Princesa Emily

44 Acabei me apaixonando sem querer...


Notas iniciais
Oi oi gente! Eu particularmente gostei muito desse cap e não, não tem Charmily nele kkkkk os leitores já estão surtando, mas eu sou cruel muahahahahah mas isso não é porque quero torturá-los ou algo assim, ok? lembram que no começo eu disse que a fic teria 40 caps? E de 40 foi pra 48 esses oito foram caps extras que eu botei ao longo da fic, ou seja os caps do Charlie ou do Dylan e da Samantha que não faziam parte do meu roteiro principal, mas eu coloquei pra deixar a história mais completa. É isso povo, boa leitura.

O jatinho havia pousado há um tempo e agora, os seis guardas juntamente com Dylan e Samantha esperavam a Rainha em sua sala. Haviam entrado por uma passagem secreta no castelo porque era um assunto secreto e como Edwin e Emily não estavam nem aí para os dois, a rainha achou melhor que eles não soubessem, ainda mais Emily que andava estranha com toda essa história de casamento.

A Rainha entrou acompanhada do pequeno Príncipe Carter e olhou para os dois séria como uma pedra, enquanto Carter tinha um sorriso satisfeito no rosto.

– Senhores, podem nos deixar a sós, por favor?

Os seis guardas assentiram e saíram da sala.

– Podem sentar – a Rainha indicou o sofá com a mão enquanto sentava em sua cadeira e Carter apenas se apoiava na mãe – eu não vou brigar com vocês, não cabe a eu fazer isso, mas ambos traíram a minha confiança e o pior de tudo, traíram minha filha e isso mexe comigo – ela colocou elegantemente as mãos em cima dos joelhos – agora me digam, o que esperavam fugindo?

Os dois se olharam, mas não responderam.

– Esperavam que a situação amenizasse? Pois o tiro saiu pela culatra porque os pais de vocês estão mil vezes mais bravos e preocupados, creio que as coisas vão piorar para vocês bem mais do que se tivessem ido direto para a casa.

Eles continuaram calados.

– Bem, não vou passar sermão para vocês, os jatinhos levarão vocês para casa, eu já avisei seus pais, mas mais ninguém sabe além de nós dois, e eles.

– Emily não sabe? Nem o Rei? – Dylan perguntou.

– Não – a Rainha disse – e nem vão saber, o casamento de Emily já esta marcado e não quero preocupá-la com isso, e o Rei faria bem pior do que eu estou fazendo então considerem-se gratos.

Os dois assentiram de certa forma arrependidos.

– Eu era a favor de contar – Carter disse sorrindo e Samantha fez uma careta para ele que sorriu sem ligar.

A porta se abriu revelando Emily. Ela olhou primeiro para sua mãe e depois foi identificar Samantha e Dylan no sofá. Estavam tão diferentes sem as roupas de sempre.

Ela franziu o cenho bem confusa.

_ Oi filha _ a Rainha disse como se dissesse "droga".

_ Oi... o que está acontecendo? _ ela fechou a porta.

_ Então... nós o achamos _ ela disse com o melhor sorriso de vítima.

_ E não contamos para não preocupá-la.

_ E porque isso iria me preocupar? _ ela acabou sorrindo e depois olhou para Dylan e Samantha _ pra onde vocês foram afinal?

_ Grécia _ responderam todos em coro.

_ Vocês dois foram pra Grécia e não me chamaram? _ ela olhou para sua mãe e seu irmão.

_ Não, os guardas os trouxeram _ Carter disse.

_ Ah _ ela disse _ então, vão fugir de novo ou vão pra casa? _ ela se virou para Samantha e Dylan que ainda pareciam impressionados por ela não ter... dado um escândalo ou algo do tipo.

_ Pra casa _ Dylan respondeu já que ninguém respondeu.

_ Boa sorte _ ela disse apenas antes de virar para sua mãe _ preciso da sua ajuda com o... vestido.

_ Claro! _ ela se empolgou _ só vou chamar os guardas para ajudarem esses aqui.

_ Ok.

E assim Emily saiu dando um breve tchau para Samantha e Dylan que ainda estavam impressionados com a reação dela.

. . .

Dylan olhou para o palácio de Portugal e engoliu seco respirando fundo. "É agora que você morre" ele pensou respirando fundo novamente.

Se sentia estranho usando uma camiseta normal e uma bermuda ao entrar no palácio, mas todos os ternos dele estavam em algum lugar agora que ele não fazia ideia.

As portas se abriram para ele que entrou praticamente tremendo... não, ele estava tremendo mesmo.

– Dylan? – Christian quase engasgou com o ar.

Dylan olhou para seu irmão. O cabelo loiro penteadinho como sempre, o terno cinza combinando com a gravata... é continuava sendo o mesmo de sempre.

– Maninho você está de volta – ele sorriu abraçando Dylan.

O garoto resistiu nos primeiros segundos, mas depois abraçou o irmão de volta... o ódio que ele sentia por ele havia se esvaído de uma forma realmente muito assustadora. Apesar de tudo Dylan se sentia bem... por motivo ainda desconhecido.

– Onde você estava?

Dylan suspirou. Era estranho ouvir o português depois de tanto tempo conversando apenas em inglês.

– Podemos conversar sobre isso depois... acho que tenho que falar com o papai e a mamãe.

– Certamente, eles ficaram bem preocupados depois do... evento com a Princesa Belga.

Ele assentiu.

– Eu vou falar com eles.

Christian assentiu afagando o ombro do irmão, sorriu encorajador para ele e depois saiu.

Como Dylan não era burro nem nada preferiu ir primeiro para a sala de sua mãe chamá-la para a "reunião de família", se entrasse na sala de seu pai com sua mãe com certeza isso amenizaria um pouco as coisas... bom, ele esperava.

Ele bateu na porta e ouviu a voz de sua mãe dizer "pode entrar", ele sentia saudade de sua mãe, muita.

Dylan abriu a porta e os olhos da Rainha se arregalaram.

– Filho!

Ela se levantou em um polo o abraçando com força. Depois de um tempo o abraçando ela o soltou e olhou com cara de brava.

– Porque fez isso meu filho?

– Podemos conversar sozinhos antes de ir com o papai?

Ela assentiu.

Os dois se sentaram e Dylan suspirou passando a mão no cabelo.

– Eu gosto muito da Samantha, mãe – ele disse – eu tentei gostar da Emily, mas não consegui, ela foi muito boa comigo, mas... a Samantha é diferente.

A Rainha apenas o olhava enquanto ele falava.

– Eu não pensei que ficaria tão sério, mas... mãe, eu acho que a amo... na verdade, tenho certeza.

A Rainha acabou sorrindo.

– Fico feliz por você, Dylan, mas não foi o certo a fazer filho, você sabe que terá que arcar com seus erros e... ouvir seu pai.

– Eu sei – ele abaixou a cabeça – eu tenho ciência de tudo e vou aguentar calado, eu prometo. Eu só quero que não me separem dela, por favor.

Ela acariciou o rosto do filho.

– Eu garanto que farei ao máximo para isso não acontecer.

– Obrigado.

Dylan olhou para sua mãe, os dois estavam na frente da sala de seu pai. O garoto tremia de medo, mas se aliviou um pouco quando sua mãe segurou sua mãe e depois a soltou para abrir a porta.

Os dois adentraram na sala e imediatamente o Rei olhou diretamente para Dylan.

– Finalmente o rebelde deu as caras, não é? – ele se levantou.

Dylan engoliu seco.

– Oi pai.

– Pai? Ainda tem a ousadia de me chamar de pai? A única coisa que eu mais queria é que não fosse da minha família.

– Carlo! – a Rainha disse.

– Anita! – ele a repreendeu – pelo visto já falou com o moleque, pode sair.

– Não.

– Eu mandei sair, vá!

A Rainha olhou para o filho e deu um beijo em sua bochecha saindo logo depois.

Dylan virou a cabeça acompanhando a saída de sua mãe e quando a virou para frente novamente recebeu um tapa, forte e certeiro no lado direito de seu rosto.

Dylan fechou os olhos, doeu, é claro que doeu, mas ele não choraria nem diria um "ai". Segurou as lágrimas em seus olhos e os abriu respirando fundo.

– Seu vermezinho, você desonrou o nome desta família! – ele disse com o rosto bem próximo ao do filho.

Dylan permaneceu quieto.

– Emily é uma boa menina, bonita e com pais MUITO INFLUIENTES e você vai e me faz uma burrada dessa!

– Me desculpe, eu fui totalmente irresponsável e inconsequente.

– Que bom que sabe disso, que bom! – ele disse rindo um pouco – mas isso adianta alguma coisa? NÃO!

Dylan não respondeu, ele percebeu que tudo o que falaria só deixaria seu pai mais bravo, então optou por se calar mesmo.

– Porque você não é igual a Christian? Ele nunca me causou problemas assim!

– Não me compare com Christian – ele disse baixo.

Outro tapa, dessa vez mais forte.

– Não me responda! – o Rei praticamente gritou – você está muito insolente para meu gosto! Se eu pudesse, te deserdava e te tirava do castelo, mas não posso porque isso causaria mais confusões e o país já está em confusões o bastante por causa de você!

"E o que vai fazer sobre isso?" Dylan perguntou mentalmente.

– Eu te proíbo de sair do castelo e dar qualquer entrevista a quem quer que seja. Agora suma da minha frente! E esse conversa ainda não acabou.

Dylan apenas fez uma pequena reverência e saiu fechando os olhos e indo para seu quarto. Fechou a porta e respirou fundo para não chorar.

Aquilo doía mais no orgulho do que fisicamente.

. . .

Samantha estava sentada na poltrona enquanto sua mãe e seu pai competiam de quem gritava mais alto com ela.

– Isso tudo por um garoto. Sério mesmo Samantha? – seu pai praticamente rompia suas cordas vocais de tão alto que gritava, Samantha até podia sentia a sala de certa forma vibrar e volta e meia olhava para a janela pronta para que a vibração do lugar a fizesse quebrar.

– Ele não é apenas um garoto – Samantha disse baixo, se falasse alto poderiam achar um desacato e gritar mais e mais ainda.

– Certo, é um garoto que estragou a reputação desse país!

Samantha abaixou a cabeça.

– Olhe para seu pai enquanto ele está falando com você!

E ela tornou a levantar a cabeça.

– Eu não sei o que vou fazer com você, sinceramente! – o Rei disse colocando as mãos na cabeça.

E novamente ela ficou calada enquanto ouvia seus pais discutirem castigos para ela. "Cancele a assinatura das revistas dela", "Tire a televisão!", "Não a deixe sair do quarto!" eram algumas das coisas que ela ouviu durante aquela mini discussão.

– Samantha Martinez Elizabeth Oconnel! – seu pai lhe chamou a atenção e ela olhou em sua direção – você me ouviu?

Ela continuou olhando já que havia "boiado" por alguns segundos.

– Você está sem suas revistas, telefone, televisão, computador e atividades físicas!

"Pelo menos ele não falou nada de sair".

– E vai ficar trancada em seu quarto só saindo para as refeições até a segunda ordem!

"Droga!".

– Agora vá já para seu quarto e vista roupas descentes! Está parecendo uma prostituta! – ele ordenou.

A menina estava com o cabelo preso, um short jeans minúsculo e uma regata vermelha que mostrava um pouquinho de sua barriga hora ou outra sem falar do decote avantajado. Ela realmente não estava muito descente para uma Princesa, mas estava confortável e Dylan não havia tirado os olhos dela na Grécia...

Dylan. O semblante da menina se fechou instantaneamente enquanto ela ia para o quarto. Sentiu um estranho aperto no peito quando pensou o que poderia estar acontecendo com ele que já havia chegado em Portugal há mais de uma hora, enquanto ela não fazia nem dez minutos direito.

Entrou em seu quarto ainda com aquele estranho aperto no peito. O que era aquilo?

Sorriu de lado ao lembrar que seu pai havia se esquecido de uma coisa... ela havia comprado um celular na Grécia... o qual ele não precisava saber que existia. Dylan também havia comprado um porque bem, eles não podiam ter celular e aquilo era emocionante, quebrar as regras sempre fora excitante para ela.

Tirou o celular de uma das bolsas que os criados já haviam levado para o quarto e foi para dentro do banheiro trancando a porta e começando a encher a banheira. Precisava muito de um banho.

– Samantha? – Dylan atendeu sussurrando e logo depois ela ouviu o barulho de uma porta sendo fechada do outro lado da linha.

– Oi – ela sorriu ao ouvir a voz dele depois se perguntou por que havia sorrido.

– Como você está? Brigaram muito com você?

– Um pouco, mas eu fingi que estava ouvindo tudo eles me liberaram da bronca, agora estou sem nada de divertido para fazer, só tenho o celular porque não sabem da existência dele.

Dylan riu baixinho.

– Eu estou na mesma, ruiva – ele disse.

– E você, como foi a bronca?

Dylan demorou um pouco para responder.

– Eu vou sobreviver – ele disse.

Os dois ficaram em silencio um tempo.

– Samantha...

– Sim? – ela perguntou terminando de tirar a roupa e entrando devagar na banheira de água quente.

– Eu... – Dylan parou – eu sinto sua falta.

Samantha terminou de se sentar na banheira e engoliu seco logo depois sorrindo feito uma idiota.

– E-eu também – ela disse.

– Eu acho que te amo – ele disse.

Samantha quase engasgou com o próprio coração que subiu até a garganta.

– Essa semana que passei com você... foi a melhor da minha vida. Eu não era o Príncipe Dylan... eu era só o Dylan.

Samantha sorriu ainda mais.

– Eu também acho que te amo.

A linha do outro lado ficou muda por alguns segundos.

– Acabei me apaixonando sem querer – ela disse quase chorando... o que estava acontecendo com ela?

– Você não faz ideia de quanto eu queria te beijar agora.

Ela riu um pouco.

– Depois que essa história esfriar, eu prometo que vou ficar com você, sempre.

– Promete?

– É claro. E você terá seu lindo Príncipe novamente – eles riram novamente – é melhor eu desligar antes que alguém me pegue – ele disse.

– Tudo bem.

– Eu te ligo de noite, ok?

– Ok.

– Eu te amo Sam – ele disse.

Samantha voltou a sorriu igual boba, ele nunca havia a chamado de Sam, ninguém nunca havia.

– Eu te amo Apolo – foi como ela o chamava na Grécia porque Dylan se parecia com a pintura do Deus no quadro.

– Eu sei que sou lindo, obrigado – ele disse meio risonho – tchau ferrugem.

– Tchau loiro oxigenado.

Ela desligou o telefone sorrindo igual a uma retardada.

Então isso era o amor?

Notas finais
E ai? O ódio de vcs pelos dois diminuiu bastante nesse cap? Pois é, como eu disse ninguém é ruim por nada, conheça alguém chato e descubra da vida dele que com certeza encontrará motivos para isso, claro que nada justifica, mas algumas pessoas não reagem bem já outras ignoram seus traumas e agem normalmente. Por hoje é só, amanha tem mais! Comentem plis! Algumas pessoas não comentam por vergonha, mas não tenham vergonha adoro quando ex fantasmas comentam, fico muito feliz e quanto mais feliz eu estiver melhores os capítulos da outra fic ficarão, ok? Bjs!