Prig Stígur- A Atrevida
9 Que comece a caçada
Notas iniciais

–Eu sou uma bela tragédia ou não sou?- Prig disse apertando a garganta da mocinha
A mocinha loira se debatia e lutava por oxigênio, mas Prig só sorria e apertava ainda mais, a mocinha parou de lutar e ficou mole, a morena a largou no chão sem cerimônia e cortou-a, molhou o dedo e continuou a rabiscar, as vozes sussurravam sem descanso, olheiras marcavam o rosto pálido da menina, ela não dormia havia dias, não comia...
Obviamente vieram procurar a menina loira, ao verem seu cadáver aos pés de uma Prig maluca levaram a morena para outra maravilhosa sessão com o porco nojento e fedido. A moça não aguentava mais, foi levada para o oratório em companhia de outras pessoas, continuava deplorável, uma das freiras olhou para ela e sorriu:
–Você ainda não comeu nada- Prig piscou e percebeu que estava em um refeitório, segurava uma colher e tinha um prato de sopa na sua frente- Não vai comer?
A morena não respondeu, as vozes insistiam, ela olhou para a freira e tombou a cabeça tristemente:
–Eles querem te matar, querem você morta- Ela disse para a freira que recuou e gritou, todos os olhares se voltaram para Prig- Eles querem que eu enfie essa colher na sua garganta- A freira gritava, o padre porco fedido chegou e tentou pegar a menina para outra sessão- Outra? Ah, dessa vez não gorducho- Ela desviou da mão do velhote e foi para trás dele, deu uma chave de braço, isto é, apertou a garganta dele com o braço, usando o outro para segurar e aumentar o aperto- Não tão legal quando fazem com você não é?- O padre desmaiou e Prig pegou uma faca da mesa, desceu as calças do porco nojento e começou a cortar sua genitália- Acho que como padre você não precisa disso né?
Todos assistiam atônitos, desmasiadamente chocados para se mexer, o padre acordou com a dor e desatou a gritar, Prig esfaqueou aquela barriga molenga que já tinha sido esfregada em sua pele, passava, enfiava e retirava a faca, ele morreu e a morena sorriu com o feito, levantou-se e voltou para a sopa:
–Que foi?- Perguntou para o salão cheio
+flashback off+
N/A: Eu sei que vocês estão me odiando por eu parar o flashback
Prig acordou lentamente, sentou-se antes de abrir os olhos, a cabeça ainda girava em torno das cenas do sonho, a brisa gelada batia em sua nuca, ela devia ter deixado a janela aberta de novo, respirou fundo e levantou-se, a janela estava fechada, a morena reprimiu um impulso de fugir:
–Invadir a casa dos outros é feio
–Não se essa invasão garantir sua liberdade- Breu falou surgindo das sombras vacilantes da noite
–Minha liberdade?- Ela perguntou encarando o mestre dos pesadelos que chegou mais perto e passou a mão pela pele de porcelana da ladra
–Jack Frost vai vir aqui
–E o que Jack Frost pode fazer contra mim?- A morena disse envolvendo o pescoço de Breu- Eu sei que ele deve estar bravo comigo, mas ele não me machucaria, não mais do que eu machucaria ele
–Mas ele não vem sozinho- Ele disse tentando beijar Prig, mas sendo empurrado e afastado pela mesma
–Conte tudo direito- Ela falou indicando uma poltrona
–O Coelho da Páscoa capturou Jack com a ajuda dos Ietis do Norte, os guardiões finalmente resolveram dar atenção para o floquinho de neve
–E ele vai falar sobre mim...- Prig pareceu entender e desabou no sofá
–Que vai estar protegida- Breu disse sorrindo para ela
–Vamos perder ele?
–Creio que não, mas se perdemos tudo bem
–Não! Não está tudo bem! Não podemos perder ele!- Prig se exaltou e gritou
–Por que?- Ele perguntou arqueando a sobrancelha
–Ele é importante no plano, você disse que ele era essencial...- O mestre dos pesadelos a calou com um beijo rápido
–Ele ainda vai ficar conosco, nós temos algo que ele nunca deixaria para trás
–O que?- Prig perguntou, Breu sorriu
–Você- Ele sussurrou fazendo ele e a morena sumirem em fumaça negra
Fale com o autor