Pride and Hate

23 Diamonds Are a Girl's Best Friend


Notas iniciais
Oiii, desculpem a demora, repetindo o fato da crise criativa, mas aqui vai mais um capítulo, baseado no filme "Bernardo e Bianca", espero que gostem!

Naquele internato para garotas do estado de Nova York, no meio de corredores lotados em pleno verão e em uma manhã de quinta-feira, uma batida de salto alto veio ecoando no corredor, e todas as alunas já reconheciam tal andar e já sabiam de quem se tratava tal salto alto. Aquela pessoa passava com a cabeça baixa agarrada aos seus livros de diamantes mitológicos só querendo chegar em sua aula de história.

– Elizabeth. – parou-a uma menina um pouco mais alta do que a indivídua que andava de cabeça baixa no corredor. – O que você faz tão atrasada para as aulas?

– Eu... Estava lendo. – falou Elizabeth, levantando a cabeça intimidada ainda agarrada aos seus livros e já com pressa pelo corredor.

– Lendo? Oh, a diretoria não gostará de saber disso... – falou a menina, que por sua vez se chamava Agatha. – O que você estava lendo? Esses livros que você tem na mão?

Agatha pegou á força um dos livros que Elizabeth andava agarrada com. Agatha era a inspetora do corredor simplesmente por conta de ser enteada do diretor do internato. Ela pega o livro e abre em uma página marcada anteriormente por Elizabeth.

– Olha. Nessa página marcada tem um diamante. – falou Agatha, fazendo expressões exageradas e mostrando gozação para com Elizabeth. – O Olho do Diabo. É isso que você fica lendo e acaba se atrasando para as aulas, sua doida de cabelo ruivo? – perguntou ela, agora falando bem alto para todas as meninas no corredor do internato poderem ouvi-la. — Deixe de ser uma aberração fanática por olhos de demônios e volte para a aula!

Elizabeth conseguia sentir todos os olhos no corredor voltados para ela. Sentia-se vulnerável e sentia-se esquisita. Achava que não pertencia àquele local. Seu fascínio por diamantes mitológicos era algo que ela gostaria que fosse compreendido. Mas infelizmente, ali ela não passara de uma aberração.

O fascínio por diamantes mitológicos como o Olho do Diabo por Elizabeth começou quando ela era uma criança. Desde pequena foi á biblioteca pública e leu na área de livros documentais sobre esses diamantes. Elizabeth sonhava com riqueza. E acreditava que os diamantes podiam ser sua porta de entrada para a riqueza e a fama. Além disso, seu fascínio pelos diamantes e suas histórias por trás eram algo que els sempre teve.

– Ei. – falou uma menina atrás de Agatha, puxando-a e tomando sua frente. – Pare de fazer isso. Não é legal.

– E quem é você para dizer o que eu posso e o que não posso fazer? Eu sou a inspetora do corredor! Esse é meu trabalho! – falou Agatha, na defensiva, para a garota baixinha.

– Seu trabalho é inspecionar o corredor, não humilhar os outros. – falou a garota loirinha de olhos azuis.

– Eu posso lhe mandar para a diretoria agora mesmo. – falou Agatha.

– Você não vai. Por que eu contarei que você é quem andou roubando as bebidas de seu padrasto diretor. Acredito que você não vá gostar disso, não é, Agatha? – fala a menina.

Agatha fica calada. Seu rosto exibe um pavor e ela olha com ódio para Elizabeth e a garota. Ela sai de perto á passos fortes pelo corredor, chamando atenção de todas as meninas que passavam por lá.

– Me chamo Lauren. – falou a menina á Elizabeth.

– Elizabeth. – falou ela.

– Vamos. Vamos sair de perto desse circo de horrores. – falou Lauren, puxando Elizabeth para fora dali.

Naquele dia, Elizabeth perdeu as aulas de história e todas as outras para ficar com sua nova amiga. Foram duas semanas inteiras com uma pessoa para conversar, compartilhar segredos, pensamentos e tudo que vinha por sua cabeça. Sua obceção pelo Olho do Diabo foi transferida para Lauren, que pareceu muito interessada em aprender mais sobre esse diamante mitológico e muitos outros.

Duas semanas Elizabeth sabendo o que era ter uma verdadeira amiga. Nunca havia tido isso com ninguém. Sempre fora uma pessoa sozinha discriminada por suas preferências. Sentiu-se mais viva do que nunca. Finalmente poderia confidenciar algo á alguém que não fosse um diário.

Lauren parecia uma pessoa perfeita. Apoiava Elizabeth em tudo que ela fazia. Até mesmo quando ela resgatou dois filhotes de crocodilo das mãos de caçadores e os manteve escondidos em seu quarto.

Duas semanas depois, Elizabeth estava sentada em seu quarto folheando mais de seus livros sobre diamantes e marcando os pontos principais, vendo onde seriam os locais mais prováveis para o Olho do Diabo estar escondido, quando a porta de seu quarto abriu-se bruscamente, vendo ali uma Lauren com um rosto pasmo.

– Elizabeth. – falou Lauren, na porta. – Eu sei que isso pode parecer loucura e não acredite em mim se não quiser, mas eu achei algo nas minas aqui abaixo da escola e pareceu muito com a descrição do Olho do Diabo. É incrível a semelhança. Venha comigo, para vermos se é mesmo. Mas eu acredito que seja.

Elizabeth não quis acreditar de primeira que um diamante que ela sempre sonhara estava exatamente nas ruínas abaixo do internato que ela estuda a anos. Mas nunca confiou em ninguém como confia em Lauren, e acredita que sim ela é uma pessoa que de fato falaria a verdade em qualquer circunstância. Sabia que Lauren era uma verdadeira amiga. E além do mais, as condições geográficas e climáticas do estado de Nova York, onde o internato se localiza, são favoráveis ao diamante.

– Está esperando o que então? Vamos! – falou Elizabeth, levantando-se da cama e correndo junto á Lauren nos corredores do internato.

Elizabeth e Lauren saem do internato e adentram em uma caverna próxima áquele local. Adentram mais e mais afundo na caverna, agora andando aos poucos para tomar cuidado par não tropeçar em nenhuma pedra. Chega a certo ponto em que Elizabeth não enxerga mais nada.

– Lauren? – pergunta Elizabeth, não enxergando nada ao seu redor. – Lauren!

Elizabeth ouve um estrondo e logo depois, vê tudo ao seu redor clarear. Olha e vê tochas iluminando todas as meninas que zoam com ela desde que ela entrara no internato. Agatha entre elas, e junto á ela, Lauren. Olha onde está. Uma gaiola imensa que se estende do teto ao chão da caverna.

– Lauren! – grita Elizabeth, se segurando nas barras da gaiola, olhando para Lauren. – Me ajude!

Lauren olha com uma cara sádica para Elizabeth, como quem gosta do que está acontecendo com ela, e diz:

– Como eu irei ajuda-la se eu ajudei-as á colocar-lhe aí?

Elizabeth não acredita no que ouve. Lágrimas começam a escorrer de seus olhos. Como ela poderia pensar que arranjaria uma amiga ali?

– Mas... Lauren... – fala ela.

– Você é tão mongoloide que não percebe que a Lauren é nossa amiga a anos. – fala Agatha, com uma tocha na mão. – Ela é uma de nós e a colocamos junto á você para ver se tinha alguma salvação, Elizabeth. Juro. Achávamos que em algum lugar nessa aberração poderia existir alguém que pudesse fazer alguma diferença no mundo.

– Mas pelo que eu vi nessas duas semanas, você não passa numa aberração que acredita em um diamante fantasioso. – falou Lauren, com um sorriso sádico. – Você não passa de uma aberração.

As meninas parecem vibrar em silêncio na caverna. Todas as meninas que infernizaram a vida de Elizabeth a vida inteira, dando sorrisos sádicos para a pobre menina ruiva dentro da jaula.

– Estamos fazendo um favor para o mundo te matando, pense nisso. – falou Lauren.

Todas as meninas colocam suas tochas na posição horizontal, e por entre as grades passam-nas, fazendo as tochas aproximarem-se mais e mais do corpo de Elizabeth, que fica apavorada com a situação.

Elizabeth não vê saída para aquela situação. Se vê em um beco sem saída cercada por tochas que podem coloca-la para ser queimada viva a qualquer momento. As lágrimas escorrem dos olhos de Elizabeth como cachoeiras incapazes de apagar o fogo que a cerca.

Mas no meio daquela situação, Elizabeth lembra-se do por que das meninas não estarem gritando. Entende o por que das meninas não estarem batendo os pés ou vibrando com seus corpos o fato de seu sacrifício. Barulho.

Apenas um grito foi capaz de derrubar as pedras que sustentavam a caverna. O grito de Elizabeth foi tão grande que ela não acreditou que seria capaz de ter crdas vocais tão potentes.

Foi tudo um borrão escuro entre o momento que as pedras que sustentavam a caverna caíram e Elizabeth saiu dos escombros. Ela não se lembra muito bem, mas parece que a gaiola foi o motivo de ela sair viva dali. Mas aqueles escombros mudaram algo em Elizabeth.

Naquele dia, Elizabeth pegaria seus únicos amigos, os crocodilos filhotes, e fugiria do internato, indo para Nova York.

Nos primeiros meses na grande cidade, teria que ganhar a vida vendendo seu corpo, mas depois conseguiria abrir sua loja de penhores, e a partir dali utilizaria o nome artístico de Madame Medusa, dando alusão a criatura mitológica, e usando siso para justificar o fato de ela procurar o mitológico diamante do Olho do Diabo.

Naqueles tempos em diante, Madame Medusa faria de tudo para encontrar o Olho do Diabo e por suas mãos nele, nem que para isso tivesse que sequestrar uma menininha em um orfanato.

Notas finais
Obrigado por ler! Deixe suas impressões nos comentários! Próximo capítulo sem previsão!