Princesa Emily 2

23 Parece que a situação fugiu do controle.


Notas iniciais
Oi oi gente! Cara, to tipo, bem feliz, tipo, MUITO FELIZ! Mas enfim, vocês não estão nem ai, só querem o cap né? Kkkkk Boa leitura!

Emily olhou para os lados indo totalmente sem rumo entre os rastros de tiro, coisas quebradas, porém graças as deus os poucos corpos não estavam mais no chão.

Pelo menos isso.

– Tyler, você viu seu pai?

Os olhos claros do garoto encararam a mãe com preocupação.

– Pensei que estivesse com você – ele disse.

– Eu estou procurando ele.

Tyler mordeu o lábio sentindo seus olhos marejarem.

– Você não acha que ele... ?

– Não! – Emily gritou e ao ver o estado do filho o abraçou com força – s-seu pai foi treinado para situações como essa, ele sabe se cuidar.

– Mas e se... – ele olhou bem pra mãe – mãe, o castelo está uma zona, há algumas horas atrás por pouco não fomos mortos, os convidados estão todos indo embora e não achamos o papai. Mas que droga está acontecendo aqui?

Emily engoliu seco, nunca viu Tyler tão descontrolado daquele modo, ele parecia tenso, e infelizmente Emily se via nele, na idade dele era super preocupada com tudo e surtava com qualquer coisa... e bem, ele não parecia nada calmo diante da situação.

E ela sem dúvida não queria que ele puxasse a ela nesse aspecto.

– Eu não sei oque está acontecendo, querido – ela segurou o rosto do filho – mas seja lá oque for seu avô irá dar um jeito. Agora já está muito tarde e você não precisa ficar vendo toda essa confusão, ache seus irmãos, leve Joey para seu quarto, e vão dormir ok?

– Dormir? E você realmente acha que eu conseguirei dormir depois disso? E ainda com o papai desaparecido?

– Tyler, olhe pra mim! Você tem que manter a calma ok? Não adianta surtar porque seja lá qual porcaria que aconteceu aqui eu não posso fazer nada e no momento ninguém pode, eu não faço a menor ideia de onde está seu pai e acredite que eu sou a pessoa que está mais preocupada com ele nesse castelo, então pelo amor de deus, acalme-se e saia do meio dessa confusão! Se não quer ir para o quarto ok, só não quero você aqui.

Tyler foi falar algo.

– Saia e leve seus irmãos para o salão principal que quando eu achar seu pai vamos lá e resolveremos oque vai acontecer a seguir, me entendeu?

– Eu quero ajudar.

– Eu sei que quer, mas você já vai me ajudar bastante não ficando exposto a isso, pelo amor de deus, faça o que eu mandei.

Ele olhou para a mãe, fechou os olhos e assentiu.

– Eu amo você – ela beijou a testa dele deixando que ele fosse – em hipótese alguma deixe Joey sozinho – ela o segurou pelo pulso antes que ele se afastasse totalmente, Tyler a olhou e assentiu.

– Eu vou cuidar deles.

Emily procurou aquele homem em todos os lugares onde ele possivelmente poderia estar, mas não teve sucesso. Mil tipos de medos passavam por sua cabeça e cada vez eles pareciam se intensificar a cada lugar que ela procurava e não o achava.

Ela perguntava pra todo mundo, todo mundo de verdade se alguém tinha visto Charlie, mas pra variar ninguém sabia nada, na verdade, todos pareciam perdidos e afundados em seus próprios problemas para enxergar alguém além dos próprios alvos.

As lágrimas começaram a descer aos poucos por suas bochechas quando ela terminou sua vistoria voltando para o centro do castelo na esperança de que ele estivesse lá. Subiu as escadarias até seu quarto enxugando as lágrimas para procurá-lo no segundo andar novamente.

– Emily!

As lágrimas começaram a sair mais forte, mas agora de alegria ao sentir os braços de Charlie a envolverem, aquele cheiro tão reconfortante que ela tanto amava e aquele corpo a envolvendo parecia ser a única coisa que importava naquele momento.

– Charlie – a voz dela saiu mais parecida com um miado enquanto ela o apertava forte.

Ele a apertou mais forte, Emily sentiu seu coração disparado e a respiração ofegante.

– Mas que droga, eu não mandei ficar no quarto? Eu não mandei ficar lá até eu chegar? – ele gritou olhando para ela a segurando forte pelos braços, mas ela sabia que aquilo não era raiva, era medo, preocupação, exatamente o que sentiu ao não achá-lo.

– Desculpa – ela o abraçou novamente não ligando para se estava chorando – eu... eu precisava te achar, eu precisava saber que você estava bem.

– Nunca mais faça isso comigo, me entendeu?

Ele a soltou para olhar seus olhos, a maquiagem borrada, o cabelo meio desarrumado, o nariz e bochecha vermelhos. Emily olhou para Charlie, os olhos marejados e claramente preocupados, o uniforme todo sujo e a parte de cima não estava em seu corpo, apenas a camiseta, e foi ai que viu um pedaço de algum pano enrolado um pouco acima de seu cotovelo direito.

– Oque aconteceu? – ela tocou o braço dele.

– É só um corte por causa de uma janela quebrada, nada demais – ele colocou as mãos no rosto dela – e você está bem? As crianças estão onde?

– As crianças! – ela disse o pegando pelo braço – estavam preocupadas com você, vem.

– Estão bem? – ele repetiu a seguindo.

– Estão.

– Ninguém tentou encostar em vocês, não é?

Ela negou.

Eles desceram as escadas com as mãos entrelaçadas e foram praticamente correndo até o salão principal, Charlie abriu a porta com um empurrão vendo os três filhos no sofá. Joey dormia no colo de Alex que respirava fundo, Tyler estava com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas no cabelo.

– Pai! – Alex deixou cuidadosamente Joey no sofá e foi correndo até o pai pulando em seus braços.

– Minha garotinha – Charlie sorriu a abraçando forte.

Tyler se levantou ao ver o pai e foi igualmente correndo até ele, Alex o soltou para que Tyler pudesse abraçá-lo.

– Estou orgulhoso de você – ele disse e Tyler assentiu o apertando mais forte.

– Estou feliz que esteja bem.

Charlie foi até o filho mais novo que dormia e se ajoelhou ao lado do sofá acariciando os cabelos dele.

– Joey, papai ta aqui – ele disse baixinho.

Os olhos do menininho se abriram lentamente.

– Oi filho.

Joey não disse nada, apenas abraçou o pai pelo pescoço fazendo Charlie sorrir. Ele se levantou com Joey no colo e olhou para Emily, Tyler e Alex.

– Vocês três dormem no nosso quarto hoje – ele disse e Emily assentiu achando uma ótima ideia.

– Vou pedir para levarem as camas – Emily disse.

– Não precisa, dormimos nos sofás – Tyler disse – os empregados já estão muito ocupados com a zona que está esse lugar.

– Então eu pego alguns colchões, não vamos dormir na cama e vocês nos sofás – Charlie disse.

Charlie pegou muitos colchões afastando os sofás e a cama colocando todos pelo chão. Todos já tinham colocado os pijamas menos Charlie que não havia parado quieto até então.

– Pai, você sabe por que esse ataque aconteceu? – Tyler perguntou sentando em sua cama provisória.

– E porque aquele guarda gritou "fim á monarquia"? – Alex perguntou.

– E porque tinha guardas do palácio atirando conta nós? – Tyler olhou para o pai esperando respostas.

Emily olhou para o marido também esperando que ele soubesse de algo. Porque nunca se sentiu tão perdida.

Charlie pensou na promessa que havia feito ao Rei e suspirou.

– Eu não faço ideia do que aconteceu e porque aconteceu, mas obviamente havia alguns guardas envolvidos e muitos outros vestidos de guardas. E quanto ao fim da Monarquia, não sei se foi um pedido, ou um código para o ataque começar, estou tão perdido quanto todos vocês.

Emily o abraçou de lado pousando a cabeça em seu ombro claramente cansada.

– Já são quase uma da manhã, melhor dormirem – Charlie disse se levantando.

– Aonde você vai? – Emily perguntou.

– Colocar um curativo descente nisso – ele olhou para o braço.

– Eu te ajudo – ela se levantou.

Eles deram boa noite aos filhos que se acomodaram nas camas e foram para o banheiro.

Charlie se encostou na pia enquanto Emily pegava a caixinha de primeiros socorros a colocando ao lado de Charlie.

– Muitos guardas foram mortos – ele disse olhando para a parede.

Emily olhou para Charlie e suspirou.

– E o pior, é que eu matei muitos deles – os olhos dele lacrimejaram – muitos deles traíram o palácio, mas... eram meus amigos e tive que matá-los – ele fechou os olhos.

– Eu sinto muito – ela acariciou o ombro dele de leve – há muito tempo um ataque como esse não acontece – Emily disse – estou preocupada.

Charlie assentiu acariciando o rosto dela ainda com os olhos marejados.

– Eu falhei – ele disse – não consegui proteger a todos.

– É impossível proteger a todos, não se culpe – ela disse – algum nobre morreu?

– Não, graças a deus não – ele disse – alguns ficaram feridos, mas nada grave.

– Menos mal.

Ela tocou o braço dele desamarrando a faixa em cima de seu corte.

– Chama isso de "nada demais?" – ela perguntou olhando para ele brava. Ele podia estar sem uma perna que falaria que foi apenas um arranhão.

– Para o que eu enfrentei lá em baixo, isso não foi nada demais – ele deu de ombros.

Emily segurou a camiseta dele a tirando.

– Senta.

Charlie se sentou na cadeira enquanto Emily abria a caixinha, passou um remédio para não infeccionar que quase fez Charlie gritar, pegou a gaze e enrolou com cuidado algumas vezes no braço dele.

– Valeu – ele disse.

Ela sorriu guardando as coisas enquanto ele se levantava.

– E esse roxo? – ela perguntou quando ele virou de costas.

– Um chute – ele disse.

Ela o olhou e ele acabou sorrindo a segurando pelo rosto.

– Não se preocupe, ok? Eu estou ótimo.

Ela abraçou a cintura dele e ficou na ponta dos pés para beijá-lo.

– Eu te amo muito – ela disse baixinho contra os lábios dele.

– Eu sei, também te amo – ele deu mais um selinho nela.

– Nunca mais faça a besteira de se enfiar em uma guerra dessas – ela o olhou – você tem uma mulher e três filhos, pensou por acaso como eles ficariam caso tivesse morrido? Como eu ficaria sem você?

Ele segurou o rosto dela.

– Eu tenho que ficar, eu sou o General, não posso abandonar...

– Dane-se – ela o olhou – você é meu marido, marido da princesa, e eu tecnicamente mando em você, se eu ordenar que você saia de lá e fique comigo, você é obrigado a obedecer.

– E se eu não obedecer? – ele sorriu de lado – o que acontece?

– Não queira saber oque acontece – ela o abraçou forte acariciando as costas dele, como sempre, quentes e macias.

Ele tirou a calça jogando suas roupas no cesto e passou a mão no cabelo indo sair do banheiro.

– Amor – ela segurou o pulso dele.

– O quê?

– Não acha melhor colocar o pijama antes? – ela sorriu.

Ele olhou para si mesmo e riu pegando o pijama no armário.

– Esqueci que eles estavam aqui – ele colocou a calça começando a abotoar a camisa – isso significa que você tem que se comportar essa noite.

– Eu?

– É, nada de safadezas de sua parte senhorita Martin.

– Ah ta – ela riu indo até ele – eu sei me controlar, você não – ela mordeu o pescoço dele de leve tocando seu membro por cima do tecido fino da calça.

Charlie imediatamente colocou a mão na bunda dela a apertando, ela lambeu o pescoço dele apertando seu membro mais forte o massageando sentindo ele ficar duro.

– Isso, me deixa excitado para que nossos filhos vejam quando eu sair – ele disse e ela riu o beijando rapidamente arranhando suas costas de cima a baixo.

– Boa noite – ela piscou para ele saindo do banheiro fazendo um coque improvisado em seu cabelo.

Charlie olhou para baixo vendo o volume em sua calça.

– Essa safada me paga – ele murmurou.

* * *

Emily e Charlie desciam as escadas quando viram Carter.

– Carter – Emily o chamou e o homem olhou para ela.

– Oi – ele disse – fiquei aliviado quando soube que vocês estavam bem.

– Igualmente – ela disse – e Rose?

– Meio assustada, mas está bem – ele disse – o papai mandou chamar vocês.

Emily assentiu pegando Charlie pelo braço e os dois seguiram Carter até a sala do Rei. Lá estavam Rose, Anne, Edwin e alguns membros do parlamento.

– Ótimo, por favor, tomem seus lugares, a conversa é longa e o assunto é sério – Edwin disse e Carter votou a se sentar ao lado da mulher e Charlie e Emily se sentaram no canto da sala – todos devem estar se perguntando oque foi aquele ataque ontem, bem, eu irei atualizá-los sobre os recentes acontecimentos.

– Por favor – Carter se arrumou na poltrona segurando a mão de Rose.

– Charlie, os guardas que atacaram eram guardas do palácio? – ele perguntou.

– Alguns senhor, outros eu não reconheci, creio que tenham invadido e colocado os uniformes.

Edwin assentiu.

– Aquilo ontem foi um ataque de um grupo que quer o fim da monarquia.

– E porque exatamente? Exigem algo? Melhoria em alguma área? – Carter perguntou.

– Não – Edwin suspirou – eles sentem que... não nos importamos de fato com o bem estar deles, e que tudo oque fazemos é pelo turismo e aparências.

– E porque acham isso? – um dos líderes do parlamento perguntou.

– Por causa de Emily.

Automaticamente todos olharam para ela.

– Eu? E oque eu fiz? – Emily disse pensando "é claro que é culpa minha, porque toda besteira que acontece é culpa minha".

– Porque renunciou ao trono – Edwin disse.

– Mas não fiz isso por conta do povo, na verdade, fiz um favor a eles, porque eu não acho que tenho capacidade de governar um país e ele com certeza iria desmoronar, e fiz oque fiz por motivos justos.

– Sim, entendemos, mas eles não entendem – Anne disse.

– E o que eles querem que aconteça? Emily volte a ser a primeira na linha de sucessão? – Carter perguntou.

– Não – Edwin suspirou – eles apenas querem o fim da monarquia para elegerem seus próprios governantes.

– E vamos ceder? – Carter perguntou.

– Óbvio que não filho – Edwin disse – vamos neutralizá-los porque eles são minoria entre o povo, um grupo insignificante.

– Insignificante não – Emily ergueu as sobrancelhas – eles invadiram o palácio e podiam ter causado um estrago bem maior do que apenas na arquitetura do palácio, tivemos sorte.

– Tenho que concordar – Anne disse – temos que encará-los como ma ameaça, não como simples "criminosos".

– Mas eles não são uma ameaça – Edwin disse meio bravo.

– Como não? – Anne, Carter e Emily disseram em uníssono.

Edwin os olhou e suspirou.

– Se alguém tiver alguma sugestão sobre o assunto, essa é a hora de falar – Edwin disse.

As coisas estavam mais complicadas do que eles imaginavam.

Notas finais
Espero que tenham gostado Darllings, não esqueçam de deixar seus lindhos comentários aqui em baixo pra me deixar ainda mais feliz! Até sexta que vem!