Pretty Little Liars: Circus
4
Capítulo 4
— Inocentes até que se prove o contrário –
Notas iniciais
...Em questão de segundo Jenna foi puxada para trás e arrastada em direção o centro das árvores aos gritos, a visão mais perturbadora de sua vida era ver uma garota que conhecia acabar sendo arrastada por uma corda no pescoço.
ARIA
Enquanto Aria esperava, junto de Jason, por alguma resposta de Noel, que havia ido atrás de Jenna em meio à mata sentiu uma mão tocar seu ombro, o que fez os pelos de seu corpo eriçar.
— Aria? – ouviu ela a voz suave de Ezra e o encarando. – O que faz aqui sentada? – perguntou ele se abaixando ao seu lado.
— Ezra! – disse ela em meio às lágrimas. – Foi horrível. Muito horrível... E-ele á levou – disse ela com o rosto apoiado em sei peito.
— Do que está falando? – perguntou Ezra com seus olhos arregalados.
— Alguém atacou Aria e Jenna e...
— O que, Jason? – perguntou Ezra interrompendo Jason. – O que houve? Quem era ele e onde está Jenna? – perguntou ele, mas dessa vez se referindo a Aria.
— Ela não sabe... E... Jenna... – respondeu Jason sendo interrompido.
— Ela foi levada, Ezra. – disse Noel chegando entre as árvores. – E nem ao menos sabemos se ela está viva. – disse ele se sentando e começando a lacrimejar.
Jason foi acudir seu amigo que estava sentindo a dor de ter perdido a namorada.
— Você está bem meu amor? – perguntou Ezra à Aria ainda apoiada em seu peito.
— Não... Ele a levou! – disse Aria entre lágrimas.
— O que houve com seu pé? – perguntou-lhe Ezra. – Ele está sangrando... – o completou interrompendo a si mesmo.
— Eu não sei, quando o reparei já estava doendo e sangrando. – disse ela fitando e pondo as mãos em torno do pescoço de Ezra.
Logo Aria deu um beijo em Ezra, o que foi suficiente para irritar Noel e fazer com que ele se levantasse e fosse às pressas para dentro, deixando em Jason pé sozinho. Em alguns minutos Ezra pegou Aria no colo e a levou para dentro de seu trailer, Jason olhava para Aria com paixão, e sentira ciúmes de ter que vê-la com Ezra.
JASON
Jason, havia se dirigido até o restante dos integrantes do circo para lhes contar sobre o desaparecimento de Jenna e sua suposta morte, claro que como Jason já havia imaginado, todos haviam ficado horrorizados com a história e todos estavam começando a criar teorias que ligariam as mortes de Jenna e Alison, mas é claro que Jason não ficar para ouvir tais atrocidades sobre a morte de sua irmã mais nova.
Já em seu trailer Jason havia se deitado e todo seu pensamento havia se desviado da perda da irmã para a sua grande paixão que a pouco acabara de ser atacada e quase havia perdido a vida. Na mente de Jason ele se imaginava abraçando Aria, a beijando, sentindo seu perfume, sua caricia, seu corpo pequeno, mas ele sabia que desejá-la seria o máximo que ele iria conseguir, afinal, Aria estava com Ezra e eles eram noivos e era inevitável que um dia eles se casassem, e ele sabia o tamanho do ciúme de Ezra e jamais iria querer arranjar problema para sua amada.
De repente seus pensamentos foram interrompidos por uma batida em sua porta, em sua cabeça, seria Courtney, ou ate mesmo Spencer, mas em seu coração havia aquela estupida esperança de que fosse Aria, ao abrir a porta não havia nada e nem ninguém. Ao fechar a porta mais uma vez a batida se fez presente, sua impaciência começara a se estender, abrindo a porta, Jason não via nada e nem ninguém:
– Quem está aí? – perguntou Jason em voz alta, tentando disfarçar o estresse que estava começando a crescer. – Anda! Apareça se houver alguém aí? – chamava Jason na esperança de que aparecesse alguém.
Jason resolveu entrar, mas ao fechar a porta mais uma vez se fez presente às batidas, Jason, em uma reação de estresse pegou um bastão de basebol e saiu pela porta, mas antes que pudesse ir longe, viu algo completamente nojento e mórbido, havia uma mão próxima de sua porta, uma mão feminina.
Uma sensação de nojo e medo começou a percorrer o interior de seu corpo como se fossem cobras tentando sair de um pote. Ao começar a dar passos, retrocedendo, acabou ouvindo a porta de seu trailer bater atrás de suas costas, se virando para trás correu para agarrar a maçaneta e tentar abrir a porta, mas acabou que a porta não abria como se algo a prendesse por dentro, ou alguém. Por um momento Jason ficou em dúvida se seria melhor sair correndo, ou se deveria ficar e tentar entrar em seu trailer para poder se trancar lá dentro.
— Quem está aí dentro? – perguntou ele, enganado de que alguém responderia. – Ande! Abra essa porta! – ordenou ele, com sua mão pressionando a maçaneta.
De repente a porta se abriu como se apenas a força dele tivesse sido o suficiente para abri-la, mas ele sabia que isso era uma mentira, ao cair para dentro de seu trailer conseguiu notar que uma barra de ferro estava caída no chão e aparentemente estava sobre a porta, mas isso não lhe convencia, andando pelos pequenos metros do trailer notou que não havia ninguém mais ali, mas ele desconfiava de que até pouco tempo havia entrado alguém, afinal, havia uma mão na frente de seu trailer, e de repente ele fez cona do risco que ele corria, caso alguém encontrasse uma mão perto de seu trailer.
Ao sair do trailer foi em direção à mão e se abaixou, retirando sua camisa social embolou a mão e a segurou enrolada pela camisa e pegou uma pá e caminhou até uma área escura longe o suficiente de seu trailer e começou a cavar um buraco e pôs a mão dentro do buraco e terminou de enrolá-la, enquanto andava Jason, teve a impressão de que alguém o seguia, mas ao olhar para trás não via ninguém por perto.
Ao chegar a seu trailer notou que a porta estava aberta, entrando em seu trailer Jason pode ver que havia uma pessoa sentada em sua cama a sua espera.
— V-você? – perguntou Jason para a pessoa em sua cama. – O que faz aqui? – perguntou mais uma vez. – Acho que talvez seja uma péssima ideia estar aqui, mas já que está. – disse ele olhando pela porta para garantir que ninguém estava perto de seu trailer.
ARIA
Ao amanhecer, Aria sentiu-se confusa, ao perceber que o lugar a sua volta era um tanto diferente do trailer que costumava dormir, suas roupas não estavam em seu corpo, coberta apenas por um lençol percebeu que havia algo sobre seu corpo, ao virar-se viu cabelos masculinos.
— Ezra? – chamou Aria de maneira baixa. – Ezra, onde estamos? – Aria perguntou e notou que o homem ao seu lado também estava sem roupa. – Ezra? – chamou mais uma vez.
Tentando reconstruir suas lembranças da noite anterior acabou pondo sua cabeça em repouso no travesseiro atrás de sua cabeça. Aria virou seu rosto e começou a admirar corpo ao seu lado e começou a se perguntar se Ezra sempre havia aquele corpo muito forte, ou se conquistara isso há pouco tempo. Apoiando sua cabeça mais perto do ombro de seu noivo, observou com sua visão periférica que o corpo ao seu lado acabara de se virar para ela, aparentemente ainda em um constante sono, ao olhar para o canto oposto do corpo que estava ao seu lado acabou vendo um objeto um tanto peculiar, uma pá suja de areia.
— Ezra? – disse ela de costas para seu par que a abraçava, ambos nus. – Por que tem uma pá aqui? – parou ela de perguntar ao notar que a pessoa ao seu lado era na verdade Jason ao invés de Ezra.
Aria em um súbito se levantou e quando percebeu que Jason estava começando a acordar, recolheu suas roupas e saiu em uma grande corrida ainda nua atrás do lago, lago o qual costumava tomar banho pela manhã, correndo pela mata teve a impressão de que alguém também estava a correr por ali. Ao chegar ao lago sua única saída foi entrar na água ao notar que alguém se aproximava. Submergindo na água, Aria notou que alguém chegava perto do lago e permanecia em pé sem que a presença a notasse na água. Por um momento Aria não conseguiu notar mais ninguém por perto, enfim Aria poderia sair da água, ao tirar a cabeça da água, pode sentir uns respingar atrás da sua cabeça e um barulho de queda, o que a fez se virar de maneira rápida e ver alguém atrás de suas costas, Aria soltou um alto grito o que fez a pessoa a sua frente gritar junto.
— Aria? – disse Hanna surpresa em vê-la na água. – O que faz aqui? – perguntou Hanna.
— Como? – questionou-lhe Aria. – O que eu faço aqui: eu banho aqui! – disse Aria, com seu coração ainda a mil por hora. – O que você faz aqui? – perguntou-lhe Aria.
— Eu também banho aqui, mas não nesse horário, normalmente é mais tarde, mas hoje eu acordei mais cedo. – disse Hanna pondo a mão na testa e jogando seu cabelo loiro para trás. – Você me assustou. – disse-lhe Hanna, se afastando para dar mais um mergulho.
— Nós duas assustamos uma a outra. – disse Aria com um tanto de graça em sua voz.
Hanna começou a dar risadas ao lembrar-se do grito que as duas deram quando estavam uma diante da outra. Dando mergulhos e mergulhos, as duas nadavam como se fosse o último dia de suas vidas, e talvez até fosse se lembrar de que havia um possível assassino a espreita.
As duas decidiram por suas roupas sobre algumas pedras para poderem se deitar, Aria podia sentir um pouco do vapor que a pedra exposta ao sol podia expelir, e perdendo-se de seus pensamentos acabou se lembrando de quando havia sido perseguida pelo palhaço assassino que havia perseguido tanto ela quanto Jenna, mas pensando em toda a situação em que estivera e a nobreza que Jenna tivera em voltar para buscar lhe enquanto o assassino as procurava, pensou se na verdade o assassino estava atrás de Jenna, e isso lhe intrigou e lhe deixou pensando e criando teorias de como e porque o assassino teria feito isso.
Aria e Hanna eram tão amigas que, possivelmente ela poderia compartilhar seus pensamentos, talvez mórbidos, com Hanna. Sua amiga estava deitada ao seu lado com as costas para cima e com os braços por baixo do rosto, estava dormindo, ou pelo menos descansando, pensou Aria.
— Hanna? – chamou Aria.
— Hmm? – indagou Hanna como resposta, ou como sinal de vida.
— Posso lhe fazer uma pergunta? – perguntou Aria para sua amiga.
— Claro! – respondeu Hanna. – O que quer saber? – perguntou-lhe Hanna, ainda com o rosto deitado sobre os braços.
— Quem acha que fez aquilo? – perguntou-lhe Aria.
— Aquilo o quê? – certificou-se Hanna com certo interesse. – Atacar a Jenna? – perguntou sua amiga, tentando adivinhar. – Acho que qualquer pessoa com sua sanidade mental em dia –, Afinal, Jenna era uma vadia sem vergonha.
— Bom... Eu não tinha me referido exatamente a ela. – questionou Aria pensativa. –, Mas já percebi que vocês duas não se gostavam mesmo. – completou surpresa pela resposta da amiga, uma resposta dita com naturalidade.
— Então se referia a quem? – Hanna perguntou virando seu rosto para encarar Aria.
— Me referia à... Ali. – Hanna encarou Aria um tanto intrigada. – Por exemplo, e se a pessoa que atacou Ali... Fosse o mesmo que atacou Jenna? – continuou sua teoria, pelo menos parte dela.
— Mas o que lhe faz pensar isso? – perguntou Hanna. – Quer dizer, tenho minhas teorias de quem poderia ser, mas gostaria de ouvir a sua para saber se pelo menos a minha tem alguma validade.
— Bom... Pra começar ela foi jogada no palco bem... Na minha... Frente... – parou de falar ao lembrar-se da cena. E pode sentir a mão de sua amiga em seu ombro, como forma de consolo. – Isso quer dizer que a pessoa conhecia o interior do circo, e isso quer dizer que poderia ser alguém que estivesse perto de nós o tempo todo. – Aria parou para reorganizar seus pensamentos. – Jenna foi atacada e... Raptada, talvez até... Morta, mas ele a queria, isso eu não tenho dúvida.
— Mas por que pensa... Assim? – perguntou Hanna como se houvesse algo apertando sua garganta.
— Enquanto corria, eu tropecei e caí, quando dei por mim meu pé estava machucado e eu só havia uma saída, atravessar a água do rio... Mas ele não apareceu, mas sim Jenna. Jenna me ajudou a tentar fugir, talvez ela pensasse que conseguiríamos escapar, mas na ponte, ele nos derrubou e eu estava vulnerável, mas ele a levou, não a mim... – respondeu Ari dando uma pausa para encarar a amiga.
— Jenna iria deixar o circo, ela disse então morrer não faria falta alguma. – disse Hanna com frieza. – fico feliz que não tenha...
— Quando ela disse isso? – interrompeu Aria se pondo sentada.
— Ela disse enquanto você era interrogada. – respondeu Hanna se sentando enquanto encarava Aria com um olhar estranho.
— Eu encontrei uma caixinha de manivela, como as que vendemos nas barracas, e lá estava escrito que morreria todos que quisessem deixar o circo. – disse por fim.
— O que está querendo dizer? – perguntou Hanna.
— O assassino conhecia todos nós sabíamos os nossos planos. Possivelmente sabia onde estávamos... Ele é do circo. – Aria respondeu por fim.
— Isso é loucura. – disse Hanna assustada.
— Mas é a única teoria que temos até agora. E talvez a mais válida. – indagou Aria.
— Mas porque a Ali seria a primeira? – perguntou Hanna.
— O assassino quer comandar o circo. – disse Aria. – ele mencionava isso na mensagem dentro da caixinha. E acho que o vi dentro da delegacia. – disse assustando a si mesma.
— Faz sentido. – disse Hanna se levantando e pondo sua roupa.
— O que faz sentido? – perguntou Aria se levantando e pondo sua roupa também. – Nós já vamos?
— Courtney anda estranha desde a morte de Ali. – disse Hanna.
— Normal. Elas eram irmãs. – disse Aria justificando o questionamento de Hanna.
— Estranha do tipo nervosa, angustiada, e odos sabem que as duas não se davam bem. – disse Hanna. – Ela sabe de algo. Vamos, temos que falar com ela.
As duas começaram a correr entre as árvores, seguindo a trilha que aas levariam até o circo. Ao atravessar a ponte as duas pararam diante da visão a diante.
— O que eles fazem aqui? – perguntou Hanna. – Eu não sabia que eles viriam.
— Eu não sei o que fazem aqui, mas não deve ser nada bom. – disse Aria. – Vamos, temos que ver.
Ao chegarem perto do circo elas acabaram se deparando com o detetive de braços cruzados encarando os integrantes do circo. Courtney e Noel estavam sendo levados algemados.
— O que está fazendo? – perguntou Aria para o detetive.
— Eles estão sendo presos. O que acha que é isso? – disse ele com arrogância.
— Não precisaria de um mandato para leva-los, ou algo do tipo? – perguntou Aria enfurecida.
— Vamos pare. Sou o detetive encarregado desse caso, nunca perdi um maníaco se quer saber – disse ele se gabando. – Acha mesmo que preciso de mandato para isso? – perguntou ele arrogante.
— Isso é sério? – perguntou Hanna finalmente chamando a atenção do detetive.
— Ah... Senhorita Marin, não a vi aí atrás. – disse o detetive Wilden. – lamento informar, mas está detida, até segunda ordem.
— O que? – perguntaram as duas em uníssono. – Isso não tem nenhuma lógica. – disse somente Aria dessa vez.
—Você quer lógica senhorita Montgomery? – indagou Wilden. – Uma mão feminina foi encontrada nas coisas do senhor Noel Kahn, uma pá com sangue escondida nas da senhorita DiLaurentis, e uma roupa cheia de sangue nas das senhorita Marin, e o fato de que Jenna foi raptada e ninguém nem ao menos avisou a polícia, e as duas se odiavam pelo que eu descobri. – disse o detetive se virando para encarar melhor Aria. – Quer mais lógica, senhorita Montgomery?
— Eu jamais mataria alguém! – disse Hanna em aflição. – Aria você sabe disso! – disse Hanna para Aria.
— Eu sei Hanna. – disse Aria segurando as mãos da amiga. – E por isso eu estou do seu lado. – a completou.
— Por favor, moças. – disse ele acenando para Garret que estava começando a entra no circo. – Garret, por favor, leve a senhorita Marin. – disse ele começando a andar.
No momento em que Garret foi se dirigir até Hanna para algemá-la, Aria agarrou no terno de Wilden como uma onça.
— Aria? – chamou Ezra.
— Se for prendê-las. Terá que me prender junto. – disse Aria para Wilden ignorando Ezra. – Vamos. Algeme-me.
— O que? – perguntou Wilden confuso. – Isso é sério? – perguntou ele para ela.
— Sim. – disse Aria ao avistar ser guiada sua melhor amiga Hanna por Garret para um segundo carro. – Agora.
— O que? Não Aria. – disse Ezra indignado. – Você não fará isso.
— Eu vou, Ezra. – disse Aria. – Hanna e Courtney são minhas amigas, não as abandonarei. – ela completou.
— Então, se você quer assim... – disse o detetive com um olhar maldoso. – Você está detida... Até eu dar uma segunda ordem. – disse ele por fim se virando. – Garret, algeme a senhorita Montgomery.
— Mas qual e o motivo? – perguntou o jovem oficial de polícia. – Pensei que seriam somente os três.
— Desacato a autoridade. – disse ele a encarando com um sorriso maldoso.
— Aria, não... – disse Ezra a encarando. – O que você fez?
— Eu preciso. Tenho um plano. – disse ela o encarando e lhe dando um beijo recheado de desejo.
— Você pode ser pequena, mas é maluca. – disse ele para tentar descontrair.
Aria soltou uma risada e logo foi algemada por Garret, que após isso a guiou até o carro onde estava Noel.
— Eu não fiz nada com Jenna. – disse Noel com aflição. – Você sabe disso... Não é? – perguntou ele para Aria.
— Noel... Eu não posso dizer nada... – ela estava medindo cada uma de suas palavras. Ela desconfiava dele agora. – Você sabe... Todos são suspeitos até que se prove o contrário. – disse ela no carro já em movimento.
— O que? – disse ele assustado com o argumento de Aria. – Você não pode estar dizendo isso... Desconfia de mim? – disse ele encarando Aria. – Pensei que fôssemos amigos – tentou ele fazer chantagem sentimental. –, Mas pelo visto não somos tão amigos assim.
— Noel, por favor... – disse ela incomodada. – Minhas duas melhores amigas estão no carro da frente, e até elas podem ser suspeitas para mim. – ela estava mentindo e estava ciente disso. – Você pode não ser o mais perverso de todos que conheço. – Aria fez uma pausa para por seus pensamentos em ordem. – Mas sei que não é nem um pouco santo, Noel Kahn. – ela sabia do que estava falando.
— Então acha que eu a matei, Jenna? A minha própria namorada? – questionou ele revoltado. – Você só pode ser louca. – disse ele olhando para frente.
— Não estou me referindo ao caso de Jenna... – disse Aria esperando que ele a encarasse. – Mas sim ao caso da morte de Alison. – Aria disse. Logo virando seu rosto para frente, de cabeça erguida.
— Como? – perguntou ele tentando se por como a vítima da história. – Sabia que você era meio louca, mas isso já é demais. – disse ele a encarando.
— Acha que sou louca? Ache então – Ela o desafiou. –, Mas não foi nas minhas coisas que acharam uma mão... E, além disso, sei que você dormia com a Alison de vez em quando... Jenna pode ter descoberto. – Aria calou-se e ficou fitando Noel com os olhos estreitos.
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