Notas iniciais
**Esse capítulo contém links camuflados**

Caroline, Bonnie, Elena, Stefan, Tyler e Damon estavam no que parecia ser uma concentração militar na sala dos Gilbert.



Caroline andava de um lado para o outro, quase histericamente descontrolada.

– Foram SEIS corpos, SEIS meninas inocentes! – A loira andava parecendo que ia criar um buraco no chão.

– Quem faria uma barbaridade dessas? – Elena estava boquiaberta.

Bonnie olhou disfarçadamente para Damon.

– Vampiros... – Ela sibilou.

Ele olhou para a bruxa com tédio.

– Por que não fala logo que foi Damon Salvatore! – Ele falou em terceira pessoa. – Sei que está louquinha para me acusar...

– Não... Pela primeira vez não acho que foi você... Mas não descarto a possibilidade de ser um vampiro. – Bonnie estava pensativa e abalada, ela conhecia três das meninas.

– Estou mergulhado em um Universo Alternativo? Bonnie não me considera seu principal suspeito... – Damon escorou um braço no ombro da bruxa e sorriu zombeteiramente para ela.

Ela o empurrou e cerrou os olhos manifestando sua magia que provocava um aneurisma em Damon, ele estava quase caindo no chão de dor quando Elena se manifestou.

– Bonnie!

– Não é porque não acho que tenha sido você, que passei a te suportar. – Bonnie disse para o Damon que se levantava cambaleando furioso. Se tivesse os mesmos poderes que ela, só com o olhar que ele lançava a bruxa estaria morta e dura no chão. Ela não faz ideia do quanto ele detestava ser atacado assim por bruxas, era humilhante.

– Com certeza foram vampiros... – Caroline ainda caminhava. – Tinham marcas de dentes no corpo, minha mãe disse que não há dúvida.

Stefan segurou Caroline pelo braço e tentou acalmá-la, ao mesmo tempo em que tentava entender a situação.

– O que realmente aconteceu, Caroline? – Indagou o Salvatore mais novo.

– Um maratonista estava treinando nos arredores da cidade, e entrou numa trilha que passava pela antiga propriedade da família de você e do Damon, aí ele começou a ver muitos corvos empoleirados em árvores e um cheiro insuportável... Ele pensou que deveria ser algum animal morto, já estava preparado para ligar para o controle dos animais, ele seguiu o odor e acabou se deparando com uma montanha de corpos apodrecendo no meio das ruínas da antiga casa de vocês... – Caroline tentava ser o mais fiel possível ao que sua mãe tinha lhe contado, enquanto todos faziam caretas horrorizados com a história, Damon e Stefan escutavam a história com a maior atenção para pegar todos os detalhes daquele homicídio em massa. -... Não tem nenhuma ligação lógica entre as vítimas, exceto a aparência. Todas tinham entre 17 e 18 anos, eram morenas de estatura mediana, fora isso, nada mesmo em comum...

– Três meninas eram daqui de Mystic Falls e as outras três eram de uma cidade vizinha... – Tyler completou

– Será que tem algo a ver com o vampiro quee te abordou no Grill sábado? – Stefan matutava e dirigia-se a Damon.

– Para mim, ainda não vi sinal de ligação... – Damon disse.

– Pense bem, irmão, talvez o fato de ter sido na nossa antiga propriedade seja um sinal... Só não entendi a seleção das vítimas... – Stefan raciocinava.

– Meninos, do que vocês estão falando? – Elena perguntou confusa.

– Sábado, um vampiro, que não sabemos quem é, abordou Damon, o fez muitas ameaças e disse que o mataria. – Stefan explicou.

– Na verdade, ele disse que eu não “lembrava” dele, então devo saber quem ele é, mas a pessoa deve ter sido “tão importante” na minha vida que não consigo relembrar... – Damon corrigiu o irmão mais novo.

– É, mas parece que para ele você foi muito importante, só que de forma negativa. – Stefan fez uma observação.

– Então quer dizer que de certa forma a culpa das mortes das meninas é dele...? – Bonnie falava de Damon.

– Certo, culpe também os judeus pelo Holocausto de Hitler! – Damon ironizava a bruxa que se calou para escutar Stefan.

– Se o problema fosse apenas com Damon, esse vampiro poderia vir logo para atacá-lo de uma vez, mas ele demonstrou ser sádico... Ele quer aterrorizar e impressionar. Se realmente foi ele, está jogando através de charadas. – O Salvatore mais novo concluiu.

– Com certeza são charadas, até os policiais estão confusos tentando entender a pista que ele deixou para trás... – Caroline comentou enquanto refletia sobre as palavras.

– Que pista? – Elena, Bonnie, Tyler, Stefan e Damon indagaram ao mesmo tempo como um coral.

– No chão, perto do monte de corpos das garotas, tinha uma frase bem grande escrita com sangue que dizia “ELA É MINHA”, ninguém entendeu... – Caroline disse quase desprezando a informação, como se fosse inútil.

Damon paralisou e ficou mais pálido do que era normalmente.

– O que foi Damon? – Stefan perguntou preocupado com a expressão do irmão.

– Acho que matei a charada... – Damon disse olhando o vazio, a pequena frase dita por Caroline provocou um momento de epifania incrível no vampiro. Ele não tinha se tocado do que o vampiro pirado falava àquela noite porque estava perturbado pelo incidente de Joshua-Jonathan com Juliana, mas agora quase tudo fazia sentido. -... Ele disse: “quando sua coisa mais preciosa [...] estiver sob os meus domínios”... – Damon não conseguiu continuar, mas todos os outros também entenderam.

– Oh Meu Deus!... Juliana... – Elena disse colocando uma mão na boca.

Damon se transtornou.

– Onde ela está? Cadê ela? Onde Juliana está? – O vampiro começou a sacudir Elena pelos ombros.

– Ela saiu faz umas duas horas, foi para o ensaio das líderes de torcida. – Respondeu a Gilbert sendo sacudida.

Damon saiu batido pela porta com sua rapidez vampiresca.

– Os ensaios só duram uma hora e meia... – Caroline disse e sem seguida partiu como Damon.

Stefan também desapareceu pela porta, eles precisavam encontrá-la, Juliana tinha que estar a salvo e tudo TINHA que ser apenas uma teoria de conspiração tola que estavam acreditando.

Algumas horas atrás...



Havia se passado dois dias que Juliana e Damon tinham tido aquele pequeno momento de trégua em sua convivência nada fácil de ultimamente. Mas desde aquela madrugada eles não se encontraram novamente.

Era quase cinco horas da tarde, Juliana tinha acabado de chegar em casa e tomava um banho para ir às cinco e meia para o ensaio de animadora de torcida no campo do colégio.

Quando estava pronta para ir, vestida com sua roupa de animadora, resolveu encher seu vaso de água na cozinha.

– Você não deveria ir ensaiar hoje, mais tarde vai ter uma reunião aqui que a Caroline marcou com Tyler, Bonnie, Stefan, ainda não sei o motivo, mas o Damon vai estar aqui também. – Elena disse maliciosa comendo um sanduíche.

– E daí? – Juliana enchia sua garrafa.

– E daí que eu vi aquele dia que vocês chegaram com o nascer do sol, j-u-n-t-o-s. – Elena tentava manter uma pose bem maliciosa, mas esse era o papel de Caroline, não o dela.

– Ih... Não aconteceu nada demais, nem me olhe com essa cara, e eu também não o perdoei. – Juliana fechava a tampa de seu porta-água.

– Não, é? Então porque estavam de mãos dadas? Hein? – Elena levantou uma sobrancelha cinicamente.

– Foi um momento de fraqueza e... E... Não vai se repetir de novo! Tchau! Fui... – Juliana atravessou a porta o mais rápido que pode.

– Você não pode fugir para sempre! – Elena berrou para que ela escutasse e começou a rir.

...

Juliana chegou ao campo do colégio, mas o lugar de ensaio das animadoras era do outro lado, ela teria que passar perto dos meninos que treinavam futebol americano, não tinha outro caminho.

A garota começou a passar pelos arredores dos meninos jogando e preparou seus ouvidos para gracinhas, não havia nada pior para uma líder de torcida ou qualquer garota passar por um bando de meninos idiotas.

Ela atravessava e muitos meninos pararam de jogar para mexer com Juliana. Muitos assoviavam, ela continuou olhando para frente e fingindo que eles não existiam, apenas Brad Cooper teve a ousadia de falar um gracejo um tanto indecente, mas Matt Donovan deu uma cotovelada no colega de equipe para defender a irmã de Elena. Brad tentou desafiar Matt, mas desistiu de iniciar uma briga, pois o loiro de olhos azuis era o dobro em tamanho e em massa muscular.

Juliana finalmente conseguiu chegar do outro lado “sã e salva” onde as animadoras a aguardavam. Tyler tinha abandonado o time de futebol do colégio depois que ativou sua maldição de lobisomem, então sem Matt ela não teria tido ajuda alguma com os marmanjos do outro lado.

Uma figura masculina, embaixo da arquibancada, no escuro, a observava. Ele tinha tido tempo suficiente para aprender e decorar todos os horários dela.

O ensaio transcorreu normalmente. Juliana poderia ser a capitã, mas prezava a democracia e aceitava opiniões de todas as outras dançarinas, o que fazia dela se tornar bastante querida.

Mesmo Caroline tendo cedido seu posto e nomeado a Salvatore-Gilbert como capitã sem uma eleição, o que fez a maioria das outras garotas terem inicialmente raiva de Juliana, hoje, todas adoram ela porque com a sua simpatia e política de liderança liberal faz com que todas as outras líderes se sintam importantes.

Quando o ensaio terminou, as garotas foram indo embora de uma em uma, ou em grupos, mas Juliana ficou um pouco mais com outra líder alongando e conversando. O céu já estava completamente escuro, e não tinha mais nenhum menino no campo treinando, todos já tinham ido embora, inclusive Matt.

– Sue, você sabe por que a Kimberly não veio no ensaio hoje? – Juliana enxugava seu suor com uma toalhinha.

– Você não sabe? – Sue disse quase boquiaberta também se enxugando.

– Não, o que houve? – Juliana perguntou curiosa.

– A Kimberly e outras cinco meninas foram encontradas mortas e empilhadas numa propriedade antiga de uma das famílias fundadoras... Parece que tem um serial killer na cidade, e que ele só ataca meninas da nossa idade e morenas... Espera um pouquinho, meu telefone está tocando. – Sue disse atendendo o celular enquanto uma Juliana boquiaberta digeria a informação. – Oi Pai... Chegou?... Tá, já estou indo. – Sue desligou o celular e se dirigiu a Juliana. – Meu pai não quer que eu ande sozinha por aí, principalmente a noite, tenho que ir, ele veio me buscar de carro, tenho que ir, tchau.

– Tchau. – Juliana disse.

Antes de partir, Sue voltou a falar com sua capitã.

– Tome cuidado.

– Pode deixar... – Juliana deu um sorriso forçado e amarelo.

Depois que Sue foi embora, Juliana fez mais uns alongamentos, bebeu um gole de água e decidiu tomar o rumo de sua casa. A verdade era que ela estava fazendo hora para não chegar em casa e dar de cara com Damon, mas depois do que ela soube sobre Kim e outras cinco meninas não quis demorar muito.

A garota começou a caminhar pelo imenso gramado do campo, que era iluminado por quatro postes colocados estrategicamente nas extremidades do lugar. Logo que sua caminhada se iniciou, um dos postes se apagou, instantaneamente ela olhou na direção desse poste, mas tudo embaixo dele ficou escuro e a luz dos outros três postes ofuscava sua visão.

Juliana continuou sua caminhada. E outro poste se apagou, a garota olhou na direção do recentemente apagado, agora eram apenas dois que ofuscavam sua visão, então com dificuldade, apertando os olhos, conseguiu ver perto da base do poste uma sombra de homem.

– Olá!... Tem alguém aí? – Ela gritou para ser escutada.

Mantendo seus olhos na sombra, ela não acreditou no que os olhos viram. A sombra correu com uma velocidade inumana pelas extremidades do campo onde estava o segundo poste até o terceiro.

A sombra escalou o poste, de um modo que os olhos da menina não conseguiram acompanhar, e mexeu nos fios até as luzes deste se apagarem.

Juliana começou a correr como uma louca na direção da saída do campo. Em poucos segundos o quarto poste tinha sido apagado e um breu tomou conta de todo o campo, ela não conseguia enxergar mais nada, mas corria, corria porque sua vida dependia disso.

Ela notou que uma pequena luz em todo o local vinha dela, era seu vaso de água que ainda segurava, ele tinha uns desenhos com tinta fluorescente, imediatamente largou a garrafa sem parar de correr.

A adrenalina só crescia dentro dela, mas parecia que aquele campo não tinha fim. Ela estava apavorada, não conseguia perceber nenhum movimento no campo além do dela mesma. Não escutava nenhum passo, ou cortada de vento, apenas sua respiração quase sem fôlego.

Seu corpo estava cansado do ensaio, mas ela não desacelerava por um segundo, ela queria viver. Naquele instante, para distrair-se da dor que suas pernas estavam começando a reproduzir, Juliana começou a imaginar vários xingamentos para atribuir a Sue Clinton, que se tivesse tido a educação de lhe oferecer uma simples carona talvez não estivesse passando por aquilo.

A garota começou a ficar um tanto aliviada porque começou a ver a penumbra de uma luz, ela estava no caminho certo, só podia ser a garagem!

Mas antes que conseguisse sair do campo, algo a agarrou por trás; um braço prendeu sua barriga contra o tronco do ser que a perseguia, imobilizando-a. Eficientemente, uma mão coberta por um pano tapou a boca e o nariz de Juliana para que ela não gritasse, mas tinha um cheiro forte, de um líquido que ela tentava recordar, mas antes de ficar inconsciente fez a associação do que era e de onde conhecia. Aula de Química. Sonífero.

A garota desfaleceu nos braços de seu perseguidor até então desconhecido por ela; James.

Notas finais
Faltam seis capítulos para a temporada acabar! :D Espero que tenham gostado da chuva de capítulos e espero que comentem para que eu possa postar mais amanhã! :D Beijooos