Pride and Hate
5 Fashion Disease
Notas iniciais

Cruella havia economizado por cinco anos para poder ir para a Paris Fashion Week de 1987, com 17 anos de idade. Cruella sempre se interessou por moda, que segundo ela é o que move o mundo. Aos 17 anos ela também havia começado a sua nova "moda" de descolorir o cabelo de um lado e o outro ficar de sua cor original, no caso de Cruella De Vil, preto como carvão. A Paris Fashion Week estava lotada, cheia de estilistas que Cruella sempre havia ouvido falar porém era muito tímida para chegar perto e pedir um autógrafo. No final das contas, Cruella terminava pedindo, para que suas 10 mil libras gastas para poder chegar a Paris e comprar o ingresso V.I.P. valessem a pena. Cruella já havia sido fotografada com seu vestido vermelho como sangue colado em seu corpo magro e bonito, e todo brilhoso como glitter. Ela própria havia desenhado e costurado em seu próprio quartinho de costura em sua humilde casa. Pelo menos isso Cruella conseguira, já que seu pai não a deixou seguir a carreira da moda, pois ele considerava "sem futuro". Cruella conseguiu convencer o pai a pelo menos pagar 10% do total da viagem de Londres para Paris de barco para que ela conseguisse chegar na França. Por sinal, Cruella estudou francês desde os 12 anos para a PFW. Ela entrou no grande salão de recepções, com luzes vermelhas esbanjando o local num total clima "Moulin Rouge". O bar ao lado da entrada principal parecia atrativo com suas bebidas psicodélicas das mais variadas cores. Cruella estava esperando a hora do desfile, e não conhecia ninguém por ali, por isso se entregou a sua outra paixão, além da moda: o álcool. Depois de algumas taças, viu sentar ao seu lado um homem que ela na hora reconhecera, apesar de na hora o próprio se apresentar:
– Prazer, François Loire. — falou ele, pegando a mão de Cruella para beijá-la.
Ela sabia muito bem quem era François Loire. O editor chefe da Vogue francesa. Eleito três anos consecutivos um dos 100 homens mais sexys do mundo pela revista People. Mas se fez de desentendida, e começou a falar francês para tentar impressioná-lo.
– Cruella de Vil, encantada.
Ele olha com uma face interessada, respondendo em francês:
– Você fala francês?
– Sim, estudei por cinco anos somente para poder vir para a Paris Fashion Week.
O homem pareceu surpreso.
Depois de muita conversa, de Cruella contando tudo sobre sua "maravilhosa" vida, sua paixão por moda e suas economias.
Ela mal poderia imaginar que o editor chefe da Vogue francesa a chamaria para conversar com grandes editores e editoras chefes do mundo: Elle espanhola, i-D inglesa, Harper's Bazaar americana, W alemã-ocidental, entre muitas outras. Cruella conhecia muito bem cada um deles, e fez piadas, bebeu, brincou e tentou desfrutar do melhor da sua noite. O desfile foi mágico. Melhor do que Cruella esperava em anos, ela simplesmente amou cada segundo por ali. Amou conhecer cada ídolo das suas revistas preferidas, e amou como elogiaram seu vestido e como a trataram bem. Cruella não teve nenhum dos seus surtos psicóticos naquela noite, que fora a melhor de sua vida, pois não tinha motivo. Seus surtos agressivos só ocorriam em momentos de absoluto estresse, e segundo seus irmãos, seus olhos ficavam verdes ao ter seus surtos.
Mas tudo acaba, e no outro dia de tarde, depois de passar a manhã conhecendo a "Cidade Luz", Paris, ela pegou seu barco de volta para o arquipélago britânico e voltar para sua ordinária vida em Londres.
*** 2 semanas depois***
Ao saber que François estava em Londres para divulgar sua mais nova coleção, Cruella refez seus passos a partir das revistas de fofocas, indo até cada lugar que ele foi enquanto fazia turismo pela cidade antes do grande dia da divulgação, para tentar mostrá-lo sua mais nova coleção que havia desenhado. E lá estava ele, François Loire no Hyde Park de Londres, sentado na grama relaxando ao lado de sua mulher e sua filha. Cruella pegou os papéis com sua coleção. Era agora ou nunca, ela tinha que mostrar a coleção para ele, pois nesta mesma noite será a divulgação oficial e ele voltará para Paris na manhã do outro dia.
Ela tomou coragem, e passou pelas árvores do Hyde Park até chegar ao campo aberto do Hyde Park, onde as pessoas se sentavam para relaxar e tomar sol e onde François e sua família estavam.
Lá estava ela, em pé cobrindo o sol na frente de François, o que o fez tirar os óculos escuros da cara e olhar para ela estranhamente.
– Posso ajudá-la? — pergunta ele, em inglês.
– Olá, prazer me revê-lo, François. — fala Cruella em francês.
A filha e mulher de François prestam atenção na conversa.
– Nos conhecemos? — pergunta ele, falando francês.
Cruella não entende muito bem a pergunta dele, mas responde:
– Sou Cruella de Vil, nos conhecemos na Paris Fashion Week duas semanas atrás.
Ele pensa um pouco, e responde:
– Ah, sim, a menina com vestido vermelho. O que deseja, querida?
Cruella pega os papéis, se senta na grama ao lado de François bruscamente e mostra sua coleção, mas François não dá uma palavra, apenas olha com medo e desprezo para Cruella, e interrompe-a no meio de uma frase:
– Com licença, mas o que lhe faz pensar que pode se sentar ao meu lado e colocar estes papeis imundos no meu colo?
Cruella não entende.
– Perdão? — pergunta ela.
– Saia daqui, por favor. Estou relaxando.
– Não, mas veja, os casacos, eles...
– Eu falei, SAIA! — grita François, jogando os desenhos de Cruella para o alto e deixando-os cair na grama do Hyde Park.
Cruella não sabe o que fazer, apenas se levanta, pega alguns dos papéis e sai chorando. Mas algo mudou em Cruella naquele momento, e ela não iria deixar barato.
*** Naquele mesmo dia, á noite ***
Cruella esperava na frente do hotel de François, tarde da noite. Com seus olhos verdes de raiva e um martelo na mão, atrás de um dos muros do hotel cinco estrelas totalmente apagado ás 4:00.
A limusine chegou, e Cruella não excitou, assim que ela partiu, em jogar o martelo na cabeça de François, e apenas alguns segundos depois, na da sua filha e sua esposa. Ninguém passava na rua, e Cruella havia sido esperta o suficiente para deixar no chão um carpete. O porteiro do hotel, dormia sob efeito da droga em seu suco no qual Cruella colocou naquela tarde.
Cruella levou os três para longe dali, colocando-os no carro pobre dos seus irmãos. O ódio de Cruella era tanto, que ela não sabia o que fazia, apenas deixava seu corpo lhe impulsionar, e deixava sua exênsia mal lhe impulsionar.
Mais tarde, naquela mesma madrugada, Cruella dissecaria os corpos, e faria de suas peles um maravilhoso revestimento para uma bolsa. Bolsa de pele humana. A família foi dada como desaparecida, e ninguém nunca soube de seu paradeiro. Algumas teorias até diziam que eles foram abduzidos por alienígenas, mas o único alien que os abduziu foi Cruella de Vil, que os vestia perfeitamente bem e havia naquela noite, descoberto a elegância das peles.
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