Princesa Emily 2

30 Pareço mais inteligente?


Notas iniciais
Oi gente! Me desculpem pela demora, quase um mês né, foi mal. Vcs estão reclamando que eu não to "conversando" com vcs pelas notas mais, desculpa kkkkk Então vou falar um pouquinho da minha vida atualmente aqui. To muito ocupada em vários aspectos por isso não estou postando com frequência, meu namoro vai muito bem para os curiosos e eu estou sentindo muita falta dos comentários de vcs. Então boa leitura!

– Eu preciso de um café – Carter massageou as têmporas.

– E eu de uma solução – Edwin soltou as folhas em cima da mesa.

Carter olhou para um guarda que estava em pé na porta.

– Pode pedir para um empregado trazer dois cafés com creme bem fortes, por favor?

– Sim senhor – o guarda fez uma pequena reverência saindo atrás de um funcionário.

– Nunca passamos por isso – Edwin olhou para o filho – depois da guerra, Gardênia tem sido um dos lugares com melhor qualidade de vida do mundo, e agora, estamos enfrentando esse absurdo!

Carter jogou suas costas no encosto da cadeira cruzando os braços.

– Também nunca passamos por uma desistência do trono.

– Não comece a implicar com sua irmã novamente.

– Não estou implicando, apenas constatando os fatos.

Edwin bufou.

– Eu penso bem agora, e Emily não daria uma boa rainha – Carter ergueu as sobrancelhas – eu amo sua irmã, mas... ela não é firme como você. É muito sentimental, e por mais que ela preze a bondade... não é só isso que importa.

– Eu sei – Carter disse – mas veja, por exemplo ela como mãe – Carter se ajeitou na cadeira – ela criou meus sobrinhos muito bem, foi firme e amorosa e eles são essas graças hoje, acho que ela conseguiria ser uma boa rainha sim.

– Pode até ser, mas nunca iremos descobrir – Edwin suspirou – eu só quero descobrir oque esses vândalos querem. Porque bem, eles estão protestando, ok, mas todo protesto tem uma exigência, mas eles não. Afinal, oque querem? Que você renuncie e ela assuma o trono? Que sentido isso faria?

Carter mordeu o lábio inferior.

– Não havia parado pra pensar nisso – ele disse – realmente não tem fundamento algum.

– Pois então temos que descobrir oque eles querem e se for possível, dar a eles, porque não sei você, mas estou farto disso.

– Todos estão.

– Não sei, temos que conseguir um contato deles e marcar uma reunião e ver oque eles querem.

– Contato? Como pretende arrumar um contato?

– Na teoria esse grupo tem alguém infiltrado aqui, certo?

Carter assentiu.

– Então não vai ser difícil – ele deu de ombros – quando Charlie voltar a ativa vamos os três interrogar todos os funcionários, podem nos enganar, mas o detector de mentiras não.

– Todos os funcionários?

– Sem exceção.

– Mas isso demoraria semanas, não é algo prático.

– Não temos muita opção no momento filho.

A porta foi aberta e uma funcionária com uma bandeja com duas xícaras grandes de café entrou na sala.

– Com licença.

– Obrigada – Carter agradeceu pegando uma das xícaras.

Edwin sorriu para a mulher pegando a outra e olhou para o filho.

– Acha que o Martin aguenta uma semana inativo?

– Não mesmo – Carter riu.

* * *

Anne entrou aparentemente meio brava no salão das refeições. Todos almoçavam tranquilamente e Charlie estava um pouco mais feliz por não ter que usar mais a cadeira de rodas, apenas as muletas para diminuir o impacto nas pernas.

Ela se sentou em seu lugar de sempre e Alex a olhou.

– Tudo bem, vó?

– Sim querida, tudo bem, tudo ótimo, tudo maravilhoso – Alex arregalou os olhos olhando para o lado com uma cara de "ok né" – desculpe, não está tudo bem não.

– E oque aconteceu? – Emily perguntou.

– Seu irmão e seu pai são uns machistas que não me deixam... ajudar em nada.

– É proteção, Anne – Charlie se intrometeu – eles querem seu bem estar, também não deixaria Emily se envolver em assuntos como esse.

– Isso se você pudesse mandar eu fazer algo e eu de fato obedecer – Emily disse revirando os olhos e olhando para a mãe – talvez eles só precisem de tempo, os dois estão bem estressados com a situação.

– Todos estamos filha, isso não é uma desculpa muito plausível – Anne jogou o guardanapo na mesa – quer saber? Vou apelar, estou entrando em greve de... – Emily conseguiu tampar a boca da mãe antes que ela terminasse, Anne olhou para ela e depois para as crianças– obrigada.

Charlie apenas riu.

Tyler olhou para Isabelle que estava levemente vermelha e sorriu beijando sua bochecha.

– Com o tempo você se acostuma – ele sussurrou em seu ouvido.

Ela sorriu e se virou para ele que deu um selinho rápido nela.

– Estou tentando comer aqui, é possível? – Alex disse só pra provocar e Isabelle riu enquanto Tyler mostrava a língua pra ela – o excesso de fofura ta me dando enjoo.

– Quer ajuda? – Joey perguntou inocentemente para ela que sorriu pra o irmão.

– Não precisa Joey, pode comer.

– Tem certeza? Não me importo de ajudar.

– Tenho, fique tranquilo, estou bem.

Alex olhou para a mãe que sorria orgulhosa de seu pequeno e sorriu também.

– Se sente melhor, senhor Martin? – Isabelle perguntou olhando para Charlie que sorriu.

– Estou ótimo querida, e por favor, sem formalidades, apenas Charlie – Isabelle assentiu – ou sogrinho, como preferir.

Ela ficou vermelha e Tyler olhou para o pai em advertência, esse apenas que deu de ombros.

– Não se preocupe querida, ele é um palhaço mesmo – Emily disse lançando o mesmo olhar para Charlie – com o tempo a gente aprende a amar.

Charlie a olhou.

– Engraçadinha você hoje hein?

Emily sorriu e deu de ombros voltando a comer.

– Vocês dois não mudam nunca, não é? – Anne olhou para os dois que sorriram.

– Oque seria da minha vida sem zoar com ele pelo menos uma vez ao dia? – ela olhou para Charlie que fez bico – seria um dia incompleto.

* * *

– Até parece um adulto desse jeito.

Connor ergueu os olhos para Alex e sorriu.

– Obrigado – ele cruzou as penas voltando a ler seu livro.

– Os óculos... caíram bem em você.

– Me sinto mais inteligente – ele sorriu voltado a olhá-la – pareço mais inteligente?

Ela assentiu.

– E mais bonito também.

Ela corou assim que notou que havia falado demais.

– Não precisa zoar tanto – ele disse obviamente não achando que ela falava sério, mas falava.

– Um pouquinho não mata – ela entrou na zoeira – e nem venha com essa porque quando eu usei aparelho com 10 anos você ficou me chamando de princesa metálica por meses!

Ele riu baixinho.

– Aquele aparelho rosa choque foi épico.

– Eu só tinha dez anos – ela cruzou os braços – e eu fiquei linda até de aparelho.

– Ficou mesmo – ele esperou dois segundos e ergueu os olhos – não gosto de admitir, mas você consegue ficar bonita de qualquer jeito.

Ela sorriu lisonjeada.

– Eu sei, obrigada.

Ele sorriu de lado voltando a ler o livro.

– Meu pai vai demorar um pouco mais hoje – Connor disse de repente – vamos jantar juntos, princesa.

– Eu acharia isso esplêndido se não fossem os motivos para seu pai ter que ficar mais.

Connor assentiu.

– Eu sinto tanto medo disso uma virar uma guerra – ele disse – do país virar algo desastroso, de quem quer que seja que faz isso conseguir seguidores – ele engoliu seco e olhou para ela – e acima de tudo, tenho medo de acontecer algo com você.

– Diante disso eu não sou nada – ela disse – normalmente eu já não sou muita coisa, agora então.

– Oque quer dizer?

– Bom, meus avós são o rei e a rainha, então são as maiores celebridades do país, meus pais tem além da história deles, o carinho do povo por serem tão bondosos e lindos juntos e blá blá blá, Joey é o pequenino que todos amam porque ele é uma graça. E agora, Tyler além de ser amado aqui, principalmente pelas meninas, é amado na Itália também!

Connor franziu o cenho.

– E eu sou a bonitinha que é intitulada de metida, nojenta, arrogante e encalhada – ela suspirou se afundando na poltrona.

– Não é verdade – ele disse – boatos sempre existem, mas sua fama não é essa.

– Claro que é Connor – ela o olhou e deu de ombros – eu só não fico calada e depois daquela entrevista onde fui um tanto grossa com a mulher que me tirou do sério, isso só piorou tudo.

– Posso afirmar que não é essa sua fama – ele segurou a mão dela – as meninas são apaixonadinhas pelo Tyler, e os garotos por você, isso é fato.

– Isso é irrelevante – ela disse.

– Irrelevante é a opinião dos outros sobre você – ele chegou mais perto dela – cara, você é incrível, não diga o contrário – ele a olhou e suspirou – você é tão confiante para algumas coisas, mas tão insegura pra outras. Desde quando a opinião dos outros te afeta?

– Não afeta, mas isso é um fato – ela disse dando de ombros – uma coisa é eu ficar deprimida por causa disso, e a outra é apenas aceitar, eu apenas aceito, mas não deixa de ser verdade.

Ele acariciou a delicadinha mão dela com o polegar.

– Então saiba que você é uma das pessoas mais importantes pra mim.

Ela sorriu segurando forte a mão dele.

– Você também é pra mim.

Connor se aproximou mais dela a olhando bem de pertinho.

– Uma pena que não seja da mesma forma – ele soltou voltando para seu lugar.

Alex ia perguntar oque significava, mas alguém entrou no salão antes.

E mais uma vez Alex esqueceu que era dia de visitas no castelo. E mais uma vez um bolo de pessoas voou nela, dessa vez não eram crianças, eram pessoas da idade dela.

– Connor! – ela gritou pulando no colo dele.

– Meu deus! – ele saiu correndo deixando seu livro lá e subiu as escadas com ela no colo enquanto os seguranças barravam as pessoas nos degraus.

Eles olharam lá de cima todo mundo e Connor começou a rir.

–"Eles me odeiam" – ele disse com uma voz engraçada.

– Não disse que me odiavam – ela levantou um dedo para ele.

Olhou para baixo novamente vendo o alvoroço que havia causado e sentiu dó dos guardas segurando as pessoas.

– Gente! – ela gritou e todos pararam de gritar para olhá-la – esperem um pouco, ok?

Ela chamou um guarda que estava perto dela.

– Eles querem fotos... ?

– Provavelmente sim.

– Certo – olhou para Connor – que tal algumas fotos, querido?

– E porque iriam tirar foto comigo?

– De certa forma você é importante – ela deu de ombros – topa?

– Hã... claro – ele passou a mão no cabelo – estou descente.

Ela assentiu.

– E eu?

– Linda.

Ela sorriu e enganchou o braço no dele.

– Avise a eles que tiraremos fotos com todos, de forma organizada, óbvio – ela pediu ao guarda que assentiu.

– Isso será divertido – Connor a olhou.

– Sempre é – ela sorriu beijando a bochecha dele – obrigada.

Ele ficou vermelho e a olhou.

– Não sei por que está agradecendo, mas não há de que.

* * *

– Por que não podemos descer?

– Hoje é dia de visitas – Tyler explicou beijando o pescoço de Isabelle que sorriu – mas está tão bom aqui...

Isabelle o soltou e se deitou na cama dele.

– Mas eu queria dar uma volta no jardim com você.

– Quando eles forem embora a gente vai – Tyler disse tirando os sapatos e deitando ao lado dela.

– Ok – ela se virou para ele que fez o mesmo.

Ela o olhou por alguns segundos e deslizou a mão pelo peito do garoto levantando um pouquinho sua camiseta para poder tocar a pele quente e bronzeada do garoto. Eles não estavam mais tão tímidos um com o outro como eram antes, e Tyler gostava disso por ser sentir mais livre.

– Quer que eu tire? – ele sussurrou e ela sorriu.

– Seria ótimo, mas estou satisfeita assim – ela disse subindo a mão um pouco até a barriga dele devagar – caso o contrário não vou me concentrar em mais nada.

Ele sorriu beijando a bochecha dela a puxando pela cintura para ficarem mais próximos.

Isabelle sorriu o abraçando pelo pescoço tocando seu nariz no dele.

– É tão bom ficar assim, sem fazer nada – ele sussurrou abraçando a cintura dela totalmente tentado a apertar a bunda dela, mas o nível de liberdade não chegava a ser tanto assim.

– Concordo – ela sorriu beijando a bochecha dele ainda com os olhos fechados.

– Você vai me bater muito se eu dormir um pouquinho?

– Não, porque eu to ficando com sono também – ele sorriu abrindo os olhos vendo sua menina aparentemente relaxada.

Acariciou sua cintura beijando a testa dela demoradamente. Ela levantou o rosto fazendo bico e ele a beijou. Isabelle abraçou a nuca dele mais forte assim que suas línguas se tocaram e suas pernas se entrelaçaram. Tyler mordiscou o lábio dela voltando a beijá-la sentindo o calor do corpo dela o deixando tentado a tirar toda a roupa dela para olhar cada detalhe daquele corpo.

– Oque vocês estão fazendo?

Tyler arregalou os olhos.

– Finge que está dormindo – ele sussurrou contra os lábios dela que fechou os olhos imediatamente.

Tyler se levantou vendo o irmão confuso e imediatamente colocou o dedo em frente a boca em sinal de silêncio, o menininho assentiu.

– Ela ta dormindo, fala baixo nanico – Tyler sussurrou.

– Ta dormindo?

Tyler assentiu e Joey foi andando devagar até eles olhando para Isabelle.

– Eu posso dormir com vocês? A mamãe não ta e o papai ta vendo o peito no hospital.

Tyler sorriu.

– Ta, mas é pra dormir, hein – ele disse pegando o irmão no colo.

– Ok.

Tyler o colocou entre ele e Isabelle que sorriu minimamente.

– Isa – Joey sussurrou e ela abriu os olhos devagar com se estivesse acordando.

– Joey?

– Só pra avisar que você pode me abraçar, ta?

Ela sorriu o abraçando com força, quase o esmagando.

– Vem cá meu lindinho!

Tyler sorriu se juntando ao abraço.

– Vocês são estranhos – Joey murmurou – mas é legal.

Notas finais
Mais uma vez desculpa pela demora e prometo que vou me esforçar para não demorar tanto de novo, ok? Bjs e até mais meus lindhos e lindhas!