Notas iniciais
Olá! Espero que gostem deste capítulo! Vale dizer que quem não viu o filme "Frozen" (se é que existe alguém), não leia ele, pois contém spoilers! Capítulo escrito por Maegi e Kikonsam, espero que gostem!

Ser da realeza não é fácil, ainda mais quando se tem doze irmãos homens mais velhos, os quais não eram muito bem receptivos com seu caçula, nem pais (no caso rei e rainha) que se importassem com seu último filho da linhagem, que veio por acidente. De fato, um caçula em uma família real é sempre visto com outros olhos pelos seus familiares. Nunca iria subir ao trono, nem sequer ter algum tipo de autoridade no castelo. Era quase um plebeu da realeza.

Ilhas do Sul. Um lugar magnífico, com praias belíssimas e belezas naturais de invejar qualquer um. Mas, infelizmente, sua realeza deixa muito a desejar. Não quando se trata da política, pois de fato as Ilhas do Sul concentram a maior riqueza de todos os reinos do norte, e pouquíssimos pobres existiam. Plebeus eram bem de vida, com casarões e comida na mesa sempre quando desejassem. Mas não, a família real era mesquinha, rude, só pensando cada um por si. Quando se trata de família, todos devem ajudar uns aos outros, certo? Errado. Todos competem uns com os outros. Principalmente os irmãos, ainda que ignorassem completamente o caçula que não seria perigo algum em subir á realeza.

Este caçula se chama Hans. Sim, ele sabe muito bem que suas chances de subir ao trono são impossíveis, dadas as circunstâncias. Mas ele é apenas um adolescente de 15 anos sozinho e sem amigos, rejeitado por todos da casa. Literalmente. Os empregados não o tratam tão bem quanto os outros da realeza, sempre deixando para ele o resto do resto. Hans só queria, desde pequeno, irmãos que brincassem com ele assim como todas as crianças comuns do reino, e pais que pelo menos conversassem com ele assim como todos os outros pais comuns do reino. Mas por que conversar com um eterno príncipe, não é mesmo? Ele nunca vai tomar nenhuma decisão que preste, nem fará nada em prol deste pequeno e rico reino. Pelo menos era assim que Hans achava que seus pais pensavam sobre ele.

Hoje é o dia da caminhada da década. Onde o rei e a rainha ficam em uma carruagem acenando para seus súditos, como desculpa de que isto poderia aumentar o número de visitantes ao reino, podendo fazer com que eles aumentem suas riquezas, e mostrar aos visitantes o quanto o reino das Ilhas do Sul é rico. Afinal, é disso que as Ilhas do Sul se orgulham de ter, riquezas. Riquezas que mal conseguem caber em um território tão pequeno. As carruagens estavam andando, uma carruagem para o rei e a rainha, e outras quatro carruagens com os irmãos, por ordem do mais velho para o mais novo. Hans estava na última carruagem, e estava impressionado com o número de pessoas fora, onde ele via pela janela. Pessoas acenando, sorrindo e gritando. Bem vestidos, e parecendo mais do que alegres em ver a realeza. Era a primeira vez que Hans via o desfile com consciência. Antes, viu com cinco anos. Mas de nada se lembrava.

– Que incrível! – fala Hans, para os irmãos que estavam na carruagem. – Todos estão aqui só para nos ver!

– Deixa de ser otário, Hans. – fala o irmão mais velho da carruagem, Drean. – Eles estão todos aqui para ver o papai e a mamãe, e o futuro rei, o Christian.

– Pois é, Hans. – fala Joseph, o mais novo antes de Hans. – Não se iluda, eles não dão a mínima para nós quatro. Se fosse um desfile só com nós, os mais novos, me surpreenderia se viessem vinte pessoas.

– Mas, somos a família real. – fala Hans. – Devemos ser todos importantes aos olhos do povo, não? Por mais que o papai e a mamãe não deem muita atenção aos mais novos.

– Não. – fala Trod, seu outro irmão na carruagem. – Não somos nem um pouco importantes aos olhos de ninguém. E quanto antes você aceitar isso, melhor.

Hans fica calado, e apenas olha pela janela da carruagem as pessoas acenando e pulando de alegria, imaginando se algum dia alguém daria esta atenção para ele. Se algum dia seria tão amado quanto seu pai e sua mãe são amados pelo reino.

No final, ao subir no palco com seus doze irmãos, pode ver de fato que os pais eram muito amados pelo público pelo simples fato de serem reis e rainha, já que pouco podiam fazer por um reino que tinha muito. E Hans agora sabia o que faria: tentaria ser rei. É, não seria difícil convencer os pais a coroarem o príncipe mais novo. Está bem, seria muito difícil. Por isso Hans tinha que se mostrar preparado para poder reinar as Ilhas do Sul. E sabia muito bem o que fazer.

Naquela mesma noite, Hans foi á biblioteca do castelo. Cheia de livros de todos os tipos, dos mais variados, ele começa a estudar sobre o Reino das Ilhas do Sul. Sua história, desde os primórdios das primeiras civilizações que enfrentaram o inverno intenso através de um oceano congelado e acharam pequenas porções de terra ao norte e ao sul, nas quais se encontravam jazidas de diamantes. Mas de fato, as Ilhas do Sul tinham muito mais diamantes do que os territórios dos atuais Arendelle e Ilhas do Norte. Lê, então, sobre as guerras das Ilhas do Norte contra as do Sul, e como o reino de Arendelle foi totalmente destruído nesta época, que se data de 500 D.C., e com isso se estabilizou a paz entre os reinos e então começou a prosperidade a partir da exportação de diamantes pelas Ilhas do Sul, ouro pelas Ilhas do Norte, e prata por Arendelle, e os reinos ficaram em paz. Depois veio a grave seca de 1700, na qual seus tataravós, antigos reis e rainhas, enfrentaram-na importando gelo de Arendelle e exportando diamante para poder pagar pelo gelo de Arendelle., e conseguiram passar por isso com coragem. E então se e estabeleceu a paz, e para mostrar que o reino estava cada vez mais forte e próspero, á cada dez anos um desfile dos reis e rainhas. E assim foi até chegar aos atuais rei Frey e rainha Tara. E então, após ler a história mais detalhadamente, ele começou a ler sobre as leis que sustentam as Ilhas do Sul e a deixa mais próspera. E assim, conseguiu memorizar cada parágrafo sobre este reino tão rico. E com isso ele gastou um mês de sua vida na biblioteca, sendo zombado pelos irmãos por sempre estar na biblioteca. Mas agora estava na hora de mostrar a todos que ele pode ser rei, e parar de ser ignorado.

Hans pegou toda a coragem que tinha para enfrentar os pais. Eles estavam passando pelo corredor quando ele os parou e falou:

– Papai, devo dizer que o castelo tem de se adequar a Lei Reino Rico de 1777, onde diz que todas as cerâmicas do reino devem estar bem polidas. As de lá de baixo estão imundas.

O rei e a rainha olham para Hans com curiosidade, mas o rei diz:

– Certo. Confio em você para mandar polirem as cerâmicas. Com licença.

Os pais de Hans saem andando, mas Hans não iria desistir tão fácil. Ele sai andando rápido em direção aos pais, chega á frente da sua mãe e diz:

– Mamãe, temos que arranjar mais parteiras para suprir a emenda que diz que temos que ter uma parteira a cada três mulheres do reino, de 1834. Precisamos de mais duas.

A rainha olha para Hans, com um jeito desconfiado e diz:

– Providenciarei isso. Obrigada, Hans.

Os reis saem andando. Hans tinha que ir logo ao ponto. Ele vai de volta á frente dos dois, e diz:

– Mamãe, papai. Eu estudei por um mês a história, leis, geografia e a estrutura do Reino das Ilhas do Sul. Eu queria provar-lhes que posso ser rei. Eu sei mais sobre este reino do que todos os meus irmãos juntos. Acho que eu devo ser o rei, não o Christian.

Os pais de Hans se olham, talvez se perguntando a mesma coisa sobre o que acontece com o filho. Mas de repente, os dois começam a rir. Dão gargalhadas escondidas, para manter a classe. Hans fica apenas de pé vendo os dois rirem sem entender nada do que acontece.

– Eu contei alguma piada? – fala Hans. – Eu posso ser rei.

– Não, não pode. – diz o rei, ainda dando alguns risos. – É sério que você veio nos perguntar isso? Não tem nem como você ser rei!

– Mas eu li tudo sobre as Ilhas do Sul e...

– Hans. – interrompe a rainha. – Se você leu tudo, sabe que a lei da sucessão não pode ser reivindicada.

– Eu sei, mas eu pensei que se...

– Chega, Hans. – fala o rei. – Você deveria pensar antes de falar algo como isso.

– Mas eu passei um mês estudando... – fala Hans.

– É com nossos erros que aprendemos. – fala a rainha

– E você espera que eu aprenda o que? – fala Hans, abrindo os braços.

– A não fazer papel de bobo para ninguém, muito menos para seus pais, o rei e a rainha. Agora, com licença. – fala o rei, continuando a andar.

Hans se enfurece, e grita para eles:

– O que os faz pensar que Christian será um bom rei?

– Ele será, por que nasceu e foi criado para isso. – fala a rainha. – Do que você está reclamando, Hans? Você é da família real e tem tudo o que quer. Deveria olhar para o que tem ao invés do que não tem.

– Mas como posso não olhar para o que eu não tenho se todo dia sou lembrado disso? – pergunta Hans, deixando as lágrimas escorrerem de seu rosto.

– E o que isso seria? – pergunta o rei.

– Uma família que me ame. – responde Hans, e depois sai andando pelo corredor.

Depois daquilo Hans desce até a cozinha, e procura por uma faca. Iria receber a devida atenção e amor de alguém, nem que para isso tenha que matar seus irmãos que pouco dão valor para sua existência. Hans sobe as escadas em direção ao pavilhão térreo do castelo, mas não deixa sua raiva o levar. Ele para, e solta a faca no chão. Ele percebe, naquele momento, que não valeria a pena matar todos seus irmãos e arruinar o reino que havia estudado tanto e passado a amar. Mas isso não significava que ele desistira da sede pela coroa.

Hans iria, de fato, tentar apanhar uma coroa, mesmo que não seja do seu próprio reino. E estava decidido a passar na cara dos pais e de seus irmãos o quanto ele é um bom governante para esse reino. Ele faria de tudo para alcançar isso, nem que para isso tivesse que matar certa rainha com poderes de gelo para conseguir liderar seu reino.

Notas finais
Deixem suas impressões nos comentários! Próximo capítulo semana que vem! :)