Pretérito Imperfeito
33 Capítulo XXXIII - Bleeding Love
Notas iniciais
Damon definitivamente passou dos limites.
É, mais uma vez... Dá para acreditar que ele continua forçando a barra? Eu estou sofrendo, e é terrível confessar isso, mesmo que seja apenas para você escrevendo.
Meu coração ainda está em pedaços. E o que ele faz? Armações e planos para me perturbar mais ainda. Dói muito... Muito mesmo!
Ele é um idiota, mas eu sou mais idiota ainda. Porque caio facilmente na rede de joguinhos dele, até acabo criando os meus próprios que só servem para eu me arrepender depois... Como eu queria odiá-lo de verdade... Eu sei que falo que o odeio toda hora, mas é para ver se eu assimilo isso por osmose, na tentativa de convencer a mim mesma. É claro que eu não o odeio, mas eu queria tanto, tanto mesmo...
Porque todo o sentimento que existe dentro de mim é um peso, me machuca... Cada momento bom e feliz que passei com ele continua preso dentro de mim, mas o que antes era o motivo de perder meu sono imaginando o resto de vida que queria passar ao lado dele, hoje tem o formato de pequenas agulhas que me destroem por dentro silenciosamente sem ninguém notar...
Eu queria arrancar Damon de mim, mas até minha alma foi impregnada por ele... Não consigo mais me lembrar de como é viver sem estar apaixonada por ele...
Estou exausta de tanto lutar contra ele e meus sentimentos. Ando tão bipolar e ainda por cima tenho esses sonhos esquisitos dessa “dimensão” que estive. Ainda não contei nada a ninguém.
Só sei que a minha vida foi totalmente desestruturada graças à vinda dessa Giuliana... Maldita Katherine e suas poções imbecis!
Eu preciso de uma pausa, um dia de férias da minha vida, um momento de paz. Estou ficando com uma estranha saudade de quando eu não sabia de nada e estava presa com aquela Senhora que me chamava de criança, A anja de cabelos vermelhos... E até sinto falta do esquisito de sotaque engraçado.
Alguém me ajude. Porque eu amo esse infeliz. Amo com cada átomo do meu corpo, mas é com a mesma veracidade que o amo que ao mesmo tempo não sou capaz de perdoá-lo. A certeza de que o amarei para sempre é a mesma certeza de que não sou capaz de esquecer.
Amo Damon, mas também amo a mim mesma... Que tipo de pessoa eu seria se esquecesse que ele dormiu com uma das minhas melhores amigas e me jogasse em seus braços?
Elena passou aqui agora a pouco para saber o porquê de eu ter saído do Grill daquela maneira. Eu tinha lágrimas nos olhos, mas eram de raiva, não a respondi. Entretanto, ela segurou meus ombros, olhou nos meus olhos e disse do nada: “Não precisa sentir raiva de si mesma por ainda amá-lo...” Eu fiquei tipo “WTF?”, não respondi nada e ela continuou falando: “... isso só faz de você humana”. De onde ela pegou essa fala? Da Caroline?
Depois ela saiu e me deixou sozinha pensando, por isso que eu estou aqui agora, escrevendo essas baboseiras. Porque estou tentando refletir sobre o que ela me disse. O que me faz humana? Ser a idiota que sou? Não conseguir odiar Damon verdadeiramente mesmo ele pedindo por isso?...
A minha meia-irmã é um pouco FAIL quando o assunto é aconselhar os outros. Acho que é porque geralmente é ela quem passa pelos conflitos e recebe o conselho e a ajuda dos outros.
Agora está tarde, vou tentar dormir um pouco e amanhã quando acordar eu voltarei ao normal, que é fingir, até para mim mesma, odiar Damon.
Juliana guardou o diário no seu esconderijo secreto, embaixo do colchão, o mais clichê de todos. Fez uma oração e tentou dormir, mas não teve dificuldade, o cansaço do dia, a hora tarde e o inchaço nos olhos causado por lágrimas a ajudaram a pegar rapidamente no sono.
[...]
Damon adentrou seu próprio quarto, ele estava um pouco abatido. Na verdade mal pensava no cara louco que o abordara no Grill, realmente se sentia mal pelo plano que parecia ser genial, mas que agora lhe fazia se sentir um pouco baixo.
Ele se jogou no meio da cama, com a barriga para cima e as mãos na cabeça, bagunçando os lençóis e banhando-se em arrependimento.
Damon fazia sua pose de macho inabalável, irônico e destemido, mas no fundo ele tinha bastante insegurança quando o assunto era Juliana. Será que um dia ela o perdoaria? Será que eles seriam felizes juntos num futuro? Será que ele conseguiria se manter firme e cumpriria as promessas que fez a Giuliana? Giuliana! Damon levantou a cabeça e olhou para um dos quadros das paredes.
O vampiro levantou-se e andou até o quadro que tinha a imagem de um homem redigindo uma carta e o deslocou revelando o letreiro digital de seu cofre.
Ele digitou a senha e pegou o livro de capa preta aveludada, era o Diário. Damon se sentou na cama, inspirou fundo e o abriu para folhear entre as folhas que ainda estava em branco, mas não teve dificuldade de encontrar, pois a garota fez questão de escrever nas últimas folhas, deixando algumas em branco no meio.
Algumas pessoas poderiam ver essas folhas do meio, em branco, como uma metáfora por causa dos anos que ela esteve morta e passou sem escrever, mas a verdade era que Giuliana realmente queria escrever no final para dar mais ênfase na despedida. Ele começou a ler...
Querido Diário,
Faz 147 anos que não escrevo aqui.
Sim! Eu morri e continuou morta, mas por motivos bem complicados que não vale à pena explicar, eu voltei, apenas pelo período de um mês. Aparentemente, estou ocupando o corpo de uma menina que é minha doppelganger, segundo o que Stefan e Damon me contaram. Incrível, não é?! Eles dois estão vivos! Bem... Tecnicamente não tão vivos assim, eles são vampiros. Isso mesmo, não dá para acreditar, mas os seres que eu pensava ser completamente das trevas, descobri nesse mês que não são tão das trevas assim, existem realmente. Vampiros, lobisomens, bruxas, feiticeiras e não sei o que mais.
Fiquei assustada logo que descobri, mas todas as pessoas amigas dessa garota cujo corpo estou usando e os próprios Damon e Stefan foram tão pacientes e atenciosos comigo que seria um pecado se não me adaptasse. Passei ótimos momentos aqui no século XXI.
Uma das coisas mais interessantes que eu pude analisar foi a evolução da relação entre meus primos, tanto entre eles mesmo quanto com as pessoas ao redor deles. Agora, Damon e Stefan são muito mais unidos que em 1864, os dois podem até achar que não, mas um é capaz de fazer qualquer coisa pelo outro, não que não fizessem isso antes, só que talvez as coisas que passaram juntos ajudaram na intensificação da ligação entre eles.
Ouso até em pensar que o vampirismo fez bem aos meus primos. Stefan não é mais tão inocente e manipulável ao ponto de até eu mesma conseguir enganá-lo, ele é bem mais forte e corajoso, sem ter abandonado sua doçura, fidelidade e companheirismo, sem sombra de dúvida, não resta nada do garoto perfeitinho sujeito a submissão de um pai escravista, ignorante e autoritário. E Damon?... Meu doce melhor amigo, e primo predileto, talvez tenha sofrido a maior das evoluções, que infelizmente foi provocada por diversos tipos de dores que encarou.
Damon em 1864 era apaixonado pela vida, apesar de sofrer represálias de um pai que tentava sufocar a voz do filho que tinha mais ideais. Ele não tinha medo de demonstrar carinho, era puro e inofensivo. Era um protótipo de conquistador, mas nunca seria capaz de tirar a honra de uma donzela sem realmente amá-la, ele não ultrapassava flertes inocentes. Esse era o Damon que conseguiu minha amizade e amor.
Atualmente, ele mantém o Damon que conquistou o meu amor preso dentro do novo Damon. Agora, ele tenta convencer a si e ao resto do mundo de que é um ser incorreto e egoísta, só que na verdade ele sempre tenta fazer o bem mesmo que por seus caminhos tortuosos. Ele se tornou impulsivo, facilmente perde a cabeça, mas não é por mal.
Uma característica adquirida que de certo modo pode ser considerada positiva, é que ele não se importa com o que os outros pensam sobre si próprio se tiver que agir de uma maneira pouco convencional para proteger os que gosta.
Damon se tornou uma pessoa difícil de enganar, mais até que Stefan. Hoje, para alguém conseguir entrar em seu coração, a pessoa tem que ser realmente merecedora, por isso não tenho ciúme dessa Juliana, que é minha duplicata. Se ele a ama, ela só pode ser merecedora desse sentimento.
Embora sofra de uma grande instabilidade, nunca encontrei alguém, em toda minha breve vida, mais resistente e obstinado que o Damon do século XXI. Depois de todas as coisas que ele passou, causadas por outras pessoas e por ele mesmo, este homem deveria estar louco ou deveria ter se tornado alguém amargurado incapaz de sentimentos bons, mas não! Ele agora é muito perseverante e admiro isso.
Damon, eu tenho plena certeza de que um dia lerá isso e acho justo você saber a maior observação que pude concluir sobre em que pés sua vida chegou. Você pode até não gostar, mas preciso dizer. Sua humanidade nunca esteve tão gritante, sim Damon, você é mais humano até que o nosso Stefan, e precisa aceitar isso!
Você é um humano com poderes especiais, e só isso, um humano. Você não me esqueceu e mesmo assim ama Juliana com a mesma intensidade que a mim – são suas palavras. Aposto que você mesmo não entende o motivo do seu EU bêbado ter feito aquilo com Laiana, mas eu tenho uma teoria. Você não se aceita, você não se acha digno, você não se perdoa. Então fez o que fez para tentar afastar a mim e a Juliana. Não vou negar que foi um erro muito grande e feio, mas erra é HUMANO, todos nós temos que pagar por nossos erros e é também nossa obrigação aprender com eles.
O ser humano nasceu com o cérebro para raciocinar e um coração para sentir, e este é totalmente apto para o perdão, principalmente quando se há amor, por mais que as pessoas pensem que não, o tempo revelará a verdade, de que o amor e o bem são mais poderosos do que o rancor e o mal.
Damon, por mais doloroso que tenha sido seu caminho até aqui, por mais desmerecedor e desprezível que você se considere – porque sei que é exatamente assim que você pensa que é – saiba que sua auto-estima está completamente equivocada. E existe redenção e uma luz no final do túnel para todos. Você é muito lindo por dentro; para ser mais sincera, sua beleza física não faz justiça a sua interior. Por favor, não a esconda de Juliana. Pode até esconder do resto do mundo como está habituado, mas não dela.
Eu SEI que um dia ela vai te perdoar, você só precisa esperar e mostrar a bondade aí dentro. Tenho tanta certeza sobre isso porque é impossível não te amar. Amei-te no século XIX, quando cheguei aqui e me deparei com um novo Damon completamente diferente; confesso que voltei a me apaixonar no século XXI.
Eu te amaria mais uma vez em outro ano, século, milênio ou era. Eu voltaria a amar você em qualquer outra vida que tivesse para viver, por mais que mudasse, por isso não duvide em nenhum momento que se Juliana te amou antes sem seu erro, te amará novamente depois dele. Ame-a, cuide-a, viva o amor que não tivemos a oportunidade de viver... E isso é o Adeus oficial que tiraram de nós antes.
Sua por quantas vidas forem necessárias,
Giuliana Salvatore.
Damon fechou o diário e teve que enxugar as lágrimas que não conseguiu evitar que caíssem de seus olhos.
Ele acabara de reviver toda a sua vida em apenas algumas palavras, e estava inconsolável. Tudo o que ele mais queria era ser consolado, ou abraçar Juliana e implorar seu perdão. Mas Damon sabia que não podia fazer isso agora, ela estava muito magoada, talvez daqui alguns dias ele o faça.
Damon se levantou, precisava de outro lugar para pensar. Então saiu de casa e foi para rua, depois de guardar seguramente o Diário.
[...]
Juliana estava adormecida, presa em seus sonhos misturados com lembranças da Dimensão que esteve, mas as coisas estavam ficando cada vez mais bizarras.
– Olá, criança! – Disse o espírito da Senhora morena que construiu a cabana que Juliana estava passando a maioria de seu tempo.
A garota que estava jogada na cama levantou a cabeça e viu a mulher entrando.
– Oi. – Disse ela sentando-se.
– Como estás? – Perguntou a senhora de vestimenta humilde e velha.
– Ainda presa nesse sonho estranho... – Juliana sibilou.
A senhora deu uma risadinha.
– Do que está rindo? – A jovem perguntou confusa depois se lembrou. – Ah, é! Esqueci que você insiste em dizer que o que estou vivendo é real, mas se veio para tentar me convencer está perdendo tempo...
– Não vim para isso, sei o quanto é cabeça dura e teimosa... A verdade é que seu tempo aqui está acabando e eu preciso mostrar algumas lembranças minhas para você antes que acorde. Posso? – Disse a senhora.
– Como assim, lembranças suas? Como vai me mostrar? – Juliana ainda se surpreendia com as loucuras daquele lugar.
– Lembranças de quando eu era uma bruxa viva. Eu vou mostrar por telepatia, claro! – A mulher explicou.
Juliana ironizou mais uma vez.
– Ah, sim!... Então agora você é uma mistura de Dumbledore e Professor Xavier... Quando é que o Wolverine aparece? A-d-o-r-o o Wolverine...
– Não conheço nenhum desses... – A mulher não entendia as piadas dela. – Mas eu posso te mostrar ou não?
Juliana deu de ombros.
– Não tenho mais nada para fazer aqui mesmo...
– Fique aqui na minha frente e feche seus olhos. – A mulher disse e Juliana obedeceu. A senhora de roupas antigas colocou as duas mãos na cabeça da garota e também fechou seus olhos.
Juliana não estava levando nada a sério, achava até a cena ridícula, mas continuou de olhos fechados e uma série de imagens que ela nunca tinha presenciado surgiu em sua mente.
Era uma mulher, um garotinho de menos de 10 anos e um bebê, numa sala assustadora. A mulher que acompanhava as crianças era a senhora que estava com a mão na sua cabeça, as lembranças eram dela.
Ela começou a conversar com o garotinho e os nomes das duas crianças surgiram. Ele era Damon e o bebê era Giuliana.
Juliana começou a olhar o ambiente e começou a ficar horrorizada, era escuro, cheio de velas e galhos de ervas, chegava a ser macabro. E ela ficou mais aterrorizada com a conversa, a mulher queria aprisionar Damon para sempre a Giuliana. O menino inocente não fazia ideia do que estava fazendo.
E ofereceu o seu sangue de bom grado à bruxa, depois a mulher tirou o sangue de Giuliana também. Juliana não conseguiu ficar parada, tentou interromper a mulher e tirar as crianças daquela mesa, mas ela falhava, pois quando tocava nas coisas seu corpo atravessava os espectros. Ela começou a berrar com a bruxa, era muito agonizante, Juliana queria salvar Damon.
Mas já era tarde e a velha já havia pegado seu livro de bruxaria e já falava as palavras respectivas a seu ritual deplorável aos olhos da garota.
– Seu monstro! – Juliana gritava para a mulher entre lágrimas de raiva.
Para surpresa da garota uma figura furiosa surgiu em sua frente com roupas de época, mas era idêntica a ela mesma.
– SAIA DAQUI! – A figura idêntica a Juliana berrou a empurrando, e a garota caiu. Ela se levantou sentando-se bruscamente depois da queda, e abrindo os olhos notou que estava sentada em sua cama, na casa Gilbert.
Havia sido um sonho-lembrança, mas aquela aparição era algo novo. Juliana se assustou e percebeu que enquanto dormia, tinha chorado de ódio daquela bruxa.
Ela não acreditava na veracidade de seus sonhos, realmente acreditava que tudo era uma brincadeira de sua própria mente. Mas agora ela tinha ficado tão impressionada, que seu coração estava ficando apertado em seu peito, e tudo o que ela mais queria era abraçar Damon, ter certeza de que ele estava a salvo.
Entretanto, ela sabia que não podia fazer isso. Então um impulso louco, fez Juliana querer vestir uma roupa mais coberta, para enfrentando a madrugada ir a outro lugar e se sentir mais perto de Damon, mesmo estando longe. Ela precisava muito SAIR DALI.
...
Juliana andou alguns quarteirões na solidão, fria e um pouco assustadora da noite até virar uma esquina e conseguir ver o coreto.

Era o coreto para onde Damon a tinha levado quando ela havia sido atacada por Aaron há quase um ano atrás. Fora o marco oficial e inicial de tudo. Fora exatamente ali onde Juliana e ele haviam trocado o primeiro beijo dos dois, aquele coreto era muito especial para a vida dela, mesmo não tendo ido lá outras vezes.
Juliana caminhou pela praça e alcançou o coreto. Subiu a pequena escada distraída, olhando para os lados. Quando chegou ao topo ficou gigantescamente surpreendida.
Damon estava ali, sentado no chão, com os braços abertos apoiados no murinho de cerca gradeada; e seus olhos estavam tão surpresos quanto os da garota paralisada. Os corações dos dois estavam tão acelerados que quase dava para escutá-los. Também era a primeira vez do vampiro naquele lugar depois do primeiro beijo dos dois.
– Pesadelos? – A voz de Juliana estremecia.
– Não... Eu sinto muito a sua falta. – Damon disse com o coração na boca por causa da coincidência. Na verdade não era simplesmente coincidência, era o Destino. E até Juliana deu o braço a torcer por isso.
A garota olhou para baixo, por um instante, depois do que ele disse, e em seguida voltou a olhar para Damon.
– Eu também sinto a sua. – Juliana confessou em um momento de fraqueza, ela estava exausta de fingir que não.
– Juliana... Eu... – Damon tinha tantos pensamentos, tantas coisas sufocadas que queria dizer, queria implorar perdão, dizer que a amava, que não tinha intenção de magoá-la, mas a garota o interrompeu.
– Por favor... Não fala nada. – Ela disse, pois sabia que não suportaria ouvir qualquer coisa, escutar só a faria sofrer mais. Então ele se calou e continuou olhando para a menina parada no topo da escada.
Juliana caminhou até alcançá-lo. Sentou-se ao lado do vampiro no chão, e se aninhou com a cabeça no peitoral dele.
Damon demorou alguns segundos para se acostumar com aquilo, temeu a ação inesperada dela, mas não se conteve e sentiu a necessidade quase vital de envolver seus braços, que ainda estavam apoiados na grade, no tronco da garota.
Juliana se acomodou mais no abraço dele e também o envolveu com seus braços enquanto pode.
Damon fungou profundamente no cabelo dela, inspirando o quanto conseguisse daquele perfume que tanto tinha saudade. Ele tirou delicadamente apenas uma de suas mãos das costas dela e pôs com a mesma suavidade no cabelo de Juliana, fazendo carinho e emaranhando seus dedos nos fios.
Depois de alguns segundos, o vampiro voltou a pousar a mão no tronco da garota, envolvendo-a novamente com os dois braços. Ele a apertava, cada vez com mais pressão. Damon não conseguia acreditar no que estava acontecendo, explodia de felicidade por dentro.
Juliana também começou a apertá-lo.
– Damon... Nada mudou... Não voltaremos a ser um casal. – Ela teve que falar afrouxando um pouco a pressão que ela provocava, mesmo mantendo seus olhos fechados ao abraçá-lo.
– Eu sei... – Damon disse despejando um beijo no cabelo da garota. Nada que ela dissesse conseguiria destruir a felicidade de tê-la ali em seus braços mais uma vez, nem que seja por alguns minutos apenas.
Os dois voltaram a se apertar e trocar carinhos.
Quando o nascer do sol estava bem próximo, Damon pegou Juliana pela mão e a levou em segurança de volta para casa.
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