Pride and Hate
1 Wrong Love
Notas iniciais

Era uma vez uma bela jovem de longos cabelos negros ondulados e olhos verdes de apenas dezesseis anos. Muito bonita, era desejada por todos os homens da pequena vila onde vivia com seus pais e seu irmão mais velho. Aquela vila viria a se tornar um grande reino um dia, mas isso não é importante para nossa história. Nossa bela jovem se chamava Gothel, pode parecer um nome estranho agora, mas na idade média era muito comum. Gothel tinha um sonho, um sonho compartilhado por várias moças de sua idade, ela sonhava com um príncipe num cavalo branco. Príncipes são difíceis de se achar, mas homens bons, românticos, e com um cavalo branco existem aos montes. Pelo menos era o que ela achava.
Naquela mesma vila morava um jovem de vinte um anos, Caleb; um homem alto, de olhos azuis e cabelos loiros que fazia a maioria das meninas pensar nele antes de dormir, menos Gothel. Ela ainda sonhava com um dos amigos de seu irmão que tinha ido para a guerra e nunca mais voltou, assim era vista como um desafio para Caleb, a única moça que ele não conquistou. Ainda.
Num sábado à noite, depois de todos saírem do trabalho, Caleb e seus melhores amigos (que não incluíam o irmão de Gothel) se reuniram numa taberna chamada Caneco Furado. Então, depois de muita cerveja ruim Caleb disse:
— Eu aposto cem moedas de ouro que consigo levar aquela menina para a minha cama até setembro!
— Pois eu acho que não consegue, cento e cinquenta moedas, até o Natal!
Bêbados e animados com a aposta, o número de gente entrando na brincadeira e o de moedas apostadas não parava de aumentar. Enquanto isso, Gothel estava em casa dormindo sem imaginar que era o assunto principal do Caneco e muito menos que o principal item disputado era sua virgindade.
Alguns dias depois, logo depois da missa, Caleb começou a pôr seu plano em prática. A idéia principal era fazer Gothel se apaixonar por ele e depois tê-la em qualquer lugar para conseguir o dinheiro, e de preferência com uma testemunha para que não ficassem dúvidas. Não era exatamente o melhor plano do mundo, mas quem disse que algum daqueles homens pervertidos estava pensando na pobre menina. Alguns deles até pensavam em se juntar a Caleb na “execução” da aposta.
Depois de muita conversa, presentinhos e flores ele conseguiu conquistar a garota, mas ainda faltava a parte final do plano, da qual Gothel nem desconfiava. Sempre que ele a acompanhava da igreja até em casa via alguns homens observando, ficava envergonhada porém achava normal, homens sempre olharam para ela desde que começou a virar mulher. Percebia pessoas olhando para ela com muito mais interesse desde as últimas semanas e estava começando a se assustar, pediria que seu irmão lhe fizesse companhia se Caleb não a acompanhasse o tempo todo.
Todos os dias eles acabavam se encontrando em algum lugar e Gothel estava começando a achar suspeito. Um dia estava voltando para casa depois de ir ao mercado quando encontrou Caleb encostado numa das casas. Ele sorriu ao vê-la chegar, determinado a ser aquele o dia em que ganharia pelo menos mil moedas de ouro. Um pouco mais na sombra estava um dos amigos de Caleb, eles sempre andavam por perto para ver se ele conseguiria cumprir a aposta e quem sabe tirar uma casquinha.
Falando com ela perto do ouvido e sorrindo um pouco conseguiu convencê-la a ir com ele por um caminho diferente que passava por um canteiro de flores, um lugar bonito e afastado que ela iria adorar. Não tirava os olhos do grande decote do vestido vermelho que também marcava a cintura e o desenho das pernas. Desde que Caleb começou a conversar com Gothel, sua mãe a aconselhou a usar roupas mais provocantes, mesmo a menina se sentindo mal com elas. Se ela soubesse o que iria acontecer naquele dia, talvez nunca tivesse posto as roupas provocantes e quem sabe entrado para um convento. Mas como poderia uma menina inexperiente saber o que aqueles olhares e sorrisos com segundas intenções queriam?
Sentaram-se no meio das flores respirando aquele perfume doce, ouvindo o cantar dos pássaros quando ele a beijou. Tinha sido o primeiro beijo daquela menina. Ele começou devagar para que ela aprendesse, e então aumentou o ritmo do beijo ao mesmo tempo em que suas mãos desciam pelo pescoço indo encontrar o decote do vestido. Começou a deita-la na grama enquanto procurava o fecho de seu vestido, quando ele começou a desabotoar Gothel o empurrou um pouco e lhe disse:
— Não. – Olhou bem fundo nos olhos azuis de Caleb e notou ali um apetite feroz que não seria facilmente saciado, embora ela não soubesse exatamente do que. Um tanto ofegante por conta do beijo ele não disse nada, apenas continuou desabotoando o vestido e passando a mão pelas suas costas. – Caleb, pare, não podemos.
— Ontem você disse que me amava, prove isso agora. – Ele falou beijando seu pescoço e o ombro tirando o vestido dela, percebendo que ela não usava nada por baixo levou uma das mãos aos grandes seios e os acariciou, beijando-os de forma lenta e cuidadosa.
Terminou de tirar o vestido dela demorando nas coxas grandes e tentou abrir as pernas dela, mas ela não deixou, então ele fez uma trilha de beijos até chegar ao seus pontos íntimos. Ele agora se permitia olhá-la de uma forma diferente, demonstrando seus pensamentos maliciosos sem se preocupar com o que ela iria pensar. O homem ficou por cima dela, em hipótese alguma deixou de beijá-la, suas mãos foram pegando em sua bunda e a garota deixou sem se preocupar dessa vez. Ele abriu suas pernas desta vez com sucesso, Gothel terminou de tirar o resto dos tecidos de Caleb, deixando o praticamente nu, ele começou a beijar seus peitos, de uma forma bem carinhosa, deixando-a numa forma já excitante.
Ela passou a mão por seus cabelos, com os olhos já meio fechados. A mesma não sabia o que fazer direito então Caleb segurou uma de suas mãos e a levou pelo seu abdome até o interior de sua calça. Os dois estavam numa posição confortável, um pouco impaciente Caleb penetrou-a com um dedos indo devagar, para ela não sentir muita dor em sua primeira vez, ela começou a dar alguns gemidos de dor e de prazer ao mesmo tempo, não muito alto, claro!
Logo adicionou mais um dedo a penetrando com dois, seus gemidos aumentaram. Caleb a calou com um beijo, calmo. Então ele a soltou colocando seu pênis em sua vagina, e logo a penetrou. Fazendo movimentos de vai e vem, as dores iam sumindo de Gothel e vindo ondas de prazer, que ela nunca havia sentido, os dois estavam com respirações aceleradas.
Caleb aumentou a velocidade daquilo, Gothel gemeu o mais alto, e ele chegou lá. Mas aquele momento durou pouco. Logo ela percebeu que mais alguém a observava, dois homens tinham seguido o casal para terem a prova de que Caleb cumpriu a aposta e merecia todo aquele dinheiro.
— Caleb, eles estão nos vendo! Pare! Eu quero ir para casa. — Ela começou a bater nele e o arranhou, mas ele continuava deitado em cima dela sem se preocupar.
Ouviu os dois homens darem risada e Caleb riu junto com eles. Gothel começou a chorar muito e continuou a bater nele até ouvir os risos pararem e viu os dois homens saírem correndo atrás de alguém ou alguma coisa. Ouviram os gritos dos homens e, assustado, Caleb saiu de cima dela, vestiu suas calças e começou a andar até o lugar onde os dois tinham desaparecido.
— Gothel! Onde você está?! — Meu Deus, é o meu irmão! Ele não pode me ver assim
A garota se cobriu com o vestido no exato momento em que um homem moreno de olhos verdes como os dela surgiu na clareira segurando um grande facão manchado de sangue. Ele o apontou para o outro em pé na sua frente e Caleb começou a andar para trás tentando achar um meio de fugir. Não deu muito certo.
Ele avançou contra Caleb segurando o facão na mão direita e depois de jogá-lo ao chão começou a esfaquear o peito e a barriga dele. Sozinha ainda deitada naquele mesmo lugar, Gothel viu seu irmão matar o homem que tinha acabado de tirar sua virgindade. Depois de esfaquear o homem onde pode, ele ainda cortou sua garganta para garantir que ele estava morto.
Levantou-se todo ensanguentado e olhou para a irmã nua sentada à sua frente. Limpou suas mãos na camisa de Caleb que estava jogada no chão e ajudou Gothel a se vestir, ajeitou seu cabelo e lhe disse
— Só fiz o que fiz por você, e não me arrependo. Agora, deve ir embora para nunca mais voltar, ou as pessoas falarão de você para o resto de tua vida.
—O que vai acontecer com você?
— Não se mata três homens e fica impune, vou eu mesmo me entregar aos soldados. Agora vá.
Ele pegou a cesta de compras da sua mãe e entregou a ela, deu-lhe um beijo na testa e foi embora. Em vez de ir embora, ela seguiu o irmão escondida até a cidade e viu ele ser arrastado pelos soldados até a prisão, onde provavelmente passaria o resto de seus dias.
Então ela se virou para a estrada e foi embora. Só voltaria para aquela cidade muito tempo depois, para procurar uma certa princesinha com longos cabelos dourados.
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