Notas iniciais
Desculpem por não ter postado na quarta! Foi mal mesmo! :( Eu meio que esqueci que tinha que postar e só fui lembrar na sexta... Perdoem essa escritora avoada! >.<' ~Enjoy

— Will

Dizer que o clima que se seguiu depois das palavras de Nico, foi reconfortante seria um absurdo sem limites. O rapaz me olhava ainda um pouco receoso, suas mãos juntas demonstravam o nervosismo dele e seus lábios finos estavam em linha reta.

Para quem olhasse de fora, diria que eu estava imparcial diante a conversa que eu teria a seguir com Nico, talvez até ele achasse isso, mas a verdade era que eu estava apavorado. Seria a partir desta conversa que nós dois definiríamos nosso ‘futuro’, se continuaríamos juntos ou não.

E eu não queria ter que de terminar tudo com Nico por um simples desentendimento.

— Olha, sei que temos muitas coisas pra explicar, mas acho que eu deveria começar me desculpando por aquilo que fiz a você... Ter beijado Drew foi um erro e eu me arrependo dele — disse fixando meu olhar em Nico.

O rapaz pareceu incomodado com o nome da menina e não se fez rogado ao deixar claro o desagrado. Sua postura ficou imediatamente na defensiva e Nico franziu o cenho.

— O erro foi meu de ter confiado em sua palavra. Você mesmo me contou que era mulherengo, eu simplesmente devia ter notado que eu era mais um na sua lista — falou firme e eu vi mágoa em seus olhos negros.

Senti minha boca se abrir levemente com a acusação sem fundamentos dele. Meus olhos se arregalaram e senti uma decepção profunda com as palavras dele.

— Mais um na minha lista?! Você tem noção do que está falando? — perguntei tentando não alterar a voz. Como ele tinha a audácia de me acusar de uma coisa dessas?

— Sim, mais um! Eu conheço caras como você, Will! Você chega querendo se aproximar, vai conquistando aos poucos pra no fim conseguir o que quer! Aposto que iria me dispensar depois que me levou pra cama! Já tinha conseguido o que queria desde o início, né?— vi seus olhos marejados e não me atrevi a sentir pena de Nico. A raiva que aquelas palavras estavam me causando era demasiado forte.

Então foi por conta desses pensamentos que ele agiu totalmente estranho naquele dia?!

— Você está criando coisas que não existem! Quem falou uma coisa dessas pra você?! Alguma vez durante nosso relacionamento eu dei motivos pra você desconfiar de mim?! Eu mentia pra você?! Eu sempre fui sincero com você, seu babaca! Quando eu disse que iria honrar nosso namoro, eu estava levando a sério!

— Me poupe Will! Eu sei que você só estava se divertindo! Porque ficaria comigo? Olha pra você, faz o casal perfeito com qualquer menina e quer ficar comigo? O que queria com um garoto magrelo e antissocial?!

Nico me olhava ainda com os olhos marejados e se recusava a deixar as lágrimas caírem.

— Realmente, nem eu sei o que vi em você! Eu poderia ter qualquer uma, mas escolhi você! —joguei minhas mãos para cima totalmente frustrado — E não venha me acusar de traição porque eu sempre me mantive fiel ao nosso relacionamento! Já você não pode dizer o mesmo, não é? Sempre sumia com a Reyna pra sabe-se-lá-onde e ficava às vezes o intervalo inteiro com ela! Sempre se esquivava das minhas perguntas sobre o que faziam e nunca me respondia com uma sentença inteira! Fora as conversas sussurradas e risinhos com ela!

Nico me olhou ofendido.

— Ela é minha amiga! Da mesma forma que eu trato ela, eu trato você!

— Ai é que está o problema! EU ERA SEU NAMORADO! — gritei frustrado e essa atitude minha pareceu assustar Nico — Eu não deveria receber o mesmo tratamento que Reyna! Ela, aliás, é mais bem tratada do que eu! Acha que respostas monossilábicas é uma resposta decente?! NÃO É NÃO!

— Como queria que eu te tratasse então? — ele perguntou com a voz confusa.

— Respostas curtas e desagradáveis, caras fechadas e xingamentos eram tudo o que eu recebia de você! — desabafei — Eu era gentil, mas acabava recebendo uma resposta ignorante! Eu brincava com você e adivinha? Outra resposta fechada! Eu olhava pra você e você já vinha com cinco pedras na mão! Pensei que quando começássemos a namorar você pudesse mudar seu jeito comigo, mas parecia até ter complicado mais. Uma hora você estava normal, me tratando bem e de repente me ignorava e respondia malcriado!

Nico me olhava como se eu tivesse estapeado sua cara. Seus olhos estavam arregalados e eu podia ver seus ombros tremerem um pouco. Eu estava desabafando todas as frustrações do nosso relacionamento tudo de uma única vez. Talvez fosse muita coisa para ele compreender tão de repente, mas na hora eu estava tão cansado psicologicamente que nem pensei muito a respeito disso.

— Quantas vezes eu já não me peguei sentindo ciúmes de Hazel, Reyna ou até mesmo Jason, por eles terem um tratamento melhor que o meu! Eu que era o namorado! Tem noção do quanto isso é frustrante?! — perguntei sem deixar tempo para Nico responder — Eu posso até ter sido um canalha no passado, mas você me insultou profundamente quando me acusou de simplesmente estar brincando com seus sentimentos, Nico!

— Mas você ia... — a voz dele estava baixa e rouca. Seu olhar estava meio perdido e seus lábios tremiam. Provavelmente sua mente trabalhava a mil por hora para entender as conclusões precipitadas que ele escolheu seguir.

Me permiti sentir pena do estado em que ele se encontrava. Meu coração apertou de uma forma que eu achei que fosse ter um infarto ali mesmo, meu estômago se embrulhou e eu senti uma vontade enorme de sentar e chorar por tudo.

— Escuta, — falei com uma voz cansada e quebrada — Eu nunca pensei em te trair Nico. Nunca. Quando eu beijei a Drew, nós não estávamos juntos porque você tinha terminado tudo. Eu não ia nem beijar a menina, mas quando eu te vi todo sorriso com Reyna eu tive ciúmes. Porque ela tinha todo aquele tratamento especial e eu não? Na hora da raiva a gente faz coisas que depois se arrepende, mas que já foi feito... Não dá pra voltar atrás. Eu só não poderia imaginar que você fosse agir desse jeito. Porque você acha que eu iria te largar? Tudo que eu fiz por você, não valeu de nada? As tardes deitados no sofá conversando e assistindo filmes, os passeios que tivemos, as carícias trocadas, o dia que eu disse que cuidaria de você, quando você contou de sua mãe e Bianca... Nada disso importa? Nada disso foi prova o suficiente pra você perceber o quanto eu gosto de você? Nem mesmo quando eu declarava meus sentimentos por você? Nada?

Nico tremia. Sua respiração estava desregular e seu olhar era um misto de sentimentos. Confusão, mágoa, tristeza, arrependimento... Vi que uma lágrima escorreu por sua bochecha esquerda e Nico não se mexeu para limpá-la.

Logo em seguida as pequenas gotas salgadas foram descendo por suas bochechas, uma a uma.

Andei até ele e Nico continuava petrificado, nossos olhos se encontraram e então eu sorri. Meu sorriso era triste, meio melancólico e quebrado. Levantei minhas mãos que tremiam um pouco e passei a limpar gentilmente as lágrimas que manchavam o rosto bonito de Nico.

— Sinto ciúmes de você porque tenho medo de te perder... Muitas vezes não sei bem lidar com isso e quase sempre acabo fazendo besteira, mas é o meu jeito meio inconsequente. Quem ama cuida da pessoa, deixa o orgulho de lado, perdoa os erros e permanece junto até quando ela faz tudo errado, mas no final sempre compreende... Eu não queria aqueles romances de filmes, onde só tem beijos e amassos. Eu queria cuidar, dar carinho, ser seu amigo também...

Nico fungou e segurou minhas mãos que limpavam suas lágrimas, suas mãos estavam frias e igualmente trêmulas.

— Will... E-eu... — sua voz falhava e era abafada pelos soluços do choro.

— Isso só mostrou que você não confia em mim Nico — falei — Você simplesmente deduziu que eu iria te abandonar e já tomou todas as decisões erradas. Deixou seu orgulho e o medo serem maiores do que você e no processo acabou me magoando sem se importar.

— Não! E-eu não... — sua voz falhou mais uma vez.

— Mas uma coisa é certa, Nico — seus olhos vermelhos e marejados se focaram no meu e seus lábios se crisparam tentando se impedir de chorar mais ainda — Eu ainda sou completamente apaixonado por você, mas vejo que não vou conseguir sustentar um relacionamento sozinho. Será melhor pra nós dois se nos afastarmos por um tempo... Ninguém mais sairá ferido nessa história toda.

Inclinei meu corpo sobre o dele e beijei delicadamente sua testa.

Nico não reagiu. Na verdade ele parecia paralisado. As lágrimas ainda escorriam por suas bochechas quando afastei meus lábios de sua testa, seus olhos procuraram os meus quando minhas mãos soltaram seu rosto e sua mão tentou me segurar involuntariamente quando meu corpo saiu de perto do seu.

Dei as costas a Nico e corri de volta ao acampamento. Não me importei quando cai no meio do caminho e cortei minha mão numa pedra, muito menos quando um galho bateu em meu rosto e deixou uma fina linha de sangue em minha bochecha. Tudo o que eu queria agora era ficar num local vazio e chorar.

Mesmo que eu tivesse me mantido forte durante a conversa com Nico, tudo aquilo que disse me destruiu por dentro. Eu não queria ter de encarar aquele fato. Era doloroso demais pensar na possibilidade de eu todo esse tempo ter amado por dois. Era doloroso pensar no fim.

Ignorei os chamados que ouvi quando sai da floresta do sul e passei direto pela arena e pela linha de arco e flecha. Não sei por quanto tempo eu corri, mas eu já havia passado pelos campos de morango, pela casa grande, anfiteatro, parede de escalada e agora estava num local que me lembrava dunas. Cai sentado olhando para o Estreito de Long Island e deixei que as lágrimas caíssem.

Eu nunca me imaginei chorando, tão miseravelmente, por alguém. Mas lá estava eu, caído nas dunas, chorando as frustrações e desilusões que Nico que causou.

Talvez isso fosse algum tipo de punição divina me fazendo sofrer tudo o que eu já fiz as meninas sofrerem por minha causa... Talvez, quem sabe?

~*~

Durante o resto daquela manhã, eu permaneci nas dunas. Já havia parado de chorar tão copiosamente e só observava as águas calmas do lago, meio apático. Meus olhos ardiam por conta do choro e eu sentia minhas pernas formigarem. Pela posição do sol no céu límpido, já devia ser por volta do meio dia e meia quando eu finalmente parei de divagar sobre absolutamente nada e resolvi voltar ao acampamento a passos realmente lentos.

Ocupar minha mente seria uma boa ideia.

Como eu tinha previsto, eu acabei perdendo a hora do almoço e tenho total certeza que Tântalo não me deixaria entrar na cozinha e pegar algumas poucas coisas para comer. Mesmo não estando com fome, eu sabia que seria prudente encher meu estômago antes de fazer uma atividade física. Ainda meio apático e totalmente desanimado, andei até a praia e me sentei debaixo da árvore frondosa que tinha logo no início da areia.

— Will! — escutei me chamarem e suspirei cansado. Não queria conversar com ninguém hoje, será que pela minha cara era difícil de entender? — Como você não apareceu no almoço eu roubei um pouco de comida pra você.

Matt se sentou ao meu lado e me entregou alguns pacotes de salgadinhos e refrigerantes que ele havia furtado. Não era a coisa mais saudável do mundo, mas mesmo assim sorri agradecido e passei a comer devagar.

— O que aconteceu? — me perguntou depois de alguns minutos em silêncio. Eu sabia que era inútil tentar esconder alguma coisa dele, até porque Matt era talvez a pessoa que mais me conhecia nesse mundo.

Continuei a mastigar a comida lentamente, tentando ao máximo postergar o assunto. Matt esperou em silêncio eu terminar o primeiro pacote de salgadinho e parecia entender que o assunto era delicado demais para se pressionar uma resposta rápida.

Então eu contei toda a minha conversa com Nico.

Desde a acusação sem fundamentos que ele fez questão de jogar na minha cara, até meus desabafos frustrados para cima do moreno. Meus olhos não desviaram por um segundo sequer da areia branca a minha frente e minha voz estava neutra. Matt escutou tudo sem me interromper, sempre me incentivava a continuar mesmo quando eu parava e passava vários segundos presos nas lembranças da conversa desagradável.

Não sei quando eu deitei e pousei minha cabeça no colo dele, mas quando eu terminei minha narrativa melancólica, Matt fazia um leve carinho fraterno em meus cabelos. Meus olhos divagavam pelo céu alaranjado e eu me perguntei quanto tempo eu passei falando apenas sobre minhas lamúrias com Nico para meu amigo.

— Nossa como você deve estar cansado de me escutar sempre falar das mesmas coisas — brinquei tentando mudar o clima triste que eu mesmo instalei entre nós.

Matt apenas revirou os olhos e deu um tapa em minha cabeça.

— Isso é até normal... Você não sabe lidar com seu primeiro amor e precisa de alguém para escutá-lo. Não se lembra de quando eu passava o dia inteiro falando da Carol? — perguntou com um ar nostálgico.

Ignorei a parte de primeiro amor que Matt falou.

— Você ainda gosta dela? — perguntei me referindo a Carol.

— Ah cara. É difícil esquecer o primeiro amor... Ainda sinto como se estivéssemos juntos — confessou — A maneira como a gente terminou foi totalmente errada e repentina.

Matt desbloqueou a tela do celular e abriu uma pasta de fotos que ficavam protegidas por senha. Na pasta só tinham fotos dos dois. Meu amigo sorriu triste e observou uma foto onde ele abraçava a menina por trás e sorria largo, Carol beijava a bochecha dele. Eu me lembrava desse dia, nós estávamos matando aula e Matt adorava perturbar a menina.

O relacionamento deles era bem confuso naquela época. Os dois se gostavam, mas não tinham coragem de assumir. Matt ficava com outras meninas e Carol namorava um rapaz de outra escola. Como eu disse: Confuso.

— Pensei que você estivesse gostando da Reyna — comentei sincero. Afinal, os dois viviam rindo e conversando por ai.

— Eu já falei que somos amigos — ele riu — Temos assuntos e gostos em comum. Acho ela divertida e uma boa companhia.

Assenti e fechei os olhos, respirando fundo e voltando a olhar Matt. Franzi as sobrancelhas e cruzei os braços. Matt percebeu minha atitude a parou de brincar com meus cabelos.

— Se não está gostando da Reyna, com quem você conversa até tarde da noite e que te deixa todo feliz? — perguntei curioso.

Matt corou um pouco e desviou a atenção para o outro lado.

— Você ainda está falando com Carol? — perguntei apenas para ter certeza.

— A gente tinha terminado... Mas depois eu liguei pra ela e nós conversamos direito... Estamos tentando voltar àquela nossa amizade — confessou.

— Namoro a distância, senhor Matt? — brinquei e vi meu amigo revirar os olhos com um sorriso discreto nos lábios.

— Cala a boca, Will — riu.

Ficamos conversando até que o sol sumisse completamente no horizonte. Fazia algum tempo desde que eu tinha uma conversa tão descontraída com meu amigo, sem o assunto ser Nico e meus problemas.

Foi agradável como nos velhos tempos.

~*~

Não é como se eu tivesse realmente fugindo de Nico, mas eu não senti vontade nenhuma de aparecer no jantar. Em parte porque eu ainda me encontrava cheio do tanto de salgadinhos e refrigerantes que eu havia comido mais cedo. Eu estava já deitado na cama de casal, no chalé que divido com Nico, e rezava para que quando o moreno entrasse, eu estivesse no décimo terceiro sono já.

Não me preocupei em fazer aquela barreira desnecessária de fronhas no meio da cama e sem aquilo ela parecia até um pouco mais espaçosa. Escutei a porta se abrir devagar e fechei meus olhos, fingido estar dormindo. Escutei passos pelo quarto e logo em seguida a porta do banheiro foi fechada com cautela.

Soltei o ar devagar e tentei acalmar meu coração de sair bela boca. Eu devia agir normalmente, como se o cara por quem estou apaixonado, e que também discuti mais cedo, não estivesse do meu lado. Não era tão difícil, era?

Voltei a fingir que dormia depois que a porta novamente foi aberta. Os passos silenciosos de Nico pareciam passos fantasmas, de tão silenciosos que eram. A cama afundou ao meu lado e senti o cheiro do sabonete usado pelo moreno impregnar minhas narinas.

Infelizmente só naquela hora eu percebi que eu estava virado para o lado errado, e que eu e Nico estávamos cara a cara.

Senti os dedos frios e trêmulos de Nico acariciar meu rosto e escutei ele fungar baixinho. Eu conseguia sentir o peso de seu olhar sobre mim.

Me desculpa — sua voz saiu num sussurro sofrido e lânguido — Eu agi errado, não sei lidar com meus sentimentos... Tive medo porque você chegou do nada e virou tudo de cabeça pra baixo... Foi se metendo na minha vida como se tivesse o total direito.

Eu ouvi a voz embargada dele e os dedos trêmulos passeavam por minha bochecha. Eu me esforçava em continuar meu fingimento para escutar tudo o que Nico iria falar.

Eu não confio em ninguém desde Bianca... Não queria me magoar se tudo isso acabasse... Mas eu não quero ficar sozinho... Só... Me perdoa — a voz dele sumiu num sussurro e a mão que acariciava minha bochecha, foi recolhida.

Abri minhas pálpebras e encontrei suas íris negras me encarando com surpresa. Seus olhos vermelhos e rosto levemente inchado denunciavam que ele havia passado boa parte do dia chorando. Senti um aperto no coração ao vê-lo frágil assim e permiti que meus braços puxassem o corpo magro, encaixando-o junto a mim.

Só não... Não me abandona — sussurrou com o rosto em meu peito e voz falhada. Senti o corpo tremer suave e passei a acariciar os fios bagunçados. A confusão era nítida em sua voz. Nico não gostava de criar laços por medo de perdê-los como aconteceu com sua mãe e irmã.

— Sabe que não vou — apertei o corpo menor e beijei a testa dele. Nico se aconchegou mais perto de mim e derramou um pouco mais de lágrimas.

Eu entendia as inseguranças que Nico tinha. Todas as neuroses em achar que eu pudesse estar brincando com os seus sentimentos, todas as inseguranças de ser traído por conta do meu passado em Malibu, todas as teorias loucas que levaram o menino a agir primeiro para não sair machucado no final.

Senti as mãos dele segurarem firme minha blusa do pijama e seu corpo se aconchegou mais perto do meu. Seu coração estava acelerado, assim como o meu, e eu tive certeza de que ele tinha aquele seu típico sorriso pequeno nos lábios.

Na noite do segundo dia de acampamento Nico dormiu no calor dos meus braços. E eu não sabia dizer se aquilo era um sonho ou não.

Esperava que não.

Notas finais
Lembrando que o Will é uma pessoa apaixonada e tende a perdoar com mais facilidade e.e' kkk