Pride and Hate

21 Making Love Like Gorillas


Notas iniciais
Me desculpem MESMO o hiato, juro que vou copensar pra vcs! Mas é que esse clima de fim de ano fica complicado, mas aqui estamos nós de volta! E com um vilão bem icônico, Clayton, de "Tarzan"! Esse capítulo tem uma pequena referência, uma espécie de Easter Egg, que eu quero saber se vcs pegam! Deixem nos comentários! Enfim, deixa de enrolação, vamos ao capítulo... Espero que gostem!

Londres é uma cidade belíssima. Com suas ruas bem arquitetadas, sendo bem desenvolvida em volta do Rio Tâmisa e sendo uma das cidades mais visitadas do mundo, Londres é um grande polo para poder se traficar drogas, armas, e até animais.

Neste meio urbano maravilhoso em plena Inglaterra, passeava um bonito rapaz. Forte, alto e com tudo para poder ser o rapaz mais desejado entre as mulheres, á não ser que ele já tivesse uma. Sim, Clayton e Natalie formavam um lindo casal: ele bonito, forte e alto, e ela bonita, magra, loira de olhos azuis.

Neste passeio próximo ao relógio do Big Bem, Clayton e Natalie pararam na ponte, para observar o lindo Rio Tâmisa ao pôr do sol daquela tarde.

– Nunca quero sair deste lugar. – fala Natalie, olhando o pôr do sol.

– Nunca sairemos. – fala Clayton, passando o braço pelo ombro de Natalie. – Construiremos nossa vida aqui.

Natalie olha para Clayton com um olhar apaixonado, beijando-o rapidamente ao pôr do sol, para que ninguém que esteja na ponte possa ver a “indecência” de um beijo. Afinal, estamos nos anos 20.

– Com licença. – fala uma voz masculina atrás deles, e Clayton só consegue pensar que essa voz possa ter sido alguém chocado com a indecência dos dois.

Logo, os dois se viram e veem um homem forte, alto e feio. Com alguns dentes faltando e olhar ameaçador, o homem, que veste uma camiseta regata branca, segura um bloco de notas.

– Pois não? – pergunta Natalie.

– Desculpem interromper, mas eu gostaria de fazer uma proposta para o senhor. – fala o homem.

– Proposta? Que proposta? – pergunta Clayton, sem entender nada.

– Perdão, chamo-me Carl. – fala ele, apertando as mãos dos dois. – E estou começando um novo negócio que precisa de homens como o senhor, fortes e altos...

– Que tipo de negócio? – pergunta Clayton.

– Nós pagamos bem, por remuneração, e devo dizer que é um negocio que dá muito lucro e... – mas Clayton interrompeu o discurso de Carl, insistindo na pergunta:

– Que tipo de negócio?

– Bem... – começa Carl, sem jeito. – Somos vendedores de animais exóticos.

– Traficantes, você quer dizer. – fala Natalie.

– Não é bem isso... – tenta justificar-se Carl.

– É exatamente isso. – fala Clayton, irritado. – Desculpe-me, mas não estou interessado.

Clayton e Natalie saem andando da ponto, procurando afastarem-se o máximo possível daquela pessoa quem eles consideravam um marginal.

– Que homem louco! – fala Natalie, quando os dois já estão longe. – Clayton, tem um circo que chegou á Londres e vai se apresentar neste final de semana. Vamos?

– Vamos. – fala Clayton, sem pensar duas vezes. Qualquer coisa que sua amada quisesse ele faria. Ele tinha noção de que poderia ser muito ingênuo em fazer isso, mas simplesmente não se continha. Queria fazê-la feliz, e tinha certeza que ela queria o mesmo.

Naquele final de semana, indo para o circo, Clayton e Natalie nunca estiveram mais felizes. E era nesta ocasião especial que Clayton queria entregar o anel de noivado á sua amada.

Já tendo comprado seus ingressos, Clayton e Natalie esperavam pacientemente a tenda abrir para poderem entrar no espetáculo, enquanto Clayton escondia mais a caixinha do anel de noivado dele em seu casaco. Queria pedi-la enquanto os palhaços fizerem uma piada. Queria pedi-la quando ela estivesse sorrindo, feliz. Era assim que ele queria que os dois passassem o resto de suas vidas: felizes.

– Clayton, vamos entrar nos bastidores? Ver os animais? – pergunta Natalie, ao pé do ouvido de Clayton.

– Natalie, isso não é perigoso? – pergunta Clayton. – Esses animais são selvagens.

– Não são nada. Confio neles. – fala Natalie, puxando o braço de Clayton. – Vem!

Natalie e Clayton, então, se rastejaram pelas beiradas da tenda do circo até chegarem na tenda menor, onde todos os bichos ficam guardados antes do grande show.

Levantando o pano da tenda, os dois se depararam com várias jaulas, algumas vazias mas outras com tigres, elefantes, focas... Cada um de olhos abertos, enquanto observava os estranhos entrarem.

– Eles são assustadores. – fala Clayton, olhando com desconfiança para o tigre.

– São lindos. – fala Natalie, olhando com louvor um filhote de elefante com orelhas demasiado grandes para seu corpo. – Olha esse elefantinho, que fofo!

– Lindo, assim como suas orelhas maiores que seu próprio corpo. – fala Clayton, menosprezando o elefante.

– Shiu! Ele é lindo. – fala Natalie, saindo de perto da jaula do elefante.

Natalie e Clayton estavam chegando perto da jaula do gorila, Mumbu. Mumbu fora retirado da África e levado á força para os navios, sendo traficado e maltratado todos os dias que estivera ali. Mumbu não confiava em humanos. Nenhum deles. Mas Clayton e Natalie não sabiam disso ao se aproximarem da jaula dele.

– Que gorila lindo! – fala Natalie, olhando cegamente para os olhos raivosos de Mumbu, que já se levantava lentamente. – Ele parece um anjo negro!

– Anjo selvagem, só se for. – fala Clayton, rindo.

– Não é selvagem! – fala Natalie, virando-se para Clayton e não vendo, ás suas costas, Mumbu aproximar-se cada vez mais das grades da jaula. – Ele nunca faria mal á uma mosca! As pessoas tem muito preconceito com animais, sendo que els merecem ser bem tratados por que são inofensivos!

– Natalie! – grita Clayton, vendo Mumbu colocar seus braços para fora da jaula.

Natalie vira-se e grita ao ver a imagem de Mumbu com os braços para fora da jaula, entre as barras de ferro. Mas seu grito não durou muito. Pois Mumbu pegou Natalie pelos ombros e sacudiu-a, batendo-a repetidas vezes contra as grades da jaula, até que ela comece a sangrar!

– Não! – grita Clayton, se jogando e empurrando Natalie para longe do gorila.

Mumbu ficou agitado, gritando balançando as barras de ferro de sua jaula, sem parar.

– Natalie... – fala Clayton, tentando fazer Natalie, desacordada em meio á grama do chão, responder. – Por favor... Natalie.

Mas Natalie não respondeu. Apenas ficou, de olhos fechados, deitada no chão, enquanto seus hematomas continuavam á sangrar. Natalie, a mulher que Clayton ama, morta em seus braços.

Depois disso, Clayton não conseguiu mais viver. Ficara apenas deitado em sua cama todos os dias, implorando para saber o porquê de ter acontecido aquilo á ele. Por que não á outra pessoa? Alguém mau? Clayton não conseguia entender. Apenas deixou que Natalie chegasse perto da jaula daquele monstro selvagem. Ainda dormia junto ao anel de noivado que daria á ela no que deveria ser o dia mais feliz de sua vida, mas que terminou sendo o pior dia que um ser humano poderia ter.

Clayton pensou em como os gorilas não merecem a vida, não merecem poder ficar na terra, não merecem poder viver o mesmo plano que seres não selvagens.

E foi nisso que ele pensou e rebateu em sua cabeça ao voltar para a ponte do Big Ben, e encontrar ali Carl, ainda tentando recrutar novos homens.

– Carl. – falou Clayton, fazendo Carl virar-se e dar de cara com ele.

– Olá. Já o conheço, não? – pergunta Carl.

– Não nos apresentamos formalmente. – fala Clayton, estendendo a mão e apertando a de Carl. – Sou Clayton, e gostaria de saber mais sobre seu novo negócio com animais exóticos. Vocês traficam gorilas?

E assim aconteceu. Durante anos Clayton seria persuadido á continuar a capturar gorilas em todo litoral africano, além de mata-los e transformá-los em tapetes, casacos e muito mais. Teria sucesso todas as vezes que fizesse isso, até encontrar um homem macaco em meio a um grupo de gorilas.

Notas finais
Obrigado por ler, espero que tenha gostado! Próximo capítulo em breve! PROMETO! Deixe suas impressões nos comentários!