Princesa Emily

16 Acha que devemos?


Notas iniciais
OI gente. Parece que quanto mais leitores tem, deixam menos comentarios. Eu to decepcionada, mesmo. Mas em todo caso, boa leitura.

Aquela tarde de segunda-feira foi de certa forma bem divertida para Emily.

Ela e os 15 garotos jogaram Golfe (outro esporta que ela era um desastre).

Quanto mais o tempo passava mais ela via que tinha escolhido muito bem os 15 garotos. Não os via como "futuros pretendentes", mas sim como amigos, bons amigos.

Hoje ela usava um vestido laranja bem clarinho que ia até os joelhos a deixando bem confortável para jogar.

Ela sorriu ao ver que os garotos estavam se dando bem e pareciam mais preocupados em ganhar o jogo do que ficar dando em cima dela.

Ela agradecia a Deus por isso.

Carla lhe fazia companhia a pedido de Emily que não queria ficar sozinha no meio de 15 garotos.

– Sua vez de jogar, Princesa – disse Sander com o taco em cima do ombro de uma forma charmosa.

– Certo – ela disse pegando o taco com o cabo roxo dado a ela por Carla – sugiro que se afastem – ela alertou brincando mirando na bola branca em reluzente de Golfe em cima do pino vermelho.

Todos soltaram uma leve risadinha se afastando um pouco da bola. Emily girou o pulso acertando forte a bola, mas ela não seguiu exatamente o caminho desejado, ela foi longe de mais e ainda para o lado contrário do buraco.

Carla riu baixinho.

– Foi você que azarou esse taco, não é? – ela perguntou rindo um pouco de si mesma.

– Não culpe o taco pela sua falta de habilidade – Carla riu novamente.

Era isso que Emily gostava em Carla, ela brincava com Emily e era franca com ela, outro funcionário diria "sim Princesa, me desculpe, a culpa foi minha por lhe dar um taco ruim".

O jogo continuou e Emily apenas observava. Sorriu ao ver que não era a única que jogava mal, apesar de ter vários golfistas de qualidade ali.

– Pode pegar um pouco de água pra mim, por favor? – Emily perguntou a Carla que assentiu.

– Claro, já volto – Carla disse se retirando.

O sol estava de rachar naquela tarde. Tão forte que Emily usava um protetor solar fatos 60 (é por isso que ela era branquela). Porque ela ao contrário da maioria das pessoas, não ficava bronzeada quando pegava um sol, ficava um camarão!

Carla voltou com uma garrafinha de água quase pela metade.

– Cadê o resto? – Emily perguntou olhando a garrafinha.

– Eu estava com sede também – Carla deu de ombros.

Emily sorriu, só Carla mesmo.

. . .

– Lei número 3.417 – disse Sylvia.

Emily franziu o cenho.

– Não é permitido pisar na grama do castelo? – ela perguntou com um sorriso irônico para quem sabe talvez melhorar o clima.

Sylvia sorriu.

– É claro que não!

– Arrrgh! Eu tenho mesmo que decorar todas essas Leis?

– Sim, como quer governar um país sem saber as Leis dele?

– Não sei – ela suspirou entediada – tem horas que eu não queria ser Rainha.

Sylvia suspirou, ela podia imaginar como isso deveria ser chato.

– Mas eu tenho certeza de que você será uma ótima Rainha, sem desmerecer a Rainha Anne, é claro.

Emily sorriu.

– Obrigada, mas eu sinto que serei um desastre, mal consigo colocar um vestido sozinha, muito menos governar um país.

– Você se acostuma – Sylvia a encorajou.

Emily nunca botou muita fé em si mesma para nada, não era agora que isso ia mudar.

– Podemos encerrar as Leis por hoje? – Emily perguntou docemente a Sylvia.

– Claro, mas vamos repassar amanhã, ok?

Emily assentiu.

– Pode me dizer as horas, por favor?

Sylvia olhou seu relógio dourado no pulso esquerdo.

– São 7h45min.

– Os meninos vão embora em 15 minutos, é melhor eu me despedir.

Sylvia assentiu.

Emily se despediu de 14 meninos, faltava 1. Ela olhou em volta tentando ver quem faltava.

No meio de tantos pontinhos loiros e castanhos ela sentiu falta de um pontinho loiro. Dylan.

O Príncipe português apareceu com um sorriso protuberante nos lábios. Ajeitou a gravata cinza com listras pretas em seu pescoço adentrando mais no salão.

– Estava te procurando, seu fujão – Emily disse.

– Estava?

– Sim.

– Por quê?

– Vocês já vão embora, me despedi de todos menos você.

– Ah claro, me desculpe.

Emily foi dar um beijinho na bochecha dele, mas ele a segurou a abraçando com força, a deixando assustada, mesmo assim ela o abraçou de volta. Todos eles havia dado um beijo em sua bochecha, nenhum deles havia sido tão ousado ao ponto de abraça-la daquele modo.

– Você tem um cheiro gostoso – ele disse AINDA a abraçando.

– O-Obrigada.

Emily viu uma mancha vermelho no pescoço dele e se afastou imediatamente.

– O que você fez no pescoço? – ela perguntou apontando para a mancha.

Ele colocou a mão no pescoço e se lembrou de onde havia surgido aquela marca.

Um belo e gostoso chupão dado por Samantha a poucos minutos atrás, pouco minutos mesmo.

– Ah, isso apareceu hoje de repente, acho que estou com alergia ao tecido do terno ou algo assim.

– Ai, que pena, peça para alguém olhar isso pra você depois.

Ele assentiu sorrindo.

Pobrezinha, maior de idade, mas tão ingênua!

. . .

Emily olhava a fonte jorrar. Faria 1 hora que estava ali esperando por Charlie e nada.

Ela sentou na beirada da fonte com seu confortável e curto vestido verde água.

O tecido batia um pouco acima de seus joelhos, tinha uma sapatilha preta brilhante nos pés e usava um arquinho preto no cabelo, adorava o calor porque podia usar vestidos curtos, porque odiava os longos.

Estava especialmente fofa naquela noite, não por um motivo especifico, só estava fofa e de certa forma, simples.

– Oi.

Ela se virou e viu Charlie com a mão em frente a boca.

– Oi – ela sorriu chegando perto dele.

– Você está linda – ele disse ainda com a mão em frente a boca.

Ela foi dar um selinho nele ficando na ponta dos pés para alcançar seus lábios, mas ele permaneceu com a mão em frente a boca.

– O que foi? – ela perguntou com o cenho franzido.

– O que?

– Porque está com a mão na frente da boca? – ela perguntou olhando atentamente para ele.

– Por nada.

– Eu não sou idiota Charlie, o que aconteceu? – ela perguntou novamente.

Ele não respondeu. Ela segurou delicadamente a mão em sua boca e a tirou bem devagar sentindo que ele cedeu, e viu um corte no canto de sua boca.

– Ah meu Deus, como fez isso?

– Não importa, Emy.

– Importa sim.

Charlie suspirou, ela era teimosa.

– Ta tudo bem – ele disse.

– Por favor, eu to preocupada, como você fez isso?

Charlie respirou fundo olhando nos olhos brilhantes de Emily.

– Eu me envolvi em uma briga e ganhei isso de brinde – ele disse indiferente como se não fosse nada.

– Como assim se envolveu em uma briga? – ela perguntou levantando um pouco a voz.

– Eu não quero falar sobre isso.

– Charlie Martin, não me faça extorquir essa bendita resposta de você!

– Um guarda te chamou de gostosa, eu fiquei com raiva e avancei nele. Pronto, satisfeita?

Emily engoliu seco.

– Desculpa, eu não devia ter falado assim – ele disse.

Emily levantou os olhos para ele e o abraçou com força.

– Você é maluco?

– Um pouco.

Emily o abraçou mais forte ainda.

– Nunca mais faça isso, me entendeu?

– Sim, Princesa.

Ela sorriu.

– Se machucou em mais algum lugar além da boca? – ela perguntou saindo abraço para olhar em seus olhos, mas segurando os ombros dele os acariciando com os polegares.

– Minhas costas só estão doendo um pouco, mas estou bem.

Ela o puxou delicadamente e beijado tomando cuidado para não tocar no machucadinho em sua boca, aquilo com certeza ia doer. Mas Charlie não parecia estar ligando muito para aquilo, ele a abraçou com muita força colando o corpo frágil dela no dele.

Ele se sentou no banco e ela sentou de lado no colo dele o a beijando como nunca havia beijado antes. Ela o abraçou pelo pescoço e ele a aconchegou em seus braços fortes mostrando a ela que estava protegida com ele.

Sem querer querendo ele acabou indo com a mão para a perna dela, ela sentiu uma sensação estranha e se separou dele.

– Me desculpa, eu fiz por impulso – ele disse envergonhado por ter se rendido tanto ao desejo de tocar cada parte do corpo dela.

As bochechas dela avermelharam.

– Eu só fiquei surpresa – ela disse segurando a mão dele que ainda estava em sua perna a acariciando de leve.

– Me desculpe, não vai acontecer de novo.

"Faz de novo" ela pensou, mas não falaria isso, ele provavelmente acharia que ela era uma pervertida.

Ela passou devagar a mão no peito dele, sabia o que ele estava sentindo, porque ela estava sentindo o mesmo.

– Acha que devemos? – ela perguntou baixinho no ouvido dele.

Ele arrepiou por completo quando ela mesma colocou a mão dele em sua perna quentinha e macia.

– D-D-Devemos o que? – ela perguntou, sentia o coração batendo mais forte do que realmente deveria.

– Bem, você sabe do que eu estou falando – ela disse no ouvido dele o arrepiando mais ainda, se possível.

– B-Bem, eu não sei – ele gaguejou – eu não vou te pressionar a nada.

Emily sorriu, que fofo!

– Se e quando você estiver pronta, eu também vou estar – ele disse para ela agora acariciando de verdade sua perna.

Emily sorriu beijando seu pescoço de leve.

– Eu te amo – ela disse.

– Eu também te amo, minha Princesa.

Notas finais
Eu vou fazer greve, mesmo, eu me mato para escrever um capítulo por dia, e... eu to perdendo o ânimo. Se não tiver 10 comentários no mínimo, eu vou literalmente fazer greve e começar a postar um por semana ao invês de um por dia. Desculpem, mas vai ter que ser assim, agora só quando tiver 10 comentário no capítulo que eu posto o proximo. Até depois e comentem, por favor.