Pretty Little Liars: Circus
5
Capítulo 5
— Sangue e gritos –
Notas iniciais
— Então acha que eu a matei, Jenna? A minha própria namorada? Você só pode ser louca. – disse ele olhando para frente.
— Não estou me referindo ao caso de Jenna... Mas sim ao caso da morte de Alison. – Aria disse. Logo virando seu rosto para frente, de cabeça erguida.
— Como? Sabia que você era meio louca, mas isso já é demais. – disse ele tentando se por como a vítima da história.
— Acha que sou louca? Ache então, as não foi nas minhas coisas que acharam uma mão... E, além disso, sei que você dormia com a Alison de vez em quando... Jenna pode ter descoberto. – Aria calou-se e ficou fitando Noel com os olhos estreitos.
ARIA
Na sala do detetive Wilden estava um momento tenso, uma discussão que aparentava não levar a lugar algum se estendia entre ele e Aria.
— O que pretende senhorita Montgomery, afinal, ninguém pede para ser preso sem algum motivo viável. – disse ele em pé andando em círculos. – Na verdade ninguém, definitivamente ninguém pede para ser preso. – disse ele se inclinando de frente para cadeira onde se encontrava Aria.
— É como eu lhe disse detetive, essa é minha forma de dar apoio moral para minhas amigas. – disse ela o fitando.
— Isso é ridículo! – gritou ele dando batendo em seguida na sua própria mesa.
Aria estava assustada em ver o detetive exaltado, mas ela sabia que tinha de continuar a manter uma figura firme e determinada. Já havia passado por isso uma vez e sabia como reagir nessas situações, afinal, seu plano devia dar certo e dependia de seu desempenho para isso, Aria cogitou por um momento se ela não deveria ter falado de seu plano para mais alguém além de uma velha amiga sua afinal havia um assassino, e se por uma questão de azar ela estivesse no caminho do assassino, talvez ele não hesitasse em matar sua amiga, mas Aria esperava que ele pensasse bem e fosse atrás de outra pessoa.
Aria notou que Wilden estava muito pensativo para seu gosto. Wilden virou-se para Aria e ficou a encarando por um tempo um pouco curto, ela se perguntava se ele estaria tentando arranjar mais alguma forma de extrair a verdade, mas Aria era boa demais para deixar escapar um segredo, afinal, ela era a pessoa que possuía mais habilidade para mentir para alguém intimo.
— O que você estava conversando com Noel Kahn enquanto estavam no carro? – perguntou ele com um olhar questionador.
A pergunta de Wilden foi um balde de água fria para Aria, ela não esperava por uma munição como essa.
— Como? – perguntou ela sem nem ao menos pensar em outra coisa para falar.
— Sim. Você entendeu certo. – disse ele se escorando na mesa. – O que tanto conversava com Noel Kahn? – Soube que vocês não eram muito amigos, imagino que não havia muitas coisas que conversar, mas vocês conversaram bastante, segundo Garrett, vocês conversaram bastante, e Noel não sai muito feliz. – disse ele astuto Aria tinha de ser rápida em suas respostas.
— Nada demais. – disse ela o mais rápido que pode para que não aparentasse estar nervosa.
— Desde quando nada demais deixa alguém estressado? – perguntou ele mostrando não estar acreditando no argumento de sua interrogada. – Explique-me isso melhor, senhorita Montgomery. – disse ele se inclinando para frente da cadeira de Aria.
— Eu e Noel estávamos conversando sobre o fato de terem encontrado uma mão no meio de suas coisas. – disse ela como se o que acabara de dizer fosse algo natural. –Isso é crime?
— Pode não ser crime, porém, você não é santa e eu sei que existe muito mais coisa por trás disso que está a dizer. – disse ele a olhando entre olhos questionadores. – E mentir para polícia é crime, e você pode ser presa de verdade por isso.
— Bom detetive Wilden, eu já disse tudo que eu havia de dizer. – disse ela o encarando como se fosse um livro aberto. – Posso sair desta sala agora? – perguntou ela, tentando aparentar ser uma garota completamente segura de si, mas ela estava com medo, porém, Aria tentaria não mostrar isso.
— Sim, pode sair agora. – disse ele a encarando. – Mas espere um segundo.
— Tudo bem. – respondeu ela.
O detetive Wilden abriu a porta e se inclinou para fora, aparentemente estava tentando falar com o oficial de polícia Garrett.
Aria aproveitou que ele não a estava olhando e de uma longa suspirada a fim de se recompor e colocar seu coração de volta em seu devido lugar. Ao olhar para frente, especificamente para mesa de Wilden, conseguiu notar algo, o objeto que havia sido como arma para assassinar Alison seria uma pá, mas Aria notou algo a mais, havia duas pilhas com fichas dos seus amigos, todos eles aparentemente, mas as que estavam em primeiro lugar na pilha eram as de Lucas, e a de Jenna, “Lucas Gottesman: de acordo com seus amigos, o senhor Gottesman estava trabalhando no trailer que servia de depósito de objetos. Alegando ele de não ter encontrado a pá no interior do trailer. Gottesman não se encontrava dentro do circo próximo a vista de ouros integrantes”. Aria teve uma grande surpresa ao ver que a ficha de Jenna estava em branco, sem nenhuma palavra escrita além de seu nome.
Aria esticou um pouco seu braço e começou a folhear as diversas fichas da pilha de Jenna. “Hanna Marin: próxima das dependências do palco. Desavença com a vítima”. Desavença perguntou-se Aria, pensou ela por um momento se Hanna na verdade possuísse uma rivalidade apenas com Courtney, ou se teria também com Alison. Aria passou a ficha de sua amiga e começou a olhar mais rápido possível as outras. “Ezra Fitzgerald: se encontrava longe do palco e da visão dos demais integrantes do circo. Uma das últimas pessoas a falar com a vítima antes de ser... Seu número foi apresentado antes do corpo da vítima ser exposto, e respectivamente foi o único momento visto por mais de três pessoas. Spencer Hastings: Uma dos muitos cuja seu número não foi apresentado. Alegou ter visto Jason discutir possivelmente com a vítima, ou talvez sua irmã gêmea. Teve uma breve discussão com Alison por causa de seu namorado Toby Cavanaugh. Mona Vanderwaal: havia constantes desavenças com a vítima. Alega ter sofrido algumas ameaças vindas da vítima em questão...”.
De repente se fez presente sons de passos próximos à porta e na parte de baixo, na pequena aresta entra a porta e o chão havia uma sombra, a maçaneta começou a girar, e por impulso Aria parou de ler e colocou as fichas de volta em cima da mesa de Wilden.
— Então senhorita Montgomery. – disse Wilden entrando na sala, na porta, Aria conseguiu notar a presença de Garrett. – O oficial de polícia Reynolds a conduzirá até sua cela.
— Claro. – ela disse apenas isso.
Aria se levantou e começou a andar até Garrett que a esperava e então saiu da sala e notou que suas amigas Hanna e Courtney estavam lhe fitando com um ar de preocupação. Mas em outra cadeira mias distante, estava Noel que a encarava com o que mais parecia ser ódio.
Ao passar perto de Noel ele se levantou e disse em seu ouvido para que ninguém mais ouvisse.
— Espero que seja julgada como a verdadeira assassina. – disse Noel no seu ouvido.
— Sinto em lhe decepcionar depois que toda essa confusão terminar. – disse ela baixo para que só ele ouvisse. – Te vejo depois. – disse Aria rudemente.
— Vamos. – disse Garrett para Aria.
JASON
Sentado junto com alguns de seus amigos circenses, Jason condenava Ezra em sua cabeça por ter permitido que Aria fosse presa, Jason sentia a necessidade de fazer algo para ajuda-la, mas ele sabia que se nem mesmo Ezra tentaria, ele muito menos deveria. Todos estavam tensos, pensando em como tudo teria chegado a isso, e como seus amigos acabaram presos.
— O que faremos para ajuda-los? – perguntou Emily, a espera de alguma resposta.
— Como podemos ajudar a eles, Emily? – questionou Mona. – Eles fizeram isso consigo mesmos. Encontraram as prova do crime nas coisas deles. – disse mona ao perceber os olhares voltados a ela. – Aposto que foi Courtney quem matou...
— Mona, cale-se. – disse Spencer. – Não devemos fazer nenhum julgamento sem que haja provas conclusivas. – completou Spencer.
— Provas conclusivas? – desdenhou Mona. – Spencer, eu pensei que fosse mesmo a mais esperta. – disse Mona com sarcasmo.
— O que disse? – disse Spencer encarando Mona com um olhar intrigado.
— Você não entendeu ainda? – perguntou Mona retoricamente.
— Entendeu o que? – perguntou Jason intrigado. – O que você acha que sabe para esta julgando eles? – perguntou ele de novo frustrado.
— Encontraram uma pá com sangue nas coisas da Courtney. Isso pra mim já é uma grande prova para saber que Courtney pode ter matado Alison. – disse Mona encarando Jason com total autoritarismo em sua poltrona.
— O que disse sua coisa pequena? – indagou Jason se levantando e indo na direção de Mona despejando raiva.
— Com licença. – abordou Toby entrando na frente de Jason para segurá-lo.
— Lembre-se, ela é mulher e você é um homem. – disse Caleb se levantando. – Não pode bater nela, infelizmente. – disse ele olhando na direção de Mona.
— Qual foi o motivo da prisão de Aria? – perguntou Spencer na direção de Ezra no canto. – Bom, eles não citaram o nome de aria quando chegaram, mas eu conseguir ver o carro de um deles indo embora com ela.
— Ela... Ela desacatou detetive. – disse Ezra com desanimo em sua voz.
— Desacato? – indagou Emily. – Nunca vi Aria desacatar um oficial. – ela completou se virando para avistar Ezra.
— Nunca vimos policiais aqui, Emily. – informou Spencer, chamando a atenção da amiga. – Existe uma primeira vez para tudo. Até para prenderem alguém que evita coisas ilegais como o Noel ou a Hanna, por exemplo. – disse Spencer passando a mão em seus cabelos e vendo Ezra para ir embora.
— Com licença, vou me retirar para meu trailer. Vou ficar um pouco só. – disse Ezra se virando sem esperar resposta.
— Aliás, me informe alguém porque Noel foi preso. – pediu Jason. – Não estava aqui na hora, cheguei somente a tempo de ver Courtney e Hanna serem presas. – justificou-se ele.
— Encontraram uma mão feminina nas coisas dele. – respondeu Toby. – Imaginei que estivesse o tempo todo por perto do circo. – questionou ele.
— Eu... Eu fui tomar um banho no lago. – disse Jason confuso. – Um segundo Toby. Disse que encontraram o que nas coisas de Noel? – perguntou Jason meio nervoso.
— Uma mão feminina. – respondeu Toby, disfarçando sua curiosidade.
Após alguns segundos pensando, Jason se levantou despedindo-se com argumento de que iria para seu trailer para dormir. Ao sair do circo, a primeira coisa que fez foi olhar para trás para vez se seria seguido, correndo para seu trailer procurou pela pá, mas não havia nem sinal do grande objeto. Com o medo se alastrando por eu corpo, Jason pensou se seria a pá a única coisa que estaria sumida.
Correndo desesperado, ao chegar ao canto mais escuro e distante de seu trailer, começou a cavar o chão com suas próprias mãos, mas ao encontrar a sua camisa enterrada notou que ela estava diferente, ao abri-la viu que o que ela envolvia agora era um rato, preso ao corpo do rato morto havia um papel com um pequeno bilhete, e nele dizia “Lamento por isso, mas não havia como lhe pedir uma mãozinha, então a peguei e coloquei outro presentinho no lugar. – A”.
— O que? – disse ele agoniado e com medo. – Mas o que... Quem é “A”... Impossível. – disso ele jogando o rato no chão e usando sua mão para esmurrar o chão em que estava sentado.
Jason em momento de estresse começou a ficar assustado, e teve sua atenção roubada por um som de galhos quebrando. Olhando em volta viu que não avia ninguém nos arredores até onde sua visão permitia enxergar, ao levantar-se percebeu um vulto.
— O que está acontecendo, Jason? – perguntou uma voz feminina que roubou um berro da garganta de Jason.
— Você? – o indagou encarando a garota que o achara. – O que faz aqui?
ARIA
Sentada em uma cama simples e velha, Aria estava quase caindo no sono, sua visão já estava turva. O que era um parecia dois, e de repente havia um preto.
Ao abrir seus olhos viu que na sua frente estava o palhaço sentado em uma cadeira e pelo que parecia estava aplaudindo Aria, em sua cabeça estava uma cartola, virando seu rosto para olhar do seu lado, pode ver deitado no chão em ambos os lados o corpo de Alison e Jenna, de sua boca só pode sai grito, e ao olhar para frente mais uma vez, o viu foi apenas sangue. Despertando aos berros Aria se levantou as pressas e foi direto para o chão. Somente ao sentir o chão que conseguiu ver que sua visão aterradora era apenas um sonho. Levantando-se com o ajuda da parede, que serviu de apoio, conseguiu ver que já estava de noite, mas havia algo errado no local, havia algo que estava diferente no ar, mas ela não iria se preocupar com isso, ela tinha uma missão e dependia dela que desse certo. Aria ouviu um som de passos, e na sua frente estava uma jovem loira.
— Você demorou. – disse ela para garota na sua frente.
— Desculpe-me, mas sabe como é difícil achar essa cela. – disse ela se justificando. – É quase no fim desse buraco assustador. E afinal, sabe me dizer qual o motivo das luzes apagadas? – perguntou ela.
— Luzes? – somente nesse momento conseguiu ver que as luzes do corredor estavam apagadas. – Não. Eu dormi, e somente agora notei isso, elas não deviam estar apagadas.
— Tem outros corredores com luzes acesas, mas bom, existem coisas mais importantes agora. – avisou a garota loira. – Vamos. Seja rápida.
Aria passou a mão por trás de sua orelha e retirou um grampo de cabelo, logo então o colocou na entrada que havia no cadeado de sua cela, a entrada devia ser para uma chave, mas para Aria podia ser para um grampo também.
— Não sei como consegui fazer isso. – indagou a loira ao ver Aria sair da cela.
— Simples. Só precisa de calma e um toque de mágica. – disse Aria começando a rir.
— Tudo bem mágico de Oz. O que pretende fazer? – perguntou sua amiga.
— Vou ver até onde eles sabem sobre a morte de Ali. – respondeu Aria.
— Sabe pelo menos como fazer isso? – perguntou ela. – Quer dizer. Nunca esteve aqui nessa delegacia. – disse a garota ressaltando a palavra com tal liberdade.
— Sei o suficiente. – respondeu Aria começando a andar. – Vamos.
As duas andaram por longos corredores a procura de uma forma de chegarem próximo da sala d detetive. A cada corredor em que andavam as duas notavam que as luzes que deviam estar acesas estavam desligadas. Ao chegarem perto da sala do detetive notaram que deveria ter pelo menos um policial ou segurança próximo da porta, mas não havia exatamente ninguém, estavam somente elas e os amigos de Aria.
Aria abaixou-se e colocou o grampo na entrada da chave, em pequenos movimentos suaves e calculados ela conseguiu destrancar a porta que se abriu sozinha. Olhando para os lados as duas viram que ninguém se aproximava da sala.
— Você vigia a porta. – disse Aria para garota. – Se alguém se aproximar deste corredor, dê-me um sinal e vá se esconder. – instruiu-lhe Aria.
— Tudo bem. Mas tente ser rápida. – disse a garota preocupada com sua amiga.
— Não se preocupe comigo – preveniu-lhe Aria. –, Serei rápida. – garantiu com certa certeza no tom de voz, mas ela não sabia de verdade se seria rápida.
Ao entrar na sala Aria notou que havia algo diferente na sala, algo estava fora do lugar, mas ela não fazia ideia do que seria isso. Correndo para perto da mesa do detetive Wilden, Aria olhou por toda a mesa, mas ela simplesmente não viu nada, a mesa que havia o que ela precisava estava completamente limpa.
HANNA
— Tem alguém aí? – perguntou em voz alta ao ouvir um som de passos no corredor. – Ande, diga algo quem estiver aí. – disse Hanna se levantando ao perceber que os sons não paravam. – Se for uma brincadeira não tem graça, diga quem é. – ordenou Hanna furiosa.
Tentando olhar o corredor longo que se encontrava do lado de fora de sua cela, Hanna, continuava a ouvir passos, mas dessa vez eles eram menores como se eles estivessem indo em outra direção. Esfregando as mãos nos braços para tentar espantar o frio, Hanna virou-se e começou a andar em direção a simples cama de metal que se encontrava escorada na parede de sua cela. Em uma breve fração de segundo Hanna notou que a chuva começara a cair forte, com pouca dificuldade ela podia ouvir ao longe pequenos estalos que o céu disparava ao longe, havia uma grande vontade no corpo de Hanna em se deita naquele colchão fino e quase decrépito, mas ela começava a se sentir enojada ao pensar no cheiro que saia dele e no fato de que ela poderia ter sarna depois disso, mas quando as lâmpadas do corredor onde estava sua cela deram um estalo e se apagaram Hanna jogou-se em cima do colchão, como se isso fosse protegê-la de algo, mas ao lembrar-se do lugar nojento em que estava se jogou no chão gelado, talvez chão gelado fosse uma opção melhor. Começando a se levantar, Hanna viu clarões formados por cada relâmpago, ao terminar em pé, Hanna viu mias um clarão formando na parede pela minúscula janela que havia no corredor, e no meio do clarão na parede havia uma parte mais escura que impedia a passagem da luz rápida até a parede, com o susto em ter visto aquela sombra humana refletida virou-se e viu quem estava fazendo aquela sombra.
— Quem é você? – perguntou Hanna ao ver uma garota loira a sua frente. – Ande responda quem é você? – perguntou Hanna nervosa.
— Eu? – perguntou a garota loira com uma pouco de sarcasmo, mirando seu olhar diretamente para cela.
— Há quem a mais aqui? – perguntou Hanna cruzando os braços tentando fingir estar calma.
— Bom. Existe a outra garota no corredor atrás desse. – disse a loira alisando a cela e em seguida a encarando om um olhar meio sombrio. – Qual é mesmo o nome dela? – perguntou fingindo estar curiosa. – Courtney, certo – respondeu irônica, logo começou a rir de leve.
— Conhece a Courtney? – perguntou Hanna confusa. – Quem mais conhece?
— Sim conheço – disse ela balançando a cabeça como se estivesse tentando convencer uma criança de sua mentira. – Eu conheço também, Aria, Spencer, Emily e Ezra. Bom, creio que somente esses mesmo, Hanna. – disse ela encarando Hanna com um olhar quase maquiavélico. – Ah, e você claro. – disse sorrindo.
—Como nos conhece? – disse Hanna e aproximando ao perceber que havia uma cela que poderia protegê-la.
— Bom, eu conheço muitas pessoas de vista, mas nunca cheguei a falar com nenhum de vocês, algumas vezes com Jenna, mas faz uns dias que nos falamos pela última vez. – respondeu ela passando a mão nos seus cabelos loiros.
— Você conhece Jenna? – perguntou Hanna a encarando com um olhar confuso. – Quando falou com ela? – Hanna começou a fazer sua própria interrogação.
— Falei com ela na noite em que ela ficou na delegacia até mais tarde, ela e Darren estavam... Fazendo coisas, e quando eles terminaram me encontrei com ela e conversamos um pouco. – lhe respondeu a loira.
— Quem é Darren? – perguntou Hanna. – E sobre o que conversaram? – Hanna fazia uma nova pergunta a cada segundo, sem nem ao menos se importar com a indiscrição.
— Você pergunta bastante coisa. – disse ela se escorando na grade da cela. – Darren Wilden, o detetive que está investigando o caso da morte de Alison. – disse ela como se fosse natural ela ter conhecimento de tudo isso. – Eu e Jenna não falamos nada demais, só que ela pensava em sair do circo depois da morte da amiga de vocês.
— Conhece Alison? – perguntou Hanna.
— Sim, nos conhecemos através de Aria. – respondeu ela usando uma mão para tocar seus cílios longos e muito bem curvados.
— Qual o motivo de Jenna querer ir embora, você sabe? – perguntou Hanna para a garota loira na sua frente.
— Só sei que ela estava com medo. – disse a garota loira passando o dedo por debaixo do olho direto para limpar qualquer borrão em seu lápis preto.
— Do que ela tinha medo? – perguntou Hanna se aproximando. – Ela nunca mencionou nada do tipo. – completou Hanna.
— Isso era normal em Jenna, ela era do tipo que não falava tudo, palavras de Alison. – disse ela rindo.
— Do que ela tinha medo? – perguntou Hanna. – E qual é o seu nome e a quanto Jenna e Aria? – Hanna perguntou impaciente por ter que esperar tanto por uma resposta.
— Bom. Eu e Aria somos velhas amigas, nos conhecemos praticamente a minha vida inteira, tivemos um probleminha no passado, mas voltamos a nos falar. – disse ela sorrindo. – Eu e Jenna nos conhecemos depois que eu conheci Alison se eu não me engano. – disse a loira com certa quantidade de ironia em sua voz. – E já que quer tanto saber, meu nome é Charlotte Blair.
— Mas ainda falta uma pergunta a responder. – disse Hanna frustrada. – Qual era o motivo de Jenna ter medo a ponto de querer ir embora, Charlotte? – perguntou se aproximando como forma de imposição.
— Ah isso, é uma simples besteira – disse a loira a sua frente. – Ela tinha medo de Ezra. – disse Charlotte a encarando com um olha misto de maldade e sarcasmo.
ARIA
Aria ainda estava na procura por provas, mas a cada vez se tornava mais difícil de achar as benditas folhas, olhando por todas as gavetas e logo depois por todas as pastas. Ao sentar-se na cadeira de Wilden, Aria notou que havia algo de diferente na parte de baixo da mesa a sua frente, mas ela logo percebeu o que era, afinal, uma ilusionista de circo sempre reconheceria um fundo falso, passando as mãos pelos cantos da parte de baixo, sentiu uma parte mais frágil, ao apertá-la o que ela menos esperava aconteceu, um estojo de primeiros socorros caiu ao chão, o impacto com o chão fez o estojo se abrir, e em meio o estojo estava uma faca com uma espécie de líquido, o que se parecia mais com sangue seco, cobrindo a boca para impedir que seu grito escapasse, Aria se levantou e se escorou na parede, mas ao olhar para porta notou que aparentemente não havia policiais do lado de fora, nem mesmo Garrett, determinada a encontrar mais respostas, a pequena, mas valente garota decidiu virar o estojo e olhar seu interior, seu suto foi maior ao ver que além de uma faca ensanguentava, havia também um revolver, mas em sua cabeça ficou a dúvida de porque ele teria guardado tudo isso em um estojo de primeiros socorros e o motivo de estarem dentro de um fundo falso, mas ela sabia que logicamente ela teria que descobrir sozinha. Olhando mais detalhadamente dentro do estojo Aria conseguiu notar uma chave, determinada a descobrir o que essa chave iria abrir. Levantou-se com seu coração apertando de angustia e seguiu até cada lugar onde ela poderia abrir, mas para seu desapontamento nenhum dos lugares onde tentara destrancar deu certo, mas Aria não desistiria tão fácil assim e logo começou a vasculhar por qualquer lugar que pudesse ser destrancado, olhando na prateleira a procura de alguma caixa, conseguiu ver que do lado do armário havia uma porta escondida por detrás do mesmo, fazendo toda força que pode conseguiu movê-lo o suficiente para se colocar entre o armário e a porta e colocar a chave na porta que por sorte era a certa.
Ao entrar na sala, Aria perguntou-se há quanto tempo Wilden não entraria lá, o lugar era escuro e de tamanho mediano e possuía um odor forte de lugar velho, o lugar estava repleto de caixas, todas estavam marcadas por datas de anos, os anos de casos que Wilden teria resolvido ao todo, procurando pela caixa mais nova e com o ano certo, ela conseguiu encontrá-la e abri-la, mas no meio de todos os meses ela notou que o caso de Alison não estava lá, mas havia apenas uma folha, que continha o período da morte, o período em que foi encontrado, a causa da morte e o objeto. Aria fez o que ela poderia fazer de mais rápido, pegou a folha e a dobrou o suficiente para por dentro de seu sutiã, ao dirigir-se para a porta, Aria notou que a porta estava fechada, com seu coração entrando em grande desespero correu até a porta, mas notou que ela estava trancada, e lembrou-se de que a chave havia fiado do lado de fora, alguém a teria trancado, e perguntou-se quem teria feito isso havia sido o assassino ou algum policial, em grande de medo e nervosismo, Aria, começou a correr pela sala a procura de alguma porta, depois de alguns segundos procurando encontrou uma porta na parede, ao abri-la sentiu um forte odor de podridão exalar de dentro da sala que se encontrava atrás da porta, mas seu medo em ser pega foi motivação suficiente para passar pela porta, ao fechar a porta, notou que o odor ainda estava forte, cobrindo seu nariz, percebeu que havia uma escada em espiral na pequena sala em que havia entrado, subindo a escada sentiu algo molhado e espeço na mesma, colocando a outra mão diante dos olhos para que pudesse ver o que era, descobriu que o seguinte líquido se parecia com sangue, começando a se assustar, subiu o restante que faltava rápido o suficiente para conseguir ver que na beirada da passagem havia a roupa e a mascara de palhaço do assassino que tanto atormentava a ela e seus amigos, mas ela criou coragem para continuar a andar e encontrar uma saída antes que o assassino a encontrasse antes, mas acabou escorregando em alguma coisa que estava no chão e ao cair viu que o que estava no chão além da roupa era sangue, tentando se levantar rápido para não se sujar mais viu o corpo de Garrett caído no chão sem roupa repleto de sangue com sua barriga aberta e suas vísceras expostas, ao levantar-se assustada aos gritos, viu uma forma se mover em sua direção no canto mais escuro, o que fez Aria recuar e tropeçar na máscara do palhaço assassino e acabar rolando escada a baixo.
Ao virar seu rosto para cima conseguiu ver que alguém a encarava, mas ela não pode descobrir quem era pelo escuro e sua visão turva. Mas conseguiu ouvir alguns sons, entre eles passos e uma voz masculina que próximo ao seu ouvido disse algo que mais pareceu com desculpas.
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