Pretty Little Liars - What Really Happend To Me!
1 Am I in danger?
Notas iniciais
Beijão, espero que gostem!
A pequena Aria, com seus cabelos negros e pele alva, caminhava pelas ruas da cidade que não via há tanto tempo, o vento de outono soprava em seu rosto suavemente e fazendo seus cabelos balançarem de forma graciosa. Ao mesmo tempo em que ficara animada de finalmente voltar para casa, ela também estava temerosa, pois sua casa, seu lar, trazia lembranças das quais preferia esquecer.
Um ano havia se passado dês de o dia que andara por aquelas ruas pela última vez, e caminhar nelas agora parecia mais surreal do que deveria. As lembranças vinham cada vez mais frequentes em sua memória,e apesar de a maioria delas serem felizes, era o tipo de felicidade que hoje ela poderia se sentir envergonhada por ter sentido. Aria dobrou em uma ruazinha estreita, deserta e levemente mais escura que as demais, a fim de pegar um atalho para sua casa, para poder livrar da mente todas aquelas lembranças, ou pelo menos tentar.
–Não acredito! – Seus belos olhos castanhos se depararam com um poste, onde pendia um pequeno cartaz. – Quanto mais eu tento esquecer, mais fantasmas aparecem.
Aria chegou perto do cartaz e ficou olhando para a foto da loura de olhos claros que estava ali, e não achava coragem dentro de si para ler aquelas mesmas palavras que lera e escutara por tanto tempo. “Desaparecida, Alison DiLaurentis”. Era como uma facada em seu coração. Elas tinham sido amigas por tanto tempo que quando o incidente acontecera, era como se ela tivesse se tornado uma completa estranha, e que a qualquer momento a verdadeira Alison, a sua amiga Alison, iria surgir para tirar sarro de tudo outra vez.
Ela se lembrava como se fosse ontem, todas se divertindo no celeiro dos Hastings, as risadinhas por motivo nenhum, os relâmpagos e trovões ecoavam a todo instante, a chuva estava forte, mas nada as fazia temer, era a última noite de férias e um feriado do Dia do Trabalho, e apesar do tempo ruim, a noite parecia perfeita.
“-Não beba demais Aria, ou nos contará todos os seus segredos! – Spencer falava irônica e risonha.
–Amigas dividem segredos, é o que nos mantém unidas! – Alison sorria, e estava deslumbrante como sempre. – Quero fazer um teste com vocês, sentem-se todas no meio do tapete!
As garotas se entreolharam desconfiadas, mas mesmo assim fizeram o que Alison pedia, apesar de serem amigas dela, elas sempre faziam tudo o que mandava por obrigação, por medo de serem chutadas do grupo a qualquer instante.
–Fechem os olhos que eu irei cantar um mantra e hipnotizar todas vocês! – Ela falou em tom mais baixo e suave.
–Mas Ali... – Spencer começara a falar, mas fora interrompida por um “sh” estressado de Alison.
–Quieta Spence, ou vai atrapalhar e tirar a graça de toda a brincadeira. – Alison falou revirando os olhos.
Ela começou a cantarolar uma canção em uma língua que ninguém ali conhecia, estava escuro e o clima era tenso, elas ouviam apenas os sons dos relâmpagos, da chuva e a canção de Alison, chegava a ser macabro. Alison colocou as mãos nos ombros de Aria e cochichou algo em seu ouvido que fora inteligível, ela sentira uma pequena dor em seu pescoço e por um longo tempo tudo ficara preto.
–Aria? Aria! – Spencer sacudia de leve os ombros da amiga. – Acorda!
–O que aconteceu? – Ela falou meio dormente.
–Eu e Alison brigamos, não se lembra? – Spencer franziu as sobrancelhas.
–Não. Tudo o que me lembro é de Alison falando alguma coisa para mim e depois eu acho que adormeci. – Aria sentou-se e olhou para as outras amigas que pareciam tão sonolentas quanto ela.
–Eu também não me lembro de vocês duas brigando, Spencer, o que aconteceu? – Hanna se sentou reta e pegou um pedaço de chocolate que estava na vasilha.
–Ela ia me morder e eu disse para ela não fazer isso, ela ficou brava e saiu daqui, tentei ir atrás dela, mas ela desapareceu. – Spencer se sentou ao lado de Emily e olhava para o chão, com medo de encarar as amigas.
–Morder você? Alison vem com cada uma ás vezes! – Hanna revirou os olhos. – Daqui a pouco ela deve voltar, sabe como ela gosta de fazer birra, acho que não devemos nos preocupar.
–E se alguma coisa aconteceu com ela? – Emily falou preocupada
–Se acalma cão de guarda, nada aconteceu com Ali, logo ela volta. – Aria falara e se levantando tomou outro gole da bebida que Alison tinha trazido, sentou-se ao lado de Emily e pegou sua mão. – Relaxa, ela já vai voltar.
Mas ela nunca voltou!”
Aria balançou a cabeça tentando afastar as lembranças de sua cabeça, de certo modo se sentia culpada pelo desaparecimento da amiga, talvez se ela não tivesse dormido ela poderia ter evitado a briga de Alison e Spencer e a feito ficar, assim ela ainda estaria aqui, ainda estaria com elas.
–Engraçado como eles escolheram a foto que eu menos gosto para botar nesse cartaz. – A voz que ressoou atrás de si era muito familiar, e o fato de ela saber a quem pertencia lhe arrepiou a espinha. – Não que eu esteja feia nela, afinal, eu não fico feia em nada. – Levemente Aria se virou para quem falava e um misto de emoções tomou conta dela.
–Alison? Você voltou! – Ela pulou no pescoço da loura que por breves segundos a abraçou e depois de murmurar algo inteligível, empurrou de leve Aria para fora de seus braços. – Dês de quando está de volta? Porque não tiraram os cartazes? Porque não me avisou que tinha voltado para que eu voltasse também?
–Não diria que voltei há tanto tempo. – Vaga como sempre, Alison encarava a amiga.
–O que quer dizer com isso? – Aria estava feliz e confusa de ver a amiga outra vez.
–Acabo de voltar para a cidade, não são todos que sabem que estou aqui. – A loura se aproximou e fez menção de tirar os óculos escuros que cobriam seus olhos, mas desistiu.
–Está de volta há quanto tempo?
–Voltei hoje! – Alison revirou os olhos, detestava ter de dar explicações.
–HOJE? – Aria apavorou-se. – Onde você estava? E com quem? E porque voltou agora? Seus pais saíram da cidade.
–Eu sei disso. E não posso te contar onde estava e nem com quem, mas posso te dizer por que parti e porque voltei. – Alison adorava fazer jogos, e isso não era nenhuma novidade. – Esperava que a minha partida fizesse todos com quem me importo fossem embora, assim ficariam a salvo, mas nada ocorreu como esperado, somente você e meus pais foram embora, e agora que vejo que está de volta tenho mais uma pessoa com quem me preocupar, e depois de tantas tentativas frustradas de mandar o resto embora da cidade, resolvi então tomar minhas providências para que não se machuquem.
–Do que está falando? Que perigos? Que providências, Ali? – Aria olhava séria e assustada para Alison.
–Não posso falar alto, preciso falar bem baixinho no teu ouvido. – Alison falou espiando os lados com os cantos dos olhos.
Aria se aproximou temerosa, a cada segundo que passava seu coração disparava um pouco mais, algo dizia para ela que deveria temer, mas outra parte de si dizia que não havia nada para se ter medo, era somente Alison, sua amiga de infância que tinha passado um tempo desaparecida e que agora estava finalmente de volta, que mal haveria em se aproximar dela? Afinal, elas se conhecem dês de sempre, e não há ninguém em quem Aria confiasse mais além de sua família e Alison.
–Essas providências! – Alison cochichou no ouvido de Aria e lhe beijou os lábios, deixando um gosto amargo e estranho na boca e não demorou muito para que o gosto se espalhasse por sua boca e descesse por sua garganta.
De primeira um arrepio subiu do fim de sua espinha até o topo de sua nuca, depois um par de pontas roçaram em seu pescoço, até que uma dor crescente começou a tomar conta daquela região, e logo se tornara tão insuportável que aos poucos fora perdendo seus sentidos, a visão fora ficando embaçada, a respiração pesada, e estava tão assustada e tão surpresa que nem sequer conseguira gritar por ajuda, logo tudo o que era claro se tornara negro, e logo a dor passou, mas somente porque sua consciência tinha sido perdida.
–Logo se juntará a mim, não se preocupe, não há nada para temer. – Alison falou enquanto colocava gentilmente Aria no chão. – Pequena e doce Aria, tão ingênua, confiaria até no diabo se ele tivesse olhos claros e um rosto belo. – Ela acariciava os cabelos castanhos da amiga e a olhava com ternura e pena. – Essa minha ajuda veio em boa hora, acredite, lhe fará mais bem do que mal. – Alison deu um beijo na testa de Aria e partiu.
O corpo de Aria começara a esfriar, ela continuava deitada no chão, ninguém passava naquela rua, e quem passava perto dela não olhava para seu lado, o que fez de Aria algo invisível. Horas tinham se passado e ela continuava inconsciente, estava anoitecendo e ninguém a ajudara. Felizmente uma garota que sempre fazia aquele caminho para voltar a sua casa, estava voltando de uma “reunião do grupo de ciências” e vira o corpo de Aria estendido no chão gelado.
–Oh meu Deus. – Quando Spencer vira o corpo de Aria ali estendido, ela correra para socorrer. – É a Aria, meu Deus, o que ela está fazendo aqui? Aria? Acorda! Aria! – Ela sacudia a amiga e dava leves tapinhas em seu rosto. – Não está adiantando. Melhor eu ligar para uma ambulância. – Antes que pudesse pegar o celular Aria começou a tomar consciência aos poucos e virou a cabeça de modo que Spencer pode ver as marcas no pescoço dela. – Alison!
No mesmo instante ela pegou Aria no colo e correu o mais rápido que pode para sua casa, levou Aria para o celeiro, agora reformado em um chalé, e deitou Aria no sofá, trancou todas as portas e esperou que a morena acordasse.
–Aria?
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