Prison Magic
13 Capítulo 13
Parte 13
“— Onde esteve, Vitor?” – soou uma voz doce, mas repreensiva.
Vitor acabara de voltar para o castelo de Shisue por meio de magia, e dera de cara com quem, no momento não queria ver. Olhou para o garoto encostado na parede, na penumbra da noite, com os braços cruzados.
Aquele era apenas mais um servo de seu Mestre, assim como si, mas este possuía liberdade em demasia. Poderia fazer qualquer coisa, sem ficar pedindo autorização para Shisue e, além disso, podia fazer algo que sempre almejou... Morder seu Mestre.
“— Ainda não me respondeu...” – voltou a perguntar para o loiro.
Vitor olhou melhor para este, franzindo o cenho de tanta raiva. Odiava ser controlado. Principalmente por alguém que nem era seu Mestre.
Jogou os cabelos para trás, ignorando aquele outro vampiro, seguindo seu percurso. Tentando não criar confusão com o momentâneo favorito de seu Mestre.
“— Não vai me responder mesmo?” – ocultou um sorriso com as costas de sua mão, andando em direção a este, saindo da escuridão que estava.
Um belo garoto, aparentemente dezesseis anos, cabelos pretos completamente trançados e que de tão grande, por pouco não tocam o chão. Olhos de um verde escuro, porém que misteriosamente reluziam com a pouca claridade do lugar.
Olheiras demonstravam a falta de sono que este possuía, porém estas, só lhe davam um charme em particular; Eram apenas mais um atrativo. Andou lento até o outro vampiro, analisando-o.
“— Não devo explicações de onde vou a você, trançado.” – resmungou Vitor.
“— Deve sim.” – parou na frente deste. “— Nosso Mestre me da o direito de fazer isto...”
“— Meu Mestre, você quis dizer...” – sorriu quase diabólico. “— Shisue não é nada seu, você não é uma cria dele.”
“— Mas por livre e espontânea vontade, eu o tenho como Mestre.” – sorriu, em uma mistura de doçura e sensualidade. “— Por não ser como os outros, que só anseiam seu sangue, ele confia em mim.”
“— Sabes que assim que ele perder o interesse em ti, morrerás que nem os outros...” – anunciou.
“— Se é de desejo de meu amado Mestre, retirar minha vida. Entregarei com prazer.”
“— Tolo, é isto que és...” – gargalhou o loiro. “— Ele apenas gosta de você por ter um complexo parecido com o ‘belo’ dele.” – gargalhou mais. “— Vampiro vegetariano.”
“— Eu apenas sirvo ao meu Mestre.” – respondeu, de modo frio, porém decidido. “— Faço e farei tudo por ele.”
“— Ele só gosta de te torturar com sangue... É este o único fato dele o ter ao seu lado.” – provocou mais.
“— Não devo dar importância a um vampiro ‘Classe C’, como você.” – sorriu frio, segurando-o firme pelo queixo, mostrando que era de uma Classe superior.
“— Maldito trançado...” – vociferou, odiando ser tocado pelo outro, afastando-se rapidamente de seu toque.
De repente sons de palmas são ouvidas, de modo quase debochante. Os dois olharam para o lado, vendo-lhes seu Mestre se aproximar com um sorriso entre uma mistura perfeita de erotismo e crueldade.
“— Mestre.” – os olhos do moreno reluziram ao ver este, curvando-se polidamente.
“— ...” – o loiro curvou-se também, mas não falou nada.
“— Oroi, Vitor...” – chamou-os com aquele olhar possessivo e penetrante que possuía “— Não quero discussões...”
O moreno olhou de forma acanhada para seu Mestre. Amava aquela voz imponente e exigente, que deixava claro a cada palavra que desejava possuir, dominar, envolver completamente tudo e a todos. De uma forma provocante, persuasiva e até demasiadamente erótica.
“— Apenas estava indagando o paradeiro de Vitor.” – endireitou-se explicando os fatos. “— Anda saindo muito sem vossa permissão, meu Mestre.”
“— Não devo explicações a ti...” – resmungou baixo o loiro, olhando friamente para Oroi.
“— Vitor...” – aproximou-se deste, puxando seus cabelos, trazendo-o para bem perto do seu rosto, fuzilando-o com o olhar gélido. “— Sabes muito bem que Oroi tem mais direitos que você...” – jogou-o no chão, fazendo pouco caso daquela sua cria. “— Dei permissão para ele olhar a tudo e a todos na minha ausência.”
“— ...” – o loiro calou-se, continuando no chão.
“— Agora digas, o que andavas fazendo fora de meus domínios?” – olhou inquisidor para o vampiro no chão.
“— Apenas fui saber se Vectorius estava bem...” – explicou.
“— Minha bela cria?” – os olhos do Puro-Sangue amenizaram, contendo agora um sorriso fino e selvagem no rosto “— O que descobriu?”
“— Está a salvo.”
“— Isto era óbvio.” – sorriu desaprovador, dando as costas para este em seguida. “— Isto não me é suficiente. Serás castigado do mesmo modo.”
“— Espere mestre...” – Vitor levantou-se “— Descobri mais fatos importantes.” – fez mistério.
“— Me conte tudo.” – olhou com raiva, por este não ter dito logo tudo de uma vez.
“— Vectorius decaiu de Classe, e está a se alimentar de um humano.”
Shisue soltou uma risada maligna. Satisfeito pelo que tinha ouvido. Aproximou-se lento do loiro, seus dedos deslizaram pela face deste, tocando-a de leve, antes de arranhar com força a ponto de verter sangue. Sorriu, levando o sangue de sua cria aos lábios, lambendo os dedos.
Não gostava do gosto desta cria, mas não negava saborear o gosto de nenhum de seus servos. Adorava ve-los sofrendo ante suas mordidas sangrentas e seus carinhos selvagens.
“— Eu lhe perdoo desta vez...” – deu uma pausa, olhando friamente nos olhos deste. “— Mas se ousar não relatar cada passo seu, serei obrigado a torturá-lo...”
“— Sim...” – Vitor tremeu, de puro medo e asco. “— Não voltarei a fazer isto.”
“— Agora suma da minha frente, tenho algo a tratar com Oroi.”
“— Sim...” – repetiu o loiro, retomando seu curso pelo corredor.
“— Oroi?” – chamou, olhando dominadoramente para este, quase a ponto de assustar, mas isto não afetava o rapaz.
“— Sim Mestre?” – postou-se a sua frente, sorrindo-lhe de forma discretamente maliciosa.
“— Me aguarde em meus aposentos.” – ordenou, andando felinamente em direção a este.
“— O que será desta vez, Mestre?” – tentou ocultar o sorriso, mas não conseguiu. “— Vai me amarrar? Me vendar?” – indagou.
Um sorriso vulpino se formou nos lábios do mais velho, ente as palavras tão convidativas daquela doce criança. Criança que um dia vira vagando por seus domínios, ansiando a morte para si, porém sem a oportunidade de conseguir.
Se este queria a morte para si, seria a sua ‘morte’, seria sua cela. Adoraria prender mais um aos seus encantos, as suas torturas, ao peso de seu enorme poder. Aquela criança era de seu agrado, só não sabia por quanto tempo.
“— Quer ser torturado?” – a voz do mais velho oscilava de modo perigoso entre sensualidade e provocação.
“— Mestre...” – chamou em um ofego, sabendo que excitaria mais o vampiro puro a sua frente “— Quero tudo que o senhor me der...” – falou de forma quase erótica, porém contendo um sorriso doce nos lábios.
Oroi tremeu fraco, embevecido com os diabolicamente sedutores olhos de Shisue, olhando-o fixamente com aquele negrume tão intenso quanto a noite e tão sombrio quanto sua pessoa, como se estudasse cada reação sua, cada detalhe de seu corpo. Aquele ser exercia uma atração tão misteriosamente sensual, que apaixonou-se ao primeiro olhar frio que recebeu.
Apesar de seu passado ser triste, e ter um amor que fora retirado de si por inveja e ciúmes de terceiros, por algum motivo esqueceu-se de tudo, quando fora quase arrastado para o castelo cujo vivia agora.
E quando fora obrigado a se alimentar de algo que nunca em sua vida desejou, sangue, relutou tanto que pensou que morreria pela tortura e raiva demoníaca daquele ser. Fora castigado, tantas, tantas vezes, mas misteriosamente adorava lembrar-se de cada dor que sentiu.
Principalmente pelo que lhe fora oferecido no final de tanta dor. Aquele vampiro Puro, imponente e extremamente perverso, lhe oferecera seu sangue. Recusou, claro. Entretanto, outra vez fora obrigado a se alimentar disto.
O sangue puro daquele que todos dizem ser um demônio, entrara em sua boca com doçura, provocantemente suculento, tanto que sentiu-se mais sujo por ser prisioneiro daquele liquido de coloração avermelhada, cor da morte.
Olhou, não conseguindo esconder o brilho esverdeado de excitação, para o ser que se aproximava sedutoramente, fazendo-o recuar de modo calmo em direção a parede.
O sangue deste era tão diferente do gosto do pecado mórbido e imundo que tinha os outros sangues. Os outros sangues chegavam a lhe dar asco, enjoo.
Tremeu, quando sentiu a mão de seu Mestre segurando-o firme pelo braço, jogando-o quase brutalmente de encontro à parede. Não resistiu, adorava tudo aquilo. Dor lhe dava um prazer absurdo. Sempre soube.
“— Quanta insolência, minha criança.” – segurou-lhe os braços em cima da cabeça com apenas uma de suas mãos, de um jeito firme, dominador. “— Esquecestes que não tens querer?” – sua outra mão deslizava pelo peito deste.
“— Si-sim, Mestre.” – corou, rendido aquele ser a sua frente.
Afastou-se apenas um pouco, ainda segurando firme com sua mão as do outro. Analisou-o, sempre sorrindo provocantemente, lambendo os lábios já pensando em se livrar daquelas vestes que o moreno usava. E de marcar-lhe toda a pele branca, arranhando-a com unhas e dentes.
Sorriu mais, juntando os corpos, tocando com leveza atípica sua, o rosto daquele vampiro Classe A. Seus dedos deslizaram pelos lábios sorridentes e entreabertos deste, parecendo um mudo pedido para serem tomados.
E assim o fez. Atacou, devorando a boca do outro cujo prensava na parede, notando este não responder ao beijo no qual dava.
Oroi sorriu entre o beijo, não retribuindo-o. Sabia que seu Mestre gostava de uma certa resistência por parte de seus servos. Nada que fosse fácil demais era ‘belo’ para aquele ser impetuosamente erótico. Sabia como lidar com Shisue, manter o interesse dele em si era por deveras compensador.
“— Mestre...” – partiu o beijo, virando o rosto. “— Eu não deveria aguardar em vossos aposentos?” – provocou.
Shisue riu de modo divertido, aquela criança aprendera misteriosamente rápido como lhe agradar. Segurou forte a curva da cintura deste, a ponto de machucar, prendendo-o mais de encontro à parede, ainda deixando um sorriso divertido sem seus lábios.
“— Fora exatamente isto que eu disse...” – indagou, com sua voz grave e ligeiramente rouca, em um sussurro quente perto dos ouvidos do outro. “— E o que faz sendo prensado neste corredor, então?”
“— Desobedecendo a uma ordem...” – falou com a voz doce, mas ligeiramente alterada pela excitação. “— Vou ser punido?” – perguntou, fingindo uma tristeza.
“— Claro que sim.” – respondeu maliciosamente. “— Eu quero sua dedicação total. Se me desobedecer novamente sofrerá um castigo severo.” – seus olhos negros brilharam em pura luxuria e perversidade.
“— Ahnw Mestre...” – gemeu fraco, sendo prisioneiro daquele olhar encantadoramente pervertido que o outro possuía. “— Sou seu, exclusivamente seu.” – lambeu os lábios “— Pelo tempo que o senhor quiser, pelo tempo que me for permitido ser desejado...”
Shisue nada respondeu, adorava aquela obediência e servidão total. Aqueles olhos esverdeados em um brilho forte, mesmo sem possuir quase luz no local. De uma forma misteriosa e diferente, aquele vampiro que havia ‘achado’ o encantava.
Tinha a aparência um pouco mais nova do que o de costume, mas não negava que este fato fazia-o ficar mais disposto a maltratar aquela criança. Sabia de todo o passado do moreno, este mesmo o havia contado.
Sabia tudo, desde seus tempos de humano. Sabia que gostava de um vampiro Nobre, mas este ainda era muito ligado a sua Mestra. Por ordem desta o vampiro teve que matar Oroi, e assim o fez, mas no final não teve coragem e acabou por transformá-lo em um ser da noite também. A Vampira Puro Sangue desaprovara tudo, e matou sua cria...
Uma história tola, ria toda vez que se lembrava desta, e das lagrimas que vira na noite que o moreno lhe contava tudo. Achava mais que por merecido a morte do vampiro Nobre, por desacatar as ordens de sua Mestra.
“— Já tomou banho, certo...?” – indagou frio, concentrado-se no presente. “— Não quero o cheiro daquela maldita humana em você.”
“— Sim...” – falou lento, em quase um sussurro. “— Mas antes de ir a seus aposentos terei que passar novamente naquele local...”
O olhar do Puro Sangue estreitou-se perigosamente, segurando com mais força a cintura deste. Aproximou-se a ponto de roçar de leve seus lábios no outro, olhando-o fixamente.
“— Não me lembro de ter lhe dito para dar tanta atenção aquela humana...”
“— Tente recordar, meu Mestre, mandastes cuidar dela...”
“— Isto se resumiria a apenas mantê-la viva...” – reclamou. “— Então, sua prioridade é cuidar daquela garota?”
“— Com ela viva, ou quase, Vectorius virá correndo salvá-la...” – explicou meio triste. “— Assim o senhor o terá de volta...” – olhou para o chão. “ E eu perderei meu valor... ” – pensou.
“— Se é assim...” – falou meio sarcástico. “— Terei que te castigar um pouco...”
“— Sim Mestre, sou um servo muito desobediente...”
O mais velho acariciou a cabeça do outro a sua frente, como se fosse um cãozinho obediente. Mas este carinho durou pouco, pois logo sua mão fechou-se firme nos cabelos deste. Segurando com tanta força que este soltou um delicioso gemido de dor.
“— Agora, me de o que é devido...” – a mão que antes segurava-lhe as mãos deste, pousou na intimidade do outro. “— Aqui, quero tudo...” – sibilou, com um olhar firme no moreno, fazendo este tremer de prazer. “— Se terás que ir antes com a humana, quero uma recompensa.”
“— Mas estaria desobedecendo vossa ordem...” – provocou.
“— Será devidamente castigado por isso depois em meus aposentos.” – adentrou com suas mãos por dentro da calça deste, segurando-lhe o membro. “— Mas por hora seu único papel é me dar prazer...”
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Oroi andou lento pelo castelo, depois de ter satisfeito seu mestre, a pouco tempo, das formas que este quis no momento. Arrumava suas roupas, um pouco dolorido, mas contente por ter dado prazer àquele sensual ser.
Passou pelos longos e gélidos corredores, adentrando em uma grande porta, trancando-a em instantes.
“— Boa noite, senhorita Lucy.” – falou, fazendo um suave movimento com as mãos, iluminando aquele quarto por meio de magia. “— Vim ver como se sente hoje.” – sorriu doce.
Olhou para esta, sentada dentro de um enorme cilindro de vidro. Vapor de gelo saia do chão deste. No lugar onde Shisue mantinha Lucy presa, e agora, por meio de sua magia necromante, mantinha-a viva. Fazendo experimentos com esta, vendo por quanto tempo um corpo morto poderia aguentar ‘viver’.
“— Boa noite... Oroi...” – falou esta com um pouco de dificuldades, porém sorrindo delicadamente para ele. “— Estou... Bem...” – sorriu graciosa como sempre para este.
“— Fico contente. O clima continua o mesmo, fico espantado em como são frias estas terras.” – puxou assunto, pois não gostava de ver a solidão que aquela garota vivia.
“— Sim... Vectorius amava esse frio...” – falou nostálgica “— Parece que tudo ocorrera ontem...” – divagou, apesar dos fatos serem tristes, seu belo e delicado rosto não aparentava tal tristeza.
“— Senhorita Lucy.” – aproximou-se do vidro no qual esta estava. “— Sinto ter que deixá-la dentro disto. Mas talvez seu amado venha lhe salvar.”
“— Não... Quero ser... Salva...” – falou, abaixando o rosto “— Toda a dor, fui eu que causei... A Vectorius... Por... Minha culpa...” – forçava-se a falar.
“— Lamento... Mas se ele a ama tanto quanto vejo em seus olhos seu amor por ele...” –Oroi sorri de forma doce. “— Ele diria que nada do que sofreu fora em vão, para ter um sorriso seu.” – confortou-a.
“— Obrigada...” – agradece-lhe sorrindo de forma tímida. “— Mas quando poderei morrer?”
“— Não posso deixar tal fato acontecer...” – sua voz ficou fria de repente, quase se culpando por ter que fazer isso a doce humana. “— É de interesse de meu Mestre, que viva, da forma que der...” – parou um pouco, surpreso pelo sorriso da garota não ter sumido. “— Meu Mestre deseja Vectorius para si, novamente.”
“— Entendo...” – sorriu para este. “— São ordens do senhor Shisue...” – ainda possuía o sorriso. “— Ele nos ajudou tanto, quando precisamos... Mesmo que depois tenha feito aquilo a Vectorius...”
“— Não o odeia?”
“— Não.” – respondeu sincera “— Percebi, nestes anos presa, que apesar de ser um sentimento distorcido, Shisue ama Vectorius.”
“— Sim...” – suspirou meio triste.
“— Desculpe, te magoei com minhas palavras.” – a loira preocupou-se.
“— Não ligue, eu sei que esta é a verdade...” – sentou-se, encostando-se no vidro. “— Um dia, serei destruído, mas se isto for desejo dele...”
“— Desculpe Oroi...”
“— Já disse, não ligue.” – sorriu para esta, vendo-a se aproximar de si. “— Lamento, mas terei que deixá-la sozinha novamente...”
“— Tudo bem, eu entendo.” – sua voz saiu doce, tocando o vidro de sua ‘cela’.
“— Amanhã eu lerei algum livro para você.” – avisou, tocando também no vidro, sobre a mão desta. “— Mas hoje tenho obrigações.” – explicou, abaixando o olhar e saindo do lugar.
“— Obrigada... Oroi...” – agradeceu, antes do moreno sair da sala.
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Na escuridão da floresta, Guille tentava reconfortar Cain, que chorava em seus braços há tempos. Estavam sentados encostados em uma árvore grande. O loiro tentava a todo custo acalmar o outro, mas estava sendo cada vez mais difícil.
“— Cainzinho... Por favor, acalme-se.” – tentou novamente.
“— ...” – este tentou enxugar as lagrimas, mas ao lembrar-se dos acontecimentos recentes, as mesmas voltaram com tudo. “— Guille...”
“— Calma...” – para para pensar um instante, sorrindo amável em seguida. “— Cainzinho, deve ter sido obra das plantas que te disse...” – mente um pouco, mas era a melhor alternativa. “— Elas devem ter... Mordido ele.” – termina de falar, assoviando como se tentando disfarçar a mentira.
“— Morder?” – enxugou as lagrimas, acreditando no loiro.
“ Ele realmente acreditou? Que fofo!” –sorriu mais. “— Sim, Cainzinho fora isso.... A essa hora o morcego deve estar chorando por não ver você por perto...”
“— Sim, fora muita irresponsabilidade a minha, deixar o Veck naquele estado sozinho...” – respira fundo, recuperando a sanidade. “— Tem toda a razão... Que papelão, um Príncipe como eu, chorando deste modo.” – levantou-se, sacudindo suavemente o pó de sua roupa. “— Obrigado Guille.” – sorriu para este.
“— Não se preocupe Cainzinho.” – retribuiu o sorriso, segurando na mão deste para se ajudar a levantar.
Começaram a caminhar lento de volta para a fogueira onde estavam acampando. Cain mal via o caminho, era o loiro quem o guiava, ainda segurando em sua mão, de modo até possessivo.
Assim que chegaram lá, ambos se entreolharam por um instante, ao ver Veck chorando perto da fogueira, sentado no chão, ainda bem molhado. Rapidamente o moreno soltou a mão que o guiava.
“— Veck?” – Cain logo correu até este, pegando no caminho uma toalha e jogando-a sobre seus ombros. “— Por que não se secou e vestiu?” – perguntou preocupado.
“— Desculpa Cain...” – falou baixinho Veck.
“— Esqueça, você não está muito bem...” – tentou acalmar, pegando a toalha e terminando de secar os cabelos deste
“— Não fica bravo comigo...” – pediu triste, como uma criança que tivesse feito uma mal-criação.
Cain sorriu doce para este, acariciando-lhe a cabeça, para depois voltar a secar seus cabelos. Fazia tudo sorrindo, vendo a carinha triste do amigo logo se tornar mais alegre.
“— Pronto.” –avisou o moreno, quando viu que o cabelo já estava bem seco. “— Agora, vista-se ou pegará alguma doença.”
“— Sim!” – levantou-se, indo logo fazer o que fora mandado.
Guille olhou toda a cena mudo, e só depois que Veck se afastou fora que chegou mais perto de Cain.
“— Hoje foi um dia cansativo...” – comentou o loiro, sentindo dores em alguns lugares de seu corpo. “— Vamos todos dormir, amanhã nós estaremos renovados.”
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Mesmo antes do sol raiar, Cain acordara, normalmente sempre acordara primeiro do que todos mas desta vez fora cedo de mais até para si mesmo. Espreguiçou-se lento, levantando-se meio manhoso, olhando para os amigos que dormiam pesadamente ainda.
Olhou especificamente para um destes, Veck. Este dormia que nem uma criança, agarrada a coberta e por pouco não estava chupando o dedo. Sorriu doce, afastando de sua mente alguns pensamentos estranhos, e para isso nada melhor do que tomar um banho frio.
Andou lento, procurando entre seus pertences uma toalha, e já indo em direção ao lago ali perto. Pegou a toalha e colocou perto da margem, para secar-se depois. Tirou a roupa lentamente, colocando-a peça por peça em cima da toalha.
Após fazer tudo isto, entrou devagar na água, para não fazer barulho e acordar os demais, estremecendo forte constatando que a água estava realmente muito gélida. Todavia ignorou este fato, mergulhando no lago, indo para a parte mais funda, onde a água lhe batia quase nos ombros.
Mergulhava fundo, molhando-se todo, aproveitando completamente aquele lugar, não deixando disfarçar uma alegria quase infantil que o tomou. Nunca tivera tomado banho em um lugar deste modo, tão amplo e em meio a uma mata fechada, de certo pelo modo no qual fora criado.
Nadou de um lado para o outro, sentindo sua mente leve não não pensar em nada, mas logo para de nadar, escutando barulhos de gente entrando na água, olhou rapidamente para a direção de onde vinha este som, percebendo que era Veck despido a entrar nesta.
“— Veck? Por que entrou?” – falou sorridente de modo inocente, como só ele poderia ser.
“— Quero brincar também.” – respondeu baixo, colocando um dedo na boca, em um típico gesto de uma criança.
“—Terei que secar teu cabelo novamente...”
“— Não gosta? É para cortar?” – indagou, segurando uma mexa grande de seu cabelo.
“— Não.” – falou de imediato. “— É lindo teu cabelo deste jeito, deixe-o assim, eu gosto dele...” – sorriu meio sem jeito. “—E logo, você poderá cuidar dele sozinho novamente.”
Veck começou a nadar de um lado para outro, sendo observado por Cain, este não queria correr o risco do amigo acabar se afogando. Talvez estivesse tendo zelo demais por este, sabia que mesmo estando deste modo, ele ainda era forte.
Mas o morcego logo cansou-se de brincar, como uma criança que enjoa rápido das coisas. Olhou malicioso para o moreno, nadando para mais perto deste, indo até a parte mais funda.
Abraçou amavelmente o amigo, aninhando-se neste, infantilmente. Cain por sua vez, retribuiu aquele abraço, mas logo se separou ao sentir um estranho aperto em seu coração, com tanta proximidade.
Não entendia, mas em seu intimo, parecia que queria algo cujo não sabia o que era. Ficou olhando para Veck, a sua frente, meio corado sem saber novamente o motivo. Este não gostou de ser separado do moreno, e logo voltou a se aproximar, segurando-o firme pelos ombros agora.
“— Tenho um pouco de fome...” – avisou.
Cain estremeceu, lembrando-se do ocorrido do dia anterior. Mas desta vez respirou fundo, desta vez não seria igual a outra, desta vez o amigo apenas queria se alimentar.
“— Se quiser, pode morder...” – mal pensou duas vezes antes de responder.
Tentava compreender o motivo, mas cada vez menos se importava com seu orgulho, deixando o amigo fazer o que bem entendia, mordendo-o da forma que desejava. Talvez o único motivo que lhe vinha em mente, era o peso na consciência por ter deixado seu amigo naquele estado.
O meio vampiro tirou uma mão do ombro deste, se aproximando mais, tocando-lhe de leve no rosto molhado do moreno, fazendo-o inclinar a cabeça e mostrar-lhe mais o pescoço. Aproximou-se mais e mais do corpo à frente.
Cain deixou-se levar, esquecendo novamente o orgulho de ser um príncipe, deixando-se ser apenas uma comida, a refeição. Fora abraçado forte pelo outro, sentindo os lábios quentes deste em seu pescoço.
“— Morde...” – pediu.
Veck sorriu de um jeito traquina, não sendo visto pelo moreno. Afagava as costas deste enquanto brincava de lamber e beijar a área onde logo morderia, vendo as marcas aparecerem na pele clara.
“— Veck... Morde...” – voltou a pedir Cain,só que agora em quase um ofego.
Desta vez Veck lhe faz o que lhe fora pedido, mordendo fortemente, mas com zelo e cuidado o moreno, sugando-o com lentidão saboreando aquele gosto sangrento em sua boca.
Puxou ainda mais Cain para si, juntando completamente os corpos, pousando uma mão de forma pervertida no fim da coluna deste.
“— Anw...” – Cain gemeu baixinho, quase inaudível, sentindo-se estranho com todo aquele contato entre os corpos.
Fechou os olhos, agarrando-se ao pescoço de Veck, estremecendo cada vez mais forte, sentindo-se misteriosamente quente, mesmo com a água gélida que os rodeavam.
“— Veck...” – pronunciou baixo o nome do amigo.
Este apenas continuou com sua mordida, descendo cada vez mais aquela mão pervertida, apertando descaradamente e com gosto a bunda do moreno.
“— Ahwmm...?!” – fechou os olhos com mais força.
A mão desceu mais puxando a coxa deste para si, fazendo-a enlaçar sua cintura. Cain acabou se deixando fazer isso, enlaçando ambas as pernas neste, ainda de olhos bem fechados, gemendo fraco pela mordida e algumas sensações estranhas de seu corpo.
Era fácil para Veck aguentar Cain deste modo, afinal, estavam na água nenhum esforço era preciso ser feito. Por este motivo suas mãos vagavam livremente pelo corpo tão colado ao seu.
Mesmo sem perceber, o moreno esfregava-se de encontro ao corpo do amigo. E este logo lhe soltou o pescoço, sentindo satisfeito, fiando apenas a lamber-lhe freneticamente de modo erótico a area, não parando mesmo quando notou que a ferida se fechou.
“— Cain...” – falou rouco, beijando felinamente o pescoço, esfregando-se contra este também “— Hum...” – suas mãos apertavam cada parte daquele corpo sendo suspenso por si.
“— Ahnw...”
“— Vectorius Razard e Cain Radiance...!” – sou firme e repreensiva a voz do Guille.
Cain rapidamente abriu os olhos, afastando-se do amigo desesperadamente. Olhou para o loiro, vendo este com um olhar muito frio, com as mãos na cintura, parado de pé na margem do lago.
“— O que estão fazendo?” – indagou, batendo um pé no chão repetidas vezes, em um ato de raiva e ansiedade.
“— Comendo.” – respondeu um sorridente e meio corado Veck, lambendo os lábios para apreciar os resquícios de sangue neste.
“— Naquela pose?” – perguntou novamente Guille, olhando repetidas vezes de Veck para Cain.
“— Para não se afogar.” – respondeuoutra vez Veck, batendo com as mãos na água.
“— ...” – o loiro sentiu o sangue subir a cabeça, mas acalmou-se um pouco. “— Cain...” – Chamou severo pelo nome do garoto que até agora estava quieto. “— Você é um príncipe, futuro rei, não se esqueça disto.”
“— Eu...” – abaixou a vista, mais corado que Veck. “— Eu não poderia deixar Veck com fome...”
“— Se é isso, dê a ele o pulso.” – avisou, virando-se. “— Já amanheceu há algum tempo, se não notaram.”
“— Já?” – o moreno olhou para cima. “— Verdade...” – ruborizou mais. “— Melhor sairmos dessa água...”
“— Estarei esperando fazendo um desjejum... O morcego não vai precisar comer... Ele me parece bem alimentado.” – se afastou do lago.
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Assim que arrumaram as coisas, já voltaram a cavalgar em direção ao destino. Cain e Guille conversavam normalmente, sobre qualquer assunto, indo cada vez mais para o centro daquela floresta.
“— Não me parece tão difícil achar esse espelho...” – comenta Cain, olhando a tudo em volta “— Só tem árvores...”
“— É...” – falou meio triste. “— Não enxergo nenhuma planta para pegar a muda que eu queria... Elas vivem fugindo da gente...” – comentou pensativo.
“— De nós?” – perguntou Veck, apoiando sua cabeça nas costas de Cain.
“— De mim no caso...” – respondeu sem nem notar, só percebendo quando falou. “— Por que eu estou atrás delas.” – sorriu sem jeito.
“— Ainda é longe?” – perguntou o moreno.
“— Chegaremos antes de anoitecer, eu garanto.” – respondeu o loiro.
Continuaram neste percurso, milagrosamente não se deparando com nada estranho pelo caminho. Chegando tranquilamente em uma enorme caverna um pouco antes do cair da noite.
Amarraram os cavalos ali perto, indo a pé até a entrada desta, olhando a escuridão lá dentro.
“— Vamos...” – avisou Cain, pegando um galho da arvore ali perto e fazendo uma tocha. “— Venham atrás de mim.”
Começaram a andar os três pela caverna escura, e logo estavam perdidos.
“— Você é um péssimo guia, Cainzinho...”
“— Será que era para ter virado na outra esquina...?” – indagou Cain.
“— Estamos perdidos?” – Veck pergunta.
“— Não estamos, morcego... Cainzinho, me dá isso que eu levo vocês lá.”
“— Sabe onde é?” – o moreno olhou espantado.
“— Eu quis dizer... Que eu acho o caminho... Eu raramente me perco.” – respondeu, rindo sem jeito.
“— Vamos por esse lado.” – começou a guiar o loirinho, saltitando e cantarolando pelo lugar.
Veck estava o tempo todo segurando a ponta da manga da blusa de Cain, em um gesto de medo infantil.
“— Calma, logo tudo estará resolvido...” – avisou Cain, abraçando o amigo, confortando-o.
“— Sim.” – acalmou-se um pouco.
“— Poderia se apressar mais?” – falou Guille mais a frente, apontando para um lado em uma bifurcação.
Andaram mais um pouco, e chegaram a uma parte grande na caverna, parecendo ser iluminada por magia. Andaram mais um pouco, vendo um pequeno lago no fundo desta.
“— Quem está ai?” – soou uma voz, que pareceu ecoar por toda a caverna “— Este lugar é restrito a caçadores, como chegaram aqui.”
“— Caçadores?” – Cain perguntou.
“— Sim.” – a voz soou novamente “— E o que querem aqui!?”
“— Estamos procurando o ‘espelho dos pedidos’...” – avisou Guille.
“— Essa voz... ”
De repente da água, surgiu um homem, usando uma capa branca com capuz, sai da água, como se esta não o tivesse molhado, ou como se respirasse nesta. Lentamente abaixou o capuz.
Um homem com cabelos vermelhos, completamente desalinhados e um olhar suave mas provocante de cor negra. Aproximou-se a passos lentos dos três, olhando diretamente para o loiro.
“— Agora sei como chegastes aqui...” – o ruivo agora olha para os outros. “—Um vampiro e um amaldiçoado... Boas companhias...”
“— Onde está o espelho?” – indagou Cain.
“— Eu sou o espelho.” – respondeu o ruivo, fazendo um gesto cortes. “— O que querem de mim?”
“— Curar meu amigo...” – Cain apontou-lhe Veck “—Foi culpa minha que...- ”
“— Um vampiro!?” – o outro cortou a fala do moreno.
“— É meu amigo.” –respondeu meio emburrado Cain.
“— Se chegaram até aqui...” – olhou para Guille. “— Tiveram seus motivos...” – voltou a olhar para os outros dois. “— Mas só farei se o desejo for puro... Qual o maior desejo de seu coração?” – aproximou-se de Cain.
“— Ajudar a Veck.” – falou convicto.
“— E de você, vampiro, qual o desejo?”
“— O Cain.” – falou sorridente Veck.
Cain olhou estranhando para o amigo, mas logo acalmou-se em ver o sorriso inocente na face deste.
“— Se não há coesão, não posso fazer nada...” – avisou o ‘espelho’.
“— Não Veck... Você tem que desejar ser curado.” – Cain falou para este.
“— Certo!” – acenou com a cabeça. “— Quero ser curado.”
“— Isso vai ser engraçado...” – comentou o ruivo, rindo baixo. “— Me siga, vampiro.”
Veck seguiu este até a margem do lago que era tão límpido e claro que refletia a tudo, tal qual um espelho.
“— Ajoelhe-se na margem e veja o que possui lá dentro...” – falou para Veck. “—Humano, você também tem que vir. ”
“— Eu ou o Guille?”
“— É você Cainzinho... Afinal é você quem quer salvar o morcego.”
“— Verdade...” – começou a andar em direção a margem, ajoelhando-se ao lado de Veck, e olhando com curiosidade para o espelho d’água.
“— Agora os dois... Deixem suas mentes limpas...” – comentou o ruivo.
Guille sorria travesso em um canto da caverna, olhando a tudo com interesse, talvez a diversão fosse aumentar mais.
“— O que os dois veem?” – perguntou o espelho.
“— Veck curado e sorrindo para mim, daquele jeito adulto dele...”
“— Cain gemendo em meus braços...” – avisou inocentemente o outro ajoelhado.
“— Que!?” – Cain olhou assustado para Veck.
“— Enquanto eu mordo ele...” – terminou de falar.
“— Bem...” – o moreno ficou extremamente vermelho, e voltou a olhar para a água, estranhando com o que via agora.
Parecia agora alguém idêntico a si, abraçado a Veck, enquanto este o mordia. Corou, vendo as mãos daquele que era tão parecido a si acariciarem o amigo de uma forma tão intima.
Sabia que não era aquele garoto, apesar da extrema semelhança. Não aguentou ver mais daquela cena, fechou os olhos com força.
“— Medo da verdade?” – o ruivo perguntou “— Mas parece que a outra metade de você não tem.”
“— Yami...” – sussurrou Veck, olhando para o lago, refletindo o mesmo que Cain via.
“— Yami?” – Cain abriu os olhos, assustando-se com o que vira.
Era como e ele e um irmão gêmeo estivessem abraçados a Veck, em uma espécie de mordida muito estranha, e pecaminosa.
“— É isso que os dois desejam?”
“— Sim.” – avisou Veck.
“— Desejar... Isso...?” – Cain estremeceu, vendo a coisa esquentar lá.
“— Então, realizarei...”
O homem foi para as costas destes, chutando com força cada um para dentro da água. Eles tentavam voltar à margem, mas algo parecia puxá-los para baixo.
“— Não resistam, não morrerão nesta água...” – avisou-lhes.
Cain fora o primeiro a parar de resistir, levado para o fundo desta, logo em seguida fora Veck. Gui acabou caindo na gargalhada, aproximando-se do espelho.
“— Não era para brincar com eles, Espelho...” – avisou-lhe.
“— Se não quisesse isso, avisasse, Caçador.”
“— Eles não sabem que eu sou isto... Mas quem importa, eu quero ver a confusão que vai se formar.”
“— Não será muita... Em alguns dias ficará tudo normal.” – avisou rindo.
“— Desde que o Cainzinho fique bem...”
“— E quem disse que a brincadeira não foi com este?” – riu mais.
“— O que você fez?” – segurou-lhe pela capa.
“— Como eu disse... Apenas uma brincadeira...”
Guille solta o ruivo assim que escuta barulhos na água. Olha rapidamente para esta, vendo Veck saindo da mesma.
“— Minha cabeça... Cadê o Cain?!” – falou meio zonzo, com os cabelos e olhos na cor natural. “— Cain!?” – estendeu a mão para a água, sendo pega pela do outro, puxando-o para fora.
“— Veck? ” – Cain olhou extremamente alegre para este, pulando em cima de tanta alegria. “— Estais bem!”
“— Que infernos eu faço aqui!?” – saiu outra pessoa da água.
Todos olharam para Yami, que saia de lá com uma cara realmente mal humorada.
“— Este você ajuda, não é vampiro imprestável!?” – bufou de raiva, olhando atentamente para Cain.
“— COMO!?” – Cain olhou espantado, apontando para Yami.
CONTINUA...
14/11/09
Nota da autora:
Pronto! O Veck voltou ao normal!
Mas e agora?
Yami e Cain um frente ao outro, o que será que vai acontecer? Muita confusão, isso eu garanto.
Ah! Aviso que agora finalmente achei uma beta para o Prison... Muito obrigada Agatha!!!
Fiquei com trauma depois que uma leitora me avisou de uma parte que eu errei...
“Deixaram seus cabelos presos a uma arvore, e logo trataram de fazer uma fogueira. Cain começou a fazer a janta, tendo sempre o Veck ao seu lado vendo tudo o que fazia com uma curiosidade infantil.”
Eu ri tanto quando notei isto... Pelo menos agora acho que erros tão cômicos como estes não ocorrerão mais.
By: Toynako
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