Princesa Emily 2

27 Problema em dobro.


Notas iniciais
OI OI GENTE! Feliz natal meus lindhos e lindhas! Espero que o natal de vcs esteja sendo tão bom quando o meu que entre comida, praia e beijos na piscina está maravilhoso kkkk. Escrevi esse cap aqui na praia, então foi meio corrido, mas espero que gostem. Boa leitura!

– Que horas ela chega, querido? – Emily perguntou enquanto eles almoçavam.

Mais uma vez, Edwin e Anne estavam almoçando no escritório... a situação em Gardênia de fato não estava nada fácil. O orfanato de Emily estava prestes a ser inaugurado e ela estava bem empolgada com isso.

– As quatro, se tudo der certo – Tyler sorriu – ela já era pra estar aqui, na verdade, mas os pais dela precisaram do jatinho, então ela só vem daqui a pouco.

Emily sorriu.

– Cadê a vovó e o vovô? – Joey perguntou tentando cortar sua carne fracassadamente.

– Estão trabalhando, garotão – Charlie arrumou o cabelo do filho que estava meio bagunçado, e nem Charlie nem Emily aguentavam ver isso.

Alex apenas observou, ela sabia exatamente oque estava acontecendo, gardênia estava afundando por conta dessas pessoas que estavam se virando contra a monarquia.

Emily olhou para Charlie arrumando o cabelo de Joey e sorriu segurando a mão dele por baixo da mesa. Charlie a olhou e soltou um pequeno sorriso levando a mão dela aos lábios.

– Eu faço essa cara de bobo com Isabelle também? – Tyler sussurrou para a irmã que riu baixinho.

– Não, você faz cara de tapado.

Ele revirou os olhos com um sorriso e voltou a comer.

– Alguém corta pra mim? – Joey finalmente pediu.

Charlie sorriu e pegou o prato do filho cortando o frango em vários pedaços pequenos, depois o devolveu ao garoto.

– Brigado pai – ele disse e Charlie sorriu voltando a comer.

– Alex – emily a chamou e a menina a olhou – tenho que acertar os últimos detalhes do orfanato hoje e a imprensa vai estar lá e não quero passar por isso sozinha – ela sorriu – me acompanha?

– Claro mãe – Alex assentiu.

– E como não terá treinos por um tempinho e Tyler vai estar bem ocupado, pensei em levar Joey pra fazer alguma coisa — Charlie disse – oque quer fazer garotão?

– Jogar vídeo game!

Charlie riu, Joey definitivamente era diferente de Charlie, bem diferente.

– Não prefere algum esporte?

– Não, eu posso jogar golfe no vídeo game também, e não cansa!

Todos soltaram uma risadinha.

– Certo, como prefe...

O vidro se estilhaçou em vários pedaços. Bolas pretas enormes caíram no chão e uma fumaça cinzenta começou a sair delas.

– Saiam! – Charlie gritou segurando Joey o levando correndo para a saída ouvindo os passos de todos atrás dele.

A camisa de Emily ficou presa na cadeira quando ela levantou. O coração da mulher falhou algumas batidas enquanto ela tentava tirar, sem sucesso.

– Charlie!

O lugar estava sendo tomado por fumaça cada segundo mais.

– Charlie! – ela berrou.

Quando finalmente se soltou e olhou em volta... não viu nada, absolutamente nada, só fumaça.

Tentou achar a porta se guiando pela direção das cadeiras em relação a ela.

– A princesa! – ela ouviu uma voz desconhecida, deveria ser um guarda, ou pelo menos, torcia para ser um.

– Meu deus, Emily! – agora era Charlie.

– Charlie!

Ela ouviu passos aflitos e logo depois, tiros, muitos tiros.

– Emily? – ele segurou os braços dela.

– Charlie – a voz dela ficou fraca.

Ela sentiu um dos braços dele passar por baixo de sua perna e outro segurar suas costas.

– Tudo bem, tudo bem – ele disse carregando ela depressa até a saída.

– As crianças...

– Os guardas as levaram para o esconderijo.

Fora do salão não havia fumaça, mas assim como da outra vez, estava tudo destruído, e... pessoas mortas enquanto tiros corriam soltos.

– Rápido! – um dos guardas disse.

– Segura firme – ele disse. Emily agarrou o pescoço dele que soltou a mão de suas costas pegando uma arma saindo dando tiros.

Emily fechou os olhos, não queria ver aquilo.

– Esperem – um guarda disse. Eles estavam atrás da escada.

Charlie tirou Emily de seu colo.

– Tudo bem?

Ela assentiu.

– Espera aqui, eu já volto – ele segurou firme a arma.

– Não vai – ela segurou o braço dele – vamos até as crianças.

Ele a olhou e engoliu seco.

– A leve para o esconderijo – ele olhou para o guarda – cuide dela com a sua vida.

O guarda assentiu nervoso e lisonjeado ao mesmo tempo.

– Eu já vou, amor – ele beijou a testa dela carregando uma arma colocando em suas mãos – o mesmo da outra vez.

Ela sabia oque aquilo significava, mate quem chegar perto.

– Não vou deixar você sozinho, não de novo – ela o segurou com força – não vou ficar na aflição de que possa estar acontecendo algo com você.

– Amo vocês – ele se soltou seguindo os outros guardas.

– Vamos princesa – o guarda a segurou.

– Não, Charlie! – ela gritou, mas ele ignorou – não posso, eu tenho que ficar com ele.

– Princesa, vamos logo, aqui é perigoso.

Ele foi literalmente arrastando Emily que protestava sem parar. Sabia que seus filhos estavam seguros, já Charlie estava praticamente mergulhando na morte achando que nada ia acontecer com ele. Inconsequente como sempre.

– Mãe – Tyler apareceu correndo com uma baita arma na mão, ela se perguntou mentalmente aonde ele havia arrumado aquilo.

– Tyler? Volte já para junto de seus irmãos.

– Desculpa, mas dessa vez eu tenho que ajudar – ele olhou para a arma – sei me cuidar, vou ajudar o papai – e saiu correndo.

Emily arregalou os olhos e em um surto de força se soltou do guarda e foi correndo atrás do filho.

– Saia daqui agora! – ela ouviu a voz de Charlie ao perder Tyler de vista e foi apressada até lá.

– Não pai, eu vou ajudar!

– Tyler, obedeça seu pai, agora! – Emily o puxou o olhando brava.

Charlie se abaixou escapando de um tiro e olhou para a mulher.

– Mas que diabos, saiam os dois daqui agora!

– Eu fico, Tyler, vá logo – Emily disse explodindo de raiva – é uma ordem.

Um tiro acertou a escada e eles se abaixaram imediatamente.

– Droga, fiquem abaixados então – Charlie os olhou, um mix de preocupação e raiva tomando conta de seus olhos – depois conversamos.

Se levantou disparando várias tiros em direção as janelas.

Tyler saiu dos braços da mãe se levantando e atirando várias vezes com os olhos atentos. Emily o olhou e iria puxá-lo, mas também se levantou começando a atirar na direção aos homens de preto.

– São muitos – Tyler se abaixou suspirando enquanto recarregava a arma.

– Nós conseguimos.

– Você não queria que eu voltasse?

– Esqueça isso, só mate o máximo que conseguir.

Tyler engoliu seco, nuca viu sua mãe assim.

– Não saiam daqui! – Charlie gritou saindo correndo meio curvado.

Tyler engoliu seco e correu atrás do pai. Se Emily não morresse com um tiro, morreria de infarto.

– Tyler! – queria esganar aquele garoto no momento.

O tiroteio foi cessando em alguns minutos, Emily levantou com a arma indo na direção em que eles foram e correndo conseguiu ir até eles.

– Mas será possível! Vocês não sabem obedecer não? – Charlie parecia frustrado e com bastante medo.

Ele olhou para Tyler e o puxou beijando a cabeça do filho.

– Eu tenho muito orgulho de você – ele disse o soltando.

Um tiro foi disparado e Tyler foi ao chão com a mão no ombro. Charlie arregalou os olhos e olhou para a janela pegando a arma para atirar, mas o homem o acertou antes.

Charlie caiu de joelhos. A respiração de Emily ficou ofegante ao ver a mancha de sangue em seu peito. Pouco antes dele cair.

– Pai! – Tyler ignorou seu ombro sagrando e avançou até o pai.

– Tudo bem filho – ele soltou um sorriso fraco colocando a mão no peito vendo seu próprio sangue.

Emily se ajoelhou ao seu lado tocando o rosto do marido, suas lágrimas começando a descer por suas bochechas.

– Meu amor.

Ela olhou rápido para Tyler.

– Seu ombro...

– Estou ótimo, mãe – ele olhou para o pai – vou procurar ajuda, aguenta firme pai.

Assim que Tyler saiu Emily deitou sua cabeça no ombro de Charlie deixando as lágrimas que estava segurando por Tyler estar ali desceram por suas bochechas com força.

– Não me deixa, por favor – ela olhou para Charlie. Suas mãos já estavam cheias de sangue e sua roupa estava um bagaço, mas no momento perder uma camisa era o que menos importava.

– Não vou, vai ficar tudo bem – ele ergueu a mão devagar e segurou o rosto dela.

– Porque você faz isso?! – ela soluçou – se quer nos proteger, tem que se proteger acima de tudo, porque não somos nada sem você, eu não sou nada sem você, quando vai entender isso?

Ele sorriu fraco.

– Tudo bem, vocês vão ficar bem.

– Não diz isso! – ela segurou o rosto dele – vamos ficar bem.

– Eu te amo, amo vocês quatro.

– Não se despeça, eu não permito – ela enxugou as lágrimas – você jurou ficar comigo até a última batida do meu coração, e eu não permito que descumpra isso.

– Emily...

Cinco guardas chegaram e foram apressados até Charlie. Eles se olharam de um modo preocupado e o pegaram no colo o mantendo reto.

Até ai, os tiros já haviam todos cessado.

– Pegue meus filhos no esconderijo e os leve para a enfermaria, agora – ela disse para um dos guardas enquanto os outros quatro levavam Charlie.

O homem saiu e ela olhou para o filho com o ombro todo ensanguentado.

– Ele vai ficar bem, não vai?

Uma lágrima escapou do olho de Emily que ela logo tratou de enxugar.

– Seu pai é forte, vai ficar tudo bem – ela garantiu rezando para que aquilo fosse verdade – e você?

Ele olhou para o próprio ombro.

– Nem está doendo e realmente não importa.

E assim eles foram apressados seguindo Charlie até a enfermaria, Tyler nem parecia ter levado um tiro.

Notas finais
Gente, eu vou sair, tipo, agora kkkk então espero que tenham gostado, comentem e aproveitem essa uma hora e meia que resta do natal. Até sexta que vem ou amanhã com ACBAH 2, beijos!