Princesa Emily
43 Pegos.
Notas iniciais
Carter entrou apressado na sala de sua mãe a olhando ansiosa, a Rainha apenas sorriu com a afobação do garoto. Cinco dias de investigações e parece que enfim descobriram onde aqueles dois haviam se metido e Carter não poderia estar mais feliz com isso.
– E então, onde eles estão? – perguntou Carter sorrindo fechando a porta atrás de si.
Anne parecia feliz também e se arrumou no sofá.
– Estão na Ilha Agia Paraskevi – ela disse lendo o nome em uma folha.
– Já enviou uma equipe para lá? – ele perguntou muito afoito.
– Já, eles devem chegar em algumas poucas horas lá – ela disse sorrindo – e depois disso é achá-los... mas não é um lugar muito grande, nossos homens conseguem – ela sorriu para o filho.
– Ainda bem – Carter disse sorrindo.
– Agora senta aqui, pequeno, vamos conversar – ela indicou o sofá para ele que se sentou.
Carter olhou sua mãe tentando decifrar seus pensamentos, mas igual Emily ele tinha sérias dificuldade de enxergar os sentimentos dela pelos olhos... era de família.
– Conversar sobre oque?
– Sobre o futuro marido da sua irmã – ela disse – eu ouvi a sua ameaça contra ele ontem.
Carter endireitou a coluna arrumando a gravata.
– Não gosto dele, assim como não gostava de Dylan e nenhum dos outros.
– Por quê?
– Porque sim.
– Isso é ciúme?
– Claro que não.
– Então você não gostar do Simon não tem nada a ver com o fato de ele se casar com a sua irmã?
Carter respirou fundo e olhou para sua mãe.
– Ela já não tem tempo pra mim desde que isso começou... agora ela só vai se preocupar com o Simon – o nome dele foi pronunciado de um modo nada bonito.
– Não é bem assim.
– É claro que é – ele disse – e só de pensar aquele garoto dormindo com ela... argh!
Ela sorriu abraçando seu filho segurando o riso. Garoto precosse...
– Acredite em mim quando digo que ela não vai te esquecer nem te deixar de lado.
Carter a abraçou de volta, não queria perder a sua irmã.
– Agora me diga uma coisa. Foi só impressão minha ou Emily não parecia exatamente feliz ontem?
Carter a olhou.
– Não foi mesmo só impressão, e esse foi mais um dos motivos para me deixar bravo.
Anne coçou o queixo.
– Talvez ela só estivesse nervosa, me lembro de como eu fiquei quando foi comigo e seu pai.
Carter suspirou.
– Você e Emily serão as únicas mulheres na minha vida, eu prometo – Carter colocou a mão no coração.
– Ah, meu lindo – a Rainha o abraçou.
. . .
A equipe de guardas mandada á Ilha de Paraskevi continha seis guardas. Uma equipe bem forte a quem a Rainha confiava a própria vida.
– Por onde começaremos? – perguntou Jankies.
Os seis estavam usando roupas comuns para ninguém suspeitar de nada, afinal, aquilo era para ser feito sem escândalos e de preferência sem chamar atenção de nenhuma maneira.
– Duplas – o capitão Evan disse – Jankies e Turner equipe 1, Lee e Collins equipe 2 e Perez e eu 3.
Os cinco assentiram.
– 1 Leste, 2 Oeste e 3 Norte. Fiquem atentos aos detalhes mínimos e lembrem-se que não estamos lidando com criminosos então se os avistarem apenas contatem ao resto e os sigam até todos chegarem. Se não os encontrarmos na rua começaremos a olhar pelos hotéis. Faremos a operação em sigilo e os levaremos para Gardênia, lá será resolvido o futuro deles.
Todos assentiram e se espalharam em duplas.
Lee e Collins seguiram para o Oeste. Não estavam armados, pois os dois não eram realmente perigosos e querendo ou não ainda eram da realeza e os guardas não podiam agredi-los em hipótese algumas, e aquele não era o verdadeiro objetivo.
Lee era um guarda hiper centrado, estava muito concentrado em cada rosto que via, já Collins estava prestando mais atenção no lugar em si do que nas pessoas.
– Não estamos de férias, Collins – Lee deu um cutucão em Collins com o cotovelo.
– O lugar é lindo, admita.
– É, mas foque nas pessoas.
Collins revirou os olhos e começou a prestar atenção nas pessoas.
– Vocês acham que eles vão estar disfarçados?
– Talvez – ele disse.
Seria bem mais fácil se eles não estivessem disfarçados, porque ruivas não são muito comuns, seria só procurar uma ruiva até achar a certa, mas ela podia estar de peruca... e isso dificultava tanto.
– Eu vou comprar uma água, aguenta ai – disse Collins tirando a carteira do bolso da bermuda e indo até uma espécie de mini mercearia.
Lee o olhou e revirou os olhos, mas acabou o seguindo para comprar uma água também.
. . .
– Ninguém contatou nada ainda? – Collins perguntou cansado de tanto andar, faria duas horas que eles estavam perambulando por ali.
– Ainda não – Lee respondeu olhando as horas.
– Então... podemos fazer uma pausa?
– Pausa? Ta achando que é baderna Collins?
– Olha aqui Lee, eu to cansado, to com fome e vou desmaiar se ficar mais dez minutos em baixo desse sol, vamos comer alguma coisa e continuamos.
Lee o olhou. O cabelo preto do homem grudava na testa e ele também sentia que iria desmaiar, estava muito calor, pelo que ele havia visto 33 graus. Collins parecia ainda pior então ele suspirou assentindo limpando a testa.
Havia uma espécie de cafeteria (com ar condicionado) ali e os dois decidiram entrar. Pediram o especial da casa que era alguma coisa com peixe e purê de batata... eles também não entenderam aquilo.
Se descontraíram um pouco e Lee deixou de ser o chato que só se preocupa em terminar o serviço e voltou a ser o bom o velho Lee que todos amavam.
Os dois comiam rindo de alguma coisa até que o sininho da porta abriu. Lee olhou de relance para a porta e depois tornou a olhar sua comida. Arregalou os olhos e voltou a olhar para porta.
Um garoto loiro de óculos escuros, camisa azul clara e bermuda caqui acompanhado de uma ruiva com o cabelo preso, óculos escuros, batom vermelho, shorts jeans e regata rosa entraram no recinto.
– Collins – Lee sussurrou, mas Collins não ouviu, parecia concentrado de mais em seu suco de laranja – Collins! – ele disse um pouquinho mais alto e o homem olhou para ele engolindo o suco e deixando o copo na mesa ao lado do prato.
– Que foi?
– Casal, mesa dos fundo a direita, olhe disfarçadamente.
E como um bom guarda toupeira, Collins virou totalmente a cabeça para olhar para a mesa Lee cobriu os olhos de vergonha.
– E daí? – Collins se virou novamente para Lee com o cenho franzido.
– Não acha que se parecem MUITO com a Princesa Samantha e o Príncipe Dylan?
Collins arregalou os olhos.
– Sim – ele disse.
Lee deu mais uma olhada e bem na hora a menina ruiva tirou os óculos escuros os botando em cima da mesa segurando a mão do loiro. Sim, com certeza aquela não era uma simples ruiva, era a ruiva que estavam procurando.
– Ah meu deus, são eles – Lee disse.
– E agora?
– Vamos avisar ao resto e esperar – Lee pegou o celular mandando uma mensagem para Jankies e Perez.
Eles ficaram fazendo hora ali enquanto Dylan e Samantha comiam, eles pareciam felizes e Lee se sentiu um pouco culpado por ter que acabar com aquilo... afinal de contas, eles formavam um bonito casal.
Não demorou mais de meia hora para os dois se levantarem, Samantha recolocar os óculos e saírem do lugar. Segundo depois que eles saíram Lee e Collins se olharam e foram logo atrás os seguindo mantendo uma grande diferença de belos metros para ninguém suspeitar.
O celular de Lee tocou e ele imediatamente atendeu.
– Onde vocês estão? – o capitão Evan perguntou.
Samantha e Dylan pararam e um rio, se olharam e rapidamente tiraram as roupas ficando apenas com roupas de banho e pularam.
– Estamos no rio, venham rápido.
Em menos de vinte minutos um taxi parou ao lado de Collins e Lee que estavam sentados apenas observando discretamente. Os quatro guardas saíram de lá, com certeza Evan havia pego os outros dois no caminho.
– Estão nadando – Collins disse.
– Aqui tem muita gente, temos que esperar eles irem á um lugar mais privado – disse Evan e todos assentiram.
– Bom, como vamos esperar um pouco aqui. Quem quer limonada? – Turner sorrindo.
Collins foi com ele buscar as limonadas e o resto ficou ali, sentado apenas observando sutilmente o Príncipe e a Princesa se agarrando na água.
– Agora que parei para reparar... ela é bem gata, não é? – disse Jankies.
– Estava pensando o mesmo – Evan sorriu de lado.
– Dizem isso só porque ela está de biquíni, seus tarados – Lee sorriu dando um tapa na cabeça de Jankies.
– Se não fosse Princesa, eu pegava – disse Perez e todos riram.
– Os loiros sempre ficam com as melhores – Evan suspirou.
. . .
Os seis paspalhões ficaram babando no corpo da ruiva quando ela saiu da água. Dylan tirou uma toalha da bolsa se enxugando rapidinho e depois passando a toalha para ela.
Não demorou muito para começaram a andar e os seis guardas irem atrás.
Após uns 20 minutos de caminhada, eles pararam em frente a um hotel e quando iam entrar os guardas se olharam e foram para cima.
Não havia muitas pessoas ali o que era excelente. Perez segurou o pulso dos dois que se viraram para olhar quem era.
– Posso ajudar, amigo? – perguntou Dylan.
Ele soltou os pulsos deles e o capitão Evan apareceu logo atrás tirando o distintivo de guarda do palácio do bolso.
– Capitão Evan, ao seu dispor Príncipe Dylan – ele sorriu cínico.
Samantha e Dylan se olharam assustados.
– Temos um mandado de busca para vocês dois, peço que nos acompanhem sem escândalos porque se não teremos que usar outro métodos para fazê-los cooperar.
– Tudo bem – Samantha disse e Dylan olhou com o cenho franzido para ela.
Ela olhou para Dylan e suspirou dando de ombros dizendo com os olhos "não adianta resistir". Dylan assentiu.
– Podemos pegar as malas? – ela perguntou olhando logo em seguida para o hotel.
– Claro. Jankies, Perez e Lee, subam para ajudá-los.
Evan, Collins e Turner se olharam de braços cruzados.
– Melhor contatar a Rainha, não é? – perguntou Turner.
– Claro, já ia me esquecendo – Evan pegou o celular discando o número do escritório da Rainha.
– Alô?
– Rainha Anne, aqui é o capitão Evan.
– Ah Sim! E então, alguma novidade?
– O Príncipe e a Princesa já foram localizados e dentro de algumas horas estaremos em gardênia.
– Ah, que ótimo! Bom trabalho capitão, serão recompensados quando chegaram, obrigada e tomem cuidado com esses dois.
– Sim Senhora.
Fale com o autor