o olhar, envergonhado por uma pontada que sentiu em seu baixo ventre ao ver o amigo a sua frente.

“— O que foi...?” – Indagou o vampiro, se aproximando.

“— Hmm...” – Yami gemeu bem baixinho, olhando de cima a baixo este. “—Nada... ” – Olhou para seu hospedeiro.

“— Vocês estão estranhos...” – Notou, vendo os dois corados a se entreolharem. “— Não estavam treinando?” – Perguntou-lhes.

“— Sim! E-e-eu...” – Cain mordeu os lábios, saíndo dali às pressas e em contrapartida sendo seguido por Yami.

“— O que será que aconteceu...?” – Perguntou-se baixinho.

Então notou a panela, indo até esta para ver o que tinha dentro. Nada. Vazia, completamente limpinha. Pegou esta olhando-a bem.

“— AHHHH!!!” – O loirinho gritou, aparecendo na cozinha. “— VOCÊ COMEU ISSO!?” – Desesperou-se.

“— Eu só-”

“— Morcego burro! Porque foi logo comer isso!?” – Cortou a frase de Veck.

“— Espere um instante! O que era isso?”

“— Você que comeu! O problema é seu, eu só não quero estar aqui quando isso der efeito!” – Virou-se emburrado, teria que fazer novamente sua poção.

“— Pode ficar aqui!” – Segurou-o pelo braço. “— Me diga o que é!”

“— Não direi! E sai de perto que com você não quero nada!” – Reclamou.

“— Cala a boca!” – Gritou, assustando até o loirinho. “— Cain e Yami que comeram isso. Diga-me o que é!”

“— Cainzinho e Yaminho!!?” – Desesperou-se. “— Impossível!”

“— Guille... Acalme-se, me diga o que era aquilo...”

Veck já estava começando a ficar com medo. E se fosse veneno o que aquele garoto estivesse fazendo. Não sabia o motivo para este fazer um, mas pelo estado de medo que estava o rosto deste, não era uma hipótese a ser descartada.

“— Afrodisíaco...” – Respondeu baixinho, ficando um pouco corado.

“— Afrodi... Afrodisíaco!?” – Literalmente ficou de queixo caído.

“— Si-sim...”

“— E porque você faria isso!?”

O loirinho mordeu os lábios, não poderia dizer que era para entregar a Vitor. Calou-se por um tempo, pensando em algo a dizer, e logo lhe veio em mente algo perfeito.

“— É que... Os elfos não estão dando conta do serviço...” – Explicou-lhe, de uma forma quase tímida.

“— Impossível... São elfos, como vão se cansar!?” – Olhou assustado para o loirinho.

“— Tem um ruivo exausto sobre minha cama...” – Comentou.

“— Me poupe dos detalhes...” – Caiu em si. “— Cain e Yami comeram isso!!” – Desesperou-se.

“— Calma! Tem chance...”

“— Fale logo!”

“— Quem foi a primeira pessoa que eles viram?” – respirou fundo, tentando se acalmar.

“— Bem... Acho que foi a mim.” – Apontou para si mesmo.

“— Dos males, o pior...” – Levou uma mão a testa, massageando as têmporas. “— Sente-se, vou explicar como o afrodisíaco funciona, talvez tenhamos chances...”

Os dois então sentaram-se nas cadeiras em volta da mesa. Guille logo postou-se a explicar tudo o que sabia sobre a poção que tinha feito.

Ainda tinham chances, só teriam que fazer tudo certo. Aquele afrodisíaco fazia a atração ser mais forte na primeira pessoa que via depois que o tomava, se esta tinha sido Veck, ele só teria que distrair os dois morenos.

O loirinho ainda tinha o suficiente para fazer o antídoto para os dois, mas fazer este levaria bastante tempo e se deixassem os morenos sozinhos era capaz até de ambos tentarem algo.

Veck então não quis perder tempo, ajudou Guille a pegar tudo o que precisava para o antídoto e saiu dali, indo logo para o lugar onde Cain devia estar treinando. Sorriu vendo que de fato este estava a fazer isso ainda.

Olhou bem para aquilo, o moreninho tentava brandir a espada e fazer os movimentos certos, mas algo o desconcentrava, andou lento e sorrateiramente para mais perto daqueles dois, notando Yami sentando perto de seu hospedeiro, olhando a este como se quisesse o devorar.

Aquilo estava arriscado, ainda mais ao notar um certo volume que se encontrava na calça do demônio. Olhou então para Cain, com a face corada, estranhou mais ao notá-lo com o mesmo volume.

Era bom agir logo.

“— Cain, Yami?” – Chamou-os.

Os morenos olharam ao mesmo tempo para o vampiro. Cain estremeceu levemente, desviando logo seu olhar ao que Yami lambia os lábios analisando todo o corpo do outro, ambos não resistiram em andar até Veck, olhando-o bem de perto.

“— Vocês... Podem me seguir?” – Indagou-lhes. Sabia que era arriscado o plano, mas era melhor do que os deixar juntos. “— Preciso falar com vocês, em... Meu quarto.”

“— Qua-quarto...?” – Cain ruborizou, engolindo seco.

“— Vamos!” – Exclamou Yami, com um sorriso duvidoso.

Os três andaram lento até o quarto de Veck, e assim que entraram o anfitrião deste fez questão de deixar a porta só encostada. Andou até o meio de seu quarto, vendo Yami e Cain lado a lado.

“— Primeiramente...” – Começou a falar, um pouco sem graça com o estado daqueles dois. “— Como se sentem...?”

O plano era enrolar o máximo o suficiente aqueles dois, a ponto do loirinho terminar de fazer o antídoto e dar para eles. Algo simples, se não soubessem que eles tentariam ficar consigo.

“— Estranho...” – Respondeu Cain, corando mais, colocando as mãos na frente do corpo, ocultando o volume.

“— Duro.” – Comentou, mordendo os lábios, só conseguindo se conter por causa de seu hospedeiro.

Veck teve que respirar fundo, sabia que tinha que distrair Cain o quanto desse, pois se o moreninho ficasse contido o demônio que o possuía não faria nada. Já havia presenciado outras vezes em que os ataques de Yami eram frustrados por este se lembrar de seu hospedeiro.

“— Ve-Veck... Eu vou embora...” – Avisou o príncipe, incomodado por estar no quarto do amigo. “— Está... Quente... Vou tomar banho...” – Corou ao falar.

“— Oba...” – Murmurou Yami, olhando o outro de cima a baixo.

“— Yami!?” – Veck o chamou, assustado ao ver o olhar que este dava ao Cain. “— Esperem os dois...” – Segurou o braço do moreninho.

“— Mnn...” – Este gemeu baixinho pelo simples fato de sentir a mão do amigo em si. “— Larga...” – Pediu com a voz fraca.

“— Cain, eu sei que está se sentindo estranho, mas, tente ficar sentado na cama, quietinho por algum tempo...” – Aconselhou.

“— Ahwm... Veck...” – Gemeu novamente, tentando largar-se.

Yami de súbito segurou o outro braço do vampiro, o puxando para si. Sorriu quase macabro, o abraçando por trás prendendo as mãos do outro. Sorriu mais, esfregando-se contra este, mordendo-lhe os ombros mesmo por cima da roupa.

“— Yami! Me larga!” – Esbravejou, tentando se soltar. “— Cain, manda ele me soltar! Ele irá te obedecer!” – Exclamou.

“— Por quê?” – Sorriu maroto Cain, com um brilho completamente diferente de sua pessoa nos olhos. “— Eu gostei...” – Riu baixinho, completamente fora de si, mas logo voltou à realidade. “— De-desculpa Veck... Mas...” – Aproximou-se lento deste, tocando em seu peito. “— Pode ficar assim...?”

Então o abraçou também, só que pelo pescoço, estremecendo ao sentir o corpo do amigo de encontro ao seu, não conseguindo evitar em gemer baixinho. Fechou os olhos com força, beijando-lhe o outro ombro.

“— Pa-parem os dois...” – Pediu, soltando um suspiro.

“— Não.” – Falaram em uníssono.

“— ...” – Engoliu seco, talvez o plano tivesse uma grande falha.

O moreninho logo se afastou do vampiro, olhando fixamente nos olhos verdes deste, sorriu doce, apontando para a cama. Yami, que ainda o segurava por trás, gargalhou maléficamente, arrastando o outro até onde seu Cain tinha apontado.

Jogou Veck sentado no meio desta, e logo se sentou atrás deste, segurando suas mãos para trás, imobilizando-o.

“— Vamos Cain... Sente-se, ajude-me...” – Falou o demônio, com voz banhada em luxúria.

Este apenas olhava ao lado da cama, queria, mas sabia ser errado. Respirou fundo, tentando se controlar, mas estranhamente não conseguindo. Estremeceu ao ver Yami, rasgando a camisa que Veck usava, arranhando a pele deste.

“— Não o machuca...” – Pediu, sentando-se de frente ao amigo na cama, olhando-o de forma preocupada.

“— Ele gosta...” – Comentou de forma sádica, mordendo-lhe o ombro com força.

“— Ahhh! Larga Yami!” – Mandou Veck.

“— Está falando demais...” – Comentou, rasgando um pedaço da camisa deste e usando de mordaça. “— Melhorou, um vampiro caladinho...”

“— Desculpe Veck... Eu... Te quero... Preciso tanto que chega a doer...”

O mais velho arregalou os olhos, tentando desesperadamente se salvar daquilo. Tentou soltar suas mãos, mas o outro as segurava com as garras, ferindo a si. Olhou para Cain como quem pede ajuda, mas deste só recebeu um sorrisinho bobo.

“— Faremos um trato... Eu fico com a parte de trás e você com a frente...” – Propôs Yami, rasgando mais a camisa do outro com a sua mão livre.

“— Eu...” – Parou de falar, estremecendo ao ver o peito pálido do outro aparecendo a cada rasgo daquela peça de roupa. “— Sim...” – Sorriu com uma quase inocência.

Levou então suas mãos ao amigo, ajudando o que estava atrás deste a tirar completamente a camisa, lambeu os lábios, apoiando-se no peito do outro para lhe sussurrar lentamente no ouvido.

“— Você será gentil comigo, não?” – Perguntou-lhe, com a voz meio rouca pela excitação.

“— Melhor se preparar... Pois não serei gentil...” – Sussurrou Yami, do outro lado.

Cada um atacou um lado, enquanto o demônio mordia e arranhava o ombro esquerdo o direito era beijado e lambido. Dor e carinho. Veck fechava os olhos com força, tentando conter a invasão de sensações que sentia.

Por um sentia a dor que necessitava e do outro o amor que sempre buscava. Gemeria se sua boca não estivesse com aquele pano tampando-a. Aquilo estava bom, não tinha como negar.

“— Viu Cain... Ele está gostando...”

“—... Desculpe Veck...”

Os dois continuaram, de um lado o sangue começava a escorrer em quando todo outro estava tão sensível pelos toques quentes que chegava a ser insuportável.

“— Mantenha-se quieto vampiro... Se não, farei isto ao Cain...”

Yami sorriu macabro, mordendo com força o ombro deste, como um leão que mantinha sua presa no lugar, em quantos suas mãos, circulavam aquela cintura apertando com força entre as pernas.

“— ...!!” – Tentou gritar Veck, se remexendo, empurrando Cain com força de si.

“— Por que me empurra...?” – Perguntou o moreninho, sentando-se novamente de frente a este. “— Preciso tanto de você...” – Uma lágrima solitária desceu por seu rosto.

Veck engoliu seco, vendo aqueles olhos ametistas chorosos, lamentou-se de tê-lo empurrado, afinal era a mão de Yami que estava ali, não a do amigo.

“— Ohh... Vai o deixar assim vampiro?” – Indagou, massageando a área por cima da calça. “— Olha como ele esta... Note como eu estou...” – Puxou-o mais para si, colando completamente seus corpos.

Novamente engoliu seco, sentindo um volume duro roçando em suas costas, tentava se livrar, mas só conseguia era ficar em uma situação pior, logo ficou entre as pernas abertas do demônio, de costas para este, quase sentado naquilo que lhe cutucava.

Olhava para o moreno a sua frente, sentado, olhando com uma carinha triste, como se quisesse, mas não tivesse coragem. Respirou fundo, sabia que Cain não podia fazer aquilo, para ser Rei tinha que ser puro.

Idiota regra esta.

Estendeu seus braços, tentando ignorar as mãos do outro em si lhe provocando mais ainda. Se controlaria, aguentaria até tudo se resolver, mas isto não queria dizer que tinha que aguentar aquelas lágrimas nos olhos do amigo.

Puxou-o para si, o abraçando, trazendo para si aquele ser confuso. Queria dizer para ter calma, para resistir, para tentar concentrar-se em outra coisa, mas não podia, tinha àquela venda em sua boca.

“— Veck...?” – Indagou-lhe Cain, sentindo-se misteriosamente protegido naquele abraço, acalmando-se um pouco.

“— Droga...” – Yami murmurou, tirando suas mãos de onde estavam no vampiro. “— Chega deste grude!” – Reclamou. “— Vamos Cain...” – Sorriu pervertido levando suas mãos ao outro moreno, passando-as pelo corpo.

“— Ahnmwmm...”

Aqueles toques levaram embora a sanidade momentânea de Cain. Afastou-se de Veck, passando uma mão pelo próprio corpo, gemendo com luxúria, retirando sua camisa.

“— Que bom que se animou, agora eu posso agir...” – Comentou com malícia o demônio, levando novamente suas mãos onde estavam no vampiro. “— Ohhh, ele está se animando...”

Cain voltou a se aproximar, beijando-lhe o peito todo, lambendo de forma pervertida os mamilos, deslizando sua língua ao redor deste com suas mãos apertando cada parte exposta deste. Escutava deliciado os gemidos abafados que este dava.

“— Veck... Você é tão gostoso...” – Avisou-lhe, mordendo bem de leve um mamilo.

“— Hnmfh!!” – Contorceu-se este.

“— Concordo...”

Yami tinha afastado um pouco os longos e prateados cabelos deste, ficando a morder-lhe a nuca, com força, notando os estremecimentos que o outro dava. Suas mãos abriam lentamente aquela calça, esgueirando estas para dentro delas, segurando-lhe o membro já bem desperto.

“— Nhaumfh!!” – Chiou, tentando se livrar daquilo, se remexendo que nem louco naquela cama.

“— Ahnn! Isso! Se esfrega em mim!” – Falou o demônio, puxando a cintura de Veck mais de encontro a si. “— Estou louco para te possuir! Vou fazer tão bruscamente que sei que implorará por mais!” – Avisou-lhe de forma quase insana, movendo mais suas mãos naquele membro.

“PAREM!” – Implorava em pensamentos, não conseguindo evitar em derramar lágrimas também.

Não chorava pela dor que sentia dos toques bruscos de Yami e muito menos pelos carinhos quentes de Cain.

Chorava por ter sido inútil. Por não estar conseguindo controlar seu corpo. Chorava por saber que mesmo com as mãos livres ainda não tinha tirado aquele pano de sua boca.

Seu corpo parecia implorar por tudo aquilo, tão diferente do que seu subconsciente queria. Teria só que aguentar algumas horas, mas falhara miseravelmente. Não conseguia controlar as suas mãos que passavam pelas costas de Cain, e muito menos seus quadris que se mexiam de encontro aquelas mãos do Yami.

Como podia ser tão sujo a ponto de abusar de seu amigo com este naquele estado? Sabia muito bem que Cain nunca iria sequer pensar em algo do tipo. Possivelmente nem saberia como fazer com uma mulher, pior ainda com um homem.

E nem sabia se este recriminava tal coisa, dois homens, um príncipe, futuro Rei, devia ter uma educação bem rígida quanto a estes tipos de coisas. Não parava de chorar, levando agora uma mão ao cabelo negro a sua frente, empurrando mais a cabeça deste de encontro ao seu mamilo.

Anos, séculos, que não sentia toques libertinos desta forma.

Anos, séculos, que não sentia aquela sensação estranha lhe consumir, aquele desejo louco.

Chorava por não saber se era puro e carnal desejo ou se estava sentindo algo por seu amigo. Sentia o cheiro da excitação no ar, o cheiro do suor. E tudo só o atiçava mais. Queria gritar, berrar por ajuda, mas em contrapartida queria tanto continuar com aquilo.

Um maldito dilema.

“— Cain... Atreva-se mais...” – Instigou Yami.

Estava sim, afetado por aquela poção, apesar de seu desejo sempre ter sido tocar o vampiro desta forma. Todavia, ainda tinha que ter o aval do humano, não conseguia avançar mais do que o permitido. Por isso tinha que atiçá-lo mais.

Queria tudo que este poderia lhe dar, e não se importava nem um pingo de ter que dividi-lo com seu hospedeiro. Qual o mal de cada um ter um pedaço? Como havia dito antes, um ficaria com a frente e outro com a parte de trás.

Era uma idéia tão pervertida que gemia baixo só de pensar nesta. Só teria que fazer Cain cair literalmente no mar dos pecados, e levá-lo junto de preferência. Misteriosamente o outro estava tão propício para isto. Queria saber o motivo de tê-los deixado naquele estado.

“— Tire... As calças dele...” – pediu ao moreninho, tirando as mãos dali, e levando-as aos mamilos, apertando-os com força, os torturando de verdade, após terem recebido tantos carinhos.

“— Tirar...” – Olhou bem para estas, avermelhando-se ao notar um grande volume ali. “— E depois... Farei o que...?” – Olhou como quem pedia ajuda para o demônio.

Yami riu, era tão óbvio que Cain não sabia o que estava fazendo, era óbvio que estava seguindo apenas os instintos. Entretanto Veck não era uma mulher. Sorriu vulpino, puxando a cintura de Veck fazendo-o se esfregar em seu membro, aproximando sua boca do ouvido deste.

“— Será que devo dizer para ele te chupar bem forte?” – Comentou bem baixinho, para que só o vampiro escutasse. “— Já imaginou? O puro e inocente Cain, com a cabeça entre tuas pernas, te chupando até te deixar louco?”

“— Mnnhhfh!” – Gemeu alto, podendo ser escutado mesmo com o pano lhe tampando a boca.

“— Gostou não é?” – Soou mais luxurioso ainda, afastando sua cabeça dali, olhando atentamente para seu hospedeiro corado e ofegante. “— Cain, quer se sentir bem...?” – Indagou-lhe.

“— Sim.”

“— Quer fazer toda essa sensação estranha passar?”

“— Sim.”

“— Quer dar prazer ao seu... ‘Amigo’?” – Deu ênfase a ultima palavra.

“— Si-sim...” – Respondeu-lhe pela terceira vez, mas nesta gaguejou um pouco.

“Não Cain, para... Isso não. Não o escute...” – Pensou Veck, não parando de chorar.

“— Então, tire a calça dele, como havia lhe dito.”

Cain pensou duas vezes antes de fazer aquilo. Todavia logo o fez, olhou bem para a cara chorosa do amigo, parecia que este estava sentindo dor, queria vê-lo sorrindo, senti-lo acariciando sua cabeça daquela forma divertida que sempre lhe bagunçava os cabelos.

Ajoelhou-se na frente deste, levando suas mãos aquela última peça de roupa que o vestia, por algum motivo fechou os olhos com força, enquanto abaixava-a junto com a roupa de baixo, só voltando a abrir os olhos quando jogou aquilo ao lado da cama.

“— Ve-Veck!” – Estremeceu fortemente ao ver aquilo.

Este se envergonhou completamente pelo estado que se encontrava. Entre as pernas de um demônio, de costas para este, e com um príncipe a sua frente também entre as suas pernas abertas.

Amaldiçoava o loiro pervertido dos infernos que fizera aquilo ao Cain que sempre fora tão inocente a tudo. Não tinha como não notar aquele volume na calça deste também e muito menos de Yami roçando em si.

Suas mãos apertavam com tanta força o lençol da cama que já tinha percebido que este se rasgara. Aquilo estava indo longe demais. Tinha que controlá-los, tinha que se controlar. Mas era tão difícil, tão impossível.

Plano idiota este o do loiro!

“— Cain, meu caro hospedeiro...” – Falou rouco, baixinho, vendo a inexperiência nos olhos ametistas deste. “— Vamos começar pelo básico...”

Levou então suas mãos ao membro do vampiro, manuseando-o, subindo e descendo sua mão por este, apertando-o, arranhando-o, notando satisfeito este mover seus quadris como quem queria mais. No entanto, logo tirou suas mãos de lá.

“— Faça igual, sei que quer, eu sinto que quer... Que sempre quis... EU quero... Rápido Cain.”

O moreninho mordeu os lábios, aproximando-se um pouco mais. Primeiramente tocou-lhe a ponta daquele membro, de forma suave, apenas passando as pontas dos dedos, sentindo aquilo melhor.

“— MNHNNFH!!!” – Gemeu mais alto e abafado, arqueando as costas.

A mente de Veck estava cheia, completamente nublada por tanta diferença. Talvez isto o estivesse deixando louco. Um era doce e inocente outro selvagem e feroz. Duas personalidades tão distintas que não tinham como combinarem.

Entretanto, naquela cama, combinavam-se tão bem para lhe provocar, para tirar completamente seu juízo. Estremecera completamente pelas mudanças, sentia dor por parte de Yami e carinho por parte de Cain.

Alem do mais, aquela inexperiência e inocência do Cain estava o matando, e pior era escutar tão perto de seu ouvido as instruções pervertidas que o demônio louco dava para este, e que eram prontamente obedecidas.

“— Isso foi gostoso...?” – Indagou-lhe, descendo um dedo pela extensão. “— É gostoso quando toco em você...?”

“— ...” – Ficou mudo, virando o rosto para não encarar aquele olhar arroxeado brilhando em excitação.

“— Ele não pode falar Cain...” – Ironizou, sabendo muito bem que este poderia tirar aquela, mordaça a hora que quisesse. “— Apenas continue.” – Incentivou-o.

Cain então continuou com aquilo, segurando melhor aquele membro, movendo-o com as duas mãos, acariciando-o com carinho, enquanto olhava atentamente a face contorcida de prazer do outro.

Sentia-se tão quente, com a garganta tão seca. Querendo desesperadamente mais daquilo, querendo toques da parte do outro também. Mordeu os lábios, olhando desejoso para Yami também.

Este sorriu sacana, descendo as unhas com força pelo braço do vampiro, ferindo, deslizando até chegar a sua mão, onde foi prontamente segurada. Primeiramente entrelaçou os dedos, mas logo a encaminhou para Cain, precisamente no rosto deste.

“— Seja um vampiro bonzinho... Faça algo pelo teu amigo...” – Mordeu-lhe novamente a nuca. “— Pare de ser tão egoísta, é a primeira vez dele, você devia priorizar o prazer dele e não teu...” – Murmurou bem baixinho, sabendo que só o vampiro escutaria.

Todavia ignorou as falas do Yami, tirando rapidamente sua mão do moreninho, levando-a as mãos deste tentando tirá-las de seu membro, aproveitando enquando a sua sanidade tinha voltado.

“— Acho que ele não quer só suas mãos...” – Comentou melodicamente. “— Vamos ao segundo passo...” – Avisou pervertido. “— Tire suas roupas por completo...”

“— Tirar!?” – Assustou-se com o grau do pedido.

“— Sim... Eu sei que esta roupa está apertada... Incomodando...”

Cain concordou com a cabeça, a verdade era que não aguentava mais aquela calça negra meio justa. Sentou-se melhor na cama, retirando quase afoitamente aquela peça de roupa. Desesperado em ver-se livre dela.

Veck arregalou os olhos, vendo o outro se despir. O porte forte, ombros largos, pele branca, todavia não tanto quanto a sua. Estranhamente ele lhe parecia mais frágil do que quando vira Yami despido há algum tempo.

Sabia que ambos eram iguais e por isso não entendeu o sentimento de que aquele ser precisava ser protegido a todo custo de tudo e de todos. Até de si mesmo. Se pudesse lamberia os lábios ao vê-lo todo nu a sua frente.

Quase derreteu-se ao notá-lo tentar esconder aquele volume pulsante entre as pernas com as mãos, uma tentativa inútil pelo estado em que aquilo se encontrava. Remexeu-se desejosamente entre as pernas do demônio, escutando um baixo e deliciado gemido que este deu.

Sentia aquele volume atrás tão de encontro a si, engolia em seco, alarmado com o próprio desejo insano de poder sentir aquilo em contato consigo. Esfregando-se e em sua pele, sentindo o calor que sabia que emanava.

“— Perfeito...” – Yami lambeu os lábios, movendo seus quadris de encontro ao outro. “— Agora, ponha sua cabeça entre as pernas dele e lamba isso.”

“— Lamber...?” – Gemeu a pergunta, sentindo seu baixo ventre implorar desesperadamente por alívio. “— Isso... Não é... Mnn...”

“— Faça, irá gostar do gosto...”

O demônio deslizou suas mãos pelas coxas do vampiro, flexionando-as e segurando-as, abrindo espaço para que o seu hospedeiro fizesse o que quisesse. Se conseguisse fazê-lo cair nos pecados nunca mais precisaria se segurar. Afinal aquele corpo não seria mais virgem.

Cain olhou bem para aquilo, estremecendo ante a visão que tinha, lentamente foi abaixando a cabeça, esticando a língua e indo em direção aquele membro.

“— Ai!” – Reclamou de dor, ao sentir seus cabelos serem puxados com força para cima. “— Isso dói Veck.” – Avisou-lhe, tentando continuar seu percurso.

O vampiro olhava assustado aquilo, puxando desesperadamente o moreninho dali, tentando o empurrar, impedi-lo de fazer aquilo. Sua visão já estava embaçada pelas lágrimas que ainda não paravam de rolar.

Puxou-o pelos cabelos, culpando-se por ter de ferir este para impedi-lo. Puxou-o até que conseguiu jogá-lo de costas na cama. Moveu-se com raiva, soltando suas pernas. E finalmente criando vergonha na cara e tirando aquele pano que cobria sua boca.

“— YAMI O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO CAIN FAZER!?” – Gritou com todo o ar dos pulmões, notando a cara de susto que deixou o moreninho a sua frente.

“— Ele não vai fazer nada, quem vai sou eu!”

Dito isto, Yami empurrou Veck com força, fazendo-o cair em cima de Cain que prontamente gemeu ao sentir o corpo do outro em cima do seu, se remexendo de maneira luxuriosa em busca de mais contato.

Riu baixo, vendo aquilo, o moreninho tinha abraçado o amigo, juntando mais os corpos fazendo os quadris se chocarem. Ambos gemendo por causa daquele contato. Deixou-os um pouco assim, tirando enfim sua camisa e calça, jogando-as de qualquer maneira ao lado da cama.

Finalmente estava livre daquelas roupas. Levou uma mão ao próprio membro, acariciando-o todo, olhando com encanto os dois a se esfregarem e gemerem ali na sua frente.

Aos poucos conseguia o que queria. Sorriu quase mórbido, segurando os cabelos de Veck, o puxando de volta para si.

“— AHHH! Yami!” – Gemeu de dor, odiando-se por conseguir obter prazer com isto, sentindo seus cabelos serem puxados.

Cain largou o amigo a contragosto, ao ver a cara de dor que este fez. Logo viu-o sentado entre as pernas daquele demônio.

“— Tava bom, por que tirou ele de mim!? Ele é meu!” – Sentou-se na cama, emburrado.

“— Não, ele é meu!” – Replicou Yami.

“— Me larguem! Não sou de ninguém!” – Exclamou Veck, ainda tendo seus cabelos segurados.

“— É sim! É nosso!” – Falaram os dois juntos, com um misterioso e pervertido sorriso cúmplice nos lábios.

“— Você é do Yami...” – Falou manhoso Cain, abraçando-o firme pela frente, voltando a se esfregar, tal qual um gatinho.

“— Você é do Cain...” – Falou também Yami, todavia sua voz completamente carnal, esfregando seu membro no outro.

“— Ah-Ahmmnw...” – Gemeu longamente e alto, pela primeira vez, não resistindo a toda aquela tentação. “— Isso é... Errado!”

“— Se eu te amo, não é errado!”

Dito isso, Cain segurou firme o rosto do amigo, puxando-o para um beijo, que de fato era simples e sem experiência alguma. Algo singelo, que quem teve que fazer melhorar fora o próprio Veck.

Este, em um ato de luxúria, se agarrou naquele pescoço beijando os lábios deste, ensinando como fazer aquilo. Onde teve que o guiar, dominar aquela boca para conseguir mais e mais daqueles tão suaves e intocáveis lábios.

Empurrou-o quando notou que ele estava ficando com falta de ar, e logo notou o que estava fazendo. Havia beijado o outro, e ainda tinha gostado, de fato estava gostando de tudo.

Da dor de um, do carinho do outro, ambas formas que lhe davam tanto prazer. Gemeu longamente, tentando raciocinar. Cain lhe amava? Claro que não, isso era só culpa da droga maldita que Guille havia feito.

“— Se eu te amo, isso não torna só sexo!” – Esbravejou Yami, levando suas mãos também a cabeça do vampiro, virando-o um pouco para si.

Beijou-o da mesma forma que seu hospedeiro havia feito. Mas este beijo fora literalmente de tirar o fôlego de ambos. Algo quente, molhado, completamente insano. Suas bocas moviam-se afoitamente, suas línguas enrroscavam-se em uma dança sensual e pecaminosa.

Um filete de saliva chegava a escorrer da boca de Veck, onde era claro que era subjugado pela outra que era tão mais experiente e provocativa, o estava fazendo levar a loucura.

Afastaram-se ofegantes.

“— Ahnnmm... Continuem, eu lhes imploro...” – Falou-lhes, não agüentando mais aquelas provocações, não aguentando mais negar o desejo que estava sentindo. “— Cain... Yami... Ahnm...”

“— Quer mais vampirinho? Te daremos, não é Cain?”

“— Sim... Nós te queremos tanto...”

Cain então levou as mãos novamente ao membro do outro, juntando com o seu e movendo-os juntos, gemendo alto por fazer isso, louco de tanto prazer. Nunca havia pensado que era tão bom fazer estes tipos de coisas.

Era algo tão viciante, tão bom.

“— Isso Cain... Ahnmm... Mais! Mais!” – Descontrolou-se de vez Veck, esquecendo-se do plano, esquecendo-se da castidade do outro, apenas sentindo o prazer que lhe davam.

“— Ahnn... Veck... Cain... Vocês me deixam loucos...” – Comentou, ajeitando-se melhor atrás, puxando a cintura do outro.

Sorria tão pervertido que quem o olhasse agora pensaria que era a reencarnação da luxúria, puxou mais, ajeitando-o, já esfregando a ponta de seu membro na entrada do vampiro, notando-o tremer de tanto desejo.

“— Ahmm... Yami! Me... Machuca, não se importe comigo!” – Pediu-lhe desesperado, não agüentando mais aquilo.

“— Ahnmm... Veck... Tão bom... Hmm...” – Gemia Cain, querendo mais e mais, completamente banhado pelo prazer.

“— CONSEGUI!” – Gritou o loirinho, abrindo de súbito a porta do quarto.“—AHHHHH!!!” – Gritou histericamente de pavor ao ver aquilo.

CONTINUA...

16/03/10

Nota da autora:

NÃO ME PERGUNTEM O QUE FOI ISSO!!! *em completo desespero*

Droga! Droga! Devia ter seguido o comentário do meu irmão e abortar essa ideia do afrodisíaco... Mas não, a Toy aqui pensou que seria uma coisa bem ‘fofinha’ e ‘leve’... Me pergunto: COMO DIABOS FICOU ASSIM!?

Guille... Nunca fiquei tão feliz em te ver... E ao mesmo tempo com tanto ódio!

Meu filhoooooooteee *grito histérico de uma mãe preocupada* O que você estava fazendooooo!?

*respira fundo, tentando se acalmar*

Bem... Esquecendo o surtamento que eu dei ali em cima, eu não podia pular essa parte, já que estava no roteiro ((nossa que chique... “roteiro”)), eu tinha que fazer isso para dar uma sacudida no Veck e fazê-lo abrir nem que seja um pouco os olhos...

Era para ser algo bem leve, nem quatro páginas... Seria só o Veck tentando despistar o Cain e o Yami e logo o Guille aparecendo para salva-lo.

Mas... Notando agora... ONZE PÁGINAS!? *respira fundo novamente*

Tenho que controlar mais meus instintos yaoísticos. Às vezes eu perco o controle das coisas... Pior, ficar até as 3:00hs da madrugada, sabendo que tenho anatomia....

Bem isso é tudo, aguardem para ver o que vai acontecer agora no próximo cap.

Comentário da beta:

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!

*Gritando, surtando e esguichando sangue que nem uma louca*

POR MEU AMADO E SANTINHO((Nããão x3)) BELIAL!!!

O que foi isto?!! *tomando sangue no canudinho* Se eu não fizer isto regularmente, posso morrer de anemia.

Muahahahah…. A Toy estava tão doida que tive até de corrigir o comentário dela =3.

Bem…. Voltando ao capítulo. EU VOTO PARA O GUILLE DESMAIAR!!!!

Seria uma boa se ele desmaiasse e os três continuassem.

Maaaaaaaaaas, como eu sei((imagino)) que isto não vai acontecer, espero pelo baile a fantasia. *-* Já fiz a minha ok? TOOOOOOOY, não controle seus intintos yaoísticos!!!

A propósito, perdoem se tiver algum erro. Depois de um capítulo como este…. *baba até inundar ‘Even’*

Agora já vou, preciso beber um pouquinho mais de sangue ^_ ^

♥

By: Toynako