Pretty Woman
11 Eu não vou lembrar mesmo...
Cap. 11 – Eu não vou lembrar mesmo...
Edward entra no elevador com Winry ainda no colo. Essa que estava chocada com a atitude do loiro, mas muito feliz internamente.
- Pode me pôr no chão agora?
- aperta o botão do térreo – Agora posso.
O louro põe cuidadosamente a pequena no chão.
- Muito bom, agora pode começar a se explicar.
Winry põe as mãos na cintura e começa a bater o pé. Estava muito feliz pôr ele ter demonstrado interesse e ter agido, mas não podia se jogar nos braços dele, AINDA, precisava fingir que estava frustrada por ele tê-la tirado da festa.
- o elevador chega ao destino e os dois saem do prédio com Edward ainda em silencio – Então, Ed, não vai falar nada?
- coloca as mãos nos bolsos – Eu te impedi de cometer um erro.
- E quem disse que eu ia cometer um erro?
Os dois caminhavam pelas ruas lado a lado.
- Você is beijar aquele esquisito, não ia?
- É... Quem sabe.
- Cruz credo, Winry! Aquele cara não faz o seu tipo!
- E como você tem tanta certeza, acho que o meu tipo é escolha minha.
Por que ele tinha que ser tão turrão? O que tinha de tão difícil em falar que estava com ciúmes?
- puxa a loira pelo braço para poderem atravessar na rua até o parque – Eu... – nem ele mesmo tinha certeza do por que daquela ação – Como você se sentiria se me visse quase me pegando com uma garota...
Ela não o deixa terminar.
- “Mataria ela! E você por ser tão idiota!” – inner dela berrava, mas a consciência dizia outra coisa – Se eu visse que você realmente gostava dela, não faria nada, pelo contrário, desejaria felicidades. “Mesmo que isso me matasse!” – completou mentalmente –
- Mas você gosta tanto daquele lá? – Ed olha para ela –
- Não, eu conheci o Niki hoje, mas um beijo não precisa significar amor eterno.
- Mas pode significar.
- Poder pode, mas o que fazer se geralmente gostamos de quem não gosta da gente.
- Então você gosta de alguém?
- Gosto. – ela viu que estava falando demais – Mas isso não vem ao caso, quero uma explicação, pare de fugir!
- Eu...
- Você? Fala logo, homem!
- Eu não sei direto?
- Como assim não sabe? Por acaso você estava dando sopa sem nada para fazer, me viu e pensou: Vou estragar a ficada da Winry, não tem nada para fazer mesmo.
- Então você pretendia mesmo ficar com aquele idiota?
- Para de fugir Ed! Eu quero uma resposta descente, se não, vou voltar lá e ficar com ele!
- Não!! Muita calma nessa hora, se não a farofa desanda!
- Que história é essa de farofa?
- Nada... – eles param quando se deparam com uma bela vista da lua – Bonita, não?
- Linda... Mas para de tentar me fazer perder o foco!
- Você não desiste!
- Nunca!
- Então eu acho melhor mostrar.
Ed puxa a desprevenida Winry, girando-a e prendendo-a contra a árvore mais próxima com intenção de lhe dar um beijo arrebatador. Não entendia porque, mas sentia alguma coisa muito estranha quando estava perto dela e essa coisa queria por que queria um beijo!
-
-
Riza permanece mais algum tempo na sala, mas não muito. Aquela voizinha chata que costuma avisar que você está fazendo algo errado, estava gritando dentro de sua mente, se bem que o álcool também deveria ter algo a ver com isso. E como já não havia mais muitas pessoas na festa, não teve problemas em sair de fininho para seu quarto.
- se joga na cama – Ok... Existem três alternativas: 1 – Eu estar louca, o que não seria estranho. 2 – Eu inconscientemente saber que o que estou fazendo é loucura e que no fim vou acabar machucada. Ou 3 – O álcool está me fazendo ouvir essa voz irritante que não cala boca desde da hora do tango.
Toc Toc
- Falando sozinha?
- vira o rosto – Só constatando algumas coisas.
- se senta a beira da cama –Tipo o quê?
- se senta na cama com índia com um travesseiro entre as pernas – Sinceramente, sem meias palavras, você acha que o que estou fazendo é sensato?
- Sensatez é uma questão de ponto de vista.
- Kaede!
- Olha, talvez essa não seja a maneira mais convencional, mas é uma maneira.
- Então por que tem uma voz na minha cabeça berrando que eu vou me dar mal no final? Kaede, estou mexendo com fogo e sei que se ele quiser, vou ceder, mas quem me garante que ele fará isso pelos motivos que eu quero?
- Quanto a voz na sua cabeça eu diria que ou você está louca, ou você bebeu além da conta e mais um pouco. Já quanto estar mexendo com fogo, é melhor você saber que tentou, do que passar o resto da vida pensando como teria sido se tivesse tentado. E quanto a sair machucada, quem te garante que ele fará isso por simples capricho? Aquele olhar para cima de mim tinha mais do que despeito.
- Nossa, você deveria ser terapeuta.
- Que isso, eu só gosto muito da minha amiga e quero vê-la feliz. Não que eu ache aquele Mustang um cara que faz seu tipo, mas o amor é cego e meio burrinho, né?
O loiro dá um abraço na loira.
- Mas se eu quebrar a cara?
- Você terá certeza de que não é ele o cara certo e eu vou estar por perto para te dar apoio. E Riza, para conquistar o coração de uma mulher, você deve primeiro conquistar a mente dela. Agora, para conquistar o coração de um homem, primeiro deve-se conquistar o corpo. Ou seja, em bom português, seduzi-lo. Porque quando ele se interessa, te dará a chance de mostra que tem muito mais a oferecer.
- Se eu não amasse tanto o Roy, você seria o amor da minha vida!
- Fico lisonjeado, mas que tal você ir lá agora fazer algo a respeito. Não deve ter mais ninguém lá...
- Quantas horas?
- Duas da manhã.
- Nossa!
Kaede ajuda Riza a se levantar, essa que dá uma desamassada na roupa e uma penteada nos cabelos antes de voltar para a sala que só não estava vazia devido a presença de Niki.
- Nossa! Pensei que fossem dormir juntos!
- Todo mundo já foi?
- Já são duas da manhã, querida.
- Bem, sempre haverá um amanhã.
- Com certeza. – a loira sorri –
- Bem, hora de ir... E eu acho que a Winry não volta mais hoje, você fica bem sozinha?
- Por favor, Niki.
- Eu só estou preocupado. – dá um abraço na loira e um beija em sua testa –
- Eu me sinto uma anã.
- Uma anã muito gata.
- Kaede lhe dá um beijo na testa – Não se esqueça de trancar a porta e me liga para sairmos e você me contar como anda esse seu plano maluco.
- Com certeza.
Os dois irmãos vão embora deixando a loira sozinha. Essa que apaga os flashs, desliga o som e começa a ir para o quarto. Com certeza, Winry terminaria a noite melhor que ela.
Ao entrar no quarto vê Black apagado em sua caminha aos pés da cama de casal, sorri ao ver que ele não parecia ter se importado muito com a movimentação da noite.
Tira o vestido, joga-o na poltrona e vai para o banheiro lavar o rosto e tirar a maquiagem. Quando termina, ouve um barulho de descarga. Será que alguém tinha ficado?
Sem pensar duas vezes, põe a primeira roupa que encontrou, uma camisola preta de bolinhas brancas e segue para a sala.
Pelo corredor escuro, um confuso Roy caminhava. Não havia mais barulho de pessoas ou música, será que a festa havia acabado? Gente, se isso aconteceu, ele estava trancado!!
O moreno estava a frente da porta quando a luz da sala acendeu-se.
- Roy?
O jovem general virou o corpo para o lado da voz, encontrando Riza encostada do portal do corredor, descalça, de camisola, de cabelo preso com uma piranha e o rosto lavado. Estava natural e mesmo assim continuava maravilhosa.
- Parece que eu perdi o fim da festa. – segura o riso –
- Acho que deveria ter procurado se havia mais alguém na casa.
- Que isso, eu é que escolhi a hora errada para ir ao banheiro. Então...
- Lógico. – a loira pega a chave para abrir a porta –
- Antes será que eu posso pegar um copo d’água?
- Hunru...
Os dois seguem para cozinha.
- Gelada?
- Sim.
Roy senta-se em uma cadeira ela lhe entrega o copo.
- Parece que o chibi acertou-se finalmente com a mecânica.
- Já estava mais que na hora.
- Como as crianças são complicadas, por que não podia se acertar sem tanto circo?
- Crianças... – a loira sorri –
- Você acha que dura?
- Acho que acaba em casamento.
- Nossa! Será que o toco de amarrar jegue vai casar primeiro que eu?
- Mas isso não é muito difícil, você não pretende casar.
- Só por que eu não saio por ai contando que pretendo casar, não quer dizer que não vá fazer isso.
- Nossa! – faz cara de chocada – Preciso comer alguma coisa para não ter certeza de que o álcool não está prejudicando minha audição.
Riza se levanta e com muito custo, alcança um pote de cookies que estava em cima da geladeira.
- Tudo isso só por que eu disse que pretendo casar um dia? Acho que essa é a ordem natural das coisas... Curtir a vida, achar a pessoa certa, casar...
- E quem está dizendo isso é o solteiro mais convicto da central. Sempre achei que tinha alergia a palavra casamento.
- Eu ainda não achei ou ainda não conquistei a mulher certa, não vou casar para me divorciar um ano depois. Tenho que estar livre e desimpedido para quando a mulher da minha vida aparecer.
- Eu precisava ter gravado isso, quando eu contar ninguém vai acreditar.
- Nossa... Meu filme é tão queimado assim?
Roy seqüestra o cookie que a loira tinha nas mãos.
- Hei!
- Amanhã você vai me agradecer por não te deixar comer esse monte de carboidratos coberto de chocolate!
- tomo o biscoito de volta – Não tenho problemas com a balança! – empurra a latinha de cookies para ele –
- devolve a latinha – Mas eu quero esse! – toma o biscoito dela e come –
- Criança! – fazendo bico –
- Quem está fazendo bico não sou eu!
- Chato! – loira pega um copo de leite –
- Então... Agora que estamos conversando como duas pessoas civilizadas e que não existem chances de você atirar em mim... Por que a mudança de comportamento?
- Como assim?
- Você nunca me deu a menor moral e agora parece que está me seduzindo...
- Você é muito convencido.
- Talvez um pouco, mas isso foi uma constatação. Você nunca me deu a mínima atenção e agora a coisa está um pouco... Diferente.
- Eu não estou fazendo nada.
- Ok... Vejo que por esse caminho não sairemos do lugar, então vamos para o segundo assunto em pauta. Por que ficou tão estressada com a história do tango?
- Eu não tenho obrigação de responder.
- Mas se não responder vou tirar minhas próprias conclusões que provavelmente vão incluir que você tem uma queda por mim.
- Golpe baixo!
- Então?
- Digamos... – ela pensava nas palavras certas – Que você por um pequeno período de tempo tornou difícil a minha linha de raciocínio. – a loira dá um pequeno sorriso que é escondido depois por uma pequena mordida no lábio inferior –
- Nossa! Agora quem queria ter um gravador sou eu!
- Pra você ver... – a loira brincava de afogar o cookie no copo de leite –
- E você não me parece ter ficado muito feliz...
- Bem, não gosto de não ter o controle sobre meus pensamentos e atos.
- Eu fiz isso tudo?! Ainda bem que eu só estava devolvendo uma provocação, pois se eu estivesse realmente empenhado...
- ela termina a frase — ...Eu não diria, não.
- Isso está ficando muito estranho.
- Fala alguma coisa que eu não sei. – Riza permanecia com os olhos sobre a mesa –
- Por que não olha para mim?
- Evitando riscos.
Roy dá um pequeno sorriso e começa a brincar com os dedos da mão esquerda da loira que estava sobre a mesa.
- Eu não sou tão perigoso.
- É sim. Como você chama alguém que conquista outra pessoa sem se quer ter tentado isso? Para mim, você é horrivelmente perigoso.
- Eu não sabia disso.
- E eu nem sei porquê estou te contando, mas não se iluda, amanhã vou negar até a morte ou no máximo, colocar a culpa no álcool.
- E eu vou te lembrar de que os bêbados não mentem.
- Mas não se lembram de nada, ou seja, se não me lembro, como posso acreditar que disse alguma coisa?
- Você é muito escorregadia, sabia?
- Faço o que posso. – dá um sorriso amarelo antes de levantar – Já é tarde, melhor você ir.
- Melhor mesmo...
- Só uma coisa.
- Disponha. – sorri –
- Isso.
Riza puxa Roy pelo colarinho e lhe dá um beijo arrebatador.
- Eu não vou me lembrar mesmo. – a loira começa a caminhar para o quarto – Quando sair feche a porta.
Roy fica meio sem ação, não esperava uma ação como aquela. Foi inesperado. Foi ótimo... Foi... Controlador! Ah, não! Ela não ia fazer isso e sair ilesa.
Continua...
Notas finais
Querem saber o que aconteceu com o Ed e a Winry?
E o qiue será que o Roy vai fazer?
kkkkk
Eu não vou contar até vcs comentarem!
hahahahahaha
kisss e dollu vcs!
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