Princesa Emily 2

34 Sede de vingança.


Notas iniciais
Oi oi gente! Então, eu sei que eu disse que faria maratona dos dois últimos caps, mas acontece que eu aumentei um cap então terá esse, e os dois últimos serão postados juntos... oque creio que vá demorar uma ou duas semanas. Boa leitura!

– Eu quero as filmagens do corredor do meu filho! – Charlie entrou na sala de comando – agora!

Os homens assentiram e Charlie puxou um dos guardas pelo braço.

– As entradas, eu ordenei que as entradas estivessem todas fechadas, não ordenei?

– Estão todas fechadas, senhor, ninguém entrou nem saiu a não ser os funcionários do rei – o rapaz engoliu seco – todos os funcionários permaneceram aqui.

– Chame os guardas que ficaram nas entradas durante a noite.

O garoto assentiu e saiu apressado.

– As filmagens, senhor.

Charlie se inclinou diante da tela do monitor vendo o corredor absolutamente vazio, sem guardas nem nada.

– E onde estavam os benditos guardas do corredor? – ele disse enfezado.

– Guardando as entradas, senhor – um guarda respondeu – foi oque nos ordenou.

Charlie suspirou enraivecido, isso era culpa dele.

– Passe o vídeo rápido – ele mandou e o segurança das filmagens começou a passar o vídeo bem rápido até uma figura de preto aparecer.

– Pare!

O vídeo foi pausado quando o homem tocou a maçaneta do quarto de Joey, não conseguiu reconhecê-lo, mas seu sangue ferveu de raiva.

– Passe devagar.

O homem entrou no quarto de Joey e de lá não saiu, Charlie aguardou passando rápido o vídeo por meia hora e o corredor permaneceu vazio.

– Ele não saiu? – Charlie olhou para o segurança que continuou a passar o vídeo até Emily aparecer no corredor e abrir a porta.

– Não senhor.

Charlie deu um murro na mesa fazendo todos os presentes darem um pulo, assim como tudo na mesa.

– O desgraçado saiu pela passagem! – ele disse furioso e então parou para pensar – apenas os guardas e a família real sabem onde ficam as passagens dos quartos...

Charlie olhou para um dos guardas.

– Foi um de vocês – ele disse para si mesmo – o tempo todo eu estava preocupado com os de fora sendo que tínhamos ainda mais infiltrados aqui dentro.

A porta se abriu e um número considerável de guardas apareceu.

– Todos na minha sala, agora – ele mandou as guardas que foram o seguindo.

Todos entraram na sala de Charlie que se sentou na beirada da mesa.

– Algum de vocês vacilou o mínimo possível na guarda de modo que alguém possa ter entrado?

– Não senhor – responderam em coro.

– Alguém que deveria estar lá, não estava?

– Não senhor.

– Eu preciso saber quem estava fora de seu posto, ou da cama as duas e quarenta da manhã – ele olhou para todos rapidamente vendo se achava algum olhar suspeito – sabem que alguém que "sumiu" por um tempo ou que está até agora sumido?

Ninguém se manifestou e Charlie suspirou.

– Podem ir – ele disse – e se eu descobrir que algum de vocês está omitindo algo de mim, garanto que vai desejar ter morrido em um dos ataques.

* * *

Charlie entrou no quarto do filho vendo a cama com a marca dele ali, sentou na cama sentindo seus olhos lacrimejarem ao pensar oque poderiam ter feito com seu garotinho. Ouviu a porta se abrir e olhou naquela direção.

– Senhor, acho que temos uma pista.

Charlie o olhou e se levantou seguindo o guarda depressa que ia para as masmorras.

Entrou no local vendo um guarda sentado em uma cadeira, amarrado e com um corte na testa. Haviam vários guardas ali em volta dele e o chefe deles o olhando fixamente.

– Detalhes, agora – Charlie exigiu ao chefe dos guardas.

– De acordo com as informações dos guardas de plantão no jardim, esse era o único homem fora da cama de madrugada, e dois deles o viram ir "disfarçando" até o castelo.

Charlie foi até o homem e puxou uma cadeira para ele mesmo se sentar bem de frente para ele.

– Oque fazia fora da cama de madrugada?

– Eu fui dar uma volta, senhor.

– Mentira – Charlie disse calmo – sair dos dormitórios a noite não é permitido.

– Saí escondido.

– Isso já é o bastante para eu te trancar aqui – Charlie o olhou – eu realmente sugiro que agora fale a verdade antes que eu perca a paciência que me resta.

– Eu só estava dando uma volta.

Charlie olhou para o chefe dos guardas.

– Traga o detector – ele disse e voltou a olhar para o guarda – nervoso?

O homem negou com a cabeça.

– Ótimo, é realmente ótimo que esteja calmo – Charlie sorriu – porque se eu fizer alguma pergunta e o detector provar que está mentindo – o sorriso de Charlie sumiu – eu te encho de furos.

O soldado Fields suspirou enquanto entravam com o detector e o funcionário responsável por ele.

Ligaram todos os fios e colocaram o detector em uma mesa ao lado do guarda.

– Tudo pronto – o funcionário disse e Charlie assentiu.

– Onde estava as duas da manhã?

– Andando pelo jardim – ele disse.

Charlie olhou para o funcionário.

– Há dúvidas, tente ser específico, funciona melhor – ele respondeu a pergunta silenciosa de Charlie.

Charlie assentiu.

– Certo, se você estava no jardim, quero saber porque.

– Estava sem sono.

O negócio começou a se mexer.

– Mentira.

Charlie tirou a arma do cinto, mas o chefe dos guardas o segurou.

– A fato dele estar mentindo sobre isso não prova nada, senhor, tente manter a calma, mesmo diante das circunstâncias não irá querer matar alguém inocente.

Charlie voltou a colocar a arma no cinto.

– Estava acompanhado?

– Não senhor.

O funcionário assentiu mostrando que era verdade.

– Se eu for até seu quarto e revistá-lo, vou encontrar algo?

– Não senhor.

O negócio voltou a se mexer.

– Mentira.

– Humm, não deu tempo de se livrar das provas?

O homem nem respondeu e o negócio se mexeu.

– Olha aqui – Charlie voltou a tirar a arma do cinto a apontando para a cabeça dele – chega de rodeios – Charlie tirou a trava de segurança – você tem algo a ver com o desaparecimento do meu filho?

– Não senhor.

O negócio se mexeu e Charlie imediatamente atirou na perna do homem que ainda amarrado se contorceu.

– Saiam todos! – ele ordenou bravo e segurou o braço do chefe dos guardas – menos você.

O homem assentiu e ficou ereto enquanto o resto dos guardas saíram.

Charlie chegou bem perto do homem e voltou a apontar a arma para a cabeça dele.

– Preste bem atenção – ele disse baixo e claro – quanto mais rápido você disser tudo oque sabe e onde meu filho está, menos lenta e dolorosa será sua morte.

O homem engoliu seco.

– Esse é seu último dia de vida de qualquer forma, então se eu fosse você, falaria bem rápido – o capitão disse.

* * *

Charlie abriu a porta de seu quarto rapidamente. Emily estava enrolada entre os cobertores ofegando com a cabeça enfiada nos travesseiros.

– Amor – ele sentou ao lado dela passando a mão em suas costas – achei nosso menino.

Emily tirou a cabeça dos travesseiros e olhou para o marido. O rosto vermelho e levemente inchado de tanto chorar.

– Achou?

Ele assentiu acariciando o rosto dela.

– Vamos ao anoitecer – ele disse.

– Onde ele está? Quem o pegou? – ela olhou para a roupa dele – porque está cheio de sangue, Charlie? – ela o olhou cautelosa.

– Algumas medidas... drásticas tiveram que ser tomadas para acharmos Joey – ele disse – tínhamos oito envolvidos nisso dentro do castelo, quatro guardas, dois conselheiros, um motorista e um cozinheiro.

– Estão todos presos nas masmorras, certo?

– Mortos – ele disse claramente perturbado por ter que dizer aquilo – todos confessaram diante de tortura. A pena de morte foi dada pelo seu pai como traição a coroa.

Emily engoliu seco.

– Um dos guardas propôs que nos levaria até lá em troca de uma morte rápida, sem dor – ele segurou a mão da mulher – ficará nas masmorras até de noite quando eu e mais dezenove guardas iremos ao local.

– Eu quero ir junto.

– Não, não irá – Charlie franziu o cenho – perdeu a noção? Vamos invadir, você não tem técnica nenhuma nisso, e mesmo se tivesse, o risco é grande.

– Exatamente, se o risco é grande você acha mesmo que eu o deixarei ir sozinho?

– Estarei com mais dezenove homens, armamento pesado e a melhor proteção para tiros.

– Então não há motivos para eu não ir.

Charlie segurou o rosto dela entre as mãos.

– Você não vai e isso não será mais discutido – ele disse doce – vai ficar aqui com as crianças e voltarei com Joey em pouco tempo – ele beijou rapidamente os lábios da mulher – vou avisar as crianças e voltarei para a sala de comando – ele acariciou o rosto dela – volto antes de ir – ele beijou a testa dela – agora pare de chorar que tudo ficará bem.

Emily assentiu suavemente e Charlie esboçou um sorriso.

– Vamos falar para os garotos – ele estendeu o braço a ela que o segurou se levantando.

– Me prometa que não fará nenhuma loucura – ela acariciou o rosto de Charlie– só pegue Joey e vá embora, não se arrisque mais do que o necessário.

– Eu prometo – Charlie disse.

Sempre soube mentir bem.

Notas finais
Fic ta acabando gente! As oportunidades dos fantasminhas aparecerem está acabando! E claro, se vocês comentarem bastante, as chances da maratona sair mais cedo é maior ~ Cof Cof ~ é só uma dica. Então até o final de Princesa Emily (agora é de verdade). VLW FLW!