Princesa Emily

15 Você disse o que?


Notas iniciais
Hello gente. Eu te totalmente decepcionada com vocês, eu postei 2 capítulos e não consegui os 15 comentarios, e por mais que eu odeie fazer isso, eu tenho que cumprir o que eu falo então nada de maratona. Em compensação esse capítulo ta muito legal, vai ser da perpesctiva do Charlie u.u. Espero que gostem.

Tomar café e almoçar com o salão praticamente vazio havia se tornado algo tão estranho e diferente para Emily que ela estava estranhando um café tão silencioso e... agradável como aquele.

Tudo parecia normal, como sempre... tirando Samantha, que ainda estava ali o que mesmo sendo menos pior do que ter 30 garotos ali, ainda sim era ruim, muito ruim.

– Finalmente tive uma noite descente de sono em 7 dias – disse Carter comendo suas panquecas.

– Porque, querido? – perguntou Anne.

– Porque eles foram embora. Meu quarto fica do lado do corredor... e bem, eles não paravam quietos a noite inteira! – o menininho colocou outro pedaço de panqueca na boca.

– Faz parte – Edwin disse indiferente com a situação.

– É tudo culpa sua, chata – ele olhou sorrindo para Emily.

– Por mim eles nem estariam aqui, então não me culpe, nanico – disse Emily sorrindo igualmente lançando uma piscadinha com o olho direito para o irmão.

– Aham! Temos nomes para serem usados – disse Edwin achando que os "xingamentos" eram mesmo para ofender.

– Me desculpe pai, mas você tem uma filha chata – Carter falou brincando para Edwin.

– E você trocou seu filho por um anão – Emily retribuiu também sorrindo.

– Ei!

Dessa vez o Rei não brigou, apenas riu vendo que aquilo era uma grande brincadeira.

– Você ainda vai crescer, filho – disse Edwin consolando o filho com um apertãozinho no ombro.

– Espero.

A Rainha apenas riu baixinho.

Era o café mais divertido que Emily tinha em um bom tempo, e Samantha ainda estava dormindo e disse á sua criada que não iria tomar café porque estava com "dor de cabeça", mas conhecida como "sono".

– E então filha, já tem suas preferências? – perguntou Edwin assim, avulsamente.

– Preferências? – Emily franziu o cenho.

– Sim, os meninos – ele disse – já sabe qual será o meu futuro sogro?

Emily engasgou com o suco e começou a tossir com a mão em frente a boca.

– E então? – ele perguntou quando ela terminou de tossir.

– Hã... não – ela disse – não tem ninguém por enquanto.

– Não me diga que nenhum deles chamou sua atenção – a Rainha disse.

Emily sentiu suas bochechas virarem pimentas.

– Bem... sim, mas não é nada concreto – ela disse pensando em Charlie e escondeu um sorriso.

– E quem é?

– É, quem é? – Carter cruzou os braços.

– Chaga de interrogatório, não é? – ela disse hiperenvergonhada tomando um pouco mais de suco.

Por sorte, o assunto se encerrou por ali.

. . .

Eram 9h30min, Emily se sentia de certa forma livre por os meninos não terem chegado ainda.

Olhou para o banco de madeira, seu banco de madeira e girou o corpo olhando em volta. Era manhã então Charlie devia estar rondando ali, e Emily desfrutaria de sua "liberdade" com ele.

Não demorou mais de meia hora para ele aparecer. Um problema, ele passou reto.

Emily franziu o cenho, porque ele não havia ido falar com ela?

Antes que pudesse se questionar muito ele voltou de ré e olhou para Emily com o cenho franzido, depois sorriu.

– Mudou o horário de visita? – ele perguntou sorrindo se aproximando lentamente dela.

– Não gostou? Posso ir embora – ela deu meia volta dando um passo.

Charlie segurou em seu pulso e a virou para ele bruscamente.

– Nem pense em fazer isso – ele sorriu segurando a cintura dela.

Emily sorriu de volta para ele segurando seus ombros.

– Então, eu não tenho aula de piano hoje, ou seja, estou livre a manhã toda.

– Porque não tem aula?

Ela deu de ombros com um biquinho fofo que fez Charlie sorrir.

– Então vai me fazer companhia?

– Sim, mas só por 50min – ela disse.

Ele fez um bico triste.

– Bom, 50min é melhor do que nada.

Ela assentiu sorrindo aproximando o rosto do de Charlie.

Como sempre as faíscas saíram quando seus lábios se tocaram. Eles se abraçaram com força intensificando o beijo.

– Eu daria tudo para acordar todos os dias com esse beijo – ele sorriu para ela que avermelhou.

– Pra mim só dormir com você já basta – ela deu um beijinho na bochecha dele.

– Ah, eu queria bem mais do que só dormir com você – ele disse baixinho quase que para si mesmo do que para ela.

– Tipo o que?

Charlie avermelhou engolindo seco.

– Ah... bem, eu...

– Ta com vergonha, que graçinha – ela o abraçou.

Charlie suspirou aliviado, salvo pelo Abraço.

. . .

Charlie estava feliz, havia visto Emily mais cedo do que esperava, e agora os garotos já estavam no castelo novamente e isso o deixava maluco.

Ciumento ele? Imagina.

No prédio dos guardas todos eles pareciam estar ali, bom, metade deles, a outra metade estava cuidando do castelo e jardim enquanto era a hora de almoço da outra metade.

Antes de comer Charlie foi para o seu quarto que dividia com o guarda Nathan Copper, um cara muito legal.

Para sua surpresa ele também estava no quarto.

– Oi Charlie – ele disse tirando o blazer.

– Oi Nathan – Charlie retribuiu.

– Cara, eu to quebrado, aquela Princesa é insuportável! – ele disse.

Charlie se virou para ele bravo.

– O que?

– A Belga lá, a menina é um porre – nathan suspirou deitando no seu beliche de baixo.

– Ah – Charlie disse vendo que seu companheiro de quarto não falava de SUA Princesa – eu concordo, ela me parece bem... rabugenta.

– Sim, e olha que as pessoas só costumam ficar assim depois de velhos, a garota é precipitada.

Os dois riram saindo do quarto.

O refeitório estava cheio como de costume, a maioria dos guardas estavam sem o blazer vermelho (que realmente era algo que atrapalhava comer). Os dois pegaram suas comidas e se sentaram em uma mesa prateada de metal que estava vazia.

– O que achou dos garotos em geral? – Nathan perguntou.

– A qual garotos se refere?

– Os sangues azul espelhados pelo palácio, né – nathan riu.

– Ah... não gosto deles.

– Por quê?

– Sei lá, só não gosto.

– Eu conversei com o Príncipe Nicholas, o Brasileiro. O cara parece gente fina.

– Hum – Charlie murmurou.

– Mas não está a fim da Princesa, ele ta aqui meio que por obrigação.

– Mesmo?

– Sim.

– E como arrancou isso dele?

– Ele parecia meio deprimido, e simplesmente falou, ele disse que conheceu alguém no Baile da Princesa e... bem, pelo jeito ele está doidinho por ela.

– Quem é?

– Sei lá – ele deu de ombros.

Patrick Mitchells se sentou na mesa com eles.

– E ai, do que estavam falando?

– Dos candidatos – Nathan disse.

– Odeio eles – Patrick foi direto.

– Somos dois – Charlie sorriu.

– No primeiro dia vi um deles dando descaradamente em cima da Princesa – Patrick disse – são todos uns metidos a bestas esnobes.

– Concordo – Charlie assentiu.

– A pesar que a Princesa é uma baita de uma gostosa, entendo o afobamento deles – ele disse.

Os olhos vedes de Charlie fuzilaram Patrick.

– Você disse o que?

– Que ela é uma gostosa, vai dizer que nunca ficou babando nela? Ah, como eu queria ela na minha cama.

O sangue de Charlie começou a ficar quente e seus músculos se tencionaram. Ele voou por cima da mesa agarrando Patrick fazendo com que os dois caíssem no chão.

– Retira já o que disse! – Charlie gritou o segurando contra o chão.

– Não – Patrick disse não entendendo aquilo.

Os dois começaram a rolar pelo chão se batendo, onde estavam os guardas para separar aquilo? Ah é... eles eram os guardas.

Outros guardas tentavam separar a briga, mas a coisa estava muito feia. A pesar de Patrick não saber o motivo daquilo, ele adorava uma boa briga e não hesitava em nada na hora de socar Charlie.

E enquanto alguns se arriscavam tentando desgrudar os dois guardas brigões, outros apenas batiam nas mesas e gritavam "Briga! Briga! Briga!" repetidamente.

– O que está acontecendo aqui? – o chefe entrou no refeitório se deparando com aquela cena deplorável.

Imediatamente, todos se calaram e pararam o que estavam fazendo.

– EU PERGUNTEI O QUE É QUE ESTA ACONTECENDO AQUI! – ele repetiu.

– O guarda Martin avançou em mim do nada, senhor – Patrick tentou se defender.

Charlie tentou partir para cima dele novamente, mas Nathan o segurou.

– Relaxa, cara – ele disse.

A situação de ambos estava péssima. O nariz de Patrick sangrava e o olho dele ficaria certamente roxo. A boca de Charlie sangrava muito e ele sentia uma dor insuportável no peito por causa do chute (ou melhor, coice) que Patrick havia dado nele.

– Já chega, voltem a comer e vocês dois para a enfermaria agora. Depois discutiremos as consequências de ambos.

– Ambos? Mas foi ele...

– Calado! – o chefe o parou com a mão – vão, agora!

Charlie com uma mexida de braço se livrou de Nathan e saiu em passos pesados pela sala.

Ninguém chamava SUA PRINCESA de gostosa, ninguém.

Notas finais
Ciumentinho esse guarda, não é? Só acho... Espero que tenham gostado e comentem, favoritem, recomendem... façam tudo o que tiver direito, por que isso me inspira a escrever capítulos melhores, e com as ideias que as vezes vocês dão sem querer nos comentário eu monto um capítulo baseado nelas, só para agradar vcs. Então me agradem e comentem, nem que seja um "Gostei", qualquer coisa, só deem o ar da graça, por favor. Até amanhã lindos e lindas.