Notas iniciais
Eae meu povo? td bem? (cap editado) Esse capitulo foi escrito somente por mim (Laninha estava muito ocupada). Bem, vamos à historia -->

Nossa historia recomeça quando uma menina magrela e feia encontra uma caverna antiga. Essa menina feia e pobre se chamava Grimhilde, ela tinha olhos verdes profundos, um cabelo loiro que parecia palha e era um pouco raquítica. As outras crianças da cidade viviam tirando sarro e batendo nela por que ela era fraca, órfã e morava na rua. Nessa caverna que ela encontrou havia uma passagem secreta que levava por baixo das muralhas do palácio até as masmorras, onde encontrou uma cela especial usada por bruxas para suas magias. Sentada no chão bem encolhida, Grimhilde observava aquelas cinco bruxas, uma em cada ponta do pentagrama, fazendo um feitiço. Assustou-se quando percebeu que aquela coisa balançando no rosto de uma dela era um olho. A tal bruxa a arrancou do lugar em que estava escondida e colocou no centro do pentagrama. As outras ficaram observando a menina feia enquanto a líder decidia o que fazer com ela e aproveitou para reparar na aparência da outras bruxas. A primeira tinha um dos olhos soltos encostando na bochecha e era mais feia que ela, a segunda era ruiva e tinha um colar verde que caía até sua cintura. A terceira era morena de cabelos ondulados e olhos verdes, a quarta tinha um braço metálico com vida própria. No entanto, foi a quinta que interessou à menina, ela era meio asiática, tinha um colar com pedras vermelhas feito sangue e era a única bonita naquele covil. Grimhilde achava que o Oriente não existia e que era impossível uma pessoa ter olhos puxados, mas a bruxa meio chinesa era a prova de que isso existe e também pode ser belo. Se eu pudesse escolher, não ligaria de ter olhos puxados desde que fosse tão bonita quanto ela.

– Ora, ora. O que temos aqui.. Quem é você, menina pata? — perguntou a de olho caído. Seu olho ruim mexia quando ela falava e parecia ter vida própria.

– Sou Grimhilde, não uma pata! Por favor, não me façam mal, eu te faço qualquer coisa!

As bruxas se olharam e pareciam conversar mentalmente. Olho-caído pediu a mão da menina, que a esticou com muito medo de perde-la, mas a bruxa apenas fez um furo na sua palma e derramou o sangue no centro do pentagrama.

– Agora sua vida nos pertence, menina, decidimos que será uma de nós se nos der mais uma coisa. Queremos que nos entregue a vida de três pessoas da sua família.

Ela não tinha nada nem ninguém, era apenas uma órfã feia que pedia esmola na saída da igreja. Podia entregar a vida de um dos frades que a ajudavam de vez em quando, mas achou que isso era falta de consideração. Por isso prometeu a vida de pessoas que ela ainda iria conhecer. A bruxa de olhos verdes lhe pediu nomes, mas ela não tinha nomes para dar então falou:

– Se eu algum dia tiver alguem, a vida dessa pessoa será de vocês.

Muito alegres, elas continuaram a cerimonia na qual prendiam a vida da menina-pata nas delas mesmas. Se algum dia ela falhasse ou não fizesse seu pagamento, as cinco poderiam fazer o que quisessem dela, estando vivas ou mortas. Se alguma delas morresse antes que a menina pagasse, sua alma não teria descanso até o sucesso (ou fracasso) dela.

No final do ritual, depois que todas as outras bruxas tinham ido embora, a asiática veio falar com ela. Disse que seu nome era Celestia e que seria a nova mentora da criança além de que ensinaria tudo que precisasse saber sobre a magia da beleza. Grimhilde ficou muito feliz com aquilo, já que era feia e aprenderia meios de ficar bonita com magia e poções. Talvez até mais bonita do que ela, pois era uma pessoa normal e não uma estrangeira de um país distante.

Os anos se passaram e Grimhilde continuou a ser treinada em feitiços e poções até completar dezesseis anos. Sua bruxa mentora, a asiática Celestia, pediu o pagamento por todos aqueles anos de ajuda, cama e comida que tinha lhe dado, mas a menina ainda não tinha como pagar. As únicas pessoas que ela considerava importante eram as bruxas que ela servia, e você não pode matar uma pessoa para paga-la. Celestia então fez um feitiço que duraria apenas um mês e tornou aquela criança raquítica numa bela e sedutora jovem. Banhou-a com o sangue de uma moça que encontraram na rua e foi brutalmente morta para realizarem o feitiço. Grimhilde ficou com receio de matar a jovem, não porque ela se importasse com alguém alem dela mesma, mas porque já tinha visto esse feitiço ser realizado e digamos que não deu muito certo. Quando saiu do sangue seus olhos verdes estavam mais brilhantes, os seios tinham crescido, sua cintura agora era fina e suas coxas grossas. Seu dever seria seduzir e se casar com um velho conde rico e sem herdeiros, depois, causar sua morte e usar seu sangue para pagar uma das suas dividas.

Grimhilde tinha trinta dias para conseguir matar o velho de alguma forma que parecesse natural, ou o feitiço não daria certo. Desde o terceiro dia ela colocava uma gota de veneno de cobra em cada copo que ele bebia, fosse de agua ou cerveja. Seu plano funcionou tão bem que ele estava morto no dia 25, e com a ajuda de outras bruxas ela levou o corpo para as masmorras, onde foi realizado um feitiço de pagamento. Esse feitiço livrou Grimhilde da sua primeira parte da divida, no futuro ela ainda teria que matar mais duas pessoas para pagar todo o contrato de sangue.

O feitiço de pagamento ainda deixou um pouco de energia vital. Essa energia foi usada por Celestia para transformar Grimhilde numa gostosa para sempre, a menos que ela não pagasse suas próximas vitimas, ou voltaria à sua forma mediócre.

Após roubar e matar o velho, Grimhilde foi viver na corte do Rei Afonso. Desde o dia em que ela chegou o Rei não tirava os olhos dela, mesmo na presença da sua esposa, a rainha Eva. A Rainha odiava Grimhilde e fazia de tudo para expulsá-la da corte, mas nunca conseguiu pois o Rei estava enfeitiçado. Literalmente.

Uma das poções que a nova bruxa aprendeu a fazer era a de amor. Usando a mesma estratégia que usou com o antigo marido dela, conseguiu fazer o Rei beber sua poção toda manha, período em que a poção era mais forte. Ao mesmo tempo em que conseguia envenenar a Rainha para causar sua morte. Seus problemas ficaram maiores quando a Rainha engravidou de seu primeiro filho e o Rei passava menos tempo com ela para estar perto de seu herdeiro.

Enquanto passeava pelos jardins com Leopoldo, a Rainha espetou o dedo no espinho de uma roseira e seu sangue caiu no mármore branco, então ela desejou ter uma filha branca como a neve e cabelos negros como a noite. Quem fez o parto do bebe foi a bruxa de cabelos ruivos, que deixou a Rainha morrer de hemorragia, mas não conseguiu matar o bebe, melhor, a criança. A pequena menina que nasceu era o bebe mais lindo do mundo e foi chamada de Branca de Neve, em respeito ao desejo da mãe. O rei ficou inconsolado com a morte da rainha Eva e não prestava mais atenção nem no bebe nem na amante. Isso fez com que ele parasse de tomar sua poção com frequência e seu amor por Grimhilde diminuiu muito.

Os conselheiros do rei, ao ver que Grimhilde tinha muito jeito com política, convencem Afonso a se casar com ela para depois tirá-lo do poder e a colocar como Rainha Suprema. O que eles não sabiam era que Grimhilde os estava controlando para finalmente se tornar rainha.

Notas finais
Sei que esse capitulo foi um pouco mais dark que o outro (e bem mais curto). O que vcs acharam??