Notas iniciais
Oi, aqui é o Kikonsam novamente. Espero que gostem deste capítulo. Agradecimentos á leitora Emily, que me ajudou a compor esta história. Baseada em um livro da Disney, " A Tale of Two Brothers". Mas é uma adaptação livre.

África.

Não precisa se dizer muita coisa para se imaginar um lugar selvagem, cheio de savanas, lagos, animais e coisas do tipo. O animal mais conhecido por ser o rei das savanas é o leão. Leões são, de fato, reis de vários reinos animas na África. Mas é na Terra do Orgulho, na atual África do Sul, que nossa história começa...

Era uma vez uma família real de leões na terra do orgulho. Nesta família existiam dois leões que eram o rei e a rainha da terra do orgulho. O rei, Ahadi, era um leão amarelo com uma juba vermelha assim como a maioria dos leões da África. A rainha, Uru, era uma leoa com pelos mais negros. Ambos se amavam muito, e desse amor nasceram dois filhos gêmeos. Seus nomes, Mufasa e Taka. Na noite em que os dois nasceram, Taka saiu primeiro que Mufasa, fazendo dele o sucessor ao trono. Taka era de fato mais parecido com sua mãe Uru, com pelos negros e feições mais selvagens do que Mufasa, com pelos mais amarelados.

A apresentação dos dois foi uma imensa festa. Muitos animais foram prestigiar os leões gêmeos sendo erguidos pelas mãos do macaco Rafiki, enquanto soltavam seus sons e se erguiam perante o futuro rei e seu irmão. De fato, os dois foram amados e respeitados por todos do reino e, com a sabedoria de seus pais, aprenderam a importância do ciclo da vida e a respeitar todos os animais.

Anos se passaram e Mufasa e Taka eram apenas dois leões adolescentes quando aconteceu. Taka nunca foi muito sociável, e nunca se deu muito bem com os leões da Pedra do Orgulho, sua casa. Por isso nunca deu muito valor ao trono, apenas fazia questão pelo fato de que ele poderia finalmente fazer com que as hienas, suas grandes amigas, recebessem o tratamento devido dos outros leões assim como de todos os outros animais. Taka não via como as hienas poderiam ser traiçoeiras, como seu pai dizia. Para ele as hienas eram seres fantásticos que sempre abriram seus olhos ao fato de que as famílias de leões eram os verdadeiros traiçoeiros. Hienas, na verdade, eram de fato traiçoeiras e somente estavam usando Taka para poder subir na sociedade animal da Terra do Orgulho.

Taka só gostava de Mufasa. Seu irmão era o único leão em que ele confiava tudo, até seus segredos mais obscuros. Mufasa também gostava de Taka, e era um dos melhores irmãos que alguém poderia ter. Mas Taka não conta tudo para Mufasa, pois sabia que seu irmão era fiel ao seu pai, o rei. Ele sabia que se contasse para Mufasa da sua relação com as hienas, ele contaria para Ahadi e assim aconteceria algo de muito ruim com as hienas, assim como para si próprio. Mas depois de tudo que ele e Mufasa passaram juntos, todas as aventuras e tudo mais, Taka achava que poderia sim dizer para Mufasa de seu relacionamento com as hienas.

Era um final de tarde quando os dois acabaram de comer uma zebra quando Taka finalmente foi falar para Mufasa:

– Mufasa, preciso lhe mostrar uma coisa...

– O que foi, Taka? – pergunta ele, andando junto com Taka até um lugar mais afastado.

– Só me siga... – disse Taka indo em direção ao lugar afastado aonde as hienas moravam.

Mufasa estranhou, mas sabia que poderia confiar em seu irmão, por isso, cada vez mais desconfiado, o seguiu até o ponto mais crucial bem perto das fronteiras da Terra do Orgulho. Um lugar deserto, apenas com as vegetações baixas e grama sendo soprada pelo vento.

– Taka, o que estamos fazendo aqui? – pergunta Mufasa.

Taka não responde e apenas solta um rugido bem peculiar e fino para o norte. De trás de uma pedra saem três hienas desconfiadas que não sabem o que está acontecendo para Taka ter levado outro leão ao seu lar.

– Taka, o que está acontecendo? – pergunta Shenzi, a única hiena fêmea dos três.

– Taka, o que você está fazendo? – pergunta Mufasa, recuando um pouco com medo das hienas.

– Mufasa, por favor, confie em mim. – fala Taka, que depois se vira para as hienas dizendo: — Está tudo bem, é Mufasa.

– Sabemos que é Mufasa. – fala a outra hiena Banzai. — Mas o que sei irmão está fazendo aqui?

– Eu já disse que podem confiar nele. – fala Taka.

– Taka, você é amigo das hienas? – pergunta Mufasa, horrorizado com o que estava vendo.

– Sou. Mas elas não são quem você pensa que elas são. – fala Taka, se virando para Mufasa. – Entenda, não são eles nossos inimigos, Mufasa. São os leões da Pedra do Orgulho.

– Como? – pergunta Mufasa, sem acreditar no que Taka estava dizendo.

– Vê, Mufasa... – fala Taka, continuando a dizer o que dizia anteriormente. – Sempre nos ensinaram que elas são traiçoeiras, mas ninguém nunca foi muito legal comigo na Pedra do Orgulho, só a mamãe, que é da minha cor. Elas abriram meus olhos para isso.

– Mas, Taka, como pode saber que os outros leões não são legais se nunca sequer falou com eles? – pergunta Mufasa.

– Eu simplesmente sei. As hienas me disseram. – diz Taka.

– As hienas lhe disseram? – pergunta Mufasa, sem acreditar na situação á sua frente. – Taka, elas só estão lhe manipulando. Como pode não ver isso?

– Mufasa, elas só são incompreendidas. – diz Taka. – E quando eu for rei eu irei libertá-las. Poderão vivr conosco na Pedra do Orgulho.

– Na Pedra do Orgulho? – fala Mufasa, agora chocado com a situação. – Taka, você enlouqueceu? Só leões vivem na Pedra do Orgulho.

– Eu sei, mas eu pensei que... – mas Taka é interrompido por Shenzi o chamando:

– Taka, o Ed ficou com a cabeça presa em um tronco.

Taka sabia muito bem que Ed tinha um parafuso a menos. Sabe que Ed precisa de cuidados especiais, e por isso foi ajuda-lo, deixando o Mufasa chocado ali parado. Acontece que Ed de fato prendeu a cabeça de jeito, e demorou muito para Taka conseguir tirá-lo de lá. Tempo suficiente para Mufasa correr para a Pedra do Orgulho e chamar Ahadi e Uru para ver o que acontecia, já que não era normal aquilo tudo que Taka falava. E quando Taka finalmente tirou a cabeça de Ed do tronco, deu de cara com Ahadi olhando para ele com olhos ferozes.

– Pai? – pergunta Taka, sem acreditar que Mufasa havia chamado os dois até ali.

– Taka, o que está fazendo? Compactuando com as hienas? – fala Ahadi, exibindo seu eu feroz para as hienas, que se escondem atrás de Taka.

– E tudo que lhes ensinamos, filho? – pergunta Uru, compreensível, para Taka.

– Pai, mãe, não é bem assim, eu...

– Não interessa! – fala Ahadi, gritando uma voz feroz. – Você só me fez comprovar o que já desconfiava. Você não será mais o rei.

Taka não acredita no que ouve, nem Mufasa, que não esperava aquilo tudo de seu pai.

– O que? – pergunta Taka.

– Você me escutou. – fala Ahadi. – Mufasa será o rei, não você.

– Ahadi, deve ter outro jeito... – fala Uru.

– Não tem, Uru! – fala Ahadi, rosnando para sua esposa. – Taka já teve sua cabeça mexida pelas hienas. Não servirá como rei.

– Pai, você só pode estar brincando... – fala Taka, sem acreditar no que Ahadi fala.

– Não estou. – fala Ahadi. – E as hienas estão exiladas permanentemente da Terra do Orgulho.

E foi assim que aconteceu, Taka apenas teve suas melhores amigas exiladas do reino que deveria ser seu. E Taka ficou amargo, só queria saber de vingança contra Mufasa. Os tempos passaram, e Taka continuou a encontrar as hienas apenas cruzando a fronteira da Terra do Orgulho. Ele esperou pacientemente para a chance perfeita de vingança contra Mufasa. E apenas alguns meses depois, viu a chance perfeita ao saber de um lago em que nenhum outro animal bebia a sua água por conta de um velho búfalo ranzinza que não dividia a água com ninguém e morava por lá o tempo todo. Era isso, o plano era perfeito. Mandar Mufasa para ir até lá tentar convencer o búfalo á sair do lago e deixar que os outros animais bebessem água ali seria o plano perfeito. E por incrível que pareça, a áurea boa de Mufasa o fez aceitar. Muito burro e bom, Mufasa foi com sua lábia tentar convencer o búfalo ranzinza a deixar que os outros bebessem água no lago, enquanto Taka observava atrás do mato:

– Senhor Búfalo, já ouviu falar do ciclo da vida? – perguntou Mufasa, tentando convencer o búfalo.

– Ciclo da vida? – pergunta o búfalo.

– Sim. Sabe, nós leões comemos antílopes, e depois que morremos nosso corpo vira grama, que é o alimento dos antílopes. Isso é o ciclo da vida, um ciclo sem fim que nos guia á dor e emoção, na fé e o amor. Se você não deixar que os animais bebam a água desse laguinho, eles morrerão de sede, fazendo com que o ciclo se quebre. Você também faz parte deste ciclo, então por que impedir os outros?

O búfalo pareceu bem convencido, e quase foi capás de renunciar seu trono de dono do lago, antes de Taka aparecer rugindo para ele. O búfalo viu que era uma cilada, e partiu para cima de Taka e Mufasa. Mufasa conseguiu se safar, mas Taka não conseguiu escapar dos chifres do búfalo, que arranhou seu olho. Taka tentou enganar seu irmão por raiva, e deixando essa raiva lhe levar conseguiu uma cicatriz. Mais tarde naquele mesmo dia, Rafiki tentaria sarar o ferimento de Taka em seu olho.

– Não será possível curar essa cicatriz, Taka. – fala Rafiki, passando a pasta medicinal feita com folhas orgânicas que ele próprio fez. – Você ficará com ela para sempre.

Mufasa ficou espantado com isso. Seu irmão ficaria com uma enorme cicatriz no olho para sempre, até seu último dia de vida. Ahadi e Uru se espantaram também, e não sabiam se poderiam olhar para Taka com os mesmos olhos.

Taka sabia disso, e soube que deixando a raiva lhe levar acabou se dando mal.

– A raiva me levou. – diz Taka. – Desculpe, Mufasa.

– Está desculpado, Taka. – fala Mufasa, desculpando sinceramente seu irmão.

– Não me chame mais de Taka. – fala ele. – Para me lembrar do que aconteceu comigo por conta que deixei a raiva me controlar, me chame de Scar.

Scar, cicatriz. Daquele dia em diante todos os chamariam assim. E não seria pelo fato de que estava arrependido que deixou a raiva lhe controlar que deixaria de planejar uma vingança contra Mufasa. Continuaria esperando pacientemente a hora em que ele poderia se vingar de vez de seu irmão.

Notas finais
Obrigado por ler. Deixe suas impressões nos comentários! Próximo cap semana que vem!