Notas iniciais
Eu sei que demorei, me desculpem, mas eu estava sem computador. sem mais delongas... Boa leitura!!!

Aria estava tendo uma péssima manha, estava tendo que suportar uma enorme fila que poderia levá-la a descobri quem teria assassinado sua melhor amiga, e isso era algo que a incomodava muito e agoniava, claro que o fato de estar lá em pleno sábado as 14h00min da tarde desde as 07h00min. Não iria demorar muito a ser interrogada, ou sim, afinal, os mais suspeitos eram os primeiros, ela com certeza não era uma deles, e com certeza não seria uma da primeira a ser interrogada, logo ela não seria, pois ter estado frente a frente com o cadáver em meio a uma apresentação diante de uma plateia horrorizada era um dos maiores álibis a ser usado, mas claro que isso não a deixava tranquila, afinal ela acabara de perder a sua melhor amiga, e a última coisa que a dissera era algumas palavras pesadas em meio a uma discussão, não tão pesadas quanto às de sua amiga, mas para ela era.

Por um momento pensou se ela não possuiria um carma ruim, já que a dor de uma perda e ser interrogada não eram algo tão incomum assim.

Aria pode ver Emily, uma de suas amigas, sair chorando da sala de interrogação do tal detetive que pelo visto era um pouco bruto com as palavras á que todos que saiam não saiam aflitos ou preocupados, mas sim tristes e abatidos. Na porta da sala ela pode notar um jovem, que obviamente seria um oficial de polícia pelo uniforme azul marinho com distintivo, em sua mão estava uma prancheta com vários nomes, entre eles estava o de Aria.

— Hanna Marin? – perguntou ele em voz alta, para que ela ouvisse seu nome ser chamado, pensou Aria.

— Eu. – alertou sua amiga loira e bela.

— Você deve entrar senhorita, Marin, – ele a admirava, como os homens fazem de costume, o que chamou a atenção de Caleb, que se contorceu em seu assento, Ezra e Aria via tudo isso. – É a próxima.

Aria pode ouvir cochichos sobre sua amiga ao passar pela porta de julgamento, mas isso era inevitável, e ela sabia que também seria alvo de cochichos maldosos ou lamentáveis assim que passasse pela porta. Ela resolveu se levantar um pouco e foi beber uma água, tentar acalmar suas emoções e reorganizar seus pensamentos, Aria estava começando a se perder em seus pensamentos, em meio a confusões de suas lembranças, as mais dolorosas, tudo vindo de uma só vez: Seu pai lhe dizendo palavras brutas, o trem em alta velocidade, Aria se disparando em uma corrida em direção ao carro, sua madrasta gritando e a culpando, Mike depondo a seu favor, a primeira vez que vira o circo, o festival, o corpo de Alison, sangue...

Sua atenção foi recuperada ao sentir um toque gelado de água em seu pé, então pode perceber que o copo havia caído de sua mão e que a gora ele estava no chão próximo de seu pé.

Ao virar-se seu coração se apertou e um gemido escapou de sua boca ao esbarrar em uma forma a sua frente, o que obviamente seria um corpo, ao afastar-se para trás pisou com seu salto no copo que ainda se encontrava no chão e foi de encontro ao mesmo. Sentiu uma mão forte puxar sua cintura para frente, com movimentos rápidos não conseguia ver quem era apenas ao parar em pé com um baque e sendo segurada contra um corpo pode notar que quem a segurava era Jason.

— Jason? –perguntou Aria surpresa ao ver quem a agarrava, com uma de suas duas mãos próximas de sua nádega esquerda. – V-vo-você...

— Assustei você. – Ele indagou com quase total certeza do que dizia.

Aria o olhava, mas especificamente em seus olhos, afinal, ela estava sendo confrontado por um olhar misto de desejo e carinho, um olhar não tão parecido com o do oficial de polícia, pois nos olhos de Jason havia algo mais doce.

— Também... Mas eu não ia dizer necessariamente isso. – disse ela ainda nos braços dele.

— Então ia dizer o que exatamente? – perguntou ele com um tom um pouco divertido.

— Sua mão está próxima, quer dizer ­– ela deu uma pausa ao perceber o que ia dizer. – Sua mão está bem próxima... Da minha... Bunda. – ao dizer a última palavra pode sentir seu rosto se aquecer e o abaixou para garantir que ele não veria seu rosto corar.

— Ah... Perdoe-me, eu... Não havia notado esse... Detalhe. – disse ele soltando-a.

— Tudo bem. Não foi nada, só gostaria que Ezra não soubesse dessa situação. – ela olhou de volta para ele. – Se você não julgar isso como algo errado, é claro.

— Pode ficar calma – disse ele se afastando e abaixando a cabeça por um breve momento. – É natural que todos tenham segredos, grandes ou pequenos. – disse a encarando de novo.

— Claro... Isso é livre arbítrio, certo? – interagiu ela.

— É, acho que sim. ­– disse ele por fim.

Por um momento um silêncio se fez, e nesse silêncio Aria pode notar os olhos inchados de Jason, e o toque de vermelho que havia lá dentro, “ele estava chorando” concluiu ela, e ela sabia o porquê, ele havia perdido uma das irmãs, ela estendeu seu braço para que pudesse tocar sua mão, ele a olhou, e sorriu simplesmente um sorriso, algo que pudesse demonstrar o quanto ele se esforçava para mostrar que não estava sentindo dor, mas isso era mentira, e ela saia disso, pois ele não era o único a ter perdido alguém que amava.

— Eu... Sinto... Muito. Sinto mito mesmo, sei o quanto a amava. – ela disse com um tanto de hesitação.

— Eu também sinto muito, quer dizer, vocês eram muito amigas. Todos viam isso, e isso era muito bom pra ela. – Jason se sentiu um pouco por ao dizer isso, apertando seus olhos para conter as lágrimas. – Não era fácil para ela fazer amizade com o gênio forte que ela possuía.

Quando Aria pensou em se aproximar de Jason para abraçar-lhe, o momento foi rompido por uma presença.

— Aria? – chamou Courtney, a irmã gêmea de Alison.

— Sim. – respondeu Aria parando seus passos e se afastando de Jason.

— Acabei de sair da sala do detetive. Você é a próxima. – informou Courtney.

— Ah claro. – confirmou Aria. – Estou indo.

Aria deu mais uma olhada rápida para Jason e se encaminhou em direção o corredor que iria lhe conduzir a sala de espera e de lá para sala para sala do Detetive.

Ao chegar à sala de espera, Aria conseguiu notar que o jovem oficial de polícia estava a sua espera, aparentemente agoniado pela espera.

— Senhorita Montgomery? – perguntou ele.

— Sim sou eu. – respondeu Aria.

— Você é a próxima. – disse ele estendendo a mão como forma de dar passagem a ela.

Ao entrar, ela se admirou ao ver uma pequena sala ligeiramente confortável, a sua frente se posicionava uma mesa e atrás dela um homem, branco, olhos claros e cabelo castanho, ele possuía um olhar incomum, um misto de reprovação e desconfiança.

— Porque essa demora Garret? – disse ele olhando para o jovem policial.

— Tive que procura-la, – disse ele me olhando. – Aparentemente ela havia saído para... – ele deu uma pausa e encarou Aria. – Para o que mesmo? – perguntou ele a Aria.

— Havia ido beber um copo de água. – respondeu Aria em direção ao policial, cujo nome era Garret. – Perdoe-me. Não imaginei que iria demorar tanto. – desculpou-se ela, mas dessa vez em direção ao detetive que a encarava com um olhar questionador.

— Não se preocupe. Imagino que tenha sido cansativo ficar esperando desde manhã cedo. – disse ele a encarando e tentando convencê-la de que ele era simpático. – Pode se sentar na cadeira a sua frente. – disse ele apontando para uma cadeira.

— Obrigada.

— Não há de quer. – disse ele. – Pelo que eu soube, era você que estava se apresentado quando o corpo da senhorita DiLaurentis foi encontrado, estou certo? – dizia ele enquanto ele a encarava como se ela fosse uma garota suspeita de um crime, e era.

HANNA

Estavam todos aflitos d lado de fora, e Hanna não estava diferente, mas ela pelo menos tentava não deixar transparecer, ela sabia bem que em uma delegacia a cara que você cm certeza não deve fazer é a de uma pessoa preocupada em ter segredos revelados por um detetive de homicídios.

Hanna sabia quem estava do lado de dentro da sala, e lamentava por isso, afinal, ela tentava se responder como uma pessoa que estava em frente a uma plateia e do nada vira o corpo da melhor amiga despencar em sua frente poderia ser culpada de algo. Seus pensamentos iam mais longe a cada segundo, tão longe que poderiam levantar várias resposta a cada segundo, respostas até mesmo perigosas a ponto de acabar com a vida de alguém. Seus pensamentos foram desfeitos ao ver que na porta estava Jason, e ele olhava com preocupação para um vazio, uma expressão de quem estava preocupado... “preocupado e ser preso por homicídio?” de repente veio esse questionamento na cabeça de Hanna.

Hanna usava seu lindo e macio cabelo coiro para esconder seus olhos, assim podia olhar vontade para quem ela quisesse sem ser notada, pelo menos por quem estava perto, assim ela pode notar algo estranho, ou talvez não Courtney não parasse de encarar Jason, mas o mais estranho era o fato de Courtney de levantar de seu assento e se dirigir até Jason e o chama-lo para algum lugar afastado de todos. Hanna se levantou e começou a caminhar de maneira lenta enquanto usava o pouco reflexo que o vidro da porta da delegacia podia fornecer a ela, para que assim ela soubesse onde eles estariam.

Andando devagar e estando cada vez mais perto conseguia chegar a um ponto onde podia ver os dois, que aparentemente estariam discutindo. “Mas discutindo sobre o que?” se perguntou ela.

— O que faz aí? – perguntou-lhe uma voz masculina.

Hanna teria gritado se ela não estivesse com a mão tão próxima da boca que pudesse ser rápida para tampá-la.

— Caleb? É você. – perguntou ela o óbvio.

— Sim e sim. – respondeu ele – O que faz aí? – perguntou ele em seguida.

— Eu? – perguntou ela hesitante, pensando no que iria responder. – Nada. – respondeu ela rápido. – E você?

— Sabe? Não sou tão tolo, caso eu aparente ser. – disse ele sem acreditar na linda moça a sua frente. – O que faz aí? – perguntou mais uma vez.

— Eu... Eu... Estava olhando o tempo lá fora, ele parece... Aconchegante – disse ela sem ao menos ter verificado o clima.

Hanna neste momento pode perceber que estava caindo uma fina camada de chuva.

— Olhando o clima, certo? – disse ele com m tom de sarcasmo.

— Tudo bem, eu confesso, estava olhando a Courtney e o Jason. – disse ela por fim.

— Mas para que estaria os espionando? – perguntou ele.

Ele conseguiu perceber que o vidro estava funcionando como uma espécie de espelho para Hanna, um espelho ruim, mas ainda sim um espelho.

— Esta acontecendo alguma coisa estranha. – disse ela baixo para que somente eles pudessem ouvir.

— E o que seria essa coisa estranha? – perguntou ele intrigando.

— Eles parecem estar discutindo... Por algum motivo. – respondeu ela olhando o espelho improvisado.

— Com certeza tem um motivo, Hanna. – disse ele seguindo o olhar dela. – Pare de olhar esse vidro de Judas por um segundo. – disse ele virando o rosto dela, assim o deixando bem próximos.

— Espelho de quem? – perguntou ela o fitando, com uma pitada de desejo.

— Judas, um dos maiores traidores da história. – disse ele também a fitando com desejo. – Nunca havia notado como sua boca era tão linda, não mais que você claro! – disse ele tentando deixar claro sua opinião sobre a beleza de Hanna.

— E... Eu... Eu acho melhor não ficarmos tão próximos assim. – disse ela se afastando e reagindo como se estivesse tentando espantar uma breve hipnose.

— Porque acha isso? – disse ele se aproximando enquanto Hanna por sua vez ficava encurralada na parede.

— Não somos nada se lembra? Apenas amigos. ­– fez ela questão de lembrar-lhe.

Antes que Caleb pudesse chegar mais perto para que pudesse beijá-la Hanna notou que Courtney estava se aproximando, e acabou por empurrar Caleb, o que ocasionou em sua queda que por sorte não foi notada, Hanna abaixou a cabeça para respirar u pouco.

— O que houve aqui? – perguntou Courtney.

Hanna não conteve os impulsos e soltou um grito de espanto momentâneo.

— Não sabia que eu era tão assustadora sim, Hanna. – disse Courtney num tom de ironia.

— Você me assustou, Courtney. – disse Hanna pondo a mão em seu busto e vendo que os policiais que estavam do outro lado da sala, seus outros amigos e Caleb que já estava indo se sentar a olhavam.

— Percebe-se. Mas o que houve aqui? – perguntou Courtney.

— Nada. Não houve nada. – respondeu ela arrumando seu lindo cabelo loiro.

— E porque Caleb estava se levantando do chão? – perguntou Courtney mais direta ao ponto.

— Ele apenas caiu não foi nada.

Antes que Courtney pudesse perguntar mais alguma coisa as duas ouviram a porta da sala do detetive se abrir.

ARIA

Ao ser liberada da interrogação, a primeira coisa que Aria fez foi se comunicar com suas amigas Spencer e Emily.

— Aria? – perguntou Spencer. – Você esta bem? Está com um olhar assustado. – justificou sua pergunta.

— Sim. Estou sim. – respondeu ela, mesmo que nenhuma de suas amigas havia creditado.

— Jenna Marshall? – chamou o oficial Garret. – Você é a última. – disse ele para Jenna ao vê-la se levantar.

— Tudo bem. – respondeu ela.

— Todos estavam acreditando que Aria seria a última. – disse Ezra se levantando.

— Pelo visto fizeram a conta errada. – disse com sarcasmo para Ezra.

Hanna e Courtney foram se aproximando e analisando a conversa.

— Temos que ir para casa. – disse Courtney.

— Podem ir, mas a senhorita Marshall terá que esperar a interrogação terminar. – disse Garret transitando seu olhar de Ezra para Jenna.

— Eu fico. Podem ir, vou assim que acabar aqui. – disse Jenna para Ezra. – Mas alguém fica aqui me esperando para eu não ir só? – perguntou esperando por um sim.

— Eu fico. –disse Ezra.

— Mas você tem que organizar as coisas no circo. – questionou Aria.

— Jenna não pode ir sozinha. – disse Noel. – Eu fico, aliás, ela é minha namorada. –O completou dando um beijo em Jenna.

— Mas quem irá alimentar os animais? – perguntou Spencer. – O domador é você, e ninguém mais faz isso. – Spencer completou.

— Isso é verdade, – concordou Hanna. – Quase fui mordida da última vez.

— Eu fico. – disse Aria. – Sou a única que não precisa fazer algo, além de ensaiar meus próprios números, então eu fico. Alias, não há como eu treinar com a minha ajudante aqui.

— E vocês vão ficar sozinhas aqui? – perguntou Ezra. – Melhor não, é perigoso.

— A gente vai ficar bem. Podem ficar tranquilos, não iremos sair daqui. – disse Aria

— Aria tem razão. – disse Jenna.

— Tudo bem, mas assim que acabar aqui vocês vão direto pra casa. – disse Ezra por fim.

— Tudo bem. – concordou Aria. – Vamos sim. – completou Aria.

— Pronto? Já se resolveram? – perguntou o oficial de polícia Garret com indiferença. – Senhorita Marshall, você tem que entrar. Agora. – disse ele abrindo a porta da sala.

*********

Aria estava sentada em uma cadeira, com sua cabeça apoiada na parede, em um estado de sono quase pesado, em sua cabeça passeavam pensamentos e lembranças, todos em forma de pesadelos. Aria acordou assustada em sua cadeira com um pulo rápido, ao ver que ela estava em pé e que acabara de acordar de um sono decidiu ir ver um relógio, para seu azar não havia relógios por perto.

Aria resolveu ir por um corredor quase escuro e notou que no final havia um desvio, ao entrar nesse desvio conseguiu ver um grande relógio de parede o lado de uma janela grande, por percepção Aria conseguiu perceber uma luz passar pela janela e então um som de motor, ao se aproximar da janela pode notar algo além da lua, pode ver Garret saindo de carro do estacionamento, por um momento Aria se perguntou se Jenna ainda estaria no prédio. Aria resolveu ir até a sala de espera, indo em direção ao corredor agora totalmente escuro e com seu desvio aparentemente escuro também, um pavor percorreu o corpo de Aria, a deixando tensa em relação em ir ou não por esse corredor, mas Aria sabia que essa era a única saída par chegar sala de espera, mas uma reflexão chegou a sua cabeça, por palpite resolveu abrir a tampa de uma caixa de força com vários disjuntores, que por sorte possuíam nomes de salas e corredores. Passando o dedo indicador por cima de cada nome, encontrou o disjuntor certo, que ao ser ligado deu um estouro em algumas lâmpadas que acabaram por deixar o corredor com um visual tenebroso, mas Aria teria de ser corajosa e encarar esse corredor.

Perto de dobrar o desvio do corredor pode ver ao longe, no fim do corredor, uma pessoa que a encarava no escuro, a luz atrás da pessoa não permitia que Aria conseguisse distinguir quem era, mas apenas que a pessoa sabia que ela estava lá.

— Olá! – falou Aria. – O que está fazendo? Precisa de ajuda?

A pessoa não respondia, e isso era o suficiente para deixar Aria apavorada.

Aria olhou para trás analisando se ela seria rápida o suficiente para correr para sala do relógio e achar outro corredor, mas assim ela estaria encurralada, em um lugar desconhecido, e sem contar que ela sabia que se ela fizesse isso ela estaria adentrando mais prédio assim ficando mais longe da saída.

Aria respirou fundo e ao olhar para frente ela notou que a pessoa não estava mais ali. O momento perfeito que Aria viu para correr o mais rápido possível para sala de visitas e entrar na sala de do detetive.

Correndo o mais rápido que podia Aria chegou ao lado da porta da sala do detetive, mas notou que havia uma coisa estranha, havia uma caixinha de manivela no chão no corredor em frente à porta da saída, Aria bateu na porta, mas ninguém respondeu, bateu mais uma vez, mas ainda assim ninguém respondeu, tentar ignorar a caixinha de cores fortes e vibrantes era inútil, Aria sentia uma sensação subir seu corpo, uma sensação de medo, adrenalina e pavor. Cada vez mais perto, indo em direção à caixinha Aria ouviu um forte som de trovão, um som inconfundível. O som do trovão fez Aria dar um pulo, e então à caixinha estava à beira de seus pés, com as duas mãos Aria pegou a caixinha e começou a girar a manivela, ao terminar de girar a manivela começou a girar ao contrário sozinha, girando e girando, perto de dar o bote.

Ao terminar de girar foram necessários alguns segundos até que uma cabeça com o que parecia ser uma imitação de faca cravada nela continha uma frase, que nela dizia “O circo agora é meu e vocês também são meus, e se alguém pensar em abandonar o lar acabará fazendo companhia para Alison”, por baixo da cabeça Aria notou que havia uma única letra de cor vermelha escrita: “A”.

— Mas o que? – uma mistura de angustia e medo encheu seu coração. – Quem é esse “A”? – perguntou a si mesma.

Ao vir-se Aria pode ver pelo reflexo do vidro a porta de saída uma forma atrás dela a encarando, o reflexo não era perfeito, mas lhe permitiu ver que estava usando algo que parecia ser uma mascara de palhaço, um medo tão intenso percorreu o pequeno corpo de Aria que não que não lhe permitia mover as pernas as pernas. Aria sentiu uma mão tocar seu braço o que foi suficiente para roubar um alto grito de medo.

— Aria? O que ouve? – perguntou Jenna procurada com Aria e sua mão em seu braço.

— Jenna! – disse Aria lhe apertando o braço.

— O que houve? – perguntou Jenna assustada.

— Ele está aqui! – disse Aria baixo para que somente Jenna a ouvisse.

— Quem está aqui, Aria! – perguntou Jenna assustada e confusa.

— A pessoa que matou a Ali. – disse Aria mostrando a caixa para Jenna. – Ele quer nos pegar assim como pegou a Ali...

Aria parou de falar assim que toda a delegacia perdeu energia.

— Vamos embora daqui. Agora. – disse Jenna assustada.

Saindo da delegacia as duas tinham esperança de chegarem vivas até o circo, ao olharem ao seu redor as duas finalmente perceberam que não era somente a delegacia, mas sim a rua ou talvez a cidade por inteiro estivesse a merecer de sombras, e isso as angustiavam. Ao dobrarem a esquina as duas notaram uma figura em pé, vestido assim como um palhaço com uma máscara bizarra e torta. Aria e Jenna ficaram paralisadas ao verem a figura na outra posta do quarteirão.

— Vamos para o outro lado da rua, agora – disse Aria em tom de voz baixo.

Ao se virarem para atravessar à rua as duas garotas notaram que o palhaço começara a puxar o que indicava ser uma luva com diversas lâminas com pontas mais afiadas que agulhas por um momento as duas pesaram em correr, mas elas sabiam que assim que elas corressem ele iria correr atrás, mas para surpresa e desespero delas ele começou a correr primeiro em na direção delas, uma corrida que rápida e decidida que somente o impacto de corpo a corpo poderia pará-lo, as moças não viram outra saída a não ser correr também.

As duas corriam cada vez mais rápido pela rua, cada uma tentava ver se havia alguma porta de comércio aberta, mas para o azar de delas, todas as portas em que batiam estavam fechadas.

— Por aqui Aria! – disse Jenna em meio o desespero.

As duas começam a correr em direção á um beco que as levariam a uma pequena parte de floresta próxima a um parquinho onde poderiam cortar caminho para chegarem mais rápido o circo.

Em meio a arvores Aria conseguiu ver que logo atrás estava correndo alguém, informando Jenna, as duas aumentaram a caminhada. Quando Aria acreditou que a sua segurança e de Jenna seriam possíveis algo a leva a baixo, capotando por um barranco a baixo passando por cima de galhos e raízes percebeu que estava sem seu sapato e que em seu pé havia sangue, tentando engatinhar até algum destino, Aria notou que o terreno onde se encontrava o circo era visível, o único obstáculo que Aria teria que enfrentar era um córrego que daria em um rio, mas rio era longe e teria tempo de atravessar. Mas o pior seria saber como encontrar Jenna. Ao se aproximar do córrego, Aria solta um grito, mas uma mão cobre sua boca e se aproxima de seu ouvido.

— Não seja louca de gritar. E nem de entrar nessa água. – disse Jenna no seu ouvido.

— Jenna. Você está viva. – disse Aria lhe dando um abraço.

— Claro que estou. – disse Jenna lhe lançando um sorriso.

— Olha... – disse Aria apontando para o ouro lado da água. – Só precisamos atravessar a água. – disse Aria apertando o braço de Jenna.

— Tem uma ponte logo ali, a gente consegue atravessar, se formos rápidas para chagar até lá. – disse Jenna ajudando Aria a levantar. – Seu pé está machucado? Que sangue é esse? – perguntou ela.

— Não sei... Acho que sim... Ele dói, muito. – disse Aria enquanto andavam.

— Tudo bem, vamos ser rápidas e alguém dá um jeito nisso lá. – disse Jenna já chegando à ponte.

Ao atravessarem a ponte as duas puderam ver Noel com um dos leões.

— Noel! Noel! – Jenna começou a gritar no meio da ponte. – NOEL!

Noel ao ver que Aria e Jenna se aproximavam do fim da ponte chamou por Jason e os dois foram em direção as duas garotas para ajuda-las.

— Jenna! – gritou Noel. – Já estamos chegando aí!

De repente Aria ouviu um som de agoniação e gemidos, e sentiu as mãos de Jenna apertarem seu braço que estava em torno de seu pescoço, mas sem que Aria entendesse as duas foram ao chão e Aria girou até a beirada da ponte e começou a se segurar para não cair na água, ao conseguir se por na ponte conseguiu ver Jenna gritando e se engatinhando em sua direção para segurar sua mão, somente perto de Jenna que pode ver os seus olhos arregalados e os lábios tremendo e uma corda em torno de seu pescoço. E em questão de segundo Jenna foi puxada para trás e arrastada em direção o centro das árvores aos gritos, a visão mais perturbadora de sua vida era ver uma garota que conhecia acabar sendo arrastada por uma corda no pescoço.

Notas finais
Espero que tenham gostado! por favor comentem e até quarta-feira!!!