Notas iniciais
Oie, aquei é o Kikonsam com o capítulo dessa semana! Escrito por mim e baseado no filme "Mulan"! Espero que gostem...

As montanhas da Mongólia estavam particularmente vazias e silenciosas nessa noite. Todos em suas devidas casas nas vilas das montanhas, com suas famílias e jantando os pratos típicos dessa região asiática. De repente, o silêncio de uma particular vila Mongólia fora quebrado pelo som dos passos de uma pessoa. Esta pessoa era alta, forte. Por trás da capa conseguia-se ver os olhos puxados e a pele quase totalmente cinza do menino de 17 anos Shan Yu. Ele passou por mais algumas casas antes de entrar em um beco, onde tinha nele uma velha porta que, ao abri-la, podia-se ver um cômodo velho e desgastado. Mas Shan Yu pouco se importava para isso, afinal, só utilizava deste cômodo para uma coisa: encontrar-se com sua amada Fa. Fa estava escondida por trás de uma mesa velha, e ao ver Shan Yu, apenas levantou-se e jogou-se em seus braços, dando-lhe um beijo como sempre dava.

– Já faz o que? Duas semanas? – pergunta Shan Yu, se soltando do beijo e lembrando-se de quando fora a última vez que eles se encontraram.

– Quase três semanas... – fala Fa. – Ah, mas que saudade!

Fa começa a tirar a roupa de Shan Yu, e depois tirar a própria. Tiveram uma noite de amor como nunca. Depois de semanas sem se verem, era compreensível que esta noite fosse a mais agitada de todas. Mas tudo tem um fim. Depois de um tempo, os dois tiveram que se separar, e depois cada um tomar seu caminho para suas casas na montanha.

Shan Yu chegou em casa tarde, e não conseguiu enxergar nenhuma vela acesa para iluminá-la, apenas toda casa escura. Andou na ponta dos pés para poder chegar até o seu quarto, mas algo o chama atenção.

Ouve, em meio á escuridão da sala de jantar, o barulho de um fósforo se acendendo, e mais posteriormente, esse fósforo se encontraria com um cordão, acendendo-o e mostrando que alguém havia acabado de acender uma vela. O rosto dessa pessoa aparece á luz da vela, e Shan Yu consegue identificar o rosto diabólico e assustador de seu pai. Shan Yu se assusta, e tenta pensar em qualquer desculpa para estar fora de casa até uma hora daquelas.

– Boa noite, Shan Yu. – fala seu pai.

– Boa noite, papai. – fala Shan Yu, colocando-se em posição de sentido.

Seu pai sempre presara em Shan Yu uma posição de sentido, e desde que seu filho era pequeno ele ensinara-o a ser um bom soldado. Um soldado que invejaria toda Mongólia e os impérios vizinhos. Shan Yu nunca teve interesse por isso, mas sempre fazia para dar honra ao seu pai, que via em seu filho o sonho que ele próprio nunca realizou.

– Eu estava apenas colhendo cenouras... – fala Shan Yu, começando uma história fictícia de como não achou cenouras e teve que voltar para casa, mas seu pai levanta a mão, mandando-o parar de falar antes que continue com a mentira.

– Vamos, Shan Yu. – fala seu pai, se ajeitando na cadeira. – Ambos sabemos que você não foi colher cenouras. Tenho lhe observado há vários meses, e percebi que você sai muito de noite. Por favor, diga-me a verdade...

Shan Yu não tinha como mentir. Então, apenas contou a verdade de como encontrou Fa e de como se apaixonou por ela. Seu pai apenas escutava com a mesma expressão no rosto. Se existe algo mais assustador que isso, Shan Yu desconhecia. Ao terminar a história, seu pai ficou calado por mais alguns segundos, o que assustou Shan Yu. Mas logo ele se pôs a falar:

– Você sabe que não tem tempo para nada. Tem que treinar para ser soldado. Esta moça só vai atrasá-lo.

– Não, papai. – fala Shan Yu. – Acredito que ela possa até ser uma motivação para eu lutar. Por favor, não me faça desistir dela. Eu a amo.

O pai de Shan Yu sabia bem que o filho estava falando a verdade. Sabia que ele realmente ama aquela moça. Mas ele não podia deixar o filho fugir da responsabilidade de tornar-se um grande soldado, um soldado capaz de invadir todos os reinos vizinhos. Mas ele sabia que não poderia fazê-lo mudar de ideia, por isso, em poucos segundos, arquitetou um plano, e disse:

– Está bem, filho. Mas chame-a para um jantar em família. Quero conhece-la.

– Sério? – pergunta Shan Yu, de fato desconhecendo a repentina aceitação de seu pai.

– Sim. Agora pode ir dormir. – fala ele, dispensando seu filho.

Shan Yu foi para seu quarto confuso, mas também animado. Nunca pensou que seu pai pudesse ser uma pessoa realmente muito aceitável. Mas, ele não sabia que naquele momento, seu pai pegava abaixo de sua mesa um caderno totalmente em branco, e passaria o resto da noite escrevendo nele, escrevendo até a mão doer.

No outro dia, Shan Yu encontrou-se com Fa e chamou-a para o jantar. Em princípio, ela achou estranho, mas aceitou. Arrumou-se o dia todo, para poder chegar apresentável para o pai de Shan Yu, a única família na qual seu amante tinha.

Á noite, Fa chegou á casa de Shan Yu com um longo vestido de seda e coberta com um casaco, no qual ela deixara na cadeira ao lado da porta de entrada. O pai de Shan Yu fora muito receptivo, e ofereceu-a várias comidas e bebidas, de sua própria cozinha. Shan Yu sabia muito bem o quanto sue pai cozinhara bem. Desde que sua mãe morrera pouco depois de seu nascimento, ele teve que aprender a cuidar do filho e desistir da carreira de soldado. Tudo estava ótimo, e Fa parecia muito satisfeita com tudo.

Depois do jantar, os três estavam sentados na sala principal conversando sobre o quão longe os dois pretendiam ir com aquela relação.

– Pretendo casar-me com ela. – fala Shan Yu, dando um sorriso.

– Nunca amei alguém tanto assim na minha vida. – fala Fa, sorrindo para Shan Yu.

– Olha só para vocês, tão jovens e já sabem o que é amor. – fala o pai de Shan Yu, sorrindo.

Neste momento, Fa sente algo estranho. Se sentindo mal, ela começa a segurar sua mão em sua barriga.

– O que foi, Fa? – pergunta Shan Yu, preocupado.

– Acho que preciso vomitar. – fala Fa, suando.

– Venha comigo, então. – fala o pai de Shan Yu, levantando-se e com sua bengala levando a moça até o lado de fora da casa.

– Deixe-me ir junto. – fala Shan Yu.

– Não. – fala seu pai, antes de sair pela porta da frente. – Você fique aqui e reze para os ancestrais protegerem-la.

Shan Yu obedece o pai, e preocupado, ajoelha-se para pedir ajuda aos ancestrais.

Seu pai sai da casa e vai até o lado, onde um balde deixado para colocar a comida das vacas está postado.

– Aqui. Ajoelhe-se e vomite. – fala ele, e Fa no mesmo instante ajoelha-se e começa a colocar tudo para fora.

Nunca havia vomitado assim. Por mais que ela vomitasse, parecia que mais comida saia. Fa estava exausta e sentindo muita dor no estômago.

– É... Parece que você não vai parar tão cedo. – fala ele, sorrindo para Fa. – Sabe, foi difícil achar um veneno que pudesse ser forte o suficiente. Mas parece que eu consegui.

Fa escuta, entende, mas está muito fraca para responder. Continua vomitando, e em um momento, começa a vomitar sangue juntamente ao vômito.

– Sabia que esse veneno corrói tudo dentro de você? É impressionante. Você perde sangue vomitando, até não sobrar quase nada. – fala ele, ainda sorrindo e vendo a cena da moça vomitando sangue.

Fa não aguenta mais. A dor em seu corpo pesa, e ela cai, deixando mais um pouco de sangue sair pela sua boca, espalhando uma poça de sangue no local.

– E você morre. – completa ele.

O pai de Shan Yu grita pelo filho, que correndo, vê a imagem da amada deitada no chão com sangue saindo de sua boca. Ele não aguenta ver aquela imagem, e cai de joelhos, chorando como nunca chorara na vida. Seu pai fica apenas do lado, encenando pêsames, enquanto vê o filho sofrer abraçando o corpo de Fa.

– Shan Yu, pegue o casaco dela. – fala o pai. – Precisamos cobri-la para enterrá-la.

Shan Yu, com pêsames, vai andando e pega o casaco de Fa dentro da casa. Fora dela, pouco antes de cobri-la, deixa do casaco cair um caderno. Dele, consegue var coisas escritas.

– Deve ser o diário dela. – fala Shan Yu, folheando as páginas.

– Provavelmente. – fala seu pai, vendo seu plano se realizar.

Shan Yu folheia as páginas, e de repente lê a última página, na qual ela escreveu no dia anterior a sua morte. Lê ali que ela amava muito ele, mas que queria que ele virasse um poderoso soldado, assim como seu pai queria. Assim poderia ter honra e teria um marido poderoso, capaz de fazer inveja a todas as outras mulheres da vila.

– Então... Ela queria que eu fosse soldado? – pergunta Shan Yu, pensando alto.

– Acho que ela queria que você fosse bem sucedido. – fala o pai. – A única forma de acontecer isso é se tornando um grande soldado.

Shan Yu olha para o pai, que também lia o diário, e depois olha para o corpo de Fa. Olha para seu rosto, chegando perto dele, enquanto deixa lágrimas escorrerem de seus olhos, e diz:

– Eu vou lhe honrar.

E assim aconteceu. O plano do pai de Shan Yu funcionou, e cada dia depois daquele Shan Yu só pensava em se tornar um grande guerreiro da Mongólia, e assim conseguiu formar seu próprio exército, os Hunos. Sendo o maior e mais forte exército da região, Shan Yu conseguiria honrar Fa invadindo cada império próximo á Mongólia, e teria sucesso em todos, até enfrentar um exército no qual uma mulher se disfarçara de guerreiro.

Notas finais
Obrigado por ler, espero que tenha gostado! Deixe suas impressões nos comentários! Próximo capítulo semana que vem...