Prison Magic

10 Capítulo 10


“—Yami? ” – falou surpreso Veck, aliviado pelo amigo estar vivo.

“— Agora será a minha vez de te salvar!” – exclamou o demônio que possuía Cain.

Shisue direcionou seu olhar gélido e furioso em direção ao intruso, praguejando baixo por não o ter matado antes. Ignorou, momentaneamente, sua bela cria ao seu lado, voltando sua atenção para o demônio que brandia sua espada negra.

“— Meu caro Yami, brandindo tua espada contra mim?” – provocou “— Depois de tudo que passamos?”

“— Seu bastardo!” – vociferou.

“— Deves estar a sentir falta das chacinas e matanças que fazíamos...” – falou nostálgico “— Teu sorriso era tão macabro quanto o meu.” – lembrou.

“— Não sou mais assim.”

“— Pensei que matando aquela tola apaixonada, tu também estarias extinto. Enganei-me... Em todo caso, livrei-me dela.” – gargalhou “— Ela não era tão boa quanto és tu...” – virou-se para Veck, acariciando seu rosto “— Não chegas aos teus pés, minha criança...”

“— Mestre...”

“— Tire suas garras desse vampiro, já lhe disse!” – reclamou Yami, raivoso.

“— Vós?” – riu irônico, afastando-se novamente de Veck, voltando a encarar o demônio “— Vós tens zelo por algo?” – zombou “— És como eu. Não negue. Adora ver a cor rubra do sangue escorrendo por suas mãos, sentir o prazer de ver corpos explodindo a sua frente, excita-se quando domina outro ser...”

“— ...” – ficou mudo, olhando com extrema fúria o Puro-Sangue a frente.

“— Vais me dizer que não tens saudades disto?” – provocou.

“— ...”

“— Esqueças este vampiro, esta cria pertence-me... De corpo e alma. ” – lambeu os lábios “— Mas se tens tanto zelo por ele... Junte-se a mim, mais um para maltratá-lo fará bem...” – sorriu malicioso, fazendo o convite.

“— Cain nunca aceitaria isto.” – falou.

“— O hospedeiro?” – fez pouco caso, olhando agora mais atentamente para o corpo deste “— O nome deste és Cain?” – suspirou deliciado “— Bonito nome, e olhando melhor agora é um ‘belo’ rapaz...”

“— ‘Belo’?” – indagou Veck, assustado, por saber o poder que seu Mestre impôs a essa única palavra “— Mestre o senhor...?” – ficou mais pálido do que era, com o puro medo de ver seu único amigo nas garras de seu Mestre.

“— Sim, ele é... Uma beleza raivosa, demoníaca...” – arrumou seus cabelos, fazendo charme “— Este novo corpo fez melhor a ti, Yami.” – comentou o Puro-Sangue sibilando de forma sensual “— Que gosto terias teu sangue?” – olhou meio esfomeado, aumentando instintivamente o tamanho de suas presas.

“— Afaste-se de nós, este sangue só pertence a uma pessoa.” – avisou Yami, em tom de advertência.

“— Pertence a quem?” – olhou para Veck “— Minha criança, o que andas a fazer com este pobre demoniozinho?” – se fez de inocente.

“— Eu...” – enrubesceu “— O mordo para contê-lo...” – explicou ao seu Mestre.

“— Sangue?” – olhou sorridente.

“— Eu não preciso disto.” – avisou de imediato.

“— Então...” – aproximou-se novamente, segurando uma mexa dos cabelos prateados “— Fui informado por Vitor, que teus cabelos e olhos estavam de coloração diferente...” – comentou, levando a mexa para perto de seu rosto, aspirando o cheiro que continha nesta.

“— Foi só um... Descuido. Não voltará mais a se repetir.”

“— Então diga-me...” – aproximou-se mais “— Qual era o gosto do sangue dele?” – provocou.

“— Último aviso. Afaste-se de Veck, ele me pertence!” – exclamou Yami.

“— Demônio atrevido... Este já tem dono, se queres algum vampiro para te morder, procures por outro.” – advertiu, virando-se de supetão e beijando os lábios de Veck.

Yami olhou com descaso a cena à frente, sentindo uma raiva absurda espalhar-se por cada célula de seu corpo. Em um impulso de fúria, avançou em direção ao vampiro. Shisue separou-se as pressas de sua cria, ficando em posição de ataque.

Sabia, perfeitamente, que aquele demônio não era tão fácil de abater quanto fora aquelas elfas fúteis que matara há poucos instantes. Para matá-lo, tinha que conjurar algo realmente poderoso, mas sabia que assim que tentasse fazer tal ato, seria interrompido.

Mesmo tendo milênios, mesmo sendo um vampiro Puro-Sangue, mesmo senso absurdamente poderoso, ainda assim era um mago, e estava preso as regras de ser um. Por este fato precisava de pelo menos alguns instantes de concentração para sua conjuração.

“— Yami...” – chamou Veck, baixinho.

“— Veck?” – olhou para este.

“— Me esqueça, meu Mestre sempre tem tudo o que quer... Apenas salve-se.” – pediu, fazendo força para ser serio e não chorar.

“— Vectorius, insistes em salva-lo?” – comentou o Sangue-Puro “— Todavia, fico contente que conformaste-se já de teu destino.” – olhou com ironia para o demônio “— Vistes? Minha criança estás louca para voltar para meus braços...”

“— Te matarei!” – vociferou Yami.

“— Essa cena é familiar... ” – recobrou-se de quando matou a hospedeira antiga “— Mas da ultima vez tu eras uma mulher.” – gargalhou, dando alguns passos em sua direção “— Me agrada muito mais lutar com este corpo atual seu...”

“— Hipócrita.”

O demônio partiu para cima, brandindo suas espada, seus movimentos eram hábeis e velozes, a ponto de causar alguns golpes no vampiro. Este nem ligava para tal fato, muito pelo contrario, parecia que a dor lhe agradava, alem disso sua regeneração cuidava em instantes dos ferimentos.

Esquivou-se mais do moreno, odiando por estar perdendo seu tempo com este. Não possuía mais muito tempo... Olhou para o Veck, e em seguida para o outro. Não poderia lutar com todas as forças, infelizmente não poderia.

Estralou os dedos, e uma nuvem negra pairou ao seu redor. Podia-se escutar murmúrios vindo da área, aonde ocultava o vampiro. Após alguns instantes um grunhido brutal se era ouvido, pereciam vozes misturadas à agonia e dor.

Veck olhou para seu amigo, para averiguar melhor seu estado. Suspirou alegre vendo este longe daquela nuvem negra, a olhar para esta. Lentamente andou em direção a este, sempre atento ao que seu Mestre poderia estar aprontando.

“— Veck?” – estranhou, quando viu esta quase ao seu lado, andou até este.

“— Foge.” – pediu, segurando-o pelos ombros o sacudindo “— Eu sei do que ele é capaz.”

“— Eu também, não se esqueça que já vivi com ele.”

“— E acabou morto quando ele se cansou de você!” – exclamou pesaroso.

“— Fica quieto.” – ordenou, tirando as mãos de seu ombro.

Olhou melhor para o rosto do meio-vampiro à frente, sentia raiva ao ver seus lábios vermelhos do beijo selvagem que levou, e contendo ainda alguns resquícios de sangue. Levou sua mão a nuca deste, sobre o olhar surpreso e assustado, aproximou-se mais, limpando o sangue deste em seus lábios, lambendo-os levemente.

Veck tremeu, mas não de medo em como aconteceu com seu Mestre. Sentiu-se quente e confortado, tanto que fechou seus olhos e entreabriu seus lábios. Fora Yami quem se assustou diante da entrega a sua frente, porém fez nada mais, alem de remover completamente com sua língua o gosto dos lábios do outro.

Um grito macabro pode ser ouvido, ambos se separaram as pressas, um pouco ruborizados, olhando para a neblina que se dissipava. Monstros pareciam emergir daquele negrume. E quando sumiu totalmente a nuvem negra, puderam ver o que lhes aguardava.

Corpos insurgiam do chão, seres sórdidos, mortos vivos, que pareciam agonizar pelo simples fato de terem sido trazidos de volta.

Cinco desses seres saíram de dentro do solo, ficando em pé, da forma que conseguiam, ao lado do Puro-Sangue, que apenas olhava a tudo com um ar imponente e macabro que possuía.

“— Acha que esse truque, de invocar mortos vivos funcionará novamente comigo?” – comentou Yami, rindo com ironia “— Em todos estes anos ficou fazendo o que?” – olhou para Shisue “— Lamentando-se por ter perdido sua cria? Procurando em outros, o que sempre quis com ele?” – zombou rindo mais.

“— Estais a abusar da sorte, demônio.” – advertiu em fúria “— Ataquem meus servos!” – ordenou aos monstros, apontando para Yami “— Quero ver te morrer novamente!” – gargalhou.

O possuído sorriu, movendo Veck para trás de si, para a segurança deste. Pois sabia que este não poderia desferir um golpe contra seu Mestre, por mais que quisesse. Movimentou sua espada, fazendo com que uma lâmina negra de energia se formasse no ar, que ia em direção, a uma velocidade alta, aos monstros repugnantes.

Estes mal puderam se esquivar, levaram em cheio o golpe, o que resultou em suas mortes novamente. Yami olhou com superioridade para Shisue, mas ficou pálido ao ver que este conjurava alguma magia.

Não tinha escolhas, teria que interromper prontamente o feitiço, ou poderia ser o fim novamente. Mas isto não lhe importava, sabia que mesmo Cain, principalmente este, estaria disposto a morrer para salvar o melhor amigo.

Avançou em direção ao Puro-Sangue, que apenas lhe sorriu com desdém, sem interromper a conjuração. Quando faltava poucos passos para parti-lo no meio, Yami sente sua pernas sendo seguradas por algo.

Olhou prontamente para baixo, vendo que eram os restos mortais daqueles mortos vivos invocados, que lhe seguravam. Olhou em seguida para frente, notando que este terminou de conjurar. Seria seu fim...

Não conseguiu salvar a quem mais importava...

Fechou os olhos quando viu a mão estendida em sua direção e a magia vir a seu encalço. Não teria como desviar. Entretanto, estranhou instante seguinte quando escutou um grito de dor alto, e prontamente abriu os olhos. Veck estava a sua frente, e levara todo o golpe.

“— Veck!!!?” – exclamou, segurando o corpo que caia, completamente ensanguentado.

“— Errei...” – fora tudo que o Mestre deste falou “— Bem, de todo o caso, isto era algo feito exclusivamente para um humano... Creio que não matarás um vampiro...” – comentou Shisue, olhando sem se importar com sua amada cria.

“— Veck!?” – ignorou o comentário do outro, ajoelhando-se levando o amigo consigo ao chão “— Fale comigo.” – pediu baixo.

Veck não respondia, seu corpo parecia ficar mais frio. Yami olhou para frente, vendo o Puro-Sangue. Este aproximou-se, olhando de cima sua cria ensanguentada com suas roupas queimadas e em farrapos. Revoltou-se quando viu um sorriso no rosto deste.

Parecia que estava feliz por ter defendido aquele demônio...

“ Ele está feliz?” – pensou Shisue “ Será que...?” – olhou em seguida para o olhar de zelo e medo do demônio que segurava sua cria nos braços “— NÃO! O QUE EU NÃO CONSEGUI TU CONSEGUISTES!!?” – perdeu a sanidade, gritando raivoso em pleno pulmões.

“— Cale tua boca...” – Yami olhou para cima.

Seu olhar se tornava mais maléfico, suas garras cresceram. As marcas da maldição élfica espalhadas por seu corpo pareciam vibrar. Largou seu amado amigo no chão, com delicadeza, notando que suas próprias roupas estavam ensanguentadas com o sangue deste.

Revoltou-se mais. Soltou sua espada e pulou em cima do Puro-Sangue. De tão rápido que fora seu golpe, conseguiu pegar este, levando-o aos chãos segurando-o firmemente pelo pescoço. Prensava-o com força, usando suas garras para mantê-lo firme.

“— Como ousa...” – sua vos estava mais rouca e sinistra do que antes “— ...Matá-lo?” – vociferou, cravando firme sua outra garra em cima de onde ficava o coração deste, cravando-a quase toda.

“— Eu que pergunto-te.” – falou com dificuldade Shisue “— O que minha cria és para ti?”

“— Tudo!” – exclamou arrancando o coração do vampiro.

Este virou pó, assim como o coração nas garras ensanguentadas do demônio. Este pó elevou-se pairando sobre os dois.

“— Achas que só isto matar-me-ia?” – a voz veio do pó “— O tempo do clone que criei acabou-se, não sonhe que me matou...” – o pó se dissipou mais “— Devo ter causado sérios danos ao lado humano de Vectorius... Para salva-lo é simples...” – a voz parecia mais fraca, mas audível “— Traga-o a mim, transformá-lo-ei em um vampiro completo.” – o pó negro se dissolveu “— Estarei... Aguardando-o...” – sumiu completamente.

Yami olhava aquilo tudo com escárnio. Olhou em seguida para suas mãos,sujas em uma mistura de sangue de Veck e do Mestre deste, sentiu que sua mão tremeu no puro pavor do momento, algo que nunca havia acontecido consigo. Voltou-se para Veck, ao seu lado, de certa forma, morto. Nem respiração possuía.

“— Não...” – pela primeira vez, o demônio chorou “— Por que fez isto?” – indagou, engatinhando para mais perto “— Eu que queria te salvar...” – lamentou-se.

Notou assim que se aproximou, que os ferimentos, com dificuldade absoluta, tentavam se curar. Sorriu, afinal, ainda existia alguma vida em seu amigo. Tocou com zelo a face, retirando os cabelos deste.

“— Cain!!!” – exclamou uma voz ao longe que se aproximava.

Yami olhou em direção a esta, vendo que Guille gritava, trazendo consigo, varias elfas para atacar o intruso. Infelizmente, ou para sorte destas, Shisue já havia desaparecido há tempos.

“— Cain?” – Guille perguntou horrorizado ao lado dos dois “— O que aconteceu!?” – abaixou-se, assustado com o estado do morcego.

“— Viado maldito, afaste-se dele!” – exclamou Yami, trincando seus dentes de raiva.

“— Ca-Cain?” – olhou assustado para este “— Você não é o Cainzinho!”

“— Guille...” – falou uma voz feminina, entre as varias que apareciam ali “— Afaste-se dos dois, por favor.” – era a líder, Jiyha, que saia do meio das elfas “— Este não é mais Cain.” – explicou “— Qual teu nome?”

“— Vocês são bestas ou o que?” – indagou Yami, com raiva por ter tantos olhares curiosos em sua direção “— Se não notaram este em meus braços é o queridinho de vocês...” – olhou para a ruiva “— PODERIA FAZER ALGO!?” – reclamou, ainda contendo lagrimas em seu rosto.

A elfa ficou chocada com tudo, ajoelhando-se ao lado do vampiro aos trapos. Tocou de leve sua face. Olhando em seguida para o demônio que o segurava ainda. O caso era grave, realmente muito grave.

“— Ele melhoraria se tivesse energia maligna...” – comentou, de modo preocupado “— Mas ele não conseguirá tirá-las neste estado.”

Uma choradeira começou a ser ouvida das elfas, algumas ajoelhavam-se no chão, levando as mãos ao rosto lacrimejando de modo copioso, pelo vampiro.

“— Sangue não ajudaria?” – Yami indagou.

“— Ele não precisa disto.” – falou austera “— Ele não quer isso.” – explicou.

“— Ele não tem que querer.” – avisou, colocando novamente Veck no chão.

Yami mordeu com força seu próprio pulso, sugando o sangue de si próprio, sobre o olhar preocupado e pesaroso de todas ali presente. Pegou uma boa quantidade de seu sangue e olhou para Veck.

Com o polegar abriu levemente sua boca, aonde prontamente beijou-o, passando assim seu sangue para este, obrigando-o a se alimentar do que mais odiava. Quando todo plasma vermelho de sua boca passou para a do vampiro, separou-se, olhando-o fixamente.

Sorriu, vendo que este tomou o que passou. Repetiu o processo por mais algumas vezes, vibrando em poder ajudar com seu beijo, assim como Cain fizera.

Amarrou um pedaço de pano em seu pulso, para estancar o sangue, quando viu que Veck ao menos agora, respirava. Seus dedos deslizaram pelo seu sangue ao redor de sua boca em uma leve caricia em quando limpava.

“— Vectorius te odiará por isso...” – comentou a mulher “— Infelizmente não sabe o mal que fez a ele, usando sangue para salva-lo...”

“— Isso não importa.” – sentiu-se tonto.

“— Talvez ele preferisse morrer... Em vez de decair de nível...” – sussurrou baixo.

“— Sinto-me tonto...” – comentou o moreno, não escutando a ultima frase “— Deve ser Cain querendo o controle...” – levou a mão a cabeça “— Cuide de tudo...” – desmaiou, ao lado de Veck.

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Cain acordou com um enorme susto, olhou em volta, notando que estava na cama da casa em que estavam morando temporariamente, estranhou por Guille estar dormindo em uma cadeira ao lado de sua cama.

“— Guille...?” – surpreendeu-se em como sua foz saiu fraca “— Eu...?” – Olhou melhor para si, se descobrindo “— O que aconteceu...”

“— Cainzinho...?” – acordava lentamente, esfregando seus olhos “— Você está bem?” – perguntou de imediato, ao notar que o outro estava acordado.

“— Estou...” – respondeu com dificuldade, apesar de não entender o motivo para isto “— O que houve?”

“— De tudo, eu não sei, pois fui chamar reforços...” – comentou, ajudando Cain a se sentar na cama “— Mas eu ouvi pelas elfas, que o Mestre do morcego apareceu e causou grandes estragos...”

“— Mestre?” – tentava recordar, mas sua mente parecia em branco.

“— Sim, houve uma luta e...”

“— Luta? Cadê Veck?” – preocupou-se.

“— As elfas estão com ele... Para o bem dele...” – falou com desanimo, contendo lágrimas nos olhos “— O morcego não está bem.” – revelou, chorando.

“— Veck, eu... Eu preciso ir vê-lo.”

“— Não pode.”

“— Por que?”

“— Não sei, foram ordens da líder das elfas...” – explicou.

“— Chame-a aqui.” – pediu, segurando a mão do loiro “— Eu preciso, realmente ver Veck, algo me diz que tudo é culpa minha.”

“— E é.” – falou Guille em um tom mórbido, fugindo completamente de sua personalidade.

“— Co-Como?” – alarmou-se.

“— Disseram que tudo isso fora por sua culpa, você abriu passagem para o Mestre dele...”– falou de forma doce, como sempre.

“— Não...” – falou baixo, culpando-se imensamente.

“— Agora descanse mais...” – pediu, beijando-lhe a bochecha “— Deve estar cansado...”

Misteriosamente um sono apossou-se de Cain, e este voltou a dormir em instantes.

“— É para o seu bem...” – sussurrou Guille em sua orelha, sabendo que este não o escutava “— Só para o seu bem...”

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“— Vectorius, tente resistir...” – falou Jiyha, saindo de uma sala, onde dentro estava este “ Tenho que ir falar com Cain, tenho certeza que este já acordou... Já era para estar aqui... ” – pensou, andando por sua vila, em direção a casa aonde estes estavam.

Entrou sem fazer cerimônias, e muito menos anunciar sua presença. Guille que se assustou quando a ruiva entrou no quarto.

“— Ele ainda não acordou?” – a mulher estranhou.

“— Não.” – mentiu.

“— Já sabe que assim que este despertar, ele tem que ir ver como Vectorius está....” – ordenou “—Vectorius chamou seu nome incontáveis vezes nestes dias...” – comentou.

“— Avisarei sim.” – sorriu, de forma alegre.

“— Voltarei outro dia...” – avisou saindo do quarto.

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Já havia se passado mais de uma semana, e Cain continuava a dormir. Misteriosamente Yami não aparecia. Melhor assim, pois ninguém o conseguiria deter. Regulamente a líder aparecia no lugar aonde cada um estava repousando.

O estado de Veck ainda era deplorável, seu corpo já estava todo cicatrizado, mas parecia um animal feroz, ou algo do tipo... Seu nível havia decaído um degrau, e estava a sofrer as transformações te tal fato...

Toda noite agoniza chamando em prantos o nome do amigo e até de Yami. Um mês se passou com este martírio, e finalmente Cain conseguiu despertar...

“— Cadê Veck...?” – perguntou assim que acordou “— Eu... Quero o ver.” – pediu, para Guille que ficou ao seu lado esse mês todo, apenas cuidando-o.

“— Calma Cainzinho, chamarei a elfa para vir aqui.” – falou levantando-se “— Não saia da cama.” – pediu, dando uma piscada marota de um olho.

O moreno sentou-se, olhando em volta, seu corpo não doía, mas sim seu coração. De uma forma estranha, lembrava-se de algumas coisas... O monstro que ajudou a libertar, as elfas que morreram por este...

E o que mais lhe doía à alma... Veck, seu amado amigo, seu único amigo... Por culpa sua, de sua burrice, o fez ficar em um estado deplorável. Realmente, agora admitia, era ingênuo demais, e isso quase custou à vida de quem mais gostava.

Iria parar de se comportar como uma criança, tinha que crescer. Notar que as coisas ao redor não eram um conto de fadas, no qual todos eram bons. Existia trevas no mundo. Só agora percebia.

Iria ser forte. Iria abandonar este lado, fraco e ingênuo que possuía.

“— Com licença...” – pediu uma voz feminina ao lado de fora do quarto.

“— Entre, por favor.” – concedeu.

“— Como se sente?” – falou Jiyha, entrando no lugar, acompanhada de Guille.

“— Ótimo.” – respondeu “— Aonde está Veck?” – perguntou, em seguida.

“— Sente-se bem, ao ponto de me seguir?” – indagou.

“— Sim.” – levantou-se, normalmente da cama “— Me leve até ele.”

O loiro olhou meio desconfiado, Cain lhe parecia tão sério, tão diferente. Mas ignorou tal fato, ajudando-o a andar, já que este não poderia se exceder.

Logo chegaram a uma enorme arvore, era sem dividas, a maior da floresta. Com um movimento de mão da líder, as enormes e grosas raízes da arvore abriu espaço revelando uma passagem para seu interior.

Entraram, encontrando uma escadaria longa, aonde pareceu que desceram por vários minutos. Deparando-se com uma enorme porta ao final da extensa descida.

“— Poderiam esperar aqui por alguns instantes...?” – pediu a elfa.

“— Claro.” – avisou Cain, encostando-se na parede, vendo a mulher entrar e fechar a porta.

Guille olhou novamente para o moreno, sentia que algo tinha mudado neste, mas achou melhor, no momento, não o perturbar, pois via a sua cara séria em quanto esperava a mulher voltar.

“— Pode entrar.” – anunciou à ruiva, abrindo a porta “— Mas lamento dizer que só Cain poderá entrar.” – pediu.

“— Cainzinho não me deixaria sozinho aqui, não é?” – fez manha, olhando de forma doce para este.

“— Fique aqui.” – falou, virando-se e indo em direção a porta.

“— ...” – o loiro ficou impressionado, vendo que o moreno mal lhe olhou nos olhos, em quando falava, para ir em direção a porta.

“— Te farei companhia, se não se importar...” – falou a ruiva.

“— Desculpe, mas eu queria vê-lo a sós.” – falou de forma até fria, porém sem perder a educação.

“— Cla-claro...” – a elfa deu um suspiro “— Segunda porta a esquerda...” – informou “— Não se esqueça... Acima de tudo, aquele ainda é o Vectorius.”

“— Entendido.” – disse, entrando no local.

Cain entrou e fechou a porta em seguida, olhando espantado, a mistura de magia e tecnologia do lugar. O lugar era um amplo e largo corredor, com diversas portas, ignorou o resto, indo em direção que lhe fora informada.

Entrou na sala, admirado em esta ser enorme e toda branca, com luzes mágicas a deixando iluminada, notou que esta estaria completamente vazia, se não fosse uma cama bem ao centro desta. Aproximou-se rapidamente.

“— Veck...?”

Era este, quase completamente desnudo, coberto apenas com um pano na cor branca cobrindo-lhe sua intimidade. Ajoelhou-se ao lado, notando prontamente que este estava acorrentado a cama.

“— O que houve contigo...?” – indagou baixo.

Assustou-se quando, de uma ora para outra seus olhos se abriram, brilhando em um tom vermelho vivo, ousou tocar sua face, notando que este se aconchegou em sua mão, parecendo um gatinho carente.

“— Você esta bem...?” – perguntou preocupado.

“— Vocês tem um cheiro bom...” – falou baixo, quase em um sussurro, tentou levantar sua mão, mas esta estava acorrentada ao colchão “— Me dêem... Eu preciso...”

“ Vocês?” – pensou “— O que precisa, Veck?” – perguntou em seguida.

O rosto do meio vampiro se formou um sorriso macabro, gargalhando baixinho, de forma quase insana.

“— Seu sangue.” – avisou, tentando morder a mão que lhe acariciava a face.

Rapidamente Cain levantou-se, afastando-se quase como se tivesse nojo do próprio amigo. Olhou abismado para o sorriso deste em quanto tentava livrar-se das correntes que o prendiam.

“— Você pode ser meu amigo... Mas não desrespeitarei o sangue real em minhas veias.” – olhou com descaso “— Eu aprendi a lição, não confiarei mais nos outros... Deixarei de ser ingênuo.” – essa frase doeu mais que tudo em si.

“— Yami... Me de...” – pediu baixo, em quase uma suplica.

Algo dentro de Cain vibrou, sentiu-se mal em seguida, colocando a mão em cima do coração. Deu um suspiro mais forte, voltando aos poucos à normalidade. Olhou para Veck mais uma vez, antes de direcionar-se para a saída. Tinha que ter algumas respostas da ruiva.

“— Voltarei mais tarde...” – avisou, saindo.

Andou a passos firmes. De volta à escadaria onde estavam o loiro e a ruiva. E assim que abiu a porta, foi direto ter satisfações com a elfa.

“— O que aconteceu com o Veck?” – indagou, em um tom que nunca havia usado.

“— Decaiu de nível, como eu disse... Antes de você fazer a burrada.” – explicou, não aguentando mais o jeito birrento que o príncipe estava se comportando.

“— Eu?” – exaltou-se.

“— Calma Cainzinho...” – pediu Guille, assustado pelo estado em que o moreno estava “— Ela explicará...”

“— Obrigada...” – agradeceu ao loiro, voltando sua atenção para Cain “— Vectorius não lhe explicou sobre os níveis e classes dos vampiros?”

“— Sim.” – respondeu “— Quando eu estava no navio da senhorita Luna.”

“— Então deve saber que o Vectorius era um vampiro classe ‘B’... Sujeito a decair de nível a qualquer momento...”

“— Sim...” – deu um suspiro “— Ele me explicou tal fato.”

“— Agora ele é um classe ‘C’... E por algum tempo, o tempo da mudança, seu corpo precisara urgentemente da última fonte de energia que teve...”

“— Mas o Veck só toma energias espirituais. ” – lembrou

A mulher olhou fixamente para o moreno. Se revelasse demais, Vectorius nunca a perdoaria, e isso ela não admitia perder. Já que o via como alguém da família. O ultimo alimento que Veck recebera fora sangue, precisamente de Cain ou Yami, e para recuperar-se, precisaria de uma boa quantidade de sangue novamente.

“— Não posso lhe informar como, mas o ultimo alimento que ele teve foi sangue.” – avisou a elfa.

“— ...” – Cain ficou mudo, com a cara mais seria ainda.

“— Para que Veck comesse a se recuperar, precisara de sangue... De seu sangue.”

“— Me nego.” – falou de imediato, lembrando-se da dor absurda que sentiu quando aquele outro vampiro mordeu seu braço “— Achem outro modo.”

“— Cainzinho... O morcego está mal...” – o loiro se aproximou, segurando delicadamente o moreno pelos ombros “— Se eu pudesse, doaria meu sangue... Mas tem que ser você...”

“— Porque sempre sobra para mim...?” – reclamou “— Pegue a espada, salve o reino e se amaldiçoe por isso... Salve o vampiro e perca quase seu sangue por is-”

Cain para de falar, quando leva um tapa até bem forte de Guille em seu rosto. Afastou-se abismado do loirinho, levando sua mão a face atingida, não entendendo a reação deste.

“— Você não é o Cainzinho...” – começou a chorar “— O Cainzinho nunca abandonaria alguém.” – tentou secar suas lágrimas com a mão.

“— Estou tentando parar de ser ingênuo... Para não ferir pessoas queridas...” – Cain abaixou a cabeça.

“— Não é isso.” – aproximou-se do moreno “— Você só está tentando fechar seus olhos para o que fez com o morcego.” – tocou de leve a face atingida, como em um mudo perdão “— Cain, o Veck precisa de você.” – falou serio.

“— Tem razão...” – soltou um suspiro “— Estou me comportando de forma horrível...” – afastou-se virando as costas e indo novamente em direção a porta “—Desculpem-me vocês dois, irei fazer agora o que tive medo há alguns instantes...” – avisou entrando novamente.

Andou lento em direção, em direção a porta, quando ia entrar nesta, sentiu uma mão em seu ombro, virou-se prontamente para ver o que era. Vendo a elfa sorrindo de forma doce, quase fraterna.

Esta o abraçou, confortando-o em seus braços, acolhendo-o como uma progenitora. Separaram-se após algum tempo, esta sorriu mais, notando o leve rubor nas bochechas do garoto.

“— Se quiser aumentar o tamanho da corrente do Vectorius, tem uma alavanca na cabeceira da cama...” – falou.

“— Obrigado. Por tudo.” – sorriu da forma doce de sempre, vendo a elfa voltar para a porta da escadaria.

Deu um ultimo suspiro, antes de entrar novamente no quarto onde Veck estava, assim que entrou, encostou-se a porta, apenas vendo-o de longe. Era seu amigo, seu grande amigo, e tinha que salva-lo de alguma forma.

Aproximou-se, retirando sua camisa no processo, ficando com o torso desnudo. Não queria que sua camisa manchasse. Deixou-a no chão perto da cama, partindo para a cabeceira desta, levantando a alavanca, para parar de prender o outro.

Olhou para Veck, este parecia que estava dormindo, como da primeira vez que entrou no local. Andou até o lado da cama, sentando-se de costas na beirada, não tendo coragem de olhar para o outro, por tudo o que fez a alguns tempo.

“— Veck... Desculpe-me...” – falou, ainda sem olhar para o amigo “— Foi tudo culpa minha...” – sorriu triste “— Eu não quero te perder... Eu-”

Cain para de falar quando sente mãos em suas costas, ficou tenso, engolindo seco ao lembrar-se que o outro estava completamente desnudo. Sentiu que Veck sentou-se e logo as mãos o abraçaram, juntando seus corpos.

Podia sentir com perfeição cada contorno do peito Ed Veck em suas costas, e o respirar deste em sua nuca. Apertou com força os dedos de sua mão, tenso por tudo. Aquelas mãos lhe abraçaram mais, e logo sentiu as pernas do Veck lhe circularem.

“— Ve-Veck...” – ofegou baixo o nome do amigo, sentindo aquelas pernas grosas e esguias o prender pela cintura, ficando literalmente colado a este agora “— Eu... Hum...” – gemeu extremamente baixo, ao sentir um respirar mais pesado agora em pescoço.

“— Meu...” – abraçou-o mais firme “— Os dois...” – sussurrou, lambendo-lhe o pescoço de forma impudica “— Meu...” – repetiu, continuando a lamber a área.

“— Pare...” – pediu, notando que estava extremamente vermelho, sentindo as mãos do outro deslizarem por seu peito “— Não faz isso comigo...” – pediu em um gemido “— Faz isso logo.” – pediu, já antecipando a dor que iria sentir.

“— Me desculpe...” – falou Veck com uma voz chorosa “— Eu não quero sangue...” – disse com certa dificuldade, beijando o local incontáveis vezes “— Cain...” – agarrou-se mais.

“— Isso tudo que está acontecendo é culpa minha, exclusivamente minha... Aprenderei a pagar com meus erros...” – explicou, levando uma mão a cabeça de Veck, forçando-a para seu pescoço, instigando-o a morder “— Me morde.” – pediu, com a voz misteriosamente mais rouca, carregada de desejo.

Chorando mais, Veck ampliou seus caninos, cravando-os calmamente no pescoço tão desejado nas ultima semana, vibrando ao sentir o néctar vermelho escorrer para sua boca, enchendo-lhe de energias.

Cain se contorceu, pela dor da cravada, porém apenas forçou mais a cabeça de Veck em si, querendo que o mordesse mais fundo. Levou sua outra mão a coxa de que o enlaçava tão firme, como se não desejasse nunca mais solta-lo, apertou-a firme, quando sentiu uma sugada mais faminta.

“— Ah-Awn...” – gemeu, deleitando-se com tudo que estava sentindo.

Algo quente, porém amável, parecia espalhasse por seu corpo. Nunca havia sentindo algo tão bom em toda sua vida. Talvez existissem prazeres carnais melhores do que esse, mas como era virgem, não podia testar essa teoria.

Por este fato tudo lhe parecia intenso, as mãos por seu peito, as pernas firmes a lhe circular. O prazer de sentir ser sugado com tanto afinco por aquele a quem mais tinha zelo. Aquele que quase destruiu, por um engano.

“— Ahn... Mais...” – pediu, entregando-se a tudo, deixando-se completamente nas mãos do outro “— Forte...” – empurrou mais sua cabeça “— Ah! Ahhhnw!” – gemeu sem pudor, que deveria ter por ser um príncipe, deslizando sua mão pela coxa do Veck, apertando-a desesperadamente.

O prazer era tanto, que não conseguia controlar gemidos que teimavam em escapar de sua boca, por mais que tentasse. Sentia-se tonto pela sensação extremamente nova que sentia, ou talvez pela perda de sangue que estava tendo.

Mas que liga, aquilo tudo era tão bom, tão pecaminosamente bom!

“— Cain!” – Largou o pescoço, gemendo seu nome, instintivamente esfregando-se neste “— Desculpe...” – falou co dificuldade, meio dopado pelo tanto de sangue que tomou “— Desculpe...” – repetiu, lambendo o local, limpando um pouco do sangue que escorreu para as costas.

Lambeu com insistência, em um serpentear provocante, até limpar todo o sangue. Afastou-se lentamente, desenlaçando suas pernas, deitando-se de qualquer jeito na cama na qual estava. Caindo no sono em seguida.

Cain ainda parecia absolvido por tudo, sentia seu corpo quente... por cada lugar que Veck tocou ou lambeu, sentia-se em chamas. Olhou para suas calças, soltou um suspiro quase frustrado. Isso o que estava sentindo era horrível, não poderia sentir com um amigo... Fora apenas uma mordida, Veck apenas se alimentou.

Após tantas emoções estranhas e novas em se corpo, sentiu-se um pouco tonto. Finalmente atreveu-se a olhar para o amigo, que repousava em eu lado. Notando que em seu rosto continha lágrimas, possivelmente chorou o tempo todo em quanto o mordia.

Tocou levemente sua face, passando seus dedos pelos lábios ensangüentados, em um belo tom vermelho, que parecia até combinar. Notou que as pontas dos cabelos ficaram vermelhos.

Já tinha visto isto acontecer antes... No navio de Luna...

Preferiu deixar para pensar depois, pois sentia-se cada vez mais fraco, e não era prudente desmaiar ali, ao lado de um cara completamente desnudo. Engoliu seco novamente, quando se deu conta disso.

O pano branco caiu do outro lado da cama, talvez a tempos...

Levantou-se de supetão, andando quase roboticamente ao outro lado, não atrevendo-se a olhar para o corpo do amigo. Assim que pegou o pano, jogou-o novamente para cobrir aquela área, e só assim suspirou aliviado, podendo ver este.

“— Não quero nunca te perder...” – falou baixinho, passando ousadamente a mão no peito deste.

Pegou sua camisa e vestiu-a de qualquer jeito, sentia-se muito mais tonto. Talvez a quantidade de sangue retirada fora muita, mas isto agora, não importava. Andou lento, apoiando-se na parede do lugar, voltando para a escadaria.

“— Cainzinho!?” – preocupou-se o loiro, assim que o viu entrando pela porta, correndo para ajudá-lo “— Está bem?” – indagou.

“— Sim, estou ótimo.” – sorriu de forma amável, voltando a ser to Cain de sempre.

“— Irei ajudá-lo a subir as escadas.” – falou a mulher, segurando Cain pelo outro lado.

“— Obri...” – o moreno mal pode falar, desmaiou, sendo amparado pelos dois.

“— Cain!?” – preocupou-se Guille.

CONTINUA...

21/07/09

Nota da autora:

E então, o que acharam?

Tadinho do Veck, não é? E do Cain também...

Mas, talvez eu tenha exagerado na mordida do final... Ne?

Por culpa do meu irmão, toda vez que eu escrevo ‘Shisue’ me lembro do Michael Jacson... (culpa de umas tirinhas que ele me fez fazer em que o Shisue aparecia na vila com a musica Triller tocando...)

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Desculpem-me a demora para fazer o CAP, é que o teclado novo que ganhei é ruim (ç.ç) ele é com letras pretas (nada de racismo hein ò.o9) e é menorzinho... Como eu escrevo de noite, no escuro, não enxergo as letras, e por ser menor eu confundo as posições...

By: Toynako