Preto é a Cor do Amor

39 Quatro meses, Um ano


Notas iniciais
Como eu não sabia quando teria internet novamente, este capítulo está programado *-* KKK' Espero que gostem deste capítulo!! ♥ ~Enjoy

— Will

Nossas primeiras semanas morando juntos pareciam uma lua de mel sem fim. Aos poucos nós íamos ajeitando nossas rotinas antigas e aceitando nossos hábitos de longas datas. Como por exemplo, a mania de Nico de deixar a pasta de dente destampada ou a minha de largar minhas roupas espalhadas pelo quarto.

Dividíamos as tarefas domésticas, menos a parte de cozinhar. Esta era eu que fazia, visto que Nico nem arroz sabia fazer e na parte da noite buscávamos sempre fazer coisas novas, a fim de explorar nossos corpos e curiosidades. Não necessariamente ocorria o ato de penetração, tentávamos procurar prazer de formas diferenciadas também. Desde punhetas conjuntas no banho até a tentativa de Nico de fazer um boquete em mim.

Noite essa que prefiro não lembrar... A dor da mordida acidental ainda me é muito fresca na memória...

Nossos pais (excluindo-se Nora porque primeiro, ela morava extremamente longe, e segundo que ela ainda não aceitava muito bem a ideia de eu e Nico estarmos morando juntos) já haviam vindo nos visitar e ficaram genuinamente surpresos ao encontrarem o apartamento limpo e arrumado. Deixaram bem claro tanto para mim, quanto para Nico, que não levavam muita fé de que isso daria completamente certo. Perséfone, que agora faz parte da família como namorada –quase noiva– de Hades, havia levado um vaso de flores como sinal de “boa sorte ao casal que começava uma vida nova”.

A faculdade estava em sua terceira semana de aulas, há primeira foi apenas para recepção de calouros, trotes e festas de boas vindas. Festas as quais Nico não aprovou minha ida, porque eu “devia parar de detonar com meu fígado e pensar como um adulto”, palavras dele. E pra falar a verdade? Eu não tinha vontade de ir mesmo. Preferia passar as noites em casa, deitado no sofá com Nico em meus braços, enquanto comíamos pipoca e assistíamos a um filme na televisão.

Isso era muito melhor do que todas as festas que eu já fui.

Fazia apenas um mês que estávamos aqui neste apartamento e para mim, parece que sempre moramos aqui. As coisas fluíam tão naturalmente que quem visse de fora pensaria que nós fossemos casados há anos.

E assim foram se passando dois, três... E quando assustamos já havia acabado nosso primeiro semestre de faculdade e completávamos quatro meses de namoro.

— Você vai fazer a prova optativa, né? — perguntei quando vi Nico sentado a mesa da cozinha com vários livros ao redor.

Seus cabelos estavam bem desalinhados, bolsas escuras embaixo dos olhos eram um contraste gritante com a pele pálida demais do rosto dele. Nico era o cansaço encarnado. Eu havia acabado de voltar da faculdade, era inicio da noite por volta das sete horas, quando encontrei Nico estudando com a maior cara de preocupação na cozinha.

— Vou... Se eu não for bem nela eu vou reprovar dessa matéria... — lamentou bagunçando mais ainda os cabelos negros — O pior é que a prova é amanhã e eu continuo não entendendo quase nada!

Nico estava claramente estressado.

— Vem cá — chamei puxando-o pelas mãos e o abraçando carinhosamente.

Os músculos tensos dele foram aos poucos relaxando enquanto eu passeava minha mão por sua coluna e seus braços rodearam minha cintura. Funguei seu pescoço e depositei um beijo em seu pescoço, vi Nico se arrepiar com o toque inocente.

— Relaxa... Troca de roupa que vamos passear por ai pra tu se distrair — falei dando um beijo rápido em seus lábios.

— Eu tenho que estudar Will – bronqueou comigo erguendo as sobrancelhas e cruzando os braços.

— Não vai ser do dia pra noite que você vai aprender isso. Além do mais reprovar faz parte... Não é legal, mas faz parte — respondi dando de ombros e empurrando o moreno em direção ao quarto.

Nico bufou contrariado, mas mesmo assim foi tomar um rápido banho e trocar a roupa. Provavelmente nós iríamos ao restaurante italiano que fica a apenas três quadras daqui. Foi totalmente ao acaso que o encontramos e já havia se tornado nosso preferido de Nova Iorque. Nico dizia que a comida de lá o fazia se recordar da mãe, Maria, embora a comida não fosse tão boa quanto à dela.

— Aonde vamos? — Nico perguntou quando voltou para a sala. Terminava de arrumar o casaco no corpo e tinha uma expressão meio irritada.

— Ao Mamma's — quando terminei de falar as feições de Nico se iluminaram em alegria.

— Realmente, você sabe me convencer — sorriu beijando minha bochecha.

Revirei meus olhos e peguei minha carteira, junto com a chave do apartamento. Como não era tão longe, e a noite estava agradável, não havia motivos para ir de carro até o restaurante. Nico entrelaçou nossos dedos e passou a andar junto a mim pelas ruas da cidade.

A localização do apartamento não ficava na área movimentada da cidade, logo não tinha aquele excesso de movimentação nas ruas no período noturno. Andávamos sem pressa, eu contava sobre meu dia para Nico e o moreno sorria contido.

— Tenho só mais uma prova nessa sexta e meu semestre acaba — comentei aliviado — Não vejo à hora de ter um pouquinho de descanso dessa correria.

— Amanhã é a última pra mim. Os professores estavam em dia do calendário acadêmico, então não teve atrasado algum... Não acredito que vou reprovar nessa matéria, tenho sorte que ela não é pré-requisito.

Concordei e então vimos o restaurante a poucos metros de nós. Era um restaurante ainda pequeno, de família, então toda a decoração do mesmo era simples e aconchegante. Assim que entramos vi May, a recepcionista, sorrir e acenar amigavelmente para nós.

Sentamos-nos numa mesa perto da janela, o vidro era fumê então não era preciso se preocupar em nos virem, e um garçom deixou os cardápios ao nosso dispor. O lugar reservado, com a música suave ao fundo e a três velas no centro da mesa deixavam o ambiente ainda mais romântico.

— Isso está até parecendo um encontro — Nico comentou sorrindo pequeno e passeando os olhos pelo cardápio.

— Nico que dia é hoje? — perguntei deixando o cardápio na mesa e fitando o rapaz a minha frente.

Nico crispou os lábios e franziu o cenho.

— Dia quatro de novembro. Por quê? — estranhou.

Sorri e entrelacei nossas mãos em cima da mesa. Com certeza eu estava dando muita importância nesse fato tão irrelevante, mas para mim era tão inédito que eu precisava comemorar de uma forma especial com ele.

— Hoje estamos fazendo quatro meses de namoro — sorri e Nico arregalou os olhos, surpreso.

— Sério?! Deuses eu não lembrei... Estava tão preocupado com a prova que não lembrei! — falou descrente.

Ri da cara dele e apertei a mão que estava entrelaçada na minha. Senti o moreno apertar de volta e dar seu típico sorriso pequeno. Eu simplesmente amava aquele sorriso. Era discreto, mas sincero e verdadeiro.

— Não precisa se preocupar. É só que eu precisava comemorar... É a primeira vez que faço quatro meses de namoro... — sorri envergonhado e escutei a risada contida do moreno.

— Então vamos comemorar — piscou um olhou e então o garçom apareceu para anotar os pedidos. Um sorriso sacana dançava em seus lábios.

Por mais que eu e ele não tenhamos mais vergonha neste quesito, eu ainda ficava surpreso quando ele falava ou agia daquele jeito todo malicioso.

~*~

Acordar com o sol batendo em seu rosto não é tão agradável quanto os filmes fazem parecer. Senti o peso de Nico em cima de mim e envolvi meus braços no corpo magro dele. Funguei seus cabelos e beijei o topo de sua cabeça.

— Bom dia — falei rouco e ele se remexeu em meus braços, resmungando alguma coisa que não entendi.

Espreguicei-me e afastei um pouco o corpo sonolento de Nico. Algumas roupas estavam espalhadas pelo chão, devido nossa atividade da noite anterior. Fui a passos arrastado para o banheiro e liguei o chuveiro, deixando que a água caísse gelada sobre meu corpo quente.

Quando voltei para o quarto, com apenas uma toalha enrolada na cintura, Nico estava sentado na cama ainda nu, afinal não havia mais motivos para sentirmos vergonha da nudez, e observava um caderno vermelho de aparência velha. Reconheci na hora que caderno era aquele.

— Onde achou esse caderno? — perguntei mais por curiosidade, não tinha porque esconder aquilo mesmo. Eu estava mais focado em sorrir enquanto observava o pescoço marcado dele.

— No armário. Estava procurando uma roupa pra vestir e sem querer derrubei-o — falou e ergueu os olhos para mim — Estava tentando escondê-lo por acaso?

Revirei os olhos.

— Não — tirei a toalha da cintura e vi o olhar de Nico descer um pouco. Sorri e vesti a cueca — Esse é meu antigo caderno de música. Quando era mais novo, gostava de compor.

Nico se levantou e andou até mim. Não vou negar que o olhei de cima a baixo com um sorriso ladino nos lábios. Segurei sua cintura e puxei-o para mais perto.

— Não tenho nada pra esconder de você — falei arrastando meu nariz pelo seu pescoço, o cheiro de suor seco me lembrava do seu desempenho magnífico na noite passada.

— Eu sei — riu piscando um olho — Li enquanto você estava no banho. Tem talento até, porque parou?

— Não tenho mais inspiração.

— Podia se inspirar em mim... Que tal me escrever uma música? — suas mãos acariciavam minha nuca e sorria faceiro.

— Vou pensar no teu caso. Agora vai pro banho, daqui a pouco temos que sair — beijei de leve seus lábios e vi Nico andar até o banheiro.

Arrumei nossa cama e olhei pela janela. O sol brilhava num céu completamente limpo. Julho era sempre uma época quente em Nova York, por conta disso Nico e eu quase todas as manhãs saíamos para aproveitar o clima agradável. Afinal, tínhamos que usufruir nossas férias da faculdade.

Ri comigo mesmo ao perceber o quanto o tempo passou rápido. Parecia que tinha sido ontem que eu e Nico comemorávamos nosso primeiro mês de namoro e primeiro dia na faculdade. Agora o segundo semestre já havia terminado e ontem havíamos celebrado, com muito fervor, um ano juntos.

Apenas em lembrar dos gemidos, a voz embriagada de tesão e o rosto úmido e corado de Nico me arrepio até a alma. Escutei meu celular tocar e vi no visor o nome de Matt.

— Aposto que a noite foi muito boa, hein!? Tentei ligar pra você, mas só caiu na caixa postal. Nico ainda consegue andar? Haha. Mais hein, fala pra ele que estou realmente surpreso que ele conseguiu te aturar por um ano OU ele deve gostar muito do sexo pra ainda estar com você... Haha!

Matt tagarelava rápido e ria entre uma coisa e outra.

— Bom dia pra você também, Matt — falei sorrindo. Ele não mudava mesmo... — E só pra você saber Nico não gosta só do sexo tá bom?

— Quem falou? Estou contigo só por conta disso mesmo — Nico estava encostado no batente da porta. A toalha estava enrolada em sua cintura e gostas d’águas caiam de seus fios molhados ao seu tórax.

— AHÁ! Viu? Até ele admitiu! — Matt gritou tão alto que Nico escutou. O moreno acompanhou a risada de meu amigo e apenas balançou a cabeça em negativa diante o escândalo alheio.

— Sinto que isso é um complô contra mim — cantarolei e Nico, na mesma hora que Matt, negou. Entretanto a voz risonha no telefone e o sorriso brincalhão nos lábios finos do moreno apenas denunciaram a brincadeira.

— Mas sério, liguei pra desejar parabéns ao casal. Um ano de namoro é bastante tempo — riu — E dizer também que estou com saudade do casal nota 10. A última vez que nos vimos foi no ano-novo! Pena que não dá pra marcar alguma coisa ao longo do ano... Distância é uma merda, né? Pelo menos nós vamos nos ver na Ação de Graças, se eu conseguir ir. Tenho que desligar agora, estou atrasado para me encontrar com a Alex. Adoro essa latina!

Eu tinha até me esquecido de quanto Matt gostava de falar. Eu escutei a tudo quase que calado, Matt parecia agitado. Provavelmente estava assim só porque iria se encontrar com Alexandra, uma menina brasileira que conheceu na faculdade e que em pouco tempo já havia conquistado a amizade dele. Ele havia me enviado uma foto dela no que parecia uma lanchonete no campus da universidade, fazia uma semana quase.

Ela não parecia ter notado quando ele tirou a foto, por isso estava bem espontânea. A pele amorenada, os cabelos ondulados e castanhos, os olhos estavam quase fechados por conta do sorriso radiante que ela exibia. Alexandra era muito bonita. E Matt parecia encantado com a menina de riso fácil.

— Tchau Matt. Relaxa e aproveite os momentos com ela, tenho certeza que ela já está na sua — encorajei meu amigo e desliguei o telefone após uma breve despedida.

Fui até a cozinha e abracei por trás Nico que estava concentrado demais em fazer um simples café. Beijei-lhe a bochecha e sentei a mesa.

— Vê se dessa vez não coloca tanto pó — falei distraidamente. Nico se virou para mim, com uma cara amarrada e braços cruzados.

— Eu sei fazer um café! Foi apenas uma fez que eu errei! — esbravejou — E esse sorriso besta na cara? O que foi?

— Nada — neguei e apoiei a cabeça numa mão — Estou apenas olhando meu namorado. Não posso?

Nico corou levemente, balbuciou algo e se virou para terminar o café.

— Que tal hoje à noite nós irmos ao parque que se instalou aqui na cidade? Ele vai ficar só uma semana aqui... Vamos?

Nico serviu o café em duas xícaras e se sentou a mesa junto a mim. Bebericou um pouco do líquido fumegante e fechou os olhos apreciando o gosto do café.

— Que horas? — perguntou depois de alguns minutos.

— À noite. Por volta das oito.

— Tudo bem — sorri e busquei sua mão livre em cima da mesa. Entrelacei nossos dedos e ficamos apenas bebendo nossos cafés num silêncio confortável.

~*~

As luzes do parque ficavam mais aparentes conforme nós chegávamos perto. Os gritos animados bailavam no ar como promessas de uma diversão barata. Eu estava animado. Há tempos não ia num desses parques itinerantes, a última vez havia sido quando eu e Matt tínhamos uns 13 anos, na época.

— A última vez que vim num parque desses, eu tinha dez anos... Lembro de ter arrastado Bianca em quase todos os brinquedos que eu podia entrar... — comentou com uma melancolia disfarçada na voz.

Puxei seu corpo ao meu e beijei seus lábios, pouco me importando com o que as pessoas ao redor diriam. Nico ficou surpreso e sem reação com o movimento repentino. E do mesmo modo inesperado como começou, o beijo terminou.

— O que...? — perguntou debilmente.

— Não quero te ver triste, nem melancólico — falei abraçando-o forte — Vamos aproveitar a noite.

Nico assentiu e então pagamos nossas entradas.

Eu havia me esquecido do quão divertido esses parques poderiam ser. Fomos a todos os brinquedos possíveis, desde carrinho bate-bate até trem fantasma. Nico estava sorrindo até com mais frequência, comemos algodão doce, cachorro quente e maçãs do amor. Rimos descontrolados quando entramos na tenda de espelhos e tentamos ganhar prendas no tiro ao alvo. Descobri que Nico tinha uma mira péssima, mas em compensação eu consegui ganhar uma pelúcia para ele, que corou horrores quando lhe entreguei o ursinho fantasiado de pirata.

— Olha como essa foto ficou linda — comentei depois de agradecer o fotógrafo e pagar pela mesma. Estendi a fotografia a Nico, que analisou com um sorriso lindo nos lábios.

Era uma foto bem espontânea, tirada por um daqueles fotógrafos do parque. Nela, eu estava com um braço ao redor da cintura de Nico e meus olhos brilhavam apaixonados e contemplativos enquanto eu o admirava. O moreno exibia o sorriso mais verdadeiro que já o vi dar e abraçava o ursinho que eu havia lhe dado. Até quem não nos conhecia, percebia que nos amávamos.

Simplesmente linda e espontânea.

— Vou emoldurar — comentei guardando a foto — Falta apenas um lugar. A casa mal-assombrada.

— Ah Will... Pra que ir nesse? — perguntou revirando os olhos — Sempre são as mesmas coisas, pessoas com fantasias toscas, gelo seco e decoração barata. Quer mesmo ir?

— Eu só queria ir mesmo pra aproveitar o escuro de lá e te beijar até sua boca inchar e você gemer meu nome... Mas já que você não quer ir, vamos embora — dei de ombros já andando em direção a saída.

Nico estava corado até a raiz dos cabelos e sua boca estava levemente aberta. Gargalhei alto quando vi o moreno naquele estado e respirei fundo, tentando controlar as risadas. Mesmo com um ano juntos, Nico ainda corava quando eu falava isso na rua.

— Will! — esbravejou andando em minha direção a passos rápidos — Você não pode falar essas coisas e sair andando!

Assim que avistei meu carro, destravei-o e entramos logo em seguida. Eu havia vendido minha Lamborguini para comprar um carro popular, que não chamasse tanta atenção e que tivesse um custo de manutenção menor.

Nico estava quieto, quieto até demais para o meu gosto. Quando olhei para ele, vi um brilho perigoso passar por seus olhos e um sorriso começou a se formar em seus lábios. Foi quando de repente, sua mão parou em minha pélvis e apertou levemente meu pênis. Ele ornamentava um sorriso sapeca nos lábios e seus olhos brilhavam em ansiedade.

— O que está fazendo? — perguntei realmente surpreso, não que eu não soubesse o que ele estava fazendo, mas ficando incrédulo demais para acreditar. Às vezes Nico tinha dessas mudanças de humor tão rápido que eu já cheguei a pensar que ele era bipolar.

Mas não era. Ele só tomava muita coragem para ficar ousado daquele jeito mesmo.

Sua mão começou a acariciar meu membro por cima do tecido e eu apertei o volante do carro. A mão boba do moreno desabotoou minha calça e abaixou o zíper, adentrando sem pressa alguma, minha cueca.

Arfei surpreso e os nós dos dedos ficaram braços pela força que eu apertava o volante. Não podia perder a direção por conta da distração que recebia e Nico sabia disso!

— Will — chamou meu nome num sussurro gemido — Sabe que desde que começamos a namorar, eu tenho tido algumas fantasias, né?

Como eu queria fechar meus olhos e aproveitar a punheta lenta que Nico fazia! Meus gemidos baixinhos eram contidos com muito esforço, meu lábio inferior era maltratado nessa tentativa de não gemer.

Eu simplesmente amava quando Nico agia tão pervertido!

Fazia um esforço para não ultrapassar a velocidade limite da rua e não bater em nada. Ainda bem que o vidro do carro era fumê! Não sei como (porque minha mente só conseguia pensar no prazer), mas desci um pouco mais minha calça e cueca e arfei surpreso quando Nico lambeu a cabeça do meu pênis.

Minha mente nublou e quase avancei o sinal vermelho. Nico havia começado a me chupar no carro mesmo! Seus lábios subiam e descia por meu pênis, gemendo obscenamente. Ele contraía suas bochechas para sugar com mais força e tirava meu falo de sua boca com um bop estalado. A língua dele me lambia como se fosse um doce, seus olhos fechados e sorriso satisfeito me levavam a loucura, apoiei minha cabeça no banco e fechei meus olhos em deleite, meus gemidos já não tão contidos assim, mas igualmente baixos, pareciam incentivar Nico a ir cada vez mais fundo.

Escutei uma buzina atrás de mim e me toquei que o sinal já estava verde.

Dirigir estava difícil com o prazer nublando minha visão. Nico queria nos matar, só pode! De repente Nico tirou meu falo de seus lábios inchados e me olhou provocativamente enquanto lambia lentamente a cabeça de meu pau.

— Quero transar contigo aqui e agora — falou após depositar um beijo inocente no que antes ele lambia.

Arfei e parei o carro na primeira vaga que vi. Por sorte a rua não estava tão movimentada e havia um beco escuro bem em direção a porta do moreno. Pessoas sensatas geralmente evitam becos escuros tarde da noite, por isso eu tinha quase que certeza que ninguém nos atrapalharia.

Tirei meu cinto de segurança, regulei meu banco para o mais afastado que podia do volante e vi o moreno tirar as calças numa velocidade surpreendente. Seu pênis já estava ereto e Nico vez ou outra bombeava seu falo para aliviar um pouco o tesão. Puxei-o pelo pescoço e beijei pornograficamente sua boca. Era lascivo, molhado, necessitado.

Nico sentou em meu colo, se ajeitando o melhor que podia dentro do carro, e voltou a juntar nossos lábios enquanto rebolava gostoso. O contato das peles nuas apenas deixava o prazer maior e tive que interromper o beijo, deixando apenas um fio de saliva nos conectando, para gemer e revirar os olhos.

Espalmei minha mão para pegar minha carteira e de lá tirei uma camisinha de emergência. Nico levantou, com um pouco de esforço, vale ressaltar que estávamos dentro de um carro apertado, para que eu pudesse colocar a proteção. Feito isso, o moreno mesmo encaixou meu pênis em seu ânus e sentou de uma vez só.

Gemeu dolorido, mas mesmo assim não perdeu tempo para se acostumar. Não tínhamos tempo a perder, estávamos fazendo sexo no carro numa rua com pessoas passando a todo o momento, afinal! Nico cavalgava com empenho, ora subindo e descendo, ora sentando em tudo e rebolando devagar.

Suas mãos se apoiavam em meus ombros enquanto as minhas apertavam sua bunda, auxiliando nos movimentos do moreno. O oxigênio dentro do carro parecia estar acabando, já que estava difícil respirar. Os olhos de Nico reviravam em deleite e sua boca gemia meu nome de forma luxuriosa.

— Ah Will! Eu adoro seu pau! Puta merda, isso é muito bom! — gemia rebolando espalmando suas mãos por meu peito, arrastando as unhas no processo.

Já disso que amo quando Nico fica todo pervertido? Ele simplesmente perde a noção das coisas e fala cada obscenidade... Nico entre quatro paredes era outra pessoa!

— Isso Nico... Rebola gostoso... — sussurrei alisando sua bunda.

Senti o músculo dele estrangular meu pênis e então Nico gemeu manhoso, revirando os olhos e tremendo levemente. O gozo dele sujando a blusa que eu ainda vestia. Com mais três estocadas gozei clamando por Nico e tendo meus lábios tomados pelos dele.

— Isso foi realmente muito bom — sussurrou contra meus lábios.

— Foi mesmo — ri cansado e Nico saiu do meu colo. Tirei a camisinha usada, amarrando-a e jogando-a pela janela. Vesti minha calça e vi Nico fazer o mesmo.

Liguei o carro e voltei ao percurso anterior, faltava pouco mais que três quadras para voltarmos para o apartamento. Sua mão esquerda parou sobre minha coxa e havia um sorriso alegre em seus lábios.

— Will — ele me olhava sorrindo e seus olhos brilhavam — Eu te amo.

Sorri de volta e senti meu coração palpitar contente. Chegava a doer de tão rápido que batia.

Era até engraçado que mesmo após um ano juntos, meu coração ainda batia descompassado por ele.

— Eu também te amo — respondi mesmo não sendo necessário. Minha mão livre buscou a sua em minha coxa e foi Nico quem tomou a atitude de entrelaçar nossos dedos.

O moreno sorriu mais ainda e não sou soltou minha mão mesmo quando nós nos deitamos para dormir, horas mais tarde.

Notas finais
Não joguem nada pela janela do carro u.u É feio e errado e nosso protagonista não pensou que isso não é legal u.u kkk' Fora isso, o que acharam?? *-* Venham me dizer nos comentários, estou esperando vocês!! *-* ♥