Prisma das Sombras

3 Capítulo 2 - O Desabrochar do Pequeno Lírio


Notas iniciais
O Desabrochar do pequeno lírio é a parte sobre o nascimento de Sayumi Hasegawa. Esse capítulo demonstra o oposto dos dois mundos, enquanto na Rússia Ike passava por uma grande turbulência e tristeza devido a morte dos pais e um destino incerto, no Japão, Sayumi nascia trazendo felicidade para família.

Enquanto o norte da Ásia estava imersa em um inverno rigoroso, que parecia não ter mais fim, no extremo oriente, o inverno já dava os seus suspiros finais. Poucos flocos de neve, cobriam as belas rosadas flores das cerejeiras, as mesmas já estavam ficando formosa. Tal formosura daquelas árvores já denunciava a vinda da primavera naquele local.

A brisa, ainda um pouco gélida, faziam com que os galhos balançassem levemente, em um movimento contínuo e fraco que nem mesmo chegava a tocar as janelas de uma bela construção antiga situada em um campo aberto da província de Kyoto.

Era uma mansão antiga, construída nos perdidos tempos feudais. Erguida pedra por pedra, tornou-se a moradia dos tradicionais hunters de Kyoto, os Hasegawa. A habitação desse clã de caçadores era rodeada por um belos pequenos jardins de flores nativa da província que eram cortados por pequenos caminhos de pedras. Aos fundos, podia ser ouvido o barulho das águas proveniente de um pequeno riacho que tinha como destino final o mar.

Duas alongadas torres pareciam beijar o céu de tão altas que eram. Em seu interior, um agradável aroma de rosas frescas estendia ao longo daquela habitação. Ao atravessar o portal central da casa, logo, dava -se de encontro com uma imensa sala, toda decorada no estilo medieval, bem no centro da sala, havia uma imensa que escadaria que subdividiam em duas em um certo ponto.

Diante aos pés da escadarias, um homem de cabelos negros, curtos e lisos, alto, pele clara, olhos castanhos escuros penetrantes, esperava angustiado. Cruzava os braços, e começava andar de um lado para outro, a suas feições nobres eram de total preocupação, pois não sabia o que estava acontecendo no principal quarto da mansão. A única coisa que os ouvidos do homem captavam eram gritos de dores de uma jovem mulher, os mesmo que lhe faziam com que se angustiavam ainda mais a cada segundo que passava.

Porém, logo os gritos da mulher se cessaram, e foram substituídos por um doce choro de uma criança. O homem parou os seus passos ao ouvir aquele choro, subiu rapidamente aquela escadaria, quase tropeçando nos próprios pés. Chegou rapidamente diante ao quarto principal, colocando a mão na maçaneta da porta de madeira, abrindo levemente. Ao erguer o olhar, viu uma jovem de longos cabelos castanhos envolta a diversos lençóis deitada na cama e segurando um bebê em seus braços.

-Entre Isao, venha conhecer a nossa filha. Falava, a jovem mulher, que com os seus olhos negros cansados, mirava fixamente o marido.

-Nossa, ela é linda, parece com você, Natsumi. Comentava o jovem admirando aquela doce criança que acabara de chegar ao mundo.

-Pegue-a, Isao, pegue-a, não tenha medo. Com as mãos, a mulher, erguia o bebê para o marido pegar.

Um pouco sem jeito, Isao segurou o bebê. Fitava aquele lindo anjo com alegria e emoção, tanto que duas lágrimas escorreram pelo seu rosto dele.

-Temos que escolher o nome para ela.

Falou Natsumi com um belo sorriso de felicidade nos lábios, recostando-se na grade acolchoada da cama.

-Que tal Yumi, já que os olhos delas são negros e penetrantes como os seus, extramente linda assim como a mãe.

Dizia Isao, cariciando, os finos fios de cabelo da neném.

-Ah não, quero Sayuri, significa um pequeno lírio, já que ela é tão delicada como uma flor como aquelas da cerejeira ali. Retrucou, a jovem, repousando uma das mãos sobre o colo e com outra apontava para uma imensa árvore.

-Natsumi, por favor, Yumi é lindo e tem tudo a ver com você.

Olhava para a esposa carinhosamente, porém Natsumi replicava:

-Tem, mas eu quero Sayuri!

Assim, o casal começou uma pequena discussão para decidir qual seria o nome da criança. Até que uma voz soou dentro do quarto.

-Que tal Sayumi, é a união de Sayuri com Yumi.

Sugeriu uma mulher de longos cabelos negros e de olhos da cor de mel que acabara de entrar no quarto e presenciava aquela pequena discussão do casal.

-Gostei, o que você acha Natsumi? Perguntou Isao com a pequena no colo.

-Achei Lindo, obrigada Naru. A jovem mãe agradeceu a sugestão da irmã que pôs um fim naquela discussão.

O homem voltou-se atenção para a criança e disse com uma voz doce e suave.
-Bem-Vinda ao mundo Sayumi Hasegawa.

No rosto da pequenina, podia-se notar uma pequena expressão, similar ao um doce sorriso, parecendo que estava concordando com a escolha dos pais.

-Olhem, ela sorriu para mim. Acho que ela também gostou do nome.
Comentava Isao com um sorriso de ponta a ponta nos lábios.

Ele andou até a cama e entregou a pequena Sayumi aos cuidados da mãe. Devagar, porém com um pouco de pressa, ele saiu do quarto e se dirigiu até a escadaria onde os demais familiares esperavam para a notícia que tanto almejavam.

- Sayumi Hasegawa agora está entre nós, mais uma hunter se faz presente a esse mundo.
Gritou Isao escandalosamente e cheio de felicidade da escadaria.

Ao ouvirem a notícia, todos ovacionaram, batendo palmas, e parabenizando o pai de Sayumi.