Prison Magic
14 Capítulo 14
Parte 13
“— Como!?”
Cain gelou ao ver alguém extremamente parecido consigo a sua frente, a única coisa que conseguiu notar que diferenciava-os eram umas marcas estranhas pelo rosto do outro, que pareciam se estender pelo corpo, tal quais os selamentos que vira na parede do local na noite que tivera que empunhar a espada que o amaldiçoou.
Observava boquiaberto aquele ser que o olhava com uma cara de poucos amigos, realmente mal humorado. Qualquer tentativa de formular alguma frase se perdia em sua garganta, morrendo por lá mesmo.
“— Agora notando...” – Yami olhou melhor para seu hospedeiro no colo do vampiro, para logo em seguida olhar para si. “— Estou livre?” – Só agora notara, talvez a pressa em reclamar com Veck o tenha feito esquecer disto.
O sorriso que o demônio dera alargou-se de uma forma quase insana. Estralou os dedos, o pescoço, a coluna, alongando-se totalmente em seguida, quase num ritual. Tanto que quem escutasse e visse aquilo chegaria a se arrepiar.
“— Cainzinho...?” – O loirinho chegou mais perto, ainda confuso com o que havia acontecido, estava preocupado com o garoto, todavia não sabia para qual olhar.
“— Você!” – O demônio apontou para Guille, estreitando seu olhar, tornando-o ameaçador. “— A primeira coisa que farei é te matar, sua coisa loira!”
Yami leva a mão à cintura, querendo brandir sua espada contra aquele humano, porém acabou por não achar esta, olhou raivoso em direção a Cain fitando-o, em sua cintura, a sua espada.
Ignorou este fato, afinal, não queria arrumar briga com seu hospedeiro. Estranhou por um instante este pensamento, pois sempre o que fazia quanto tinha a menor chance, era se livrar do dono do corpo no qual habitava.
Mas sua atenção se voltou ao loiro parado alguns passos de si. Odiava realmente aquele ser, por causa de sua ousadia. E por outras coisinhas que sabia que Cain não notava. Rosnou baixinho para ele, logo começando a andar em sua direção.
“— Que...?” – Piscou algumas vezes, sentindo o perigo o rondar, logo tratou de correr para longe, e quando olhou para trás, viu que ele também corria atrás de si. “— Ahhhhh!!!” – Corria agora de um lado ao outro, chacoalhando os braços. “— O que eu fiz!!!?” – Repetia desesperado isto, não parando de correr um instante sequer.
“— Não fez, mas queria!!!” – Respondeu aos berros, correndo atrás do loiro.
Veck olhava a tudo, tão boquiaberto quanto Cain. Não sabia se ajudara este, que pelo estado de choque estava imóvel em seu colo, ou se ia deter Yami de acabar com a raça do outro.
Deu de ombros, afinal nunca gostara mesmo do loiro, por este fato preferiu dar prioridade a seu amigo, além de tentar entender o que fazia ali naquele lugar estranho.
“— Cain... Reaja...” – Falou, sacudindo este, ignorando os berros desesperados do Guille ao fundo, que rodeava na caverna.
“— Mas... Eu... Ele... Como...?” – Não falava coisa com coisa.
“— Cain, tenho que te explicar alguns fatos...” – Não sabia por onde começar, porém sabia muito bem que teria que esconder os fatos das mordidas que dava em Yami. “— Mas antes, tenta se acalmar...”
“— ME AJUDEM!!!” – O loiro já estava começando a se desesperar, afinal, seu poder só funcionava contra vampiros, além de que, se tentasse alguma coisa, Veck notaria e isto acabaria com seu disfarce. “— Cainzinho!” – Começava a gritar por ajuda. “— Espelho!” – Não importava para qual pessoa, desde que o ajudasse. “— Morcego!!!” – Continuava a correr.
“— Para de chamá-lo de ‘Cainzinho’!!!” – Reclamava Yami. “— E volta aqui, que eu te mato!”
“— AHHH!!!”
Guille corria desesperadamente, dando voltas e mais voltas dentro da caverna, até que teve a ideia de despistá-lo nas bifurcações que esta possuía. Afinal, se Cain se perdeu, este ser que era idêntico a ele se perderia também.
Começou logo a correr em direção ao túnel principal, para sair daquele lugar.
Yami corria raivoso, notando que não possuía poderes, pois se os tivesse já teria alcançado aquela coisa loira há tempos, e este já seria agora apenas um trapo. Mas já que seus poderes tinham sumido misteriosamente, usaria a força física para matar o humano.
Começou a correr mais rápido em direção a ele, afastando-se mais dos outros dois que permaneciam parados sentados perto daquele lago, mas quando quase estava para pegar o loiro, sente uma dor absurdamente grande em seu peito.
Parecia que lhe tinham arrancado metade de seu coração, a dor fora tanta que mal conseguiu reclamar por esta, somente um grunhido baixo, sufocado, saiu de sua boca, antes de cair desmaiado ao chão.
“— Cain?!” – Veck espantou-se ao ver o amigo levar a mão ao peito, olhando-o com uma agonia extrema por alguns instantes, para logo em seguida desmaiar em seus braços.
“— Melhor não separar os dois...” – O ‘espelho’ se aproximou, só agora fazendo Veck o notar. “— Eles ainda são um único ser...” – Sorriu travesso.
“— E o que pode acontecer?” – Indagou preocupado para este, ajeitando melhor o amigo em seu colo.
“— Nada muito grave...” – Deu uma pausa, assoviando divertidamente, como se estivesse mentindo. “— Só podem morrer...” – Respondeu, parando de assoviar e olhando maroto para este.
“— E por que me avisa só agora?!” – Veck assustou-se realmente ao notar a respiração do outro diminuir. “— Guille!” – Buscou o outro com o olhar, achando-o bem longe de si.
“— Sim!?” – Levou as mãos a boca, como que para intensificar a sua voz. “— Estou escutando.” – Enquanto isso cutucava com o pé o moreno desmaiado.
“— Trás rápido o Yami para perto!” – Mandou, levantando-se e pegando Cain no colo.
Estranhou de imediato a força que estava fazendo para erguê-lo, não entendia o porque de estar debilitado daquele jeito, a única explicação era fome, mas estranhamente não a sentia.
Parecia que possuía algo corrosivo em sua garganta, não entendia o que era, e não tinha tempo para descobrir, pois o amigo vinha em primeiro lugar.
Mas agora notando, não se lembrava de várias coisas e a principal, a que mais lhe intrigava, era de como teria ido parar naquele local.
“— Eu não vou aguentar carregar ele!” – Avisou Guille.
“— Arrasta!” – Gritou, com medo de perder o amigo por algo tão banal quanto aquilo. “— Só me ajuda a juntar estes dois antes que ambos morram!” – Alertou Veck, carregando com dificuldades o Cain.
Com isso, o loiro arregalou os olhos, tratando logo de tentar a todo custo arrastar o outro, puxando-o pelos braços, conseguindo levar lentamente para mais perto do príncipe. Ainda estava muito curioso e surpreso com o que tinha acontecido com Cainzinho para poder questionar alguma ordem de Veck.
Assim que Guille e Veck se encontraram, colocaram com cuidado os dois um do lado do outro. Veck logo tratou de ajoelhar-se entre os dois, olhando do rosto de um ao outro.
Um com a feição calma e serena enquanto dormia e o outro com uma cara raivosa, mas misteriosamente sensual por natureza. Começou a dar leves tapinhas nos rostos destes, para ver se acordava-os.
“— Só mais um minutinho...” – Murmurou baixinho Cain, de forma bem manhosa, deitando-se de lado.
“— Me deixa em paz!” – Reclamou Yami, deitando-se de lado também.
“ Terei que aguentar isso? ” – Veck olhava um de frente para o outro, de olhos fechados. “— Vamos... Acordem...” – Pediu.
“— Veck...?” – falaram juntos, abrindo os olhos lentamente, assustando-se um pouco ao encarar-se.
Era como estar diante de um espelho.
Idênticos, porém opostos.
Cain piscava os olhos aturdido, tentando entender quem ou o que era aquele ser tão parecido consigo. Nunca soube que tivesse um irmão gêmeo, esta hipótese estava longe de tentar ser cogitada.
Já Yami, olhava curioso para seu hospedeiro, nunca o tinha visto assim. Sempre via o que este via, escutava o que este escutava e infelizmente sentia o que este sentia. Todavia nunca pode vê-lo assim.
“— Quem... É você?” – finalmente Cain encontrara alguma frase perdida em sua garganta.
Levou lentamente sua mão, meio trêmula, ao rosto deste, tocando em cima de uma inscrição, curioso como sempre, em saber o que seria.
“— Eu?” – Yami sorriu. “— Gostaria de saber este fato também... Mas me chamo Yami.” – Respondeu-lhe.
“— Eu explico melhor sobre o Yami para você depois Cain...” – Veck se intrometeu.
“— Yami?” – Retirou a mão do rosto deste, assustado com o que escutara. “— Estão tu és Yami!?” – Sentou-se, mais aturdido que antes. “— Eu era Yami...?”
“— Piorastes as coisas, vampiro...” – Sentou-se também, olhando com raiva para Guille em pé a alguns passos de si. “— O que fizestes seu loiro dos infernos!?” – vociferou para este.
“— Eu não fiz nada Cainzinho!”
“— ...” – Por pouco uma veia na testa de Yami não saltou de tanta raiva ao ouvir aquele nome em diminutivo. “— Não sou Cain, não acabou de ouvir meu nome!?”
“— Eu...” – O loiro correu para trás do ruivo, ficando quietinho lá, não se metendo mais na conversa.
“— Não corra atrás do Guille, Yami... Você e Cain não podem se separar muito...” – Comentou Veck.
“— Yami...” – Cain repetia baixinho este nome, tentando colocar tudo em ordem na cabeça.
“— Eu notei! Que infernos!” – Bufou de raiva. “— Quando penso que estou livre, noto que não tenho poderes, que minha espada não está comigo e que tenho que ficar perto do senhor inocência direto!” – Reclama.
“— Não confunda mais a cabeça do Cain.” – Comenta Veck.
“— Ohhh! Desculpe, eu esqueci que o prefere...” – Revira os olhos, fazendo descaso daqueles dois.
“— Preferir para o que?” – Cain se intrometeu, olhando de um a outro, em uma mistura de ‘dor-de-cotovelo’ e confusão. “— Vejo que se conhecem muito, não é verdade?”
“— Finalmente, meu caro hospedeiro, parece que abriu os olhos para a realidade...” – Respondeu irônico Yami.
“— Na-não é assim Cain... Eu ia lhe explicar...”
“— Então, por favor, poderia fazer essa gentileza o quanto antes?” – Cruzou os braços, olhando fixamente para o amigo.
“— Bem... Por onde começo...” – Fez uma pausa, vendo antes o que iria contar para Cain. “— Yami é sua dupla personalidade, se é que se pode dizer isso... Ele é o demônio que se apossa de seu corpo, quando perde a consciência...”
“— E como se conhecem tanto?” – Cain olhara para Yami agora. “— Me lembro de ter tomado as devidas precauções contra isso...”
“— Err...” – Tentava rápido arranjar uma desculpa, afinal dizer que retirava as algemas para se alimentar estava longe de ser algo para se dizer naquela ocasião.
“— Você é sonâmbulo...” – Yami falara, vendo Veck olhar surpreso para si. “— Você as removia, esqueceu?”
“— Sonâmbulo?” – Olhava de um a outro. “— Uma vez minha irmã disse-me que me viu andando a noite pelo castelo...” – Comentou baixinho para si.
“— Caso resolvido.”
“— Concordo. – Veck sorriu meio sem jeito, querendo a todo custo que aquele assunto mudasse.
“— Tudo bem.” – Cain sorriu, virando-se para Yami “— Prazer, me chamo Cain Radiance.” – falou cortês para este, lhe estendo a mão.
Yami abriu os olhos, e por pouco não ficou corado, levou a mão até este, apertando-a de leve. Não aguentou ver a pureza naquele olhar, fora obrigado a desviar sua vista para o chão.
“— Como eu disse... Chamo-me Yami...” – Desta vez realmente corou, algo que realmente não fazia muitas vezes, mas aquele olhar por algum motivo o desarmou.
“— Que pena...” – o ‘espelho’ se aproximou, metendo-se na conversa destes. “— Pensei que iriam brigar. Mal teve graça...” – Comentou.
“— Quem é você, agora notando?” – Veck olhou para ele, levantando-se em seguida do chão.
“— Eu?” – Fez uma pose dramática. “— Como não sabes quem sou...” – Dramatizou mais. “—Sou... Espelho dos perdidos.” ” – Respondeu enfim.
“—Espelho dos perdidos...” – Parou um pouco para tentar se localizar onde estava. “— COMO!?” – Olhou espantado para o lugar. “— De quem foi a ideia louca o suficiente de trazer um vampiro para um lugar de caçadores!?” – Veck perguntou.
“— De quem mais seria...?” – Yami se levantou também. “— Agora posso voltar a correr atrás deste loiro safado?”
“— Isso é loucura! Como não fomos encontrados por nenhuma daquelas plantas medonhas!?” – Desespera-se mais.“— Cain! Nenhuma planta encostou em você, não é?!”
“— Planta? Que planta?” – Sorriu sem entender, olhando-os de baixo. “— Achamos nada não, o Guille ficou até triste por não ter conseguido uma semente.”
“— Guille...” – Veck olhou raivoso para este, que se escondeu mais atrás do ruivo. “— Tinha que ser sua ideia! E se algo atacasse o Cain?! Essas plantas entram em tudo que é buraco!” – Vociferou, vendo um risinho safado deste. “— Mas acho que já sabia disto...”
“— Eu não podia fazer nada, o Cainzinho estava tão tristonho contigo morcego, que era melhor arriscar.”
“— Preocupado comigo...?” – Olhou para o moreno sentado.
“— Bem...” – Este abaixou a cabeça ficando mudo.
“— Eu explico...” – Yami chegou mais perto de Veck, que instintivamente recuou um passo. “— Calma vampiro...” – Soltou um suspiro, tocando-lhe de leve no rosto, em uma quase suave caricia, em quanto se aproximava mais.
Cain olhou para cima, vendo aquela cena que logo lhe fez lembrar-se do que tinha visto na água em instantes atrás, por algum motivo sentiu-se estranho, tanto que levantou-se rapidamente separando aqueles dois.
“— Eu explico.” – Cain falou, ficando entre aqueles dois, não entendendo direito o que tinha acontecido consigo.
“— ...” – O outro moreno apenas se afastou.
“— Não me importo quem diga, só me falem o que está acontecendo...” – Segurou Cain pelo pulso, fazendo o encarar. “— Me responda Cain, o que aconteceu comigo, primeiramente...”
“— Não se lembra de nada?” – Indagou, vendo que este negou com a cabeça. “— Nada mesmo...?” – Voltou a perguntar, recebendo a mesma negação.
“— Conte logo...”
“— Você... Decaiu de nível...” – Respondeu, em um tom triste e culposo.
“— Decai...” – Soltou um suspiro. “— Eu já estava pronto para isto acontecer... É o meu pagamento por não me curvar ao meu Mestre...” – Comentou baixinho.
“— Shisue...” – Cain falou baixinho o nome deste.
“— ...!” – Sentiu um arrepio forte passar pela espinha, só em ouvir o nome deste. “—Co-como sabe disto? ”
“— Ele me disse... Não se lembra?”
“— A ultima coisa que me lembro é de que reclamei com você por estar com o Guille muito perto dos muros da vila...”
“— Falta de memória boa essa, não é Cain?” – Yami riu.
“— Eu...” – Cain corou com o comentário do demônio.
“— Ainda há algo que eu deva saber...?” – Olhou de um a outro. “— Não me esconda nada Cain...” – Puxou mais este, pelo pulso, para si.
Veck respirou fundo, estranhando uma fome que apoderou-se de si, seu dentes chegaram a crescer, de tanto desejar o sangue do amigo. Sua garganta queimava, de uma forma tão intensa que parecia alguma tortura feita por seu Mestre.
Não aguentou aquilo, empurrou Cain para Yami e tratou de se afastar destes, levando sua mão à boca. Olhou assustado para aqueles dois, não sabendo o que era aquilo.
“— Sentiu fome ao ter Cain assim tão perto de si...?” – O demônio indagou, segurando Cain que quase caiu com a brusquidão com que fora empurrado.
“— Calado demônio!” – Reclamou, engolindo seco, tentando se conter.
“— Veck...” – Cain o chamou baixinho. “— A culpa disto é minha... Eu o estive alimentando com meu sangue...” – Falou envergonhado.
“— Sangue...” – Sibilou pausadamente, olhando assustado para aqueles dois. “— Não...” – Não conseguiu evitar que uma lagrima solitária rolasse por seu rosto. “— Por que logo isto?”
“— Veck...” – Falaram os dois juntos, se culpando pelo estado do outro, afinal, cada um tinha sua parcela de culpa.
“— Preferia ter morrido ao provar do gosto deste pecado imundo!”
“— Não!” – Cain gritou, indo até este. “— Não pode, tem que sobreviver... Para ficar... Com-...” – Falou baixinho a ultima palavra, não conseguindo a finalizar.
“— Por quê?” – Veck olhou para este.
“— Precisamos de você!” – Yami respondeu, separando aqueles dois, tal qual Cain fizera antes. “— Eu preciso de minha liberdade e meu hospedeiro de fim para este tormento.” – Falou de modo até frio.
“— Só para isto que precisam de mim...?”
“— Pare com o drama vampiro, tente usar a lógica, temos que sair deste lugar o quanto antes, não será nada bom se um caçador o pegar aqui...”
“— Sim, sim!” – Guille finalmente saiu de trás do ruivo, ficando perto destes, mas a uma distancia razoável de Yami. “— Agora podemos continuar com a nossa jornada.” – Sorriu meigo para todos.
“— Coisa loira dos infernos... Se afasta de meu hospedeiro!” – Puxou Cain para si, de modo extremamente possessivo.
Todos, ficaram olhando para Yami, espantados com a reação deste. O demônio logo soltou o moreno, dando um passo para trás em seguida.
“— Este é meu corpo também e...” – Calou-se.
“— Não entendi, o que o Guille poderia fazer de mal?” – Perguntou Cain, na pura inocência.
“— Nada!” – Responderam apressadamente Yami e Veck juntos.
“— Estranho...” – Olhou curioso para o loiro, não vendo nenhum motivo para alarde.
“— Não liga para eles Cainzinho, estão só estressados com tudo o que aconteceu.” – Sorriu, andando de um modo quase saltitante para perto deste. “— Será melhor sair daqui mesmo...”
“— Que pena, perderei minha diversão...” – O ‘espelho’ comentou, de modo pesaroso. “— Espero lembranças de todos, venham me visitar mais.” – Falou sarcástico, voltando a colocar seu capuz branco, encobrindo seu rosto.
“— Não se preocupe, se tudo der certo, eu voltarei.” – O loirinho deu uma piscada safada para este.
“— Fico mais contente...” – Falou pervertido, entrando na água do lago ali.
Os quatro olharam com curiosidade o homem ruivo, que adentrava na água como se fizesse parte dela, até sumir completamente.
“— E agora...?” – Cain perguntou.
“— Já ia perguntar isto...” – Yami deu um muxoxo.
“— Vamos sair o quanto antes daqui... Não pararemos nem para dormir neste lugar.” – Avisou Veck, já começando a andar, e sendo seguido por todos, fazendo uma pequena magia para iluminar os caminhos daquela caverna. “— Alguém sabe o caminho... Antes que eu me perca neste lugar...”
“— Eu sei! Eu sei!” – Voluntariou-se Guille, indo agora na frente de todos, guiando-os facilmente para a saída do lugar.
Assim que saíram, Veck sentiu-se um pouco melhor, talvez aquele ar carregado que era aquela caverna de caçadores o estivessem fazendo mal. Olhou em volta, vendo a escuridão da noite os rodeando.
Não importava, iria tirar Cain e Yami o mais rápido possível daquele lugar, nunca se sabe quando uma das famosas ‘plantas tentáculos’ que a Associação dos Hunters tinha, teria o prazer de aparecer para fazer uma vistoria em cada canto.
Nunca entendera o gosto estranho que esses meio humanos possuíam.
Olhou de imediato para o cavalo do Guille, vendo um saco grande amarrado, sorriu notando ser seu cavalo. Foi até o animal, tirando o peso que este carregava e depositando no chão.
Não tardou em conjurar uma magia rápida para revivê-lo, fazendo um carinho na cabeça deste em quanto aguardava os outros montarem também.
“— Eu não quero ir atrás!” – Reclamou Yami, vendo que Cain sentara na frente no cavalo.
“— Porque?” – Indagou Cain, olhando para este ao seu lado.
“— Você vai dormir, e cair deste cavalo! E se você morrer eu também morro.”
“— Preocupado comigo?” – Sorriu doce, descendo do cavalo. “— Devia ter dito logo.”
“— ...” – Emudeceu-se, ficando com uma cara irritada, subindo e pegando nas rédeas do animal, aguardando o outro subir.
“— Estão todos prontos?” – Perguntou Veck, montando em seu cavalo, olhando para os outros, notando que já estavam todos em seus devidos lugares. “— Pois bem. Vamos sair desta floresta então!” – Começou a cavalgar.
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“— Oroi?” – A voz doce da garota ecoou pela sala. “— Voltastes...” – Sorriu para este.
“— Como lhe prometi...” – Sorriu com igual intensidade, mostrando-lhe um livro grosso que carregava. “— Irei ler para você a noite toda, senhorita Lucy.” – Avisou, indo para mais perto da cela desta, sentando-se próximo.
“— Mas... O... Senhor Shisue...” – Falou com um pouco de dificuldades, sentando-se bem rente ao vidro gélido que a prendia.
“— Ele chamara o Vitor desta vez... Duvido que o largue tão cedo.” – Sua voz, por um instante, pareceu triste. “— Por isso, como fiquei sozinho, vim lhe fazer companhia.” – Explicou.
“— Que historia será?”
“— Será sobre um príncipe que vence todas as barreiras para ficar com sua amada.” – respondeu-lhe.
“— Romance?” – Perguntou novamente animada.
“— Sim.”
Começou a ler aquele livro, de forma calma, como um contador de historias. Notara o interesse da garota sobre aquele conto, e isto lhe satisfazia. Porém mal Oroi leu algumas páginas do livro que tinha trazido, alguém abre a porta daquela sala com força, quase violência.
“— Trançado! Então fora aqui se escondeu!”
O loiro aparecera na porta, olhando extremamente raivoso para aquele outro vampiro. Estava com a roupa toda bagunçada, além de que seu cabelo mais parecia um ninho de rato. Tentou arrumar este, enquanto aproximava-se do outro.
“— Não estava a me esconder, este é meu trabalho.” – Respondeu o moreno, fechando o livro e levantando-se.
“— Nosso Mestre o deseja em seu aposento...” – Vociferou a frase.
“— Realmente, deve ter sido muito tedioso para nosso Mestre, ter te usado, não é?” – Alfinetou-o sorrindo maliciosamente.
“— Estou cansado de suas brincadeiras!” – Estourou, pegando o outro pela gola da camisa e jogando-o com força no vidro, ficando a segura-lo lá “— Sou mais velho que você, sua criança metida!”
“— Podes ser velho, mas não serve para nada.” – Provocou mais.
“— Pa-parem com isso...” – Lucy falou meio assustada, indo para onde Oroi estava sento preso, batendo no vidro repetidas vezes do outro lado.“— Solta... Ele...”
“— Cala a boca, humana medíocre.” – Vitor olhou feio para esta. “— Só não te mato sugando todo o seu sangue, por que duvido do que corra em suas veias seja isto.”
“— Vitor...” – Alertou-o o moreno, sem se deixar intimidar por aquele ser. “— Não altere sua voz contra esta senhorita...”
“— Senhorita? Isso não passa de um zumbi! Se o experimento não der certo, será apenas jogada aos cães.”
A garota ajoelhou-se no chão, chorando baixinho por não poder fazer nada além de servir de motivo para Vectorius ir até aquele covil.
“— O que temos aqui...” – Shisue falou, encostado a parede ao lado da porta. “— Uma humana tola a chorar e dois vampiros a brigar...” – riu, sem gentileza ou felicidade, apenas um riso áspero, cínico.
Vitor nem pode se afastar de Oroi de uma maneira mais calma, fora simplesmente jogado com força de encontro à parede daquele lugar por alguma magia desconhecida de seu Mestre, percebeu na hora que o tinha deixado furioso.
“— Mestre...” – Oroi chamou-o baixinho, abaixando a cabeça em uma reverência.
“— Já avisei, diversas vezes, que não aprecio brigas entre meus servos...” – sua voz saiu raivosa, enquanto seus olhos se estreitaram mais.
O Puro-Sangue olhou atentamente para os três, não gostava de servos desobedientes. Todos seriam castigados, de formas diferentes, pois sabia precisamente o que cada um mais odiava. Sua memória era ótima. Principalmente quando se tratava de fazer outros sofrerem.
“— Vitor, já lhe avisei que Oroi tem mais direitos que você... ” – Sorriu sarcástico para este, sabia muito bem que o loiro odiava ser humilhado desta forma.
“— ...” – Abaixou a cabeça, deixando que seu cabelo loiro encobrisse uma cara raivosa que fez. “— Sim, meu Mestre...”
“— Desapareça daqui, ou será você que será jogado aos cães...”
O loiro ajeitou-se mais, e tratou de obedecer a seu Mestre, andando sempre de cabeça baixa em direção a porta. No entanto, quando ia passar por esta, sente a mão firme do mais velho em seu braço, apertando-o com tanta força que já previa que acabaria quebrando seus ossos.
“— Já devias ter aprendido a ser melhor na cama...” – Falou em alto e bom tom, com uma mescla perfeita na voz de cinismo e zombaria. “— Se continuar a não me satisfazer, não acharei utilidades para um vampiro ‘medíocre’ como você.” – Usara de propósito a própria palavra dita por este há instantes atrás.
“— Perdão, meu Mestre... Tentarei ser melhor...” – Chegou a trincar os dentes de tanta raiva ao dizer alto aquilo, pois sabia que se tentasse falar baixinho o outro iria lhe castigar mais.
“— Perdão aceito.” – Disse irônico, largando o braço deste, mas antes teve o prazer de realmente quebrar-lhe o osso.
Não se importava com o fato de ferir suas crias, nada que algumas horas reclamando de dor, não resolveriam. Aquilo que fez, era pouco, preferia mais era amputar partes, era ‘belo’ ver a agonia de tentar juntar a parte cortada com a outra até que cicatrizasse.
Parte por parte; ossos, tendões, cartilagens, veias, artérias, músculos e por fim a pele.
Viu sorridente seu servo sair de cabeça baixa do local, sumindo de sua vista enfim. Iria cuidar agora de outro servo, aquela garota inútil que até agora não havia trazido grandes resultados.
Começou a andar lento em direção ao vidro que esta estava, a cada passo que dava era notável a aura maligna ao seu redor junto com uma raiva que possuía no momento. Ignorou seu outro servo, não parando até que tocou no vidro da cela desta.
“— E tu, humana, já me és útil?” – indagou com impaciência.
“— Senhor Shisue... O Vectorius ele-”
“— Quieta!” – sua voz soou tão raivosa que tudo chegou a tremer em volta “— Não chame o nome da minha ‘bela’ criança com esta voz suave e doce...”
Odiava, literalmente, aquela humana. Antes em quanto em vida, ainda a aturava, pois tinha utilidade para esta. Nada que não lhe é útil, merece um pingo de sua atenção. Aquela humana revivida por sua magia não lhe estava trazendo lucros.
Com uma pequena magia, o vidro que a prendia desapareceu. A garota olhou assustada, pois nunca tinha sido solta desta forma. Ficou quieta, vendo aquele vampiro vir para perto de si.
“— Mestre... O que fará?” – Indagou o trançado.
“— Cale a boca você também, comporte-se como um cão e fique quieto.” – Mandou, ficando com mais raiva ainda pela tentativa de protesto daquele servo.
Shisue pegou a garota pelos cabelos, trazendo-a bem para si, olhando profundamente naqueles olhos doces na cor mel. Por um instante cogitou a ideia de arrancá-los do rosto desta. Mas estava com pressa, não queria desperdiçar seu tempo com aquela humana.
Afinal, tinha mais um servo a quem domesticar, e quanto a este sabia perfeitamente o que fazer.
Segurou mais aquela garota, de jeito brusco, pouco ligando se esta se machucasse. Fincou suas garras no braço dela, arranhando com força, muita força, até chegar ao cotovelo. Rasgando sua pele clara e delicada.
“— Ahhhhhhhhhhhh!” – Gritou de extrema dor.
“— ...!” – Oroi apenas ficou quieto, sendo obediente desta vez, porém sentido-se incomodado por aquilo.
A manga do belo vestido azul que esta usava, fora completamente rasgada. Esta chorava forte, sentindo uma dor absurda pelo que o vampiro tinha lhe feito, soluçava emitindo gemidos de dor baixinhos.
O Puro-Sangue pouco se importava para a dor daquela marionete, olhou para suas mãos, aguardando ver o vermelho pecaminoso do sangue. Todavia o que encontrou fora algo gosmento na coloração negra, aquilo definitivamente estava longe de ser sangue.
“— Ainda me és inútil!” – Jogou com força esta no chão, saindo dali e voltando a criar a cela da garota. “— Não necessito desta coisa negra...” – Limpou sua mão no vidro, espalhando aquele liquido por este. “— Seu sangue é que atrairá Vectorius...” – Avisou, dando as costas para esta.
Inútil. Era isso que aquela humana era, pois a única coisa que precisava, aquele zumbi não possuía. Mas sabia ser temporariamente, pois logo conseguiria este fato com algumas experiências.
Ignorou a dor desta, voltando sua atenção agora para o ultimo servo a ser cuidado. Andou lento até o moreno, parando a um passo deste.
“— Oroi.” – Chamou-o firme. “— Suas brincadeiras estão ficando sem graça...”
“— Meu Mestre, não me movi quando Vitor quis me atacar...”
“— Pode não ter se movido...” – Deu mais um passo, ficando quase junto a este. “— Mas usastes esta boca para envenenar mais as ações dele...” – Levou um dedo aos lábios deste, arranhando-os com a unha. “— Estou errado?”
“— Na-não, meu Mestre.”
“— Desta vez não serei tão bonzinho...” – Cortou com real força o lábio deste.
Viu o sangue escorrer deste local, descendo em uma trilha tentadora até o queixo, passando para o pescoço. Levantou a cabeça deste, puxando com força sua trança atrás, e não demorou em lamber desde o fim até o começo daquele rastro, terminando na boca deste.
Sorriu sensual e libidinoso, tomando posse daqueles lábios com urgência, mais arranhando-as com seus caninos do que realmente beijando, misturando as salivas ao gosto doce que o sangue deste possuía para si.
Sim. O sangue deste lhe era doce, estranhava até hoje este fato. Mas nunca parou para tentar entender o motivo disto. Sempre gostara de ‘comidas’ adocicadas.
O garoto não reagiu, continuou parado sem animo, deixando que seu Mestre fizesse o que quisesse, porém desta vez não era para lhe provocar, mas sim, porque não queria que este fizesse algo deste tipo perto de Lucy.
“— Queres imitar Vitor agora?” – Falou rude, segurando com força o queixo deste.
“— Mestre...” – Desviou o olhar deste. “— Isso aqui, não...”
“— Por qual motivo?” – Era lógico que já sabia que se tratava da garota ali perto. “— Te dou a oportunidade de salvar-se de tomar sangue de humanos, em troca de fazer isto aqui.” – Optou entre duas coisas que sabia que este não gostaria.
“— Prefiro tomar sangue.” – Falou decidido, mal pensando no que responder.
Sabia que aquela humana já sofrera demais em sua vida, e tudo o que não queria era relembrá-la da primeira vez que seu Mestre tivera Vectorius. Fechou os olhos, dendo um suspiro cansado.
“— Não foi divertido... Não tens egoísmo...” – O mais velho soltou-lhe o rosto, afastando-se em seguida.
“— Mestre?” – Abriu os olhos, vendo este indo em direção a saída.
“— O que estás esperando? Siga-me!” – falou frio, continuando a andar.
Oroi olhou mais uma vez para a garota, vendo esta triste enjaulada. Por sua culpa aquilo tinha ficado deste jeito, realmente tinha que parar de provocar o loiro. Mas não negava ser divertido ver a cara deste raivoso.
Seguiu aquele Puro-Sangue de cabeça baixa, olhando-o discretamente por entre a franja de seu cabelo. Estranhou, depois de um tempo, o caminho no qual estava indo. Pensara que seu Mestre o levaria para a ala dos servos humanos, no qual seria obrigado a se alimentar destes, se não quisesse que fossem mortos.
Mas parecia estar enganado, o caminho por qual estava indo, sabia que dava no quarto do Puro-Sangue, sorriu feliz um pouco, contente por este ter mudado de ideia.
“— Entre...” – avisou Shisue, abrindo a porta de seu quarto, olhando o outro garoto de cima a baixo. “— Só devo lhe avisar que não escaparás de alimentar-se de sangue.” – Viu este entrar. “— Se continuar sem comer deste modo, podes morrer.”
“— Preocupado comigo, meu Mestre?” – Seu sorriso se largou mais.
“— ...” – Ele apenas fechou a porta do quarto.
O quarto era luxuosamente grande, iluminado inteiramente por magia, livros espalhados pelos cantos em fileiras altas, indicavam claramente o quanto este gostava destes. Os temas sempre eram sobre necromancia, livros de magia negra.
Um tapete grande, de coloração vermelho-escuro, se estendia por todo o local onde a cama deste ficava. Os lençóis negros tocavam o escuro do tapete, dando um conjunto de cores mórbidas aquele lugar.
“— Preciso dizer o que quero?” – O mais velho comentou, irônico como sempre, indo em direção a sua cama, sentando-se na beirada desta, ficando a observar o outro.
Oroi chegou a lamber os lábios, vendo aquele olhar vulpino e luxurioso exclusivamente em sua direção. Tudo neste o excitava. Não tardou em aproximar-se um pouco mais daquele ser, sempre lhe sorrindo.
Lentamente começara a retirar sua roupa, sem nenhum pudor, em um contraste com a cara doce que fazia. Peça por peça era retirada instigantemente, para atiçar mais aquele Puro-Sangue.
Shisue olhava a tudo, não perdendo nenhum pedaço daquela pele que ia se mostrando aos poucos.
“— Ser observado, o excita?” – Abriu um sensual sorriso, e seus olhos brilharam com um súbito interesse.
“— Me observar, o excita?” – Sorriu com igual intensidade, completamente nu na frente deste.
“— Não me provoque minha criança.” – Arrumou seus cabelos, jogando-os para trás. “— Quem acha que és para isso?”
“— Sou apenas vosso servo...” – Andou lentamente até este, ficando apenas um passo.
“— E isto lhe dá os direitos?”
“— Sou ‘belo’...” – Sibilou a ultima frase de forma lenta, encarando com seu olhar esverdeado o negrume que era o do mais velho.
“— Não me recordo deste fato...”
“— Não?” – Abaixou-se, encostando sua boca no ouvido deste para continuar a falar. “— Me chamaste assim, na noite em que me acolhera...” – Sussurrou rouco.
“— Me lembro perfeitamente... Os olhos em pranto, enquanto tentava conseguir sua morte.”
“— Tu és minha morte.” – Avisou-lhe, sentando-se em seu colo. “— Tens o direito de decidir quando findar minha vida.”
“— Não nego, é ‘bela’ essa sua obsessão por mim.” – Levou as mãos a coxa deste, passando-as ali de modo pervertido.
“— Mestre...” – Começou a beijar o pescoço deste, sentindo o cheio másculo que dele emanava, o correr do sangue da veia ali perto. “— Me daria a permissão de morde-lo...?” – Pediu, com voz manhosa.
“— Por que devo?”
“— Pois desejo teu sangue, só o teu...” – arranhava de leve o pescoço deste com seus caninos já grandes, a ponto de pequenos filetes de sangue se formarem, nos quais eram prontamente lambidos.
“— ...”
O mais velho apenas virou o rosto de lado, exibindo mais o local, em um mudo consentimento. Algo que fora prontamente entendido pelo menor, que não conseguiu tardar em fincar-lhe as presas com força, o máximo que podia, sugando de modo quase esfomeado aquele sangue quente.
“— Mn...” – um ofego baixo saiu da boca do Puro-Sangue.
As mãos deste vagavam pelo corpo em seu colo, apertando cada detalhe, cada lugar que sabia ser erógeno daquela criança. Sua mão se esgueirou para frente, tocando de leve no membro deste, despertado-o mais.
Não conseguia evitar em estremecer a cada sugada mais forte que sentia em seu pescoço. Nunca teve o costume de ser mordido. Sempre temeram seu sangue, por ser puro, ou lhe queriam tanto a ponto de descartar o dono deste.
Todavia este vampiro era diferente, não sabia explicar como, somente sentia uma entrega por parte dele, uma total confiança em sua pessoa, uma espécie de zelo e carinho.
Porém, sabia exatamente o que este sentia por si; Paixão. O outro era criança demais para saber o que realmente é ‘amor’, então só lhe restava paixão, para o que este sentia por si. Não que algo disto o importava, afinal este era apenas um de seus servos...
“— Ahn... O-Oroi...” – Não conseguiu evitar em deixar o nome deste sair em um gemido.
Realmente, não tinha o costume de ser mordido, e este fato o deixava sensível a estas. Logo puxou-lhe pela trança fazendo-o parar com aquilo.
“— Chega.” – Avisou categórico.“— Quero este boca em outro lugar meu...” – Shisue comentou com uma voz entre uma miscelânea de virilidade e sensualidade, saindo aveludada de sua boca, em quanto era dita ao pé do ouvido deste.
“— Com todo prazer...” – Sorriu-lhe provocante e satisfeito, com seus olhos verdes agora escuros tal como jades pelo prazer. “— Meu Mestre.”
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“— Finalmente!” – Veck falou animado, ao sair daquela floresta. “— E por extrema sorte, nenhuma planta.” – Avisara, cavalgando.
“— Cala a boca, vampiro, vai acordá-lo.” – Reclamou Yami, referindo-se a Cain que dormira apoiado em suas costas.
Veck olhou aquela cena, era algo realmente muito raro de se ver. Principalmente por ter notado um zelo por conta do demônio para com seu hospedeiro. Não conseguia negar, estava gostando de ver os dois assim, podendo olhar para ambos, e não só um.
“— Olhando o que? Quer brigar?” – Sorriu-lhe, com esperança de luta.
“— Deste modo que está, podes até perder para o Guille.” – Zombou Veck, ignorando o outro.
“— Não me lembre o nome desta coisa...”
“— Essa coisa sou eu, Yamizinho...” – Guille comentara, sorrindo doce para este.
“— Se OUSAR me chamar assim novamente, juro...Eu arranco suas cordas vocais!” – Vociferou, com extrema raiva.
“— ...” – Este apenas calou-se, emburrando-se pelo modo rude deste.
“— Que...?” – Cain despertara. “— Chegamos...?” – Indagou meio sonolento.
“—Não. ” – Respondeu frio o outro moreno. “— Agora cala a boca e dorme.”
“— ...”
“— Não desconte sua raiva em Cain.” – O meio-vampiro reclamara.
“— Acredite, eu estou é sendo bonzinho com o ‘senhor inocência’.”
“— Mais um que me acha inocente...”
“— Meu caro hospedeiro... Ou admite este teu lado ou simplesmente abre o olho para a realidade... Comece tentando entender o que sente...”
“— Tentar entender o que?” – Olhou curioso.
“— Realmente, não sei como aguentam esse garoto?” – Soltou um suspiro cansado. “— Apenas esqueça o que eu disse, estás bom desta forma...”
“— Concordo...” – Murmurou Veck.
“— ...?” – Cain apenas olhava de um a outro, sem entender aquilo. “— Novamente sinto que me escondem as coisas...”
“— Impressão sua...” – Respondeu em tom extremamente irônico o demônio.
“— ...Onde vamos agora,Veck?”
“— Voltar à vila Elfic-”
“— Elfas novamente não!” – O loiro interrompera o outro, para queixar-se. “— Chega daquelas mulheres, não aguento mais.”
“— ... Preciso avisar a Jiyha que me recuperei, e pegar algumas informações com ela. ” – Explicou. “— Alguém está contra isto?”
Ninguém reclamara, apenas concordaram com a cabeça, já voltando a seguir o rumo a floresta onde escondia-se a aldeia.
Mal sabiam eles que a aldeia estaria em ‘festa’...
CONTINUA...
17/12/09
Nota da autora:
Mais um CAP, possivelmente o último do ano XD
Nossa, que confusão Veck, Cain, Yami e Guille ao mesmo tempo. Mas não nego que fora divertido fazer com estes.
Notaram que o lado do ‘vilão’ está aparecendo mais? Os planos deste estão sendo formados, para ‘caçar’ o pobre Vectorius.
Ah!
Gostaria de lhes perguntar algo, preferem que o CAP seja grande e demore a sair, ou que seja a metade, e por consequência seja lançado mais rapidamente?
Respondam-me, que eu irei avaliar.
Extre para o povo do Nyah! :
Mais alguns desenhos meus ^///^
Shisue x Oroi
Veck / Cain / Guille
Veck (fantasiado de raposa)
Oroi (fantasiado de coelho)
Cain (fantasiado de gato)
Guille (fantasiado de lobo)
By: Toynako
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