Princesa Emily 2

24 Uma verdadeira zona.


Notas iniciais
Oi oi gente! To postando tarde porque pra variar um pouco eu passei a tarde fora. Esse cap ta meio pequeno, mas como de costume, é necessário, então ai vai. Boa leitura!

As coisas no castelo definitivamente estavam uma verdadeira zona. Alex tentava se situar nos recentes acontecimentos.

Seu pai não parecia mais seu pai, o homem descontraído e brincalhão que ela conhecia desde que se entendia por gente estava trancado muito bem em algum lugar, porque no lugar dele um homem agitado, nervoso e estressado tomava conta.

Sua mãe estava definitivamente estressada, seus olhos tão lindos agora estavam repletos de olheiras tirando sua tão invejável aparência jovial que ela sempre possuiu, era deprimente ver o brilho deixar seu olhar.

A segurança no castelo obviamente triplicou depois do ocorrido, de acordo com Charlie a proteção estava 99,9% eficaz, e esse 1% que ocupava o resto de seu tempo. Edwin havia dado um orçamento significantemente alto para Emily fazer algo de útil, oque ela sempre quis, e no momento ela desenvolvia o projeto de um "condomínio" de orfanatos que era uma grande necessidade do país ultimamente porque como nunca teve muitos órfãos, não tinha uma estrutura adequada para uma grande quantidade deles, mas agora o número estava crescendo bem consideravelmente. Era uma forma de distrair o povo e fazer algo útil ao mesmo tempo.

Alex estava a ajudando em tudo que podia para tentar fazer o humor de sua mãe melhorar e ter algo com que ocupar o tempo já que suas aulas estavam suspensas até segunda ordem.

A menina desceu as escadas até o primeiro andar por sua barriga roncar por ter tomado a sábia decisão de não almoçar, oque ela não sabia era que os passeios ao castelo não haviam sido suspensos e desceu com sua mãe na maior naturalidade, ambas crentes que não haveria ninguém lá.

Mas elas esqueceram um pequeno detalhe, o povo não sabia desse ataque ao palácio, com isso tudo continuava normal para eles, então os passeios agendados logicamente teriam que continuar.

Havia uma multidão de crianças com uniformes tradicionais, as cores não negavam que aquele era o internato mais famoso e rígido de gardênia para crianças, todos o conheciam muito bem, o famoso G.A.

– E por isso temos... – um dos guias começou a dizer.

Tanto as crianças quanto as duas princesas levaram um susto ao se verem. Alex ouviu seu nome completo e logo um bolo de crianças a derrubaram no chão juntamente com sua mãe. Os guardas de plantão mais que imediatamente foram agitados tirar as crianças de cima das duas.

– Não! Tudo bem! – Emily disse rindo ao ver que Alex ia se divertindo com a situação, o amor dela com crianças sempre foi bem evidente.

Depois que as crianças permitiram que as duas se levantassem Emily abriu os braços sorrindo e todas elas a abraçaram bem forte, já as meninas principalmente foram para cima de Alex em um abraço sufocado e muito gostoso.

– São da G.A, certo? – Emily perguntou baixinho a um dos guias que sorria diante da situação.

Ele assentiu e ela sorriu acariciando rapidamente as cabecinhas que seus braços conseguiam alcançar.

– Meu deus, eles são lindos – Emily estava toda babona lembrando quando Alex e Tyler eram daquele tamanho, mesmo que Joey estivesse nessa idade ela sentia falta dos seus dois outros baixinhos.

Depois de alguns minutos quando as crianças as soltaram, mas permaneciam meio em cima delas, Emily bateu algumas palmas querendo atenção, e como esperado todos se calaram olhando para Emily que sorriu olhando rapidamente para Alex que estava agachada colocando uma de suas várias pulseiras no braço de uma menina.

– Eu peço perdão por ter que me retirar, mas Alex ficará com vocês até o final da visita – Emily sorriu.

Alex olhou para ela e Emily apenas assentiu com um pequeno sorriso, acenou para as crianças e saiu graciosamente.

– Então vamos continuar! – Alex disse e as crianças adoraram gritando – por favor, podem prosseguir – Alex olhou para os guias que sorriam prosseguindo.

* * *

Charlie separou mais uma foto a deixando de lado. Mais uma pessoa.

– James – ele disse.

– O conhecia? Era um dos guardas? – Edwin perguntou.

Charlie assentiu.

– Tentou me matar – ele mordeu o lábio – era um bom homem, não sei por que estava metido nisso.

– A ganância corrompe as pessoas – Edwin o olhou – mais alguém desses era guarda mesmo?

Charlie olhou mais um punhado de fotos separando em duas pilhas.

– Esses – ele esticou a pilha da direita para Edwin que assentiu as analisando.

– Certo – ele disse – fizemos uma baixa de mortos, perdemos 118 guardas ao todo, tanto os traidores quanto os que morreram em batalha.

Charlie engoliu seco e assentiu.

– Com isso precisaremos recrutar guardas, mas mesmo assim será uma perda de experiência – Charlie assentiu novamente.

– Mais algo?

– Por enquanto é só – Edwin se levantou – na verdade, tem mais alguma coisa.

– Diga.

– Obrigada por proteger minha filha e meus netos, sou muito grato a você por isso.

Charlie sorriu.

– Eles são minha família, eu morreria por qualquer um deles sem cogitar.

– Eu sei, e muito obrigado – ele sorriu fraco – e mesmo que tenha sido nobre de sua parte, na próxima vez, não fique no meio do tiroteio depois de tirar todos de lá.

Charlie o olhou confuso.

– Não suportaria a tristeza de minha filha e meus netos se algo acontecesse com você, não os faça sofrer.

Charlie sorriu e assentiu.

– Essa nunca foi minha intenção.

– Eu sei que não.

* * *

Alex voltava um pouco mais feliz para seu quarto, antes cheia de pulseiras, um colar, anéis e uma tiarinha, e agora sem nenhum acessório, havia distribuído todos entre as meninas do internato que ficaram doidinhas com os presentes. Oque eram apenas acessórios para ela, parecia ser muito mais para aquelas crianças.

Foi subir as escadas até sentir um par de braços fortes a envolverem. O reconheceu pelo cheiro.

– Connor, tudo bem? – ela o abraçou assustada com o gesto pousando a cabeça no ombro dele.

– Se eu estou bem? Droga Alexandra, não fui eu que estava aqui durante um ataque!

Ela acabou sorrindo.

– Por um momento pensei que... – ele a olhou – esquece.

– Pensou que eu tivesse morrido, certo? – ela colocou a mão na bochecha dele acariciando-a de leve. Ele assentiu – posso afirmar que estou bem viva.

Ele sorriu.

– A informação vazou?

– Não, por enquanto – ele disse – você não sabe como estou aliviado em vê-la.

– Nossa, que amigo maravilhoso que você é.

Ele riu.

– É, sabemos.

– Estava indo para o quarto, quer me acompanhar?

– Claro.

Eles entraram e Alex tirou a blusa a jogando em cima da cama.

– Você levou um tiro? Saiu ferida?

– Não – ela sorriu revirando os olhos – apenas me cortei com o vidro de uma janela quebrada – ela mostrou o braço direito com um curativo discreto.

– Como saiu viva? – ela parecia impressionado com o fato de nenhum deles ter morrido, principalmente Alexandra por ser... Alexandra.

– Quando me dei conta estava com Joey no colo e Tyler com uma arma na mão enquanto nos empurrava para fora.

Connor assentiu pensando "é, faz sentido".

– Nunca quis tanto saber usar uma arma na minha vida.

* * *

Tyler voou no telefone assim que ele tocou.

– Amor, você ta bem? – a voz de Isabelle parecia desesperada.

– Estou ótimo, amor – Tyler sentou na cama passando uma mão no cabelo.

– Me desculpa por não ter ido ao casamento do seu tio, eu já havia confirmado em outro compromisso, mas meu pai me contou tudo.

– Foi até melhor que não tenha vindo, poderia ter acontecido algo com você.

– Mas você não se machucou, né?

– Só o psicológico, o físico está intacto.

– Eu fiquei preocupada – ela suspirou – queria muito te ver agora, te dar um abraço bem forte para me certificar que você está ótimo.

– Estou morrendo de saudade de você – ele pegou em cima do criado a foto dela abraçada a ele no Coliseu.

– Eu também. Prometo que assim que puder vou ai te ver já que você veio aqui por último.

– Ok, vou cobrar, viu?

– Certo – ele sabia que ela estava sorrindo só pelo seu tom de voz – tenho que desligar agora, meu amor.

– Tudo bem.

– Te amo muito tá? Se cuida, por favor.

– Também te amo muito e prometo que me cuido.

Desligaram o telefone ao mesmo tempo e Tyler suspirou.

– Filho – Charlie abriu a porta apressado – vem, vamos treinar mais daqui em diante – Tyler assentiu se levantando meio surpreso – vamos rápido que Alex nos espera.

– Ela vai treinar?

– Todo cuidado é pouco agora, filho – Charlie suspirou vendo o filho abrir a camisa a substituindo por uma camiseta mais confortável – se lembra do treinamento intensivo que te falei?

Ele assentiu.

– Ele começa hoje pra você.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem seus comentários, acompanhem, favoritem, recomendem... me deixem feliz! Bom, estou indo sair de novo para jantar e to morta de cansaço, então, até sexta que vem!