Pretty Little Liars: Circus
2
Capítulo 2
— Bem-vindo ao Circus House of Horrors —
Rosewood
Notas iniciais
TRÊS ANOS DEPOIS...
Aria estava em seu camarim terminando sua maquiagem, logo seria sua vez de se apresentar e Aria era a ilusionista e como Hanna, uma de suas melhores amigas, sempre dizia: “no mundo do circo, a melhor maquiagem é aquela que chama a atenção, mas que ainda assim faz você parecer a mais bela entre as belas”, uma forma de pensamento que Aria deveria logo aderir, mas não seria fácil o que é fato, afinal, Aria não era nada fã do que era de chamar a atenção, mas é lógico que isso iria mudar, ou melhor, é lógico que ela mudaria isso, já que sua vida já havia mudado há três anos atrás quando teve que ir embora de Ravenswood, deixando tudo para trás, família, amigos, um lar, mas essa era a única forma que havia encontrado de viver, “fugir para viver”, essa era a sua forma de pensar desde então. Parada diante o espelho, com sua maquiagem já finalizada, se levantou, mas por um segundo decidiu se admirar um pouco, e comparar com o seu próprio eu com o seu eu de antigamente, ver a diferença, a mudança, o risco que correu para estar onde vivia agora, viajando de cidade em cidade em um circo, junto de pessoas que agora eram sua família, uma família um tanto misteriosa, pois cada um ali havia o seu passado, sua história, o seu porque de estar ali, de escolher aquela vida, mas ela não iria importuná-los para perguntar de suas vidas mesmo sendo sua família agora, mas ela ainda não se sentia intima para isso.
Ao desligar-se de seus pensamentos, no canto do espelho pode ver uma fotografia um pouco antiga, esticou sua mão para tocar a fotografia antiga e nela pode ver seu irmão, Mike e Aria, e seus meio irmãos, Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, em um momento de lembranças dolorosas sentiu uma dor em seu coração, uma dor que parecia mais um aperto de amargura, tentar esquecer o passado e seguir em frente não era uma coisa fácil a se fazer, mas, pelo menos havia alguém que pudesse lhe ajudar, alguém que soubesse de seu passado, alguém que havia abandonado tudo por ela, Ezra, seu noivo que a amava o suficiente para segui-la até a ferroviária, onde estava o trem do circo, ela o amava por isso.
— Aria? – chamou Ezra na porta de seu camarim.
— Sim?! – respondeu ela.
— Já está pronta? –perguntou ele – Hanna já está no palco, perto de finalizar sua apresentação. Logo após será você. – completou ele.
— Sim. Já estou pronta, – disse ela o encarando com um sorriso sedutor e belo – Me permitiria apenas alguns segundos? – perguntou ela.
— Claro. O tempo que desejar. – concordou ele.
Aria olhou para a foto mais uma vez e por um segundo desejou que seu irmão estivesse ao seu lado, afinal, sempre se sentia mais segura na presença dos dois homens mais importantes de sua vida, Ezra e Mike, com seu noivo ali ela se sentia capaz a dar novos passos para o futuro, mas com Mike longe, ela apenas sentia que havia um lado perverso que à prendia ao seu passado tortuoso. Mas ela devia ir e dar o seu máximo para que pudesse fazer o seu melhor.
— Pronto. Já podemos ir. – disse ela.
Pegou sua cartola e andou até a porta e puxou o pescoço de Ezra para um beijo quente e apaixonado. Então em seguida os dois caminharam pelo corredor até chegar próximo ao grande palco onde Hanna se apresentava, se equilibrando em uma corda feita de arame, com o que mais parecia uma corda em seu pescoço, uma corda que estava presa ao arame, seu coração estava começando a ficar aflito, Aria nunca havia visto Hanna fazer um número onde estaria presa em uma forca, e ela teria avisado sobre isso, Aria se aproximava cada vez mais para poder prestar mais atenção, seu corpo e suas pernas fazia movimentos fatais, movimentos que poderiam tirar sua vida, somente então ela pode notar que Ezra já nã estava mais ao seu lado, circulando para ver com mais facilidade o ambiente pode apenas ver CeCe se aproximando.
— CeCe! – chamou Aria.
— Sim. Diga-me. – respondeu CeCe com um sorriso.
— Você viu Ezra? – perguntou ela.
— Na verdade sim, mas faz uns minutos, – respondeu CeCe – Ele havia dito que precisa pegar algo em seu camarim para que pudesse se apresentar.
— Obrigada! Acho que vou atrás dele – disse Aria.
— Acho melhor não, já está perto da sua vez. – respondeu sua colega de trabalho.
Aria virou-se para ver Hanna, mas viu apenas Hanna cair do arame e por consequência ficar pendurada pelo pescoço na forca, seu coração ficou ainda mais apertado, pessoas na platéia gritavam, outras cobriam os olhos, outros se levantavam assustados, mas Aria, apenas perdeu os movimentos de seu corpo. Quando Aria pode mover, pela primeira vez nesse momento, uma única sua perna em reação de dar um passo, Hanna se solta da forca e despenca de seis metros em queda livre, Aria imaginava que se a forca não a matasse a queda faria isso pela forca, mas para a surpresa do público e sua também, Hanna cai em uma rede quase que imperceptível, dando um salto na rede e outro para o piso, se inclinando para frente com seus braços esticados para trás como se fossem se transformar em asas para dar início a um voo.
Então Aria soube que essa era a sua deixa para apresentar sua parte desse espetáculo de uma beleza horrenda, correndo para se posicionar no seu lugar certo, por trás de uma explosão de cores, para quem visse acreditaria que Aria havia realmente surgido ali. Aria andou até Hanna e esticou sua mão que foi pega pela amiga, então as duas desfilavam em direção a uma caixa, onde Hanna entrou para que o número de sua grande amiga pudesse ser feito e terminado com sucesso. Então Aria começou a girar a caixa cada vez mais rápido, então um grito de desespero saiu da caixa para que todos ouvissem, a plateia e até mesmo Aria pareciam ter se assustado de verdade com o grito, abrindo rápido a caixa, de dentro saiu Jenna, rindo e desfilando com uma roupa que parecia estar cheia de sangue, assim como a caixa estava.
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Próxima de finalizar sua parte no espetáculo onde supostamente havia desmembrado o corpo de Jenna, um som foi ouvido de longe, um som que lembrava mais um grito, um grito que havia roubado a atenção de todos, e mais uma vez o grito, um grito de dor, medo, terror, e então um silêncio, todos olhavam em volta, até mesmo Aria, afinal ela já sabia que esse grito não fazia parte de seu espetáculo, um silêncio perturbador ainda completava o lugar, a respiração de Aria cada vez mais ofegante, cada vez mais assustada, olhando para o lado pode notar a cara de medo de seus outros amigos no canto, CeCe, ao seu lado Toby e Spencer de mãos dadas e Hanna a encarando com medo e com ar de dúvida. Um passo, Aria deu apenas um passo e de relance pode ver algo grande e pesado cair no mínimo um metro de distância, então por reflexo olhou para o chão e viu o pior que poderia passar em sua mente, o corpo de Alison DiLaurentis estava caído a sua frente, e com o impacto da queda sua perna parecia estar mais próxima do braço do que da sua outra perna, então sem reação alguma Aria soltou um grito de desespero e medo.
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