Princesa Emily 2

20 Caramelo e amendoim.


Notas iniciais
Oi oi gente! Primeiro queria dizer que EU SEI QUE NÃO POSTEI SEMANA PASSADA E NEM ONTEM. Gente, eu to tipo, a mil esses dias, eu tenho meu curso, minha escola, minha familia, meu namorado... tudo isso para gerenciar, e tenho que dar atenção a todos e essa semana foi demais pra mim, mil coisas pra fazer, encontro da galera do ensino fundamental, provas, trabalhos, apresentações, ensaios... sério to moída e só consegui ter tempo pra escrever hj, então me perdoem, mas as vezes alguns atrasos assim podem acontecer por esses motivos. então boa leitura!

– Senhor?

Mais uma investida com a espada que por pouco não acerta o guarda James.

– Senhor?

Os olhos de Charlie pareciam faiscar, estavam quase vermelhos. Ele deu uma investida forte que derrubou James no chão. O guarda olhou para Charlie que apontava a espada para ele.

Charlie piscou algumas vezes e jogou a espada na grama a seu lado indo em direção a sua água.

– Hã... – James se levantou – desculpa se estou sendo enxerido demais, mas algum problema senhor?

Charlie o olhou bebendo o resto de sua água e jogou a garrafinha em cima do banquinho.

– Problemas James – Charlie passou o cabelo escorrido por seus olhos pra trás e se sentou.

– E quem não tem? – James sorriu de lado bebendo sua água também.

Charlie acabou soltando um sorriso. James era um dos 10 guardas que ele estava treinando especialmente para aquela situação a pedido do Rei. E enquanto isso, a equipe investigativa do castelo, como uma CIA particular procurava saber mais sobre esses rebeldes, que pelo jeito haviam dado uma relaxada.

– E como vai seu filho? – Charlie perguntou se lembrando que ele tinha um filho da idade do Joey.

– Ah, está bem – ele sorriu – Joey me lembra ele.

Charlie sorriu.

– De volta pro treino! – Charlie se levantou e James riu.

– E eu pensei que conversando um pouco você esquecia o treino.

– Nunca soldado – Charlie sorriu.

* * *

Carter sorriu olhando Rose andando de um lado a outro, o casamento seria amanhã e ela estava quase surtando.

– Temos a prova do vestido, senhorita Rose – uma criada disse.

Rose colocou as mãos na cabeça e suspirou.

– Um minuto, certo?

– Certo.

Ela foi andando até Carter que sorriu estendendo uma taça de vinho a ela.

– Tente ficar mais calma – ela tomou um grande gole – afinal, se você deixasse os organizadores fazerem seu trabalho, não estaria tendo dor de cabeça.

Ela olhou brava para ele.

– É meu casamento, ninguém vai organizá-lo a não ser eu – ela disse.

Carter sorriu levantando as mãos.

– Só disse que você não precisa passar por isso, se não quiser.

– Eu quero – ela passou a mão no cabelo dele.

– Então assim será, meu amor – ela sorriu o beijando rapidamente.

– Tenho que ir, te vejo daqui a pouco – ela disse e ele sorriu assentindo voltando a abrir seu livro.

– Príncipe Carter, precisamos acertar sua roupa.

Carter voltou a fechar o livro encerrando a taça de vinho com um gole.

– Vamos lá – ele se levantou.

A roupa de Carter não era nenhuma surpresa pra ninguém, era idêntica a que seu pai usou em seu casamento. Era semelhante a farda dos guardas, mas ao invés de vermelha era azul escura, uma faixa preta cruzava o peito, os botões eram dourados e vários detalhes na parte de cima como o contorno dos ombros entre outros.

Ele se sentia um militar com aquela roupa, oque era engraçado na visão dele.

– E então? – Sebastian, o estilista de sua mãe (que ela fez questão de que fizesse a roupa de Carter) perguntou com a fita métrica em volta do pescoço.

– Ficou ótimo, muito obrigado Sebastian.

O homem sorriu.

Quando Carter saiu indo para seu quarto finalmente parou para pensar, amanhã iria se casar.

Meu deus, amanhã iria se casar!

Parou de andar por uns segundos e sorriu... iria se casar com alguém que amava e que ele tinha absoluta certeza que o amava.

Voltou a andar contente e entrou em seu quarto ansioso para acordar todas as manhãs e ver aquela morena linda ao seu lado dormindo fazendo aquelas caretinhas lindas.

Colocou o livro em cima da mesa e quase pulou pra trás ao sentir suas mãozinhas tocarem sua cintura.

– Tudo pronto pra amanhã – a voz suave dela o fez sorrir.

– Ótimo – ele se virou pra ela.

– Na verdade faltam detalhes, mas deixei eles com a equipe porque... queria ficar com você hoje.

– Que linda –Carter brincou a abraçando.

– Sabe, eu deveria estar morrendo de vergonha, porque metade daquele povo que vai estar lá amanhã são pessoas que eu não conheço.

– Normal, também não conheço muitos deles.

– Ossos do ofício?

– Ossos do ofício – ele concordou – então está com vergonha?

– Um pouco – ela admitiu.

– Tenho que admitir que eu também – ele sorriu.

– Mesmo? Você parece tão calmo.

– É meu dever – ele sorriu fraco – pareço muitas coisas que não sou, calmo é uma delas.

Ela sorriu o abraçando pelo pescoço.

– Com fome?

Ela sorriu.

– E me diz quando não estou com fome?

Carter riu baixinho beijando a testa da menina.

– Porque não liga para o chefe Carlos e pede algo enquanto eu tomo um banho?

– Ok, alguma exigência príncipe Carter?

– Não senhora – ele sorriu – pode pedir qualquer coisa.

– Ok.

* * *

– Muito fraca – Tyler negou com a cabeça.

Alex o olhou erguendo a cabeça e jogou a bola de footbol em seu peito.

– Então joga sozinho, babaca.

Ela saiu e Tyler riu indo atrás dela.

– É sério – ele passou o braço pelos ombros dela – tenho dó do homem que terá que te aguentar todos os dias.

– Eu não sou uma bruxa, ok? – ela o olhou – eu sei ser delicada, e carinhosa, e fofa, e tudo oque for preciso.

– Sabe? Não parece.

– Isso tudo é ciúmes de mim? – ela sorriu abraçando o irmão sorrindo.

– Talvez um pouco, mas não é de completo isso.

– É oque então?

– Bem, você é minha irmã, mas eu acho você muito bonita.

– Igualmente, caro irmão – ela sorriu entrelaçando seu braço no dele.

– E, além disso, é princesa – ela assentiu – eu sei que esse medo não é só de minha parte, mas tenho medo que se apaixone pela pessoa errada.

– Defina pessoa errada.

– Um interesseiro por causa de seu título na Monarquia.

Alex olhou bem para o irmão.

– Acha que sou tão ingênua a ponto de não identificar um interesseiro?

– Não acho que seja ingênua, mas o amor é cego irmã – ele a analisou com os olhos – posso afirmar isso, porque eu faço tudo por Isabelle, é mais forte do que você acha e é impossível controlar.

– Então isso é um alerta?

– Exato, e se possível, me apresente ao garoto antes do papai e da mamãe, eu conseguirei ver detalhes com um olhar mais amplo.

– Ok – Alex deu de ombros.

– Promete?

– Prometo.

Eles voltaram a andar e Alex sorriu olhando para o irmão.

– Sabe, é adorável o jeito que você se preocupa comigo.

– Deveres de irmão mais velho, minha cara Alex.

– E quais são meus deveres como irmã mais nova?

– Aprontar para eu cuidar de você sempre, te dando broncas é claro, mas bem, faz parte.

– Ok, gostei de meu papel.

Os dois entraram no castelo e viram um vulto pequeno passar, e depois um vulto maior. Mais conhecidos como Joey e Charlie.

– Joey!

– Pai? – Tyler perguntou.

– Vocês dois, pelo amor de deus, peguem essa criança e deem esse remédio pra ele, eu tenho que ir trabalhar – Charlie deu um remédio na mão de Alex.

– Cadê a mamãe?

– Foi em um evento de uma escola, não entendi direito, mas enfim, façam isso por mim, por favor.

– Claro – disseram em uníssono.

– Obrigado – ele abraçou cada um com um braço e beijou a testa dos dois – amo vocês, até logo.

E assim saiu apressado com seu costumeiro uniforme azul escuro.

Os dois irmãos se olharam e Alex fez cara de matadora como se a seringa com um líquido meio esverdeado fosse uma arma.

– Você encurrala o pirralho e eu enfio isso goela a baixo.

– Fechado – Tyler sorriu.

Joey se escondeu, mas Tyler o achou, e assim que viu o irmão o pequeno saiu correndo feito um doido.

– Volta aqui moleque!

– Eu não quero essa coisa ruim!

– Mas tem que tomar!

– Não!

Joey tropeçou e Tyler apertou o passo conseguindo pegar o garotinho.

– Por favor Tyler, não! – ele se debateu.

– Ei, olha pra mim – ele se abaixou segurando os braços do menino o fazendo olhar para ele – eu sei que é ruim, mas é pra você não ficar doente, ou você prefere ficar doente, na sua cama o dia todo sem poder fazer nada e com um enjoo terrível?

Joey se calou.

– Vai tomar o remédio, direitinho?

– Mas eu...

– Depois eu te dou chocolate.

– Mesmo? – os olhos dele brilharam.

– Mesmo – Tyler sorriu enquanto Alex se aproximava – então vai tomar?

– Ta, mas eu quero aquele chocolate com amendoim e caramelo.

– Certo – Tyler pegou a seringa de Alex – Alex, vá na cozinha e pegue um chocolate com caramelo e amendoim pra esse rapazinho, e um copo d'água.

– Ta – Alex sorriu e saiu.

– Então vamos, abra a boca – Tyler pediu.

Joey hesitou, mas abriu a boca e Tyler espirrou o liquido lá dentro o qual o garotinho engoliu fazendo careta.

– Aqui – Alex chegou dando o copo de água ao menino que tomou em um gole.

– Viu? Não foi tão ruim assim – Tyler sorriu para o irmão.

– Chocolate – Joey estendeu os braços para Alex que entregou o chocolate a ele.

– Agora vá brincar – Tyler o despachou e Joey saiu feliz com seu chocolate.

Alex olhou para o irmão que suspirou meio cansado de correr atrás de Joey.

– Não, reclame, você era pior – ela deu dois tapinhas no ombro dele e saiu indo para seu quarto.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e comentem por favor, isso me anima a escrever e tirar o tempo livre que eu tenho pra fazer isso, então comentem por favor. Bjs e até o próximo!