Princesa Emily 2

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Notas iniciais
Oi oi gente! Eu nem sei como me desculpar por esse atraso monstruoso! Quero explicar primeiramente que ele só ocorreu porque esse mês foi ma zona pra mim porque era o encerramento de tudo oque eu faço, e não foi só por falta de tempo que não escrevi, foi por falta de criatividade e por falta de responsabilidade também ao não organizar meu tempo bem oque poderia ter evitado isso, então mil desculpas, mas não morri nem desisti da fic blz? Boa leitura!

– Eu desisto! – Alex soltou a arma levando os braços – eu não acerto uma!

Tyler a olhou.

– Uma hora você consegue.

Ela suspirou pegando a arma novamente.

No momento eles treinavam coma a ajuda de alguns guardas, Charlie estava interrogando um dos suspeitos em sua sala, mas nem Tyler nem Alex sabiam disso, só sabiam que ele estava ocupado.

Acreditem se puder, Emily também estava ali, mas só para garantir a segurança dos filhos mesmo, claro né.

– Porque não tenta? – Alex olhou para a mãe.

Emily riu.

– Não, obrigada – ela disse.

– Mas você se deu muito bem com a arma no ataque – Tyler disse lembrando como ela havia sido precisa em seus tiros.

– Foi o desespero – ela disse – ele nos faz fazer coisas impressionantes.

Charlie chegou com uma expressão meio triste e brava ao mesmo tempo, Emily foi até ele segurando seu rosto.

– Nada?

Ele negou.

– Estou me odiando nesse momento – ele disse.

– Acalme-se – ela beijou a ponta do nariz dele – não se odeie – ela sorriu e ele sorriu também.

Charlie olhou para o lado onde Alex tentava acertar seu alvo e voltou a olhar para mulher.

– Estão indo bem?

– Bom – Emily o abraçou ficando bem pertinho dele – considerando que Alex não leva o menor jeito pra coisa e Tyler está treinando a pouco tempo, diria que sim, estão indo bem.

Ele assentiu.

– Acho que Tyler puxou você em mais um aspecto – ela sorriu – ele é bem talentoso, e estou orgulhosa dele, mesmo que isso inclua uma arma.

Charlie sorriu fraco.

– Não tem mais suspeitos?

– Não – ele suspirou – o detector de mentiras liberou todos eles.

– Vamos achar quem está fazendo isso e eu te deixo bater nele – ela acariciou os cabelinhos perto da nuca bem de leve.

– Vou bater de qualquer jeito.

– Pai!

Tanto Emily quanto Charlie olharam rapidamente na direção de Alex.

– Me ajuda com essa coisa!

Charlie riu e foi até a filha enquanto Tyler parecia bem concentrado em lutar com outro guarda, e novamente Emily enxergava Charlie ali, os olhos atentos, os movimentos técnicos, a postura o mais correta possível e o jeito para a coisa totalmente inquestionável.

Emily olhou para todos eles e mordeu o lábio. "Não são crianças violentas e nem vão ser, são maravilhosos e você sabe disso". Não sabia ao certo porque tinha essa ideia, ou melhor, esse medo de que eles virariam pessoas violentas, porque bem, motivos não tinham, mas ela por algum motivo desenvolveu aquela paranoia, e esse era mais um dos diversos motivos para ela ser tão superprotetora com eles, e também por quase nunca levantar a voz, e jamais encostar em nenhum deles de modo agressivo e embora Charlie as vezes ficar furioso com eles, graças a deus, com as crianças nunca foi violento a ponto de bater em nenhum deles, batia nas paredes, nas portas, na cama, mas neles não, e ela era grata por isso. Afinal, sua educação e a de Carter não foram a base de tapas e gritos, e bem, ela considerava que seus pais haviam feito um bom trabalho, e assim ela pretendia criar seus filhos também.

– Mamãe.

Emily olhou para baixo onde Joey estava olhando para ela com aqueles olhinhos verdes tão clarinhos. Enquanto Tyler era a cara de Charlie, Alex uma grande mistura de Charlie e Emily, Joey era a versão masculina de Emily, doce, gostava de contato físico, e amava doces. Precisa dizer mais algo?

– Oi, meu amor – ela se abaixou até o filho que olhou para os irmãos que ainda treinavam. Um certo brilho de admiração tomou conta de seus olhos, Emily achava adorável o jeito como ele se espelhava nos irmãos mais velhos, só as coisas boas é claro, porque as ruins, ele já possuía por si só, como a grande teimosia, embora Emily ache que ele havia puxado isso de Charlie.

– Tudo bem? Você parece meio longe – ele gesticulou com as mãozinhas para o céu.

– Estou ótima, meu amor – ela sorriu acariciando o rostinho dele com calma.

– Mamãe, quando eu for grande eu posso treinar também? Com o papai, a Alex e o Tyler?

– Claro, meu amor – ela acariciou os cabelinhos loiro escuro do filho.

– Quero ser igual ao papai – ele praticamente sussurrou desviando os olhos para Charlie que atirava em um boneco ao lado de Alex.

Emily sorriu, ficava encantada em como as crianças o idolatravam e como ele as idolatrava, eles realmente tinha uma relação perfeita com os filhos.

– Vai ser – ela disse – quer vê-los treinar?

Ele assentiu e Emily o pegou no colo andando com ele até o lugar que estava sentado. Joey toda hora falava algo como "olha o Tyler mamãe, olha mamãe!" e Emily sorria assentindo sempre acariciando os cabelinhos dele murmurando um "estou vendo amor".

Até Joey se levantar. Emily olhou para o filho desviando os olhos de Alex que começava a acertar algumas vezes o alvo, olhou para onde ele olhava ao ver seus olhos espantados e se levantou arregalando os olhos.

– Filho? – Emily foi apressada até Tyler que estava atirado no chão com cara de dor e a mão esquerda apertando o antebraço.

– Tyler – Charlie se ajoelhou ao lado do filho segurando seu braço delicadamente lançando um olhar para o guarda que lutava com ele, o homem apenas levantou os braços rendido.

– Oque houve? – Alex apareceu.

– Eu caí com o braço em baixo de mim – ele suspirou – tropecei no próprio pé.

Alex riu um pouco até Emily olhá-la severamente, no mesmo momento ela parou.

– Foi só uma pancada ou está doendo pra valer? – Charlie perguntou.

– Doendo pra valer – ele gemeu.

– Consegue mexer?

– Não.

– Aguenta ai campeão – ele pegou Tyler no colo como um grande bebê indo apressado com ele para a enfermaria, e logicamente, todos os seguiram.

– Eu sabia que... – Emily começou.

– Eu só tropecei mãe, não levei um tiro – Tyler a cortou.

– Vai ficar tudo bem – Charlie disse sério entrando na enfermaria.

Todos no recinto se agitaram quando viram o príncipe Tyler ser carregado por Charlie.

– Ele se machucou.

– Deite-o aqui – uma enfermeira indicou uma maca e Charlie o colocou ali.

A mulher começou a cuidar dele enquanto as outras já pegavam as coisas para fazer algo em Tyler.

– Será que quebrou? – Emily olhou para o marido.

– Creio que não – Charlie envolveu a cintura dela.

– Mas tinha que ser esse tapado para tropeçar no próprio pé – Alex disse e Emily, Charlie e Joey a olharam – ok, falem o que quiser, mas ele é um tapado sim.

– E então? – Emily perguntou se aproximando do filho, mas olhando para a enfermeira.

– Uma torção, nada grave – ela disse – não vai precisar de gesso – Emily assentiu aliviada – um pouco de gelo, um remédio pra dor, uma tala pelo resto do dia, e amanhã ele já estará novinho em folha.

Emily assentiu olhando para Tyler.

– Ouviu mocinho? Vai ficar com a tala e sem treinos pelo resto da semana.

– Mas mãe...

– Nada de "mas"

– Dessa vez tenho que concordar – Charlie apareceu envolvendo a cintura da mulher – semana que vem você treina, só faltam dois dias mesmo pra acabar a semana, é melhor que não force esse braço – ele disse e Tyler acabou assentindo – e tem mais – Charlie sorriu olhando para Emily.

– Oque?

– Sabe – Emily fez cada de vítima – eu liguei para um certo duque italiano e praticamente implorei para ele deixar que sua filha passasse um tempo aqui, um mês, para ser exata, contando claro que agora são as férias dela nas aulas e cursos – Emily deu de ombros – acho que vai querer estar bem quando ela chegar amanhã.

– Sendo assim, sem treinos, por um bom tempo – Tyler sorriu olhando para os pais que sorriram também – obrigado.

– Não há de que, afinal, minha nora é uma graça, sem problemas – Emily fez um gesto de desdém com a mão e Tyler sorriu.

– E consegue botar um sorriso nessa carinha triste – Charlie disse olhando para o filho – então é bom para nós também.

– E eu nada, né – Alex fez bico – não é só porque estou solteira que não quero que as pessoas venham passar um tempo no castelo comigo.

– Quer convidar alguém? – Emily a olhou.

Alex deu de ombros.

– Se eu tivesse alguém para convidar estava bom – eles riram.

– Aquele garoto lá... qual o nome dele? – Charlie olhou para Emily.

– Connor.

– É, o Connor – Charlie disse – não são amigos?

– Sim, mas... nossa, eu não tenho namorado e meu melhor e único amigo é um homem, estou perdida! – ela saiu indignada e Emily riu.

– Definitivamente, não entendo meninas – Charlie disse com um sorriso.

– Não precisa entender, só agradá-las – Emily piscou para ele.

– Concordo! – Tyler disse e Emily sorriu para o filho.

– Do que vocês estão falando? – Joey perguntou.

– Um dia entenderá, baixinho – Charlie o pegou no colo.

A enfermeira deu um remédio a Tyler, colocou o gelo ali por vinte minutos, e após colocar a tala em seu pulso o liberou e ele saiu apressado até seu quarto.

– Não corra! – Emily gritou, mas ele apenas ignorou e voou pelas escadas.

– Meninas são complicadas, mas meninos são estranhos – Emily olhou para Charlie que sorriu dando de ombros.

– É a vida, minha cara loira.

Ele foi beijá-la, mas ela o parou.

– Joey ainda está aqui – ela sussurrou.

– Certeza? – Charlie olhou em volta sorrindo.

Nada do garotinho.

Charlie riu ao ver a cara dela e a puxou para um beijo.

– Nada de agarrações no meio do castelo! – o rei passou e Charlie soltou Emily imediatamente.

Edwin olhou Charlie e semicerrou os olhos.

– Não é porque te odeio menos que gosto de você, não confunda as coisas, Martin.

– Sim senhor.

– Por favor, né pai – Emily o olhou e o rei suspirou revirando os olhos voltando a andar rumo a seja lá qual fosse seu destino.

– Adorável, como sempre – Charlie murmurou e Emily riu o segurando pelo rosto dando um selinho demorado em seus lábios.

– Mas veja pelo lado bom, minha mãe te ama – Emily sorriu.

Charlie riu.

– Acho que se não tivesse casado com você, ela teria te roubado de mim.

– E eu aceitaria, já que ela parece com você – ele a beijou rapidinho.

– Eca, eca, eca, nunca mais faça com que eu mentalize uma cena dessas – ela disse e Charlie riu a abraçando, beijando seus lábios agora como se deve.

– É brincadeira – ele sussurrou — achei que já tivesse entendido que você é única pra mim.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar seus lindos comentário aqui em baixo ok? vou responder todos então corre lá gente. Bjs e até sexta!