Notas iniciais
Oi oi gente! Desculpa pelo atraso DE NOVO! Gente, essa vida não ta fácil pra ninguém, nem pra mim, e pasmem, eu tenho uma vida fora do Nyah, e ela exige muito de mim. por isso, para não continuar decepcionando vcs com atrasos e coisa e tal, estou tirando a data de postagem semanal da fic, ou seja, vou postar quando der agora, me desculpa, mas agora estou no terceiro ano, então vai complicar mais. De qualquer modo, Boa leitura!

– Eu já disse que estou bem – Tyler repetiu meio zangado.

A bala já havia sido retirada do ombro e Tyler, e realmente estava tudo bem com ele, mas por ser quem era, as enfermeiras ficavam em cima dele a todo momento, e ele estava furioso com tudo para ficar aguentando isso.

– Meu pai, quero saber como está meu pai – ele disse a enfermeira que colocava o curativo em seu ombro, a terceira vez que o trocava.

– Desculpe, mas não sei de muita coisa, senhor.

– E o que sabe?

– Seu pai está em cirurgia no momento, é só oque sei.

Tyler respirou fundo quando viu sua irmã entrar no quartinho que estava. Ela estava com o cabelo preso, oque era extremamente raro, suas roupas ainda estavam meio sujas por ficar um bom tempo no esconderijo subterrâneo, e seu rosto demonstrava seu medo, preocupação e agonia diante de tudo aquilo. Alex sempre foi forte, nunca chorava em frente as pessoas e nem se demonstrava fraca, mas não tinha como permanecer forte diante de todos os recentes acontecimentos.

– Oi rebelde sem causa.

– Oi – ele respondeu com um pequeno sorriso – você viu o papai?

Ela assentiu.

– Por muito pouco a bala não atingiu o coração – ela chegou perto dele – quase o perdemos, Tyler – lágrimas brotaram nos olhos dela.

Tyler segurou a mão da menina a acariciando de leve com o polegar.

– Se eu não tivesse lá, ele não teria se distraído e não teria levado um tiro.

Alex a olhou e enxugou uma lágrima que saía de seu olho.

– Isso é pra você parar de ser teimoso e sempre querer bancar o herói! – ela suspirou derrotada – você sabe usar uma arma, ok, mas isso não significa nada.

– Eu só queria...

– Eu sei, sei que só queria ajudar, mas você tem que começar a pensar como adulto Tyler. Imagina só se tudo tivesse dado errado? E se o papai tivesse morrido? Como iríamos ficar? Como a mamãe ia ficar? Você pensa nisso?

Tyler olhou para baixo constrangido.

– E como você está?

Tyler deu de ombros levemente.

– Ótimo, nada comprado ao papai – Alex assentiu devagar – e a mamãe?

– Mesmo sabendo que o papai está fora de risco, ela continua preocupada, sabe como é.

Tyler assentiu.

– Pediu pra dizer que já vem te ver.

– Não precisa, fale pra ela ficar com o papai, ele se sente melhor com ela, mesmo desacordado.

Alex sorriu.

– Acho isso lindo – ela disse.

Tyler sorriu e de repente seu sorriso sumiu.

– Isabelle está chegando – ele fechou os olhos – droga, não queria que ela ficasse assustada.

– Ótimo, ainda bem que está vindo, isso significa que se isso acontecer novamente, você vai criar juízo e ao invés de bancar uma de herói, vai protegê-la e ficar seguro.

Ele sorriu.

– Espero que não aconteça com ela aqui.

Alex assentiu.

– Precisa de algo?

– Sim, que me ajude a sair daqui.

Alex riu.

– Não disse que está bem? Então, peça alta.

Ele assentiu.

* * *

Emily olhava pra parede. Joey havia dormido em seu colo e ela acariciava os cabelos do filho devagar. A enfermaria estava silenciosa, Alex estava com Tyler que estava muito bem, pelo menos ele. Charlie estava terminando a cirurgia, mas já haviam ido avisar Emily que a bala havia sido removida com sucesso e ele estava fora de risco.

O coração dela doeu quando o viu quase morrendo em seus braços, foi uma dor diferente de quando não o achava depois do outro ataque, talvez mais intensa e perturbadora.

Olhou para o filho, só queria que todos ficassem bem, apenas isso. Era pedir demais?

– Como ele está?

Carter apareceu acompanhado de Rose, os dois meio sujos como todos ali, mas ilesos.

– A cirurgia está terminando, conseguiram tirar a bala e ele agora está bem.

Carter assentiu. Rose foi até Emily e a abraçou com cuidado.

– Sinto muito.

Ela soltou um sorriso fraco e Carter olhou para Joey se ajoelhando em frente ao menino.

– Acabei de ver Tyler, ainda bem que foi apenas no ombro.

Emily assentiu.

– Quer que eu o leve para o quarto? – ele voltou a olhar para Joey.

– Por favor – ela sorriu para o irmão.

Carter pegou Joey no colo devagar e saiu com ele da enfermaria.

– Imagino o desespero que deva estar passando – Rose a olhou e suspirou – não tenho filhos, mas tenho marido, e sei como ficaria caso algo acontecesse a ele.

– Nada nunca vai acontecer a Carter – ela disse – ele se afasta do perigo, Charlie se joga nele, parece retardado.

Rose riu do modo que ela disse aquilo e Emily sorriu.

– Ele não tem poder para... sair de situações como essa? Quer dizer, ele é general, sabemos, mas ele deve ter algum tipo de liberdade diplomática ou algo assim. Ele é o príncipe, não pode se... expor ao perigo, certo?

– Na teoria – Emily disse – mas ele acha que seria uma traição deixar os soldados lutarem sem ele.

Rose suspirou.

– Não adianta, ele é cabeça dura.

– Entendo.

Passados cerca de 20 minutos o médico apareceu e Emily prontamente se levantou.

– Charlie está no quarto, ainda sob efeitos da anestesia, mas passa bem.

Emily botou a mão no coração e sorriu.

– P-Posso vê-lo?

– Claro.

Emily foi apressada até o quarto em que Charlie estava e abriu a porta devagar para não assustá-lo. Ele estava deitado na cama, sem camisa e com um curativo enorme no peito, havia uma máscara de oxigênio em seu rosto e Emily não havia notado isso, mas haviam vários cortes superficiais em seus braços e peito.

Andou até ele devagar vendo seu peito subir e descer com força, tocou o rosto dele de leve e sorriu minimamente, ele estava bem.

– Ele deve acordar em alguns minutos – a enfermeira entrou e Emily a olhou assentindo.

– Ele terá que repousar, presumo.

– Sim, um mês de repouso para recuperação total – Emily assentiu – ele aparentemente ficará sem nenhuma sequela.

– Ótimo, realmente ótimo – ela sorriu.

– A cicatriz será mínima, quase não a notará – Emily assentiu, ficava feliz em saber que uma cicatriz não iria estragar aquele corpo lindo daquele homem – certo, quando ele acordar, mande me chamar, ok?

– Ok, muito obrigada.

A mulher sorriu e se retirou. Emily puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Charlie.

– Quase me mata do coração, seu irresponsável – ela disse acariciando o ombro dele.

Olhou o rosto dele mais uma vez e entrelaçou seus dedos na mão quente de Charlie.

Ele se mexeu devagar e Emily o olhou com atenção esperando que ele acordasse. Seus olhos se abriram devagar e foram diretamente para Emily, ele esboçou um sorriso fraco e apertou a mão dela um pouquinho.

– Oi – a voz dele saiu mais grossa do que o normal. Emily sorriu abertamente.

– Oi, meu amor – ela se inclinou mais sobre ele.

– Eu... eu levei um tiro e... oque aconteceu? Eu não consigo me lembrar.

– Você acabou de sair de uma cirurgia, tiraram a bala do seu peito. Está tudo bem agora, amor.

– E Tyler?

– Está ótimo, o preocupante é você.

Ele assentiu tentando olhar para seu peito.

– Ficou muito feio?

Ela negou.

– Vai ficar uma cicatriz pequena, nada demais.

Ele assentiu segurando a mão dela.

– Eu vou chamar a enfermeira e acho que você vai poder ir para o quarto depois, tudo bem?

Ele assentiu. Emily se levantou e tocou o rosto dele se inclinando depositando um leve beijo em seus lábios, que ele tentou aprofundar, mas não conseguiu.

Charlie sorriu e ela sorriu saindo para chamar a enfermeira.

* * *

– Acha que ele aguenta? – Alex perguntou.

– Acho que ele vai surtar – Tyler disse.

Não fazia dois minutos que eles haviam saído da enfermaria, Charlie teria que passar a noite na enfermaria, e não havia gostado nada disso.

– Sorte sua que você só foi no ombro – Alex disse.

– Pois é – ele assentiu.

Eles atravessaram o corredor quando um guarda apareceu.

– Príncipe Tyler, a senhorita Belutti acabou de chegar – ele disse – ela está em seu quarto.

– Certo, obrigado – o guarda fez uma breve reverência e saiu.

– Boa sorte, eu vou dormir um pouco – Alex disse subindo as escadas para seu quarto.

O lugar já estava limpo, e pelo que Tyler soube, ninguém morreu, e isso é ótimo. As coisas já estavam "normais" depois de quase cinco horas depois do ataque.

Tyler foi até seu quarto abrindo a porta devagar.

– Oque aconteceu aqui?

Tyler a olhou, estava linda como de costume. Suspirou fechando a porta atrás de si e foi até ela.

– Oque é isso no seu ombro?

Tyler ignorou e a abraçou devagar.

– É uma longa história.

– Então pode começar a contar – ela segurou o rosto dele.

Tyler assentiu dando um selinho nela.

Ele contou tudo, tudo que sabia pelo menos. Em nenhum momento Isabelle demonstrou nada, nem surpresa, nem medo.

– Eu entendo se quiser voltar pra casa – ele disse.

Ela negou.

– Eu vou ficar.

– Eu prefiro que você volte, não quero que aconteça nada com você.

– E não vai acontecer.

Tyler a olhou.

– Se algo assim acontecer, você tem que me prometer que irá seguir os guardas e ficar protegida.

– Só se prometer que vai ficar comigo ao invés de se jogar na morte – ela disse – estava pensando oque? Queria se matar?

Ele negou e ela tocou o ombro dele devagar.

– Está doendo muito?

– Não, na verdade nem está doendo.

Ela segurou o rosto dele e o beijou, o beijo que devia ter dado assim que o viu.

– Obrigado por vir – ele sussurrou no ouvido dela.

Ela o abraçou suspirando em seu ombro.

– Eu te amo Tyler, por favor, não me assusta mais desse jeito.

Ele beijou a testa dela algumas vezes sentindo ela fazer carinho em seu cabelo.

– Eu que devia estar fazendo carinho em você.

– Shiu – ela lhe deu um selinho – vou fazer carinho a noite toda, então não reclame.

Ele sorriu para ela segurando seu rosto.

– Eu te amo muito, sabia disso?

Ela assentiu com um sorriso.

Notas finais
Comentem e como sempre espero que tenham gostado! Bjs, e até o próximo!