Princesa Emily
18 O sonho.
Notas iniciais
Emily estava em seu quarto com Charlie, ele sorria para ela enquanto acariciava sua mão com o polegar bem devagarzinho. "Ele é tão lindo" ela pensava sem parar olhando para a imensidão de seus olhos esmeraldas.
De surpresa ela foi pega no colo como um bebezinho e gentilmente ele a colocou deitada sobre a cama passando o corpo por cima do dela. Jogou seus lábios contra os dela a beijando com uma possessividade e desejo indiscutíveis. As mãos da loira escorregavam pelas costas dele, mas duas camadas de pano a incomodavam bastante.
Ela simplesmente do nada abriu o blazer dele o tirando jogando em algum lugar do quarto e depois ficou apenas o observando tirar sua própria camisa bem devagar, como em câmera lenta e permitindo apreciar cada segundo.
A garganta dela fechou com tal imagem tão sexy. Seus olhos percorreram toda a extensão do corpo dele, o peitoral e abdômen definidos, mas não de mais, apenas o suficiente para torná-lo gostoso, e ah, ele era gostoso, muito.
Ele se inclinou lentamente até ela dando um delicado beijo em seus lábios. As mãos dela imediatamente foram para o peito dele sentindo a pele quente e macia de seu corpo contra a gelada de suas mãos. O toque dela o arrepiou tanto por estar gelado quanto por serem as mãos dela que estavam ali.
Ele deslizou sua mão até as costas da menina começando a abrir o complexo fecho de seu vestido. E bota complexo nisso.
O peito de Emily arfava com cada beijo e cada toque de Charlie. Ele enfim conseguiu abrir aquele vestido, afastou os lábios dos dela lentamente e começou a abaixar o vestido devagar. O garoto sentiu seu coração saltar pela boca quando viu o sutiã branco cobrir os seios de Emily.
Continuou descendo o vestido vendo as bochechinhas de sua loira avermelharem. Deixou o vestido cair ao lado da cama e deu uma boa olhada de cima a baixo em Emily. Ele estava completamente maluco com um corpo tão perfeito.
Ele sorriu para ela a beijando novamente. O corpo de Emily se arrepiou com as mãos de Charlie que deslizavam suavemente por suas pernas a fazendo suspirar contra os lábios quentes e macios que acariciavam sua boca.
Ela segurou o cinto da calça dele o abrindo com certa dificuldade, nunca havia usado um sinto muito menos aberto um.
– Emy... – ele suspirou em seu ouvido com a voz baixa e rouca, ou seja, muito sexy.
Assim que conseguiu abrir aquela coisa abaixou a calça de Charlie que terminou de tirá-la. Emily mordeu o lábio vendo o volume na cueca do garoto, uau!
Sentiu uma vontade enorme de abaixar aquela cueca preta do pecado e acariciar o membro dele o ouvindo suspirar e gemer em seu ouvido. Sempre gostou de música, mas estava questionando seriamente se elas eram melhores que os gemidos, sussurros e suspiros de Charlie.
– Emy – ele disse mordendo o lábio inferior com cara de excitação.
Ela ficou com vergonha de fazer algo então só ficou parada, olhando aquele volume bem satisfatório, a pesar de não ter visto nenhum outro para comparar.
Ele segurou a mão dela a colocando em sua cintura olhando em seus olhos como se dissesse "vai, pega". E ela assim fez, segurou forte o membro dele por cima da cueca arrancando um gemido sonoro do garoto.
Emily segurou na barra da cueca para abaixá-la quando Charlie puxou seu rosto pelo queixo olhando seus olhos.
– Emily, acorda.
– Emily, acorda!
Emily abriu os olhos assustada e quase caiu da cama direto no chão como um saco de batata.
– Carla? – ela parecia meio assustada.
Charlie? Onde estava Charlie? Emily olhou em volta não vendo nada e suspirou ao perceber que tudo aquilo havia sido um sonho. Uh e que sonho.
– Você parecia uma pedra dormindo – Carla tirou os cobertores de cima da menina a fazendo arrepiar com o frio e se encolher grunhindo de sono e frio – está suando? – ela colocou a mão na testa da menina.
Sim, ela estava suando, nem te conto por que.
– Hã... não, eu não...
– Está com febre?
– Não, eu to legal.
– Esquece, só levante.
"PORQUE VOCÊ FOI ME ACORDAR JUSTO AGORA? JUSTO AGORA?"
– Ta – ela resmungou se levantando.
Tinha alguma possibilidade de fingir uma doença, voltar a dormir e continuar o sonho de onde parou?
. . .
– Emily – Anne chamou.
Emily permaneceu mexendo em sua pulseira prateada distraidamente, parecia que estava além de Marte.
– Emily – ela falou um pouco mais alto.
Emily levantou os olhos.
– Oi?
– Eu estava conversando com você... porque está tão avoada?
– Nada, eu só estava pensando... – em um sonho maravilhoso com um guarda muito gostoso, quero casar com ele, mãe – em nada.
– Nada, aham – ela fez uma carinha se segundas intenções hilária, afinal, ela já teve 18 anos e sabia muito bem o que uma menina de 18 anos pensava – então, voltando ao assunto o qual você não estava prestando atenção...
Emily sorriu, sua mãe era ótima.
– Desculpa.
– Tudo bem. Agora que estamos sozinhas, você pode me falar dos meninos, e quero detalhes, todos.
Emily avermelhou de vergonha com os olhos levemente abertos.
– Q-Que tipo de detalhes? – ela perguntou um tanto nervosa.
– Você sabe... de qual está gostando?
– Nenhum – ela foi franca e direta, era mais fácil do que ficar enrolando.
– Como nenhum? Não falou que tinha provavelmente um favorito?
– E tem... mas é complicado – ela suspirou negando com a cabeça.
Como poderia explicar algo como aquilo? Não dava!
– Como complicado? – a rainha se sentou em frente a ela enlaçando suas mãos uma na outra e as colocando graciosamente em baixo do queixo.
– Eu não posso falar, desculpa.
– Não pode mesmo? Você fez alguma besteira Emily?
– Não... quer dizer, sim... ah, não sei! – ela cruzou os braços em cima da mesa e enterrou sua cabeça no meio deles.
– Não quer me contar, ou não pode me contar?
– Não posso e também não quero.
– Puxa, então é grave – a Rainha coçou o queixo, Emily sempre contava tudo para ela – bem, eu devo me preocupar ou isso não vai me causar problemas?
– Ah, com certeza vai causar intrigas.
– Me conta! Eu estou curiosa!
– Eu não posso mesmo – ela disse – é bem mais complexo do que você imagina.
– Envolve os garotos?
– Sim e não.
– Consegue resolver sozinha?
– Depende.
– Do que?
– De muita coisa.
Ok, Emily não estava mesmo ajudando, só estava deixando sua mãe ainda mais curiosa.
– Tem certeza que eu não posso ajudar?
– Talvez possa, mas não quero arriscar.
– Ok, última pergunta – ela fez uma cara engraçada – o que está em jogo?
Emily suspirou.
– Minha felicidade.
. . .
Emily novamente estava deprimida. Devia ter contado tudo a sua mãe e suplicar sua ajuda? Talvez, mas ela não era maluca de arriscar nada, muito menos quando era Charlie que estava em jogo.
Os garotos já estavam no castelo, teoricamente no momento estavam jogando alguma coisa com cartas já que Emily não quis mais jogar tênis depois de 20 minutos em quadra.
Todos pareciam muito entretidos com o jogo, menos Dylan que estava pouco se lixando para todos, ele já era o favorito á coroa, agora só precisava ser o favorito pela Princesa, o que ele pensava que não seria nada difícil.
Ele se levantou e sentou ao lado da loira que parecia totalmente aérea olhando para o nada.
– Olá Princesa – ele sorriu.
Emily piscou os olhos alguma vezes saindo do transe.
– Ah, oi Dylan – ela disse com um mínimo sorriso forçado nos lábios avermelhados.
– O que te incomoda?
Ela olhou para ele e negou com a cabeça.
– Nada, só estou com um pouco de sono.
Mentia tão mal...
– Vamos, eu tenho uma mãe e sei quando as mulheres não estão muito bem, e nesse momento você definitivamente está triste, preocupada ou com medo de algo.
– Foi promovido de Príncipe a vidente agora?
– Não, mas eu tenho lá meus talentos ocultos – Dylan sorriu fazendo Emily sorrir também.
– Então seu talento oculto errou, porque eu estou bem.
– Se está "bem" porque não está jogando cartas com todos? No jogo de tênis você já não parecia lá muito animada, tanto é que ele terminou rápido, agora você esta quieta de mais... e sempre quando uma pessoa fica muda tem algo errado.
– É sério, eu estou bem.
– Ok, já que insiste – ele deu de ombros – a propósito, você é bem fotogênica, a foto na revista ficou ótima.
– É, ficou bonita mesmo.
– Ficamos bem juntos. Coincidência? Acho que não – ele disse sorrindo de lado.
"Acho que sim" ela pensou.
– E pelo que vejo todos estão torcendo por nós – ele disse.
– Não é de completo verdade. Aidan também tem uma forte torcida – Emily disse.
– Puff, a dele perto da minha é fichinha – Dylan fez um gesto de desdém com a mão.
– Mas você sabe que a decisão cabe a mim, não as pessoas, né? – ela disse, só pra confirmar.
– Sei, é claro – ele sorriu – só estou reforçando que o povo me ama. Agora só falta você me amar.
– Amor é um sentimento bem difícil de ser conquistado – Emily disse olhando para Dylan.
– É, eu sei – ele disse agora sério – mas se me permite, eu não sou do tipo de pessoa que desiste tão fácil.
– Eu também não – ela disse pensando em Charlie com um leve sorriso nos lábios.
Mas é claro que Dylan sendo Dylan pensou que aquele sorriso, por menor que fosse, era para ele.
– Então já temos algo em comum – ele sorriu para ela.
– O que não significa muita coisa, eu tenho muito em comum com meu irmão, mas não vou casar com ele – Emily disse.
– Difícil você, hein? – Dylan sorriu olhando para frente.
– Você não viu nem o começo – ela sorriu verdadeiramente para ele.
– Ainda acho que consigo – ele deu de ombros.
– Confiante você, não?
– Tem que ser – ele disse – estou competindo com mais 14 garotos o seu coração, acho que o que não pode faltar é a persistência.
– Ótimo modo de encarar a situação – Emily riu vendo que os pensamentos dela sobre aquela competição eram bem diferentes dos de Dylan.
– Já você não parece muito empolgada com 15 garotos dando em cima de você.
– Só não pareço como não estou – ela disse.
– Por quê?
– É muita pressão, sabe? Foi meio que de um dia para o outro e eu me acho de certo modo ainda uma criança para casar.
– Bom, posso te garantir que não é uma criança – Dylan sorriu e Emily riu.
– Obrigado, isso me ajuda bastante.
– Por nada, e sempre ao seu dispor Princesa – ele disse – veja, você estava toda desanimada e já consegui te fazer rir, isso é bom, eu acho – ele a olhou.
– É, talvez.
Dylan sorriu, aquilo já era um começo.
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