Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem, mas minha situação está muito feia em relação a internet... Já nem sei mais o que é net boa t-t Tá tão ruim que na segunda eu tinha que enviar um trabalho da faculdade, não tinha net e acabei levando zero t-t Os comentários dos capítulos anteriores eu ainda não respondi, mas pretendo reponde-los o mais rápido possível! ~Enjoy

— Will

As primeiras semanas após o fim das aulas foram bem tumultuosas. O pessoal estava com a ansiedade a flor da pele, o nervosismo em sair da casa dos pais e ir para outro estado era nítido sempre quando nos encontrávamos e tentávamos fazer um programa em grupo para distrair a mente.

Eu estava pesquisando apartamentos perto na universidade, já que eu morava longe da mesma, pequeno, porém aconchegante para duas pessoas. Pensava em chamar Nico para morar comigo e estava mais nervoso com a resposta dele do que o fato de ir ‘morar’ sozinho. Matt já havia ido para Providence e ficaria, pelo menos no início, no alojamento na universidade, até conseguir um emprego e se firmar por lá. No dia de sua viajem eu e ele ficamos quase o tempo todo juntos relembrando toda nossa trajetória até aquele momento, choramos um pouco e rimos muito.

Mesmo tendo se passado apenas quatro dias eu já tinha saudades das palhaçadas dele...

Meu pai que estava num clima meio deprimido. Ele me ajudava bastante na procura do apartamento e até já sabia da minha ideia de chamar Nico para morar comigo, me encorajou e disse que o moreno iria aceitar sem dúvidas nenhuma, mas mesmo sendo o pai encorajador que ele demonstrava, eu percebia que ele estava triste. Por mais que tenhamos convivido por apenas um ano juntos, nós conseguimos criar aquela relação de amizade e companheirismo de pai e filho que nunca tivemos. Para ele seria difícil voltar a morar sozinho, sem contar com os funcionários da casa.

— Já são três da tarde. Que horas você marcou com Nico? — meu pai perguntou assim que apareceu na porta de meu quarto. Fechei a tela de meu notebook e me espreguicei na cadeira.

— Daqui a pouco ele deve estar aqui. Estava apenas terminando os últimos detalhes da compra do apartamento e enviando um email para Nora. — falei vestindo uma blusa e respirando fundo — Vou perguntar hoje para Nico se ele vai querer morar comigo... Estou ansioso.

Apolo riu e se apoiou na soleira da porta de braços cruzados e sobrancelha levantada.

— Você acha mesmo que ele vai negar? — perguntou com um sorriso estampando o rosto — Afrodite, minha amiga e mãe daquela sua amiga Piper, disse que quando a filha contou sobre vocês ela “sentiu o amor de vocês”. — falou fazendo aspas com os dedos e rindo levemente.

Apenas revirei meus olhos.

— Pelo visto Piper puxou a mãe... — brinquei. Ao longe a campainha tocou e junto com ela o nervosismo voltou — Até mais tarde pai.

Eu e Nico saíamos juntos praticamente todos os dias. Era um jeito que encontramos de ‘matar o tempo perdido’, às vezes ficávamos em casa assistindo um filme qualquer, conversando e trocando carícias e outras vezes saíamos para descontrair, como encontros em cinemas, parques e restaurantes.

Por mais que o dia hoje esteja nublado e chuviscando, eu insisti para que fossemos ao parque. Adoro sentir o cheiro de terra molhada de lá, sempre me trás paz e serenidade e eu precisaria estar relaxado para chamar Nico para morar comigo.

— Porque você quer ir ao parque? — escutei o moreno reclamar pela décima vez desde que havíamos saído da frente de casa.

— Porque eu gosto do cheirinho de terra molhada — dei de ombros — E os preparativos para a faculdade?

Nico deu aquele seu típico sorriso contido e entrelaçou seus dedos no meu. Ainda não consigo esconder meus sorrisos surpresos quando ele faz isso. Eu sei que é complicado para ele “sair do armário” e que o medo de ser julgado e de sofrer algum tipo de violência por fazer até esses simples gestos o assola, mas vejo o quanto ele vem se esforçado para superar isso e, por mais que ele tenha pedido para não fazer, não consigo não ficar surpreso e estupidamente feliz.

— Hades está escondendo alguma coisa — resmungou — Toda vez que eu puxo esse assunto, ele desconversa. Mas fora isso, estou bem ansioso, pra falar a verdade.

E pensar que eu pedi para que Hades agisse normalmente. Quando eu decidi perguntar se Nico queria morar comigo, eu havia falado com meu pai e Hades também. Pedi a permissão de meu sogro e, felizmente, depois de um tempo conversando com ele os prós e contras, eu consegui fazê-lo aceitar a ideia de ter o filho morando com o namorado.

Oras, nem era tão absurdo assim. Era?

Puxei Nico para que se sentasse num desses bancos que ficam espalhados pelo parque e respirei fundo repetindo mentalmente o mantra para me acamar. Nico arqueou as sobrancelhas e me olhou acusatório.

— O que você fez? — perguntou cruzando os braços.

Revirei os olhos e beijei de leve seus lábios. Pra me acalmar, sabe?

— Eu vou me mudar — e com essas quatro palavras, a feição de Nico mudou completamente.

— Quando?

— Daqui duas semanas. Vou morar perto da faculdade... — meu coração palpitava no peito — E... Sabe... Eu tava pensado se você não quer morar comigo?

Nico me olhou surpreso e suas bochechas ficaram rosadas. Dava para ver pelo seu olhar que ele estava surpreso, muito surpreso.

— Morar com você? — sua voz soou baixa e contida.

— Se você não quiser a gente não precisa dormir na mesma cama e...! — corei assim que a frase saiu pela minha boca e vi Nico corar e dar um sorrisinho constrangido logo depois. Oh situação constrangedora...

Nessa hora começou a chover e o céu ficou completamente tomado por nuvens cinza.

— Eu não sei, Will...

— Vai ser complicado no início, temos costumes diferentes, manias diferentes... Mas nós podemos nos adaptar e fazer dar certo — falei apressado, meu coração batia forte no peito e eu não sabia se tremia mais por frio do que nervosismo — Vamos fazer dar certo Nico.

O rapaz me olhou incerto e foi abrindo o sorriso mais lindo que eu já vi. O sorriso se estendia pelos seus lábios e chegava aos olhos.

— Vamos fazer dar certo¹ — sorriu e me abraçou.

A chuva continuava caindo enquanto nos beijávamos e ríamos por nada.

~*~

Duas semanas depois daquele dia se passaram voando. Nico não ficou surpreso quando eu contei que todos já sabiam da minha ideia de morarmos juntos e não tentou esconder a ansiedade para nos mudarmos logo.

Até eu estava mais ansioso com isso do que com o inicio das aulas da faculdade.

Felizmente Apolo quis mobiliar o apartamento toda antes de nossa mudança, então segundo ele “só chegaríamos para morar”. Ele não era tão grande, mas sim aconchegante. Tinha sala, cozinha, escritório que poderia servir como um segundo quarto, quarto-suíte, banheiro e uma sacada de tamanho médio com uma mesinha de centro e duas cadeiras, para duas pessoas estavam mais que perfeito.

Era um excelente presente de nossos pais, já que Hades insistiu em dividir as parcelas da compra já que o filho moraria aqui também.

— O que achou? — perguntei assim que deixei a última caixa da mudança no chão. O apartamento estava uma bagunça de caixas espalhadas pela sala. Nico ofegava levemente e suor escorria por sua testa.

— Não sei nem o que dizer... — vi os olhos do moreno brilharem de felicidade — Estamos morando juntos mesmo? Mesmo?!

— Estamos Nico — falei selando nossos lábios. Senti ele sorrir entre o beijo e entrelaçou os braços no meu pescoço — Agora vamos terminar de ajeitar todas essas caixas que a tarde vai ser longa.

.

No fim do nosso primeiro dia já havíamos arrumado quase todas as coisas em seus devidos lugares. Havia tantas caixas, não porque eram móveis e afins, mas sim com mantimentos, roupas, objetos pessoais, produtos de limpezas, tudo o que precisava ter numa casa, que Nico e eu estávamos ficando perdidos naquela bagunça.

Faltavam apenas às caixas com nossos próprios objetos pessoais, e isso poderia poderiam ser guardados aos poucos, já que não havia uma necessidade urgente para serem organizados. Eu terminava de preparar nosso jantar, depois daquele dia que eu havia cozinhado para Matt eu descobri um gosto peculiar pela culinária, e Nico falava ao celular com Hades. Meu sorriso bobo ainda estava presente e o fato de que aos poucos estávamos conquistando nossa independência juntos, ainda me era um pouco surreal. Meu celular, que estava na bancada da cozinha, poucos centímetros de onde eu estava, apitou e o ícone de mensagem apareceu na tela.

Como está sendo o primeiro dia de “casado”? Rs— Matt.

Revirei os olhos perante a mensagem de meu amigo e digitei uma mensagem rápida para ele.

Cansativo... Hoje foi só aquela agitação pós mudança. — Will.

Apaguei o fogo da panela e arrumei a mesa para comermos. Escutei a voz de Nico se aproximar e a tela do meu celular se iluminou, avisando uma nova mensagem de Matt.

No início é assim, lembro quando cheguei aqui em Providence... Tenho que ir agora, meu intervalo acabou e meu colega saiu cedo, mais trabalho pra mim... Rs. Até a próxima, Will. — Matt.

Ri com a mensagem dele e lhe enviei um ‘boa sorte’. Matt provavelmente estava pegando todas as horas extras para ter bônus no salário. Contanto que ele não extrapolasse os próprios limites, eu o apoiava nessa ideia.

— E esse sorriso ai? O que foi? — Nico perguntou, entrando na cozinha e arqueando a sobrancelha. Provavelmente estranhando a cara que eu deveria estar fazendo.

— Nada não. Vamos comer? — Nico me olhou desconfiado e se sentou a mesa. Sua desconfiança foi quase que imediatamente substituída por descrença quando viu a comida.

— Você que cozinhou? — perguntou incrédulo.

— Quem mais seria?

— Não pensei que cozinhasse... Nunca falou nada! — seus olhos iam de mim para o jantar simples — Na verdade eu pensei que morreríamos de fome já que eu não sei cozinhar e até então eu pensava que você também não soubesse...

—Esse é um talento meu que poucos sabem — sorri galanteador e servi meu prato — Agora vamos comer porque estou morrendo de fome.

Nico concordou e então o ambiente ficou imerso num silêncio amigável. Nico por vezes elogiava a comida, digo ‘elogiar’ porque eu acho que “até que não tá ruim” é um elogio vindo dele. Eram oito horas da noite e tanto ele quanto eu, estávamos deitados no sofá, Nico se encaixava perfeitamente entre minhas pernas, vendo um filme de ação que eu não conseguia me lembrar do nome. Quer dizer, Nico via o filme enquanto eu me ocupava em dar beijos leves no pescoço do rapaz.

— Will... Eu quero ver o filme — falou manso. Vi os pelos de sua nuca todos arrepiados e sorri com isso.

— Eu não estou te impedindo de nada — falei chupando seu pescoço e vendo, com imenso prazer, Nico respirar um pouco mais fundo.

— Will... — gemeu se virando para minha frente e enlaçando os braços no meu pescoço.

— Devemos estrear nossa cama nesse primeiro dia, não acha? — sussurrei em seu ouvido e ouvi Nico rir breve.

Beijei Nico sem pudor algum, com a certeza que nada ou ninguém iria nos interromper como sempre acontecia antes. Nem mesmo se o telefone tocasse ou se a campainha soasse, nós iríamos parar. Afinal, quem em sã consciência viria visitar alguém as nove horas da noite num domingo?

Elevei meu tronco para que ficasse em cima dele e passei a dar chupões nenhum pouco discretos no pescoço dele. Nico gemia contido e ria divertido. Lembrei-me do que meu pai havia falado quando me abraçou e desejou sorte nessa minha nova etapa. Lembro-me de que na hora eu não havia entendido muito bem, tanto é que apenas sorri e meneei a cabeça num aceno. Agora que entendi, fico constrangido só de imaginar meu pai comprando isso e sorrindo malandramente enquanto colocava tudo na gaveta da escrivaninha.

Se a cama pegar fogo, é só procurar a escrivaninha.

Levantei-me do sofá e puxei Nico pela mão, guiando-o até o quarto e rindo com o fato de deixar a porta aberta. Não é como se alguém fosse aparecer, certo? Tirei minha blusa e vi Nico fazer o mesmo, um pouco mais contido e nervoso. Dei uma risada marota e abracei Nico, fungado seu pescoço e impulsionando seu corpo para cima.

— Não precisa ficar nervoso — sussurrei em seu ouvido. Ele enlaçou suas pernas em minha cintura e segurou em meus ombros.

— Estou ansioso, não nervoso — sussurrou de volta e mordeu de leve minha orelha.

Deitei-o na cama e beijei seus lábios com luxúria, desejo e, confesso, até um pouco de desespero. Seria a primeira vez que faríamos sexo desde nossa reconciliação, nossa segunda vez se for parar para pensar. Suas mãos passeavam pelas minhas costas e as minhas estavam repousadas em suas nádegas, cobertas pela calça de moletom.

Suas bochechas estavam coradas, respiração acelerada e os lábios estavam inchados. Nico estava lindo naquele momento, seu peito subia e descia descompassado e um volume crescente despontava na calça cinza. Fiz uma trilha de beijos em seu abdômen e passei a língua por cima de seus mamilos rosados, ouvi-o ofegar em um misto de surpresa e decepção por eu não ter parado para chupar-lhe os botões e contive o riso.

Meus beijos carinhosos chegaram até o cós da calça dele e abaixei devagar aquela peça de roupa. Qual não foi minha surpresa ao saber que Nico estava sem cueca?

— Então quer dizer que meu namorado dorme sem cueca? — perguntei com minha melhor voz sedutora.

— Uhum... — ofegou e mordeu o lábio inferior quando soprei na cabeça de seu pênis.

Eu não iria fazer um boquete em Nico. Até porque eu não sabia como fazer, apenas como receber um e também eu precisaria me acostumar com ideia de chupar um pinto. Passei quase dezoito anos da minha vida me achando hetero e então me apaixono perdidamente por um homem. Não vai ser da noite pro dia que eu vou perder meu receio de experimentar tudo o que nós podemos fazer, e creio que a mesma coisa se passa na cabeça dele, por isso a masturbação dupla é sempre bem vinda, por enquanto.

Nico gemia baixo e revirava os olhos perante o prazer da masturbação dupla e eu sussurrava seu nome como um mantra. Vi o moreno se contorcer debaixo de minha e percebi que se continuasse, ele iria gozar e se cansar antes da hora. Beijei seus lábios inchados e suguei sua língua com gosto. Me estiquei até a escrivaninha e quando abri a gaveta não consegui impedir o riso.

— Meu pai é um indiscreto mesmo — falei negando levemente.

— O que foi?

— Nada não.

Peguei um pacote de camisinha e rasguei o lacre. Os olhos de Nico brilharam em ansiedade, ele sabia o que aconteceria a seguir. Meu coração batia tão forte que chegava a dor no peito, espalmei minhas mãos por suas coxas e me encaixei melhor entre suas pernas. Nico prendeu a respiração e inclinou o rosto no travesseiro.

— Ei — chamei-o suave — Fica calmo.

Ele me olhou, mordendo o lábio inferior, e depois de respirar fundo afirmou convicto. Me inclinei sobre seu corpo e selei nossos lábios num beijo calmo, eu tinha que deixar Nico relaxado senão aquilo não seria bom e prazeroso para ele.

Nico, ao longo do beijo, ia relaxando mais ainda na cama e então eu comecei a entrar nele. No início foi meio complicado, por ele estar meio tenso e consequentemente fazia com que seu ânus se contraísse mais. Eu dava estocadas lentas e gentis, para fazê-lo se acostumar com meu pênis o invadindo e Nico gemia dolorido.

Beijei-o novamente e aos poucos eu aumentei o ritmo dos movimentos, separei nossas bocas e passei a chupar-lhe o pescoço. Nico arfava a cada estocada e enlaçou suas pernas em minha cintura. Suas mãos me puxaram pela nuca e nossos lábios foram unidos mais uma vez. Era com prazer que eu retribuía o beijo afoito do moreno, sua desenvoltura no ato era surpreendente e o assanhamento da língua alheia me divertia.

Beijar a boca dele era meu vício.

Peguei as mãos de Nico, entrelacei nossos dedos e as coloquei um pouco acima de sua cabeça. Vi os olhos negros de Nico brilhar em felicidade e um sorriso magnífico surgir em seus lábios, eu sentia meu corpo tremer pelo ápice que estava próximo e passei a estocar com mais precisão no ponto G do moreno. Suor escorria de minha testa e pingava pelo queixo, nossos peitorais úmidos escorregavam em sincronia com mais facilidade e nossos gemidos libidinosos preenchiam o quarto.

— Eu te amo — falei sincero beijando-o rapidamente.

Senti o interior de Nico apertar meu pênis e então apertei nossas mãos entrelaçadas, o moreno gemeu preguiçosamente, rolou os olhos em êxtase e então o gozo dele sujou nossos abdomens. Com mais duas estocadas em seu interior, gozei proclamando seu nome num gemido extasiado.

Meu tronco desabou sobre Nico e senti os braços moles dele me envolver num abraço frouxo. O cansaço puxava Nico para inconsciência e o sorriso lindo que ele tinha nos lábios era lindo. Ajeitei melhor seu corpo cansado e beijei o topo da cabeça dele.

Eu amava Nico di Angelo.

Amava tanto que chegava a assustar.

Notas finais
¹ - Aquela frase destacada, vocês repararam, né? Ela é quase que o "Okay" e "Para sempre" do nosso casal maravilha! ♡ Acho bem fofinho esse capítulo, e então rapaziada?! Gostaram? >.< Comentem pra eu saber se gostaram ou não! >.