Pride and Hate
6 Black Magic
Notas iniciais

Mim estava, junto com mais cinco alunos e alunas, estudando seus poderes com seu superior, o Mestre Gorlon. Uma vez por semana ela aprenderia a controlar seus poderes que já nasceu com junto com seus "amigos" Merlin, Flika, Horn, Kron e Arta. Mim nunca poderia estar mais feliz de finalmente aprender a controlar suas transformações as quais já nasceu com e agora, com 19 anos, estavam fortíssimas e praticamente impossíveis de serem controladas. Mas o que Mim mais gostava nisso tudo era que, toda vez após as aulas, os seis se reuniam e faziam jogos com o que era aprendido. Mim sempre se dava bem nos jogos, pois tudo que o Mestre Gorlon os havia ensinado Mim já havia se transformado algumas vezes acidentalmente, e se lembrava de tudo. Os feitiços externos de transformação eram feitos com a pobre cobaia e também bicho de estimação da Mim: seu gato preto Walt. Mas Mim, em algum lugar do seu ser, saberia que ela era muito maior que aquilo tudo. Ela andou vendo livros de magia negra, e se descobriu apta para isso. Mas era proibido a realização de magia negra nas aulas do Mestre, e caso fosse descoberto que um de seus alunos utilizou de magia negra, ele seria expulso e exilado para as florestas. Mim não tinha ninguém para lhe ajudar caso fosse exilada. Toda sua família morreu em um ataque de um dragão pouco depois de seu nascimento. O que a salvou fora um escudo protetor que seu pai colocou em sua volta, mas este escudo somado às chamas do dragão deixou um efeito colateral que ficaria marcado para o resto de sua vida: o cabelo roxo. Mim estava se sentindo atraída por Horn, um de seus colegas de classe. Nunca havia se sentido daquele jeito por mais ninguém, e estava prestes a revelar este segredo para ele nesta noite, depois da aula. Lá estavam eles, depois de uma aula sentados em roda. Os seis, em volta de Walt, enquanto tentavam transformá-lo em peixe. Mim levantou sua varinha e disse:
– Aquarium Aquaticus Aqualitis!
Num passe de mágica (literalmente) Walt se transformou num peixe, caindo no pequeno copo de vidro com água o qual ele estava em cima.
– Poxa, Mim, você foi bem! — fala Merlin.
– Muito bem, Mim! — fala Arta.
Mim gostava de ser elogiada. No fundo sabia que quando ficasse mais velha seria uma grande feiticeira.
Mas a melhor coisa que aconteceu neste dia foi o que aconteceu depois.
– Parabéns, Mim. — fala Horn.
Quando ouviu o elogio de Horn, Mim sabia que ele estava apaixonado por ela também. Sim, na cabeça de Mim, ao uma pessoa lhe elogiar, já pretende passar a noite com você.
– Obrigada, Horn. — fala Mim, jogando sua voz sensual para cima dele, coisa que aprendeu em outra aula.
Merlin, Flika, Kron e Arta perceberam logo o que Mim estava fazendo, mas não interromperam nada, apenas deixaram que rolasse o que fosse entre eles. Afinal, Mim é uma menina bonita, que merece ter um namorado decente, e Horn parece ser. Além dos outros quatro terem percebido o que Mim pretendia fazer, Horn também percebeu, e começou a jogar suas segundas intenções:
– Mim, você quer ir para minha casa hoje?
– Claro, Horn. — fala Mim, seduzindo-o.
O tempo passou nos jogos dos jovens, e ao final, Mim acompanhou Horn a sua casa, sempre alisando seus cabelos, e ele pegando em seus cabelos roxos.
Enfim, ao chegar na pequena cabana de palha entupida de coisas, Mim perguntou:
– Então, Horn, como vai sua vida?
– Vai ótima, Mim. — fala Horn. — Melhor agora, com nós dois aqui a sós.
– A sós não, o Walt está aqui conosco. — fala mim, rindo e apontando para o gato preto no canto da sala.
– Nossa, coitado, verá tantas coisas... — fala Horn, enquanto tira seu macacão, mostrando seu corpo sarado.
– Não tem problema — fala Mim — ele não vai dizer nada.
Mim se joga em Horn, jogando-o na cama, enquanto tira suas roupas, e Horn tira as dele. Mim fica por cima de Horn, enquanto ele penetra nela. Mim nunca se sentiu tão feliz na sua vida. Finalmente estava fazendo sexo com alguém que gostava, e estava sentindo prazer nisso, ela explodia de prazer. De repente, Mim sente a explosão de prazer do orgasmo e entrando em transe quando, juntos, ambos tem o orgasmo.
Mas algo muda em Mim. Seus olhos escurecem, e ela entra em um estado de transe.
– Mim? — Pergunta Horn. — Você está bem?
Mim sai desse estado repentinamente, e se solta do corpo de Horn. Percebe que ele a olha esquisito, e vê que ele a acha estranha.
– Horn... Eu...
– O que foi? — pergunta ele.
– Eu... Preciso ir...
Mim sai correndo da cabana de Horn, indo embora para sua casa na maior rapidez que pôde. Sabia muito bem que seu estado de transe se deu pelo seu alto contato com a magia negra. E sabia que não era uma coisa boa. Olhos negros só aparecem após excesso de contato com essa tal Magia que é proibida.
***No outro dia, na aula***
Mim chega lentamente para o grupo de colegas que estavam conversando antes da aula começar. Entre eles, lá estava Horn, que ficava cochichando no ouvido de Merlin coisas que Mim não conseguia ouvir, mas tinha ideia de que era por conta de seus olhos negros. Os outros três também estavam falando, mas foi só quando Mim chegou que eles pararam.
– Oi, gente. — fala Mim, se aproximando com os livros no braço e Walt entre suas pernas.
Ninguém responde, apenas olha para Mim como se ela fosse uma aberração.
– Mim, o que aconteceu ontem de noite com o Horn? — pergunta Merlin.
– O que? — diz Mim, se fazendo de desentendida. — O sexo? Vocês querem detalhes?
– Não, Mim — fala Flika — Horn disse que seus olhos ficaram totalmente pretos.
Mim fica nervosa, mas se faz de desentendida.
– O quê? Não! Que conversa é essa, Horn?
– Não se faça de desentendida, Mim. Você sabe muito bem o que aconteceu.
– É! Isso é magia negra, Mim! — fala Arta. — É proibida e você sabe muito bem disso!
– Você é uma bruxa, não uma maga! — fala Merlin. — Magia Negra é coisa de bruxas!
– Bruxa! — fala Kron.
– Bruxa! — repete Flika.
De repente, todos apontam e chamam Mim de bruxa. Ela não sabe o que fazer, está desesperada. Ninguém podia que ela fazia magia negra. Então uma coisa em Mim a faz mudar, a áurea negra que existe em seu ser se apossa de seu corpo, e seus olhos ficam negros novamente. Depois disso, todos param e ficam a encarando enfurecida.
– Então... — fala Mim, deixando o que quer que seja falar por ela. — Eu sou a bruxa!
Mim levanta sua mão, fazendo com que os pés de seus colegas saiam do chão e seus corpors sejam lançados contra uma árvore em volta da clareira onde se concentram as aulas.
Eles se levantam e ficam encarando Mim, espantados com o que está acontecendo.
– Mim! Isso não é você! — grita Merlin.
– Está enganado, Merlin. Esta é a verdadeira Mim! — fala ela, e levanta a mão, jogando todos para o alto, e deixando-os cair por queda livre, até chegarem a poucos centímetros do chão, quando param.
Mim não sabe de onde isso veio, e procura ao redor, até achar o Mestre Gorlon.
– Mim! — fala ele. — Você sabe das regras! Magia Negra é proibida em minhas aulas! E você sabe das consequências?
Mim olha pra o Mestre e fala:
– Sim, Gorlon, serei exilada.
– Para você é MESTRE Gorlon! — grita ele, apontando para ela.
Mim se extressa mais ainda, e levanta sua mão lentamente, jogando Gorlon contra outra árvore em volta da clareira. Ele fica chocado, por que vê que sua magia negra é maior do que qualquer uma que ele já viu. Mim se aproxima dele lentamente, com seus olhos negros voltando ao normal. Porém, seu eu negro já se apossou de seu corpo que os olhos não fazem a mínima diferença.
Ao chegar a um metro de distância de Gorlon, ela grita:
– E para você, é MADAME Mim!
Mim se afasta lentamente dele, adentrando na floresta com Walt a seguindo em seus pés, ela própria se exilando. Daquele dia em diante, Madame Mim se entregaria 100% para a magia negra, e estava pouco se importando para as regras.
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