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–Aria? – Spencer sussurrou ao ver os olhos da amiga se abrindo levemente.

–Spence? Como eu vim parar aqui? – Aria começou a sentar-se devagar no sofá.

–Você estava caída na rua e eu te trouxe para cá. – Spencer alcançou um copo de água para a amiga. – Você se lembra do que aconteceu?

–Não. Só me lembro de estar andando na rua e então tudo ficou preto. Ai! Meus olhos ardem, minha garganta também, o que você colocou na água?

–Nada. Era um teste na verdade, acho que aconteceu com você também. – Spencer falou pausadamente.

–Teste? Para que? O que aconteceu? – Aria tentou levantar-se, mas ficou tonta e caiu sentada no sofá.

–Tente se lembrar Aria, quando estava caminhando naquela rua, quem você encontrou? – Spencer falou séria.

Aria parou em silêncio, ficou olhando para o nada, forçando a memória a funcionar, ela sabia que tinha estado com alguém, mas não se lembrava quem.

–O que você se lembra? Lembra-se de entrar na rua e o que mais? – Spencer continuou forçando a amiga a lembrar.

–Eu vi... Eu vi um poste com um cartaz pendurado.

–Que cartaz?

–O de desaparecimento da Ali.

–E então? O que aconteceu depois disso? – Spencer sentou ao lado da amiga.

–Alguém apareceu e... E... E me... Beijou. – Aria franziu a testa, quem poderia ter chego do nada e a beijado?

–Quem era? – Spencer olhava séria para Aria. — Quem era, Aria?

–Alison! Era a Ali. Ela me beijou e depois me mordeu no pescoço. – Aria parou em silêncio por alguns segundo. – Ela me mordeu! O que tem de errado com ela? Ela aparece do nada, diz que voltou hoje, mas eu tenho certeza que ela já está de volta a muito tempo, depois dessa pelo menos eu acredito que esteja, me beija e ai me morde? Ela é louca? O que ela tem na cabeça?

–Aria, mantenha a calma! – Spencer colocou a mão no ombro de Aria, que o sacudiu tentando se livrar da mesma.

–O que é? Vai me beijar agora também? Eu chego na cidade depois de muito tempo, me sentindo super culpada pelo desaparecimento da Ali, ai aparece ela e me beija, e me morde até sangrar? Olha sinceramente, o Jason beijava muito melhor que ela, não tenho do que reclamar, era de se esperar que o dom fosse de família, mas pelo visto não é, sem contar com as drogas. OH MEU DEUS, ela me drogou, ela me drogou! Era isso o gosto estranho, ela me drogou!

–Aria? – Spencer falou calmamente.

–O que? – Ela falou irritada olhando para Spencer de olhos arregalados.

–VOCÊ BEIJOU O JASON?

–Sim, ele beija super bem, nem acredito que consegui ficar com ele, por mais ele fosse o irmão mais velho esquisito da Ali eu sempre tive uma quedinha por ele.

–Eu sei disso. – Spencer falou rindo. – Todo mundo sabia, era super na cara.

–Sério? Ai que péssimo! – Aria ficou em silêncio por uns instantes. – Mas isso não vem ao caso. – Começou calma. – ELA ME DROGOU!

–Desculpa, quando se é novata nos distraímos muito fácil. – Spencer falou calmamente.

–Novata? Novata no que? – Aria falou olhando estranho para a amiga.

–Bom, Aria, tem algumas coisas que você precisa saber.

–Como o que, Spencer?

–Dês de que você foi embora as coisas ficaram um pouco estranhas, e alguns meses atrás Alison voltou, e ela nos contou tudo o que aconteceu, bom, não tudo, mas grande parte das coisas que não sabíamos sobre aquela noite, na verdade, sobre tudo o que realmente não sabíamos. – Spencer estava ficando nervosa, não havia uma maneira certa de contar aquele tipo de coisa.

–Ta, e daí? – Aria olhava fundo nos olhos de Spencer.

–E tem tanta coisa que nós não sabíamos, e sinceramente? – Spencer esperou uma resposta, que não veio. – Coisas que eu preferia nunca ter descoberto.

–Que coisas Spencer? Fala logo! – Aria estava ficando irritada, e aquilo era mais do que visível.

–Não é algo que se possa dizer assim. E mesmo se eu disser você não vai acreditar você precisa ver, é o único modo!

–FALA LOGO, SPENCE! – Aria gritou de tal modo que seus ouvidos sentiram a intensidade das ondas sonoras.

–Nós somos vampiros! – No mesmo momento em que as palavras deixaram seus lábios, Spencer soube que havia sido um erro falar assim.

–O que? – Por um segundo Aria parecia confusa, então se rosto foi levemente mudando suas feições. – Não acredito! Então tudo isso é um grande jogo não é? Me admira você Spencer participar disso!

–Isso não é um jogo Aria, é real! – Spencer se levantou e chegou perto da amiga, que se afastou.

–Não acredito nisso, um golpe tão ridiculamente baixo! Eu poderia ter morrido sabia? E se as drogas que ela me deu fossem fortes de mais? E se eu tivesse algum tipo de ataque?

–Aria, aquilo não era droga, aquilo era veneno, para você se transformar. Você tem que acreditar!

–Veneno? Oh ok. – Aria se sentou, os olhos cravados no chão, ela não compreendia como as amigas dela puderam fazer algo assim com ela.

–Aria, você precisa acreditar em mim. – Spencer se sentou ao lado da amiga e a olhava fixamente. – Pelo menos fique aqui essa noite.

–Não! Eu vou para casa. Não posso nem olhar para você agora. – Aria se levantou, mas Spencer colocou a mão em seu braço fazendo-a voltar a encará-la.

–Me deixa provar para você então. – Aria não respondeu, apenas continuou olhando para Spencer. – Vou pedir alguns favores e se nada do que eu disser acontecer, pode voltar a sua vida normalmente.

–Fala logo Spencer. – Aria continuava séria.

–Tranque-se no seu quarto e amanhã de manhã coloque apenas a mão no sol, não saia a noite na sua casa e fique longe dos seus pais pelo menos essa noite. E se você sentir uma ardência na garganta, é sede de sangue.

–Tudo bem Spencer, acho que você precisa dormir.

–Prometa que vai fazer o que eu disse! – Aria ficou encarando Spencer como se ela fosse uma louca. – Prometa Aria!

–Tudo bem! – Aria falou revirando os olhos. – Eu prometo.

Spencer sabia que ela ia fazer algo errado, todas fizeram, e houve sérias consequências para os acontecidos, ela somente esperava que com Aria não fosse tão cruel quanto fora com as outras.

“ –Alison? – Os olhos de Spencer estavam cheios de lágrimas e suas mãos tremiam incessantemente, ela não sabia como e nem quando, mas sabia que tinha feito.

–O que você fez? – Alison gritava desesperada. – Achei que tivesse me escutado Spencer!

–Desculpa! – As lágrimas finalmente transbordaram dos olhos da morena.

–Desculpa? Você realmente acha que “desculpas” vão adiantar? – A loura realmente esperava uma resposta, mas quando notou que não receberia nada além de soluços chorosos resolveu continuar. – Ela está morta Spencer, e não há nada que se possa fazer agora!

–Não! – Spencer se jogou em cima do corpo imóvel, gelado e drenado que jazia no chão de sua casa, ensopando as roupas com suas lágrimas de crocodilo.

–Não entendo porque está chorando. – Alison sentou-se no chão ao lado da amiga e da morta. – O que está feito, está feito, e não há nada que possa ser feito sobre isso. Você a matou, ela morreu. Atitude, consequência. Detesto dizer isso, mas eu te avisei Spence, eu te disse o que aconteceria e tudo o que você fez foi ignorar pensando que fosse outro jogo, mas não era, e eu te disse. E além do mais, você nem gostava dela tanto assim.

–Ali, para, eu preciso... Eu não posso... Me ajuda! – Spencer estava com os olhos inchados e vermelhos, a parte da roupa da morta em que ela estivera chorando estava ensopada e tinha rastros de sangue e maquiagem.

–Não há nada a ser feito. A única coisa que podemos fazer é fingir um acidente de carro, por a culpa em alguém e dar um enterro descente à ela ou você prefere enterrá-la assim e dá-la como desaparecida? – Alison olhava séria para a amiga, ela pensava que alguém deveria ser o pulso firme ali, e já que Spencer estava tão abalada, teria de ser ela, já que gritar obviamente não tinha adiantado de nada.

–Não, precisamos dar um fim descente para ela. – Respirando fundo, a morena sentou-se no sofá, limpou as lágrimas de seus olhos e ficou imóvel encarando sua presa morta.

–Precisamos contar a verdade pelo menos para a... – Alison não teve a oportunidade de terminar a frase, fora interrompida por barulhos de sirene que vinham da outra rua.

Ela e Spencer se apressaram em esconder o corpo em um lugar onde ninguém fosse encontrar, e deixar para cuidar disso à noite, quando ninguém as pudesse ver e fosse seguro sair na rua.

–Cuidamos disso mais tarde, vou lavar meu rosto e encontro vocês na cabana em alguns segundos. – Spencer falou séria e robótica enquanto subia rapidamente as escadas.

–Pobre alma, mas não posso dizer que não merecia! – Rindo sarcástica Alison saiu toda coberta em direção à cabana.”


Notas finais
Quem Spencer matou? Deixe sua opinião nos comentários.

Até os próximos capítulos. Beijos.