Princesa Emily 2
33 Meu garotinho não!
Notas iniciais
– Alex – Connor praticamente sussurrou e a menina abriu os olhos.
– Meu amor – Emily sorriu pra a filha que levantou num pulo para ir abraçar a mãe, porém sua perna machucada a fez cair no meio do caminho.
– Cuidado Alex – Connor foi até ela a ajudando a levantar e logo Charlie foi apressado até eles pegando Alex a abraçando com força.
Connor sorriu minimamente vendo Emily se juntar ao abraço de pai e filha.
– Onde vocês estavam? – ela perguntou – eu... eu vi todo mundo nas câmeras, mas vocês não estavam em lugar algum.
– Estávamos no jardim na hora do ataque – Emily segurou o rosto da filha.
– Nos escondemos no labirinto de grama – Charlie disse e só então Alex foi notar alguns arranhões nos braços deles e uma folha na cabeça de seu pai.
– E oque aconteceu com você? – Emily perguntou vendo que sua filha estava cheia de cortes principalmente um na perna coberto por uma camisa que estava bem vermelha por conta do sangue.
– Eu e Connor estávamos no salão na hora do ataque – ela disse – os vidros quebraram e eu me cortei por estar me arrastando no chão – ela olhou para trás onde Connor apenas observava – ele que tirou todos os caquinhos que sobraram.
– Obrigada querido – Emily foi abraçar o garoto que ficou levemente nervoso, afinal era a mãe da provável... namorada dele.
– Não sei como agradecê-lo – Charlie apertou a mão do garoto dando um tapinha amigável em suas costas.
– Não há necessidade de agradecer – Charlie olhou para o garoto alguns segundos cogitando oque Emily havia dito a ele.
– Graças a Deus! – Anne apareceu e voou em Emily a abraçando com força assustando todo mundo – você tinha sumido!
Emily sorriu abraçando a mãe ainda mais forte.
– Qualquer dia você nos mata do coração – o Rei se juntou ao abraço.
– Essas câmeras foram ótimas, mas acabam assustando – Alex disse.
– Eu que o diga – Tyler entrou acompanhado de Isabelle que tinha Joey adormecido nos braços.
Enquanto mais um abraço coletivo acontecia Connor olhava para eles com um mínimo sorriso.
Charlie abraçou o filho mais velho beijando sua cabeça e depois acariciou os cabelinhos de seu caçula adormecido.
– Muito obrigado – ele disse a Isabelle que sorriu – deixa que eu o seguro – ele estendeu os braços e Isabelle deu Joey a ele que o abraçou apoiando a cabeça dele em seu ombro.
– Connor, seu pai estava atrás de você – Tyler disse e Connor finalmente saiu de seus devaneios.
– Meu pai, nossa – ele foi exaltado até a porta.
Havia visto seu pai em uma das câmeras com mais uma porrada de gente. Alex sorriu e logo Emily foi até a filha acariciando seus cabelos.
– Tem algo que queira me contar? – Emily reconhecia muito bem aquele olhar, e como conhecia.
Alex negou e olhou para a mãe que franziu o cenho.
– Não por hora, mamãe.
– Certo... – ela semicerrou os olhos e depois sorriu puxando a filha para um abraço.
– Amo você, mãe – ela mordeu o lábio, querendo ou não teve que cogitar que o pior poderia ter acontecido a seus pais.
– Eu também te amo, minha querida – Emily sorriu beijando a cabeça da filha.
– Ahhhh que lindo – Tyler sorriu se juntando ao abraço e Emily riu.
* * *
Alex mordia o lábio enquanto seus pais conversavam sobre o ocorrido. Joey ainda dormia sossegadamente no colo de Emily que acariciava seus cabelos bem devagarzinho. O Rei, a Rainha e os dois que os sucederiam estavam na sala do trono discutindo sobre alguma medida radical que teriam que tomar, afinal, eles já haviam perdido a conta de quantos ataques haviam tido.
– Acho que vou pedir para Isabelle voltar para casa.
Alex olhou para o irmão.
– Por quê?
– Eu nem consigo imaginar se em algum desses ataques algo acontecesse com ela... – ele a olhou – não posso deixar.
– Ela está bem segura com você – Alex sorriu acariciando o braço do irmão.
– Não garanto.
Charlie se levantou do nada assustando os irmãos e foi direto para a porta do quarto.
– Todos os guardas de vigia! Quero cada canto de todas as entradas cercado! – ele suspirou e olhou para dentro do quarto novamente – eu prometo que essa foi a última vez que um ataque aconteceu dentro desse castelo.
Tyler se levantou e cumprimentou o pai com um toquinho no ombro indo atrás de Isabelle vendo se a mesma já havia terminado de falar com seus pais.
Alex olhou para sua mãe que pegava Joey no colo, afinal, já estava de noite, provavelmente ia levá-lo para seu quarto.
– Eu ajudo – Alex estendeu os braços para pegar Joey no colo e Emily sorriu negando com uma cara de "tudo bem".
– Obrigada meu bem.
Charlie voltou beijando Emily rapidamente e depois a testa de Alex enquanto acariciava os cabelos de Joey.
– Eu coloco o baixinho na cama, não se preocupem – ele pegou Joey do colo de Emily e foi até o quarto dele.
– Mãe – Alex segurou o braço de Emily que a olhou.
– Diga, meu bem.
– Eu posso conversar com você?
– Claro – ela acariciou o rosto da filha – é rápido ou precisa de um pouquinho de tempo?
– Creio que precise de um pouquinho de tempo.
– Então vamos para seu quarto, daqui a pouco seu pai chega e suponho que não queira incluí-lo na conversa.
Alex sorriu dando de ombros e elas foram rapidamente para o quarto da menina. Emily se sentou na cama e Alex foi logo para seu lado.
– E então, pode começar – Emily segurou as mãos da filha.
Alex olhou nos olhos tão curiosos da mãe e suspirou.
– Eu sei que já passou por isso, claro que em circunstâncias mais extremas, mas deve entender meu nervosismo – Emily assentiu mesmo sem saber do que se tratava – eu beijei o Connor.
Emily arregalou os olhos.
– Como?
– Na verdade foi ele que me beijou – Alex corrigiu _ mas eu permiti, e que bom que permiti.
– Meu deus! – Emily abraçou a filha com força – quando foi isso? Como foi? Eu quero detalhes!
– Foi hoje, na verdade – Alex mordeu o lábio nervosa – na hora do ataque pra ser bem exata.
– Certo – Emily estava mais centrada e calma – e foi... bom?
– Não deveria ser?
– Isso quer dizer que foi?
Alex franziu o cenho meio confusa, havia se perdido bonito.
– O quê?
– Foi bom ou não?
– Foi, muito bom – Alex sorriu e Emily acabou sorrindo também.
– Ok, e aí? Oque pretende fazer agora?
– Bom – Alex suspirou – eu vou esperar Connor ganhar coragem de falar com vocês, enquanto isso, você finja que não sabe nada.
Emily assentiu.
– Mas... oque acha que ele vai falar? – Alex perguntou se referindo a Charlie.
– Bom, acho que ele vai reagir bem – ela disse – seu pai não é um bicho de sete cabeças.
– Eu sei – Alex sorriu – quatro no máximo.
Emily riu e puxou a filha para um abraço.
– Bom, vou te deixar dormir – Emily levantou e olhou novamente para a filha – e que fique claro que eu sempre soube que isso aconteceria e eu estava sentindo que esse dia estava próximo.
– Oque? – Alex disse arregalando os olhos.
– Boa noite – Emily disse e riu saindo do quarto.
Fechou a porta atrás de si e sorriu.
– Até que enfim.
* * *
Estavam quase todos na mesa do café, Edwin e Carter pareciam tensos, justamente por não terem conseguido resolver a situação ainda, na verdade no geral estavam todos meio calados.
Tyler e Isabelle apareceram cumprimentando rapidamente a todos logo depois indo se sentar.
– Onde está minha filha? – Edwin perguntou olhando para Charlie que comia lentamente enquanto acariciava a mão de Alex.
– Foi acordar Joey – Charlie disse – ele dormiu a noite toda e ela ficou meio preocupada porque isso não é normal.
– Ele está dormindo desde as sete da noite – Tyler completou e franziu o cenho – não é mesmo normal.
– Ela foi ver se ele está se sentindo bem.
O silêncio voltou a se estabelecer no salão.
– Eu percebi que você dobrou a segurança em todas as entradas – Edwin comentou e olhou para Charlie – não acha arriscado diminuir a segurança do palácio?
– Bom, se ninguém conseguir entrar, não precisaremos ser protegidos – Charlie disse e Anne assentiu – eu barrei a entrada de todos que não são funcionários até segunda ordem, com isso as visitas estão suspensas também.
Edwin acabou assentindo.
– É um bom jeito de pensar – Tyler disse e Charlie sorriu para o garoto.
As portas da sala se abriram de repente e Emily apareceu levemente cansada com as bochechas vermelhas.
– E o Joey? – Charlie a olhou.
– O Joey sumiu – os olhos dela se encherem de lágrimas.
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